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Nos primórdios do Rodeio Internacional de Vacaria

28 de janeiro de 2016 0

Imagem acima integrou uma reportagem de 30 de janeiro de 1978 do jornal Zero Hora. Naquele ano, o público superou as expectativas da organização, chegando a 50 mil pessoas. Foto: reprodução jornal Zero Hora

Aberto oficialmente no sábado (23), o 31º Rodeio Internacional de Vacaria segue até o próximo domingo somando 11 dias de programação. Tudo muito diferente do que aconteceu há 58 anos, na primeira edição, quando as festividades não passaram de um dia. Um dos idealizadores do evento e na época patrão do CTG Porteira do Rio Grande, o ex-deputado estadual Getúlio Marcantonio recordou daqueles tempos em livro.

Na publicação Vacaria dos Rodeios, Marcantonio conta que, em 1958, a situação era tão precária que os próprios organizadores tiveram de preparar a cancha das competições campeiras, arrancando à mão as macegas que infestavam o terreno. Aquele rodeio foi também o primeiro realizado no Rio Grande do Sul.

As competições não tiveram mais do que 33 participantes, representando, além do município sede, apenas outros dois vizinhos: Bom Jesus e Lagoa Vermelha. Para o churrasco aos visitantes, um abatedouro local forneceu a carne de duas reses. Hoje, o consumo chega a toneladas.

Em 1959, o II Rodeio ganhou foro estadual, com a adesão de novos municípios, como Porto Alegre, Caxias do Sul e Soledade. Teve a duração de dois dias. A principal atração foi a presença de Wenceslau Ferreira Filho (o Lalau), o ginete mais conhecido da região, à frente do desfile de abertura. Ele havia representado o Brasil num rodeio em Houston (EUA), levado pelos Diários Associados de Assis Chateaubriand.

Até 1960, a promoção foi realizada anualmente. Dali em diante, passou a ser de dois em dois anos, antecedendo outro importante evento turístico no Estado, a Festa da Uva de Caxias. A partir do V Rodeio, em 1964, os vacarianos ampliaram seus horizontes, dando caráter internacional ao evento.

Passaram a atrair representantes dos países do sul do continente e até cowboys dos Estados Unidos, que começaram a disputar provas com laçadores e domadores locais, ganhando inclusive diversos troféus.

Atuação: Getulio Marcantonio foi patrono do CTG Porteira do Rio Grande, um dos idealizadores do evento, deputado estadual e autor do livro Vacaria dos Rodeios. Foto: Raul, banco de dados, Agência RBS

A lenda da chuva

Não se sabe bem até que ponto esta história corresponde à realidade. Conta-se em Vacaria que, em 1964, na época do Rodeio, uma cigana teria pedido um copo d’água ao patrão do CTG, Wenceslau Ferreira Filho, e este, ocupado com outras coisas, negou.

A mulher, então, teria rogado uma praga dizendo que iria chover durante todas as festas. Parece que a maldição pegou, com a chuva repetindo-se todos os anos.

Até que, em 2010, o patrão Luís Scholl, ao ser abordado também por uma cigana que lhe propôs “ver a sorte”, em troca de dinheiro, ofereceu R$ 10, contanto que ela bebesse um copo d´água.

Com a sugestão aceita, o patrão acha que a maldição foi quebrada. Naquela vez, só choveu no último dia do evento, e nos anos seguintes o tempo passou a melhorar.

Atração

O Rodeio Internacional de Vacaria figura como a mais importante promoção turística do gênero no Brasil, atraindo milhares de visitantes de todo o país e do Exterior.

Parceria

Informações deste post foram publicadas originalmente na coluna Almanaque Gaúcho, do colega Ricardo Chaves, de Zero Hora.

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