Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Resultados da pesquisa por "Família Rigon"

Família Rigon e os povoadores da Colônia Caxias

03 de janeiro de 2015 9
Arsenio Rigon e Maria Isotton com os 13 filhos em 1920. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Rosalinda Rigon Fontana, divulgação

Arsenio Rigon e Maria Isotton com os 13 filhos em um registro de 1920. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Rosalinda Rigon Fontana, divulgação

A família de Arsenio Rigon, com a esposa Maria Isotton, filhos, noras e genros, em 1920. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Rosalinda Rigon Fontana, divulgação

A família de Arsenio Rigon e Maria Isotton, aqui com os filhos, noras e genros, em outro registro de 1920. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Rosalinda Rigon Fontana, divulgação

Conforme o livro Povoadores da Colônia Caxias, escrito por Mário Gardelin e pelo frei Rovílio Costa, a família de Arsenio Arcangelo Rigon integrou os primeiros grupos de imigrantes italianos que se estabeleceram em Caxias do Sul. Nascido em Verona, Arsenio Rigon (1868-1946) chegou ao Brasil em 1881, acompanhado pelos pais Maria Giusti e Antonio Rigon e dois irmãos – ele adquiriu um lote no Travessão Carlos Gomes, em São Francisco da Sexta Légua, quitado em 1891.

Rigon casou-se com Maria Isotton – filha de Giovanni Isotton e Maria Olivo –, com quem teve 13 filhos. Na foto acima, datada de 1920, vemos, em pé, os irmãos Antônio, Severina, Amélia, Albina, Guerino e Tranquina. À frente, a partir da esquerda, estão Mário, José e Olivo (junto ao pai), Paulino (no colo da mãe), e Amabile, Marina e João.

A neta Rosalinda Rigon Fontana, 86 anos, filha de Antônio Rigon, associa agradáveis lembranças de sua infância à história de seus ancestrais. Na década de 1930, ela costumava visitar a casa dos avós e se deliciar com uma saborosa sopa de agnoline e com biscoitos caseiros. O avô cultivava parreirais, tinha uma criação de animais e plantava cereais para o sustento da família.

A família de José Rigon, em Antônio Prado, em 1937. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal da família de José Rigon, divulgação

A família de José Rigon em Antônio Prado, em 1937. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal da família de José Rigon, divulgação

Torrefação de café em Antônio Prado

José Rigon, um dos 13 filhos de Arsenio, teve forte atuação no ramo comercial. Em meados da década de 1930, mudou-se para Antônio Prado, onde instalou uma torrefação de café com a marca São Pedro. Naquela época, Rigon fez o caminho inverso de um fenômeno migratório decorrente de questões econômicas.

Enquanto uma significativa parcela de moradores de Antônio Prado se transferia para Caxias, ele vislumbrou na cidade vizinha uma oportunidade de negócios e fixou residência em definitivo por lá.

Na foto acima, registrada em 1937, vemos José com a esposa, Josefina Mariani, e os filhos Casemiro, Anselmo e o caçula Raul (entre os pais). À frente do casal aparecem Luís, Vinícius, Celina e Talita.

Uma rua central de Antônio Prado é denominada José Rigon.

Galópolis nos anos 1930: José Rigon (ao fundo, com o cigarro) auxilia a carnear um porco durante um almoço da família Basso. Foto: acervo pessoal de Égide Basso, divulgação

Galópolis nos anos 1930: José Rigon (ao fundo, com o cigarro) auxilia a carnear um porco durante um almoço da família Basso. Foto: acervo pessoal de Égide Basso, divulgação

Produtor de uvas finas, Antônio Rigon foi premiado na Festa da Uva de 1933. Foto: acervo pessoal de Rosalinda Rigon Fontana, divulgação

Produtor de uvas finas, Antônio Rigon foi premiado na Festa da Uva de 1933. Foto: acervo pessoal de Rosalinda Rigon Fontana, divulgação

Festa da Uva em 1933

Antônio Rigon (1893-1970), outro dos sete filhos homens de Arsenio, exerceu a função de chefe do posto dos Correios em Galópolis, atividade desenvolvida posteriormente pelos filhos Marciano e Osvaldo. Paralelamente, ele também dedicava-se à fruticultura. Em seu pomar, destacavam-se macieiras, marmeleiros, ameixeiras e laranjeiras. Já na viticultura, produziu espécies de uvas finas.

Conforme o relatório da terceira edição da Festa da Uva, presidida por Celeste Gobbato, em 1933, Antônio Rigon (foto acima) obteve o segundo lugar na classe das castas européias. Entre outras ações de relevância comunitária, fez a doação de uma fração de sua propriedade para construir o cemitério de Galópolis e ajudou os filhos a constituir uma fábrica de sabão, detentora das marcas Atômico e Caxias Super Fino.

Uma rua no bairro Salgado Filho leva seu nome.

Anúncio publicado em 24 de dezembro de 1948 trazia votos de Feliz Natal de Marciano Stefano Rigo, filho de Antônio Rigon e diretor da fábrica de sabão. Foto: reprodução jornal Pioneiro

Anúncio publicado pelo Pioneiro em 24 de dezembro de 1948 trazia votos de Feliz Natal de Marciano Stefano Rigon, filho de Antônio Rigon e idealizador da fábrica de sabão. Foto: reprodução/Pioneiro

Guerino Rigon, um dos 13 filhos de Arsenio Rigon, com a esposa Angela Daniel Rigon, em uma clássica foto de estúdio em 1920. Foto: Julio Calegari, acervo de família, divulgação

Guerino Rigon, um dos 13 filhos de Arsenio Rigon, com a esposa Angela Daniel Rigon, em uma clássica foto de estúdio em 1920. Foto: Julio Calegari, acervo de família, divulgação

A padaria de padaria de João Rigon, um dos 13 filhos de Arsenio Rigon, na década de 1950, em Galópolis; Foto: Sisto Muner, acervo de família, divulgação

A padaria de João Rigon, um dos 13 filhos de Arsenio Rigon, na década de 1950, em Galópolis. Foto: Sisto Muner, acervo de família, divulgação

Informações desta coluna são uma colaboração do repórter fotográfico Roni Rigon.

Participe 

Você possui fotos antigas de família ou está organizando algum encontro de gerações? Envie informações para o e-mail rodrigo.lopes@pioneiro.com, com data, um breve histórico, local onde foram feitas as imagens, nome do fotógrafo e um fone de contato.

Família Comandulli nos primórdios de Rainha do Mar

18 de janeiro de 2016 0

Veraneio em 1960: o casal Hélio e Solange Comandulli, a senhora Nadi Timmers Comandulli e as crianças Ivone, Nilva e Jane. Foto: acervo de família, divulgação

A chegada em Rainha do Mar: Solange Comandulli (à direita), a mãe Mary Guimarães D’ Arrigo, a cunhada Nadi Timmers e as crianças Nilva, Ivone e Jane (á frente). Foto: acervo de família, divulgação

A praia de Rainha do Mar começou a ser povoada pelos veranistas caxienses a partir de 1955. E entre os assíduos frequentadores do passado destacamos as famílias de Ivo Comandulli e Hélio Romano Comandulli.

Na imagem acima, de 1960, percebe-se o odontólogo Hélio (C) na chegada ao Litoral com a mulher, a professora Solange Guimarães D’ Arrigo Comandulli (D), a cunhada Nadi Timmers Comandulli (E) e as sobrinhas Ivone, Nilva e Jane.

Conforme o também odontólogo Paulo Comandulli, 53 anos, filho de Hélio e Solange, a ocupação da casa era dividida com amigos e familiares do tio Ivo Comandulli – na entrada do quintal, uma placa em madeira identificava o ambiente como Ninho do Bem-Te-Vi.

Comandulli recorda ainda que a mãe lecionou nas escolas Maguari e Emilio Meyer. Já na história do Clube Juvenil, Solange foi escolhida rainha em 1955.

Clique nas imagens para ampliar.

Família Comandulli e um flagrante durante a neve de 1965.

Antigos verões na coluna Memória.

Distração no tabuleiro: Solange Comandulli e a sobrinha Nilva divertem-se jogando Ludo. Foto: acervo de família, divulgação

Jogos de tabuleiro

Veranear em Rainha do Mar, na década de 1960, significava conviver em um ambiente de extrema tranquilidade, distraindo-se com jogos de cartas e tabuleiro. No flagrante acima, vemos a professora Solange avançando as casas de Ludo com a sobrinha Nilva.

Paulo Comandulli, filho de Solange, relata que, na época, pescar caranguejos no arroio, brincar com cavalos e fazer carrinhos de lata também eram atividades corriqueiras.

Naqueles tempos, a família de Hélio Comandulli viajava ao Litoral a bordo de um lendário DKW.

Verão de 1955: a urbanização de Rainha do Mar.

Solange Comandulli (com a criança no colo), o casal Jarmes e Romeu Juchem e amigos durante um veraneio em Rainha do Mar nos anos 1960. Foto: acervo de família, divulgação

Nas areias de Rainha do Mar: a família de Solange Comandulli nos anos 1960. Foto: acervo de família, divulgação

Há 60 anos

O projeto urbanístico para o loteamento que deu origem à praia de Rainha do Mar, em 1955, foi liderado por Bernardino Conte. Ele teve a parceria de diversos empresários locais, como Nelson de Castro Reis, Valdemar Petrini, Jacinto Vial, Abramo Pezzi, Rizzieri Cislaghi, Ernesto Casal, Lino D’Andrea, Arthur Comandulli, Armando Franciosi, Marcos Diligenti, Aquilino Forner, Guido Lain, Rogério Isller, José Rossatto e João Tomazoni, entre outros.

O joalheiro Raymundo Pezzi, 80 anos, recorda que o pai, Amilcar Pezzi (1898-1977), foi o responsável pelo traçado das ruas. Amilcar chegou a permanecer sete meses afastado de Caxias, dedicando esforço para agilizar a entrega dos lotes – no loteamento, um pavilhão servia como dormitório para os construtores e depósito de material de construção.

Certa vez, Raymundo visitou o canteiro de obras e ficou hospedado em um hotel de Capão da Canoa. Na foto abaixo Amilcar Pezzi (C) aparece diante do hotel, acompanhado do pintor Hermenegildo Schiavo (D).

Em Capão da Canoa: Amilcar Pezzi (ao centro) e Hermenegildo Schiavo (D) em 1955, quando Rainha do Mar começou a ser urbanizada. Foto: acervo de família, divulgação

Parceria

Informações desta coluna são uma colaboração do repórter fotográfico Roni Rigon.

Participe

Você possui fotos antigas no Litoral entre as décadas de 1920 até 1970. Envie para a coluna com data, identificação das pessoas e um breve resumo do veraneio.

Encontro da família Segalla em São Braz

17 de outubro de 2015 0

O casal Luiz (Luigi) Segalla e Lucinda Nicoletti Segalla com os filhos em meados dos anos 1940. Em pé estão os irmãos Luiza, Severina, Victório, Angelina e Lourena. Sentados, os gêmeos Luiz e Paulo. Foto: acervo de família, divulgação

Este sábado (17) é de confraternização para os descendentes do pioneiro imigrante italiano Luigi Segalla, que aportou no Brasil aos sete anos, em 1877, na companhia dos pais, Valentin Segalla e Luiza Silvestri, e dos irmãos José e Virgínia. Um almoço de confraternização em São Braz deve reunir parentes oriundos de Caxias, Rio de Janeiro e São Paulo, além de outros bem mais distantes, chegados dos Estados Unidos e da Inglaterra.

Natural da localidade de Sovizzo, na província de Vicenza, Luigi (no Brasil, Luiz) começou a trabalhar com apenas 12 anos, aprendendo o ofício de pedreiro na então vila de São Sebastião do Caí – é atribuído a ele o reboco, o acabamento e o piso de mosaicos da Catedral Diocesana, além de várias capelas e igrejas da região.

Casado por duas vezes, Luigi teve um total de 18 filhos, incluidos aí os seis que faleceram pouco após o nascimento. Da união com Maria Tessari nasceram Ermelinda, Tereza, Antonio, Laura e Elena. Após a morte da primeira esposa, Luigi uniu-se a Lucinda Nicoletti, com quem teve outros sete: Severina, Luiza, Victorio, Angelina, Luiz, Paulo e Lourena.

Única viva, a caçula Lourena Segalla Seidl, 91 anos, foi a responsável por incluir as memórias da família em livro. Lançado em 2003, Histórias da Rua das Cabritas traça um rico perfil da trajetória dos Segalla desde a saída da Itália, o cotidiano nos primórdios do século 20 e o crescimento do clã ao longo das décadas, perpassando quase todo o século 20.

Clique nas imagens para ampliar.

O aniversário de 70 anos da matriarca Lucinda Nicoletti Segalla, em 1958, na sede do Grêmio Esportivo Flamengo. Lucinda aparece com os filhos Paulo, Severina, Victório, Angelina, Luiza e Lourena, além das quatro enteadas (Laura, Tereza, Ermelinda e Elena). Foto: acervo de família, divulgação

O clã

Pela árvore genealógica elaborada pela família, Luigi e suas duas esposas tiveram 12 filhos, que posteriormente geraram 43 netos, 90 bisnetos, 89 trinetos e 11 tataranetos.

A lista de netos inclui nomes como o do empresário Paulo Bellini (filho de Ermelinda Segalla e Alberto Bellini) e o do escultor Bruno Segalla (filho de Antonio Segalla e Maria Panarotto).

Os filhos de Lugi Segalla e Maria Tessari (primeiro casamento)

* Ermelinda (casada com Alberto Bellini)
* Tereza (casada com Luiz Buzatti)
* Antonio (casado com com Maria Panarotto)
* Laura (casada com Jacintho Vial)
* Elena (casada com Francisco Zambon)

Os filhos de Luigi Segalla e Lucinda Nicoletti (segundo casamento)

* Severina (casada com Alcebíades Pegorini)
* Luiza (casada com Alcides Leonardi)
* Victorio (casado com Iradi Rodrigues)
* Angelina (casada com Egydio Prataviera)
* Luiz (casado com Jandira Ramos)
* Paulo (casado com Flavia Lohmann)
* Lourena (casada com Danilo Seidl)

Os netos de Luiz e Lucinda no início dos anos 1950: Luis Carlos e Isabel (ao fundo), Roberto, Luis Paulo, Celso, Sergio e Marília (na fila do meio). À frente, a partir da esquerda, Ivete, Vera Maria, Carlos, Flavio, Beatriz (de perfil) e Paulo. Foto: Studio Geremia, acervo de família, divulgação

“Luiz, não me deixe”

A trajetória da família remonta ao ano de 1877, quando Luigi, o filho do meio, ficaria na Itália fazendo companhia à avó, muito idosa para viajar.

Conforme relato contido no livro Histórias da Rua das Cabritas, quando o pequeno viu os pais embarcarem no porto de Gênova, correu para juntar-se a eles, justo no momento em que retiravam a prancha do navio. Viajante clandestino, o garoto só seria “descoberto” após três semanas em alto-mar.

Conforme relatado pela filha Lourena no livro, o pai sempre lembrava da avó lhe chamando, sozinha, na beira do cais:

“Gigio, no’stá lacciarme (Luiz, não me deixe).

Lourena Segalla Seidl, 91 anos, filha caçula de Luiz e Lucinda e autora do livro “História da Rua das Cabritas”. Foto: Roni Rigon, banco de dados/Pioneiro

Parceria

Informações desta coluna são uma colaboração de Raul Segalla e Marília Leonardi Corso.

Encontro da família Tesser no distrito de Faria Lemos, em Bento Gonçalves

13 de março de 2015 5

Os imigrantes Ignazio Angelo Tesser e Giacoma Poletto (sentados, ao centro) com os 13 filhos: Luigi Antonio, Mansueto Adolfo, Maria Margarida, Salute Madalena, Carolina, Vitorio Guilherme, Geltrudes, José, Josephina, Francisco, Epifanio, Julio Reinaldo e Anayr. Foto: acervo família Tesser, divulgação

O distrito de Faria Lemos, em Bento Gonçalves, sedia neste domingo o primeiro encontro da família Tesser. Foi onde, em 14 de fevereiro de 1878, estabeleceram-se o pioneiro imigrante italiano Luigi Tesser e seus sete filhos: Pietro Antonio, Ignazio Angelo, Catterina, Maria Oliva, Angela, Giuseppina e Giacoma.

Vindos da localidade de Trevignano, província de Treviso, eles ocuparam os lotes rurais 51, 53 e 57 da sede do distrito, juntamente com os primos Giovanni, Giuseppe, Bortolo, Francesco e Maria Tereza, filhos do também imigrante Candido Tesser.

Conforme dados disponibilizados na página oficial do encontro, as duas famílias partiram da Itália em 11 de novembro de 1877, chegando à Serra três meses depois. Luigi Tesser era casado com Maria Morelatto, mas a esposa acabou falecendo ainda em Trevignano, na Itália, quando do nascimeno do filho Ignazio Angelo, em 1860.

Conforme Luiz Antônio Tesser, neto de Luigi Antonio Tesser – um dos 13 filhos de Ignazio Angelo e Giacoma Poletto –, o encontro terá uma ampla programação a partir das 9h30min, incluindo missa, cantoria italiana e almoço típico. São aguardados cerca de 250 descendentes, vindos de cidades como Pato Branco (Paraná), Joaçaba e Caçador (Santa Catarina), além de Porto Alegre, Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Marau.

Na ocasião, ocorre ainda a 6ª Sagra Trevisana de Faria Lemos, evento que busca resgatar as tradições dos primeiros imigrantes.

Um clássico registro de estúdio de Luigi Antonio Tesser, filho de Ignazio e Giacoma. Foto: acervo família Tesser, divulgação

O quinteto formado por Olivo Tesser e Bernardo Tesser (em pé), e Luigi Antonio Tesser, João Batista Pianca (prefeito de Bento Gonçalves entre 1924 e 1928) e Fernando Calegari (sentados). Foto: acervo família Tesser, divulgação

Trajetória

Luigi Tesser, o pioneiro imigrante italiano do clã, nasceu em Trevignano em 1822 e faleceu em Faria Lemos em 1899, aos 77 anos. Na foto abaixo, ele aparece ao lado da filha Giacoma, casada com Antonio Dorigon.

Luigi Tesser (sentado), a filha Giacoma e o genro Antonio Dorigon. Foto: acervo família Tesser, divulgação

O casarão

No distrito de Faria Lemos ainda existe o casarão de pedra construído por Luigi Tesser e pelos filhos Pietro Antonio e Ignazio Angelo em 1883, cinco anos após a chegada à região.

Participe da coluna

Você possui fotos antigas de encontros de família ou está organizando algum? Envie informações para o e-mail do alto da página com data, um breve histórico, local onde foram feitas as imagens, nome do fotógrafo e fone de contato.

Residência da Família Spinato em Galópolis

24 de fevereiro de 2015 4

Foto: Roni Rigon/ Agência RBS
O leitor João César Nicoletti, 64 anos, preserva consistentes referências na história de Galópolis. Em relação ao lanifício São Pedro, Nicoletti possui registros que vinculam ao passado de seus familiares. Na casa em que residiu o gerente João Laner Spinato, que localiza-se junto ao parque fabril, Nicoletti relata que seu avô João Nicoletti era o zelador do pomar de frutas e cuidador dos animais. A mãe, Adelina Forner Nicoletti, também trabalhou com a família Spinato, onde realizou a tarefa de babá e serviços domésticos.

Terezinha Spinato Bissaco, 80 anos, filha de Spinato, recorda dos momentos vividos na infância. Passear a cavalo pelo pátio era uma das atividades recreativas prediletas. Terezinha lembra que seus pais João e Luizinha residiram em Galópolis no período de 1927 a 1965. Ali nasceram suas irmãs Lori, Ruth e Rosemeri. Posteriormente, mudaram-se para o centro de Caxias do Sul. Na imagem atual, percebe-se o casarão na visão frontal, vizinho das casas do Instituto Hércules Galló. Nicoletti afirma que entre 1975 a 1977 o casarão voltou a ser habitado pelo gerente Heinz Dieter Loges. E, no período de 1978 a 1979, residiu Airton da Silva Rodrigues.

Na gestão do Grupo Kalil Sehbe, o imóvel acolheu no período de 1980 a 1998 parte da administração do lanifício. Nicoletti, na função de gerente de custo, chegou a trabalhar numa das salas. Em 1981, foi construído um lago no local, época em que começou a chegar revoadas de garças. Hoje, o imóvel está desativado.

Paisagem emblemática de Galópolis

 

Foto: Sisto Muner / divulgação
O casarão que serviu de residência da família Spinato está localizado na parte superior do parque fabril, à margem da Estrada Federal BR 116. A posição permitiu que o gerente tivesse uma visão abrangente da fábrica. O local também é privilegiado na estação de inverno, recebendo os primeiros raios solares, devido a abertura natural entre os morros. Na imagem registrada na década de 1930, percebe-se o cenário visto da parte sul da localidade. À direita da foto, havia um arvoredo formado por eucaliptos, que foi retirado em 1974. À esquerda da imagem, ao lado do casarão de Hércules Galló, destaca-se o prédio em que abrigou a escola Manoela Chaves, destruído por um incêndio em 1937.

Aniversário de Lori Spinato


O administrador João Spinato foi uma pessoa que valorizou permanentemente as relações familiares. Casado com Luiza Gitzler, teve quatro filhas: Lori, Ruth, Therezinha e Rosemeri. Com uma forte educação religiosa, adquirida na época de seminarista, Spinato soube transformar sua residência num ambiente de saudáveis encontros com seus vizinhos e amigos de Galópolis. Entre os momentos marcantes, destaca-se o aniversário de Lori Spinato(diante do bolo), em 19 de janeiro de 1943. À direita, percebe-se o casal João e Luiza. E, à frente da mesa, da direita para esquerda, estão as filhas Ruth, Therezinha e Rosemeri. Na lista de pessoas famosas, Terezinha Morango, miss Brasil, foi recepcionada pelo casal em 1958.

Encontro da Família Bettiato no Paraguai

14 de fevereiro de 2015 1

 

Fotos acervo familiar / divulgação

Fotos acervo familiar / divulgação

* Por Roni Rigon

O 8º Encontro da Família Bettiato suscita fatos que remontam à imigração italiana no Rio Grande do Sul. A nova geração segue desbravando oportunidades, inclusive fora do país. Neste final de semana, o encontro está programado para ser realizado em Santa Rita- Alto Paraná, no Paraguai.

Conforme Alzira Luisa Bettiato Zattera, o primeiro encontro realizou-se em fevereiro de 2002, em Caxias do Sul. A iniciativa originou-se através dos descendentes Paulo e Antoninho Bonetto, Alziro e Ivo Bettiato e João Tonietto, que foram até Jacutinga (RS), em 2001, para localizar parentes, até então dispersos. Nessa aventura, consolidou-se o propósito de promover uma momento festivo para fortalecer os laços sanguíneos.

Conforme registros familiares, Luiggi Bettiato e Catharina Ruffato, provenientes de Pádova, Itália, chegaram ao Brasil em julho de 1886. Fixaram residência na localidade de Conceição da Linha Feijó.

O casal teve 10 filhos: Itália, Teresa, Francisco, Paolo, Paulina, Virginia, Virginio, Joana, Francisca e João, que, respectivamente, casaram-se com João Tonietto, Antonio Lain, Tereza Nichele, Angela Perboni, Luiz Caregnatto, Angelo Bonetto, Ida Caregnatto, João Zanotto, João Tonietto e Ermelinda Bonetto.

Na imagem de 1908, acima, percebe-se a família de Luiggi e Catharina Bettiato com os filhos Paulina, Itália, Tereza, Paolo e Francisco, em pé; e Virginia, Joana, Francisca, João e Virginio, sentados.

Abaixo, o encontro ocorrido em 2002, com parte dos descendentes que viveram momentos agradáveis na localidade de Conceição da Linha Feijó.

memoria2

Hotel da família Paternoster em 1924

15 de dezembro de 2014 3
Foto: reprodução do livro Cinquentenario Della Colonizzazzione Italiana Nel Rio Grande del Sud

Hotel Recreio, surgido em 1911, foi um dos primeiros empreendimentos da Av. Rio Branco. Foto: reprodução do livro Cinquentenario Della Colonizzazzione Italiana Nel Rio Grande del Sud

O imigrante italiano João Paternoster chegou ao Brasil em 1876 com espírito bastante empreendedor. A profissão de panificador e confeiteiro propiciou a ele formar uma sociedade em Porto Alegre.

Posteriormente, já estabelecido em Caxias do Sul, ele colaborou na constituição da Associação dos Comerciantes (atual CIC) em 1901, da qual integrou a primeira diretoria. Também foi subdelegado da Intendência Municipal, fiscal de obras e colaborador da paróquia de São Pelegrino.

Com a inauguração da ferrovia, em 1910, Paternoster percebeu a possibilidade de investir em um hotel para atender a crescente demanda de visitantes e homens de negócios. Surgia em 1911 o Hotel Recreio, cuja proposta proporcionava aos hóspedes desfrutar de saborosos jantares e conviver no então bucólico e tranquilo ambiente da Avenida Rio Branco, no bairro São Pelegrino.

O hotel, aliás, foi um dos primeiros empreendimentos a se instalar na via, quer concentrou ainda diversos outros estabelecimentos clássicos da cidade. Entre eles a Igreja São Pelegrino, a Vinícola Mosele (onde hoje situa-se a Receita Federal), a Sociedade Brasileira de Vinhos, o quartel – onde foram realizados os festejos do cinquentenário da imigração italiana –, a Padaria Rio Branco e a Igreja dos Capuchinhos.

A foto do hotel (acima), registrada em 1924, foi publicada no livro Cinquentenario Della Colonizzazzione Italiana Nel Rio Grande del Sud, obra que faz uma balanço acerca do cinquentenário da imigração italiana no Estado.

Foto: reprodução do livro Homens e Mitos na História de Caxias do Sul, de Ângelo Ricardo Costamilan

A família de João Paternoster em 1912. Foto: reprodução do livro Homens e Mitos na História de Caxias do Sul, de Ângelo Ricardo Costamilan

Um retrato em 1912

A saga do italiano João Paternoster está registrada em dois capítulos no livro Homens e Mitos na História de Caxias do Sul, escrito por Ângelo Ricardo Costamilan. No retrato acima, de 1912, vemos os filhos Graciema, Angelina, Adélia e Dante (atrás) e Ignes e Ida, filhos do primeiro casamento de João com Maria Sartori Schlabrendorff.

O menino Pery, junto ao casal, é o único filho de João com a segunda mulher, Marietina Sartori.

Pery foi gerente no Lanifício São Pedro. Dante deu continuidade na administração do hotel, que, na década de 1950, adequou-se para funcionar como pensão.

Foto: reprodução

Anúncio de 1913 destacava o estabelecimento “próprio para famílias”. Foto: reprodução

Cardápio refinado

Situado no bairro São Pelegrino, em uma área nobre da cidade, o Hotel Recreio era uma referência recreativa na sociedade caxiense da época. Além disso, a proximidade com a estação férrea e o centro facilitava o trânsito dos hóspedes. Famílias e amigos se encontravam no final de semana para almoçar, fazer piqueniques, jogar cartas e conversar na varanda.

Com formação em gastronômica na Itália, João Paternoster tinha consciência de servir pratos e bebidas de excelente qualidade aos clientes.

O anúncio acima, veiculado em 1913, salientava o caráter familiar e refinado cardápio, acompanhado por bebidas nacionais e importadas.

No local do antigo hotel, hoje situa-se o Edifício Paternoster (foto abaixo), construído após a demolição do casarão, em novembro de 1990.

Foto: Roni Rigon

O Edifício Paternoster, erguido nos anos 1990 e situado no mesmo terreno. Foto: Roni Rigon

As informações desta coluna são uma colaboração do repórter fotográfico Roni Rigon.

Família Fontana em Torres nos anos 1950 e 1960

17 de novembro de 2014 0
Lembrança do veraneio de 1957: a partir da esquerda, o casal José Fontana e Rosalinda Fontana com os filhos Zecão e Maria Elisa; o casal Generosa e Aquilino Felippi, com os filhos Romeu e Zilá; a babá Maria Oss, a amiga Marieta Rossatto Felippi e uma garota torrense não identificada. Foto Feltes, acervo pessoal de Rosalinda Fontana, divulgação

Lembrança do veraneio de 1957: a partir da esquerda, o casal José Fontana e Rosalinda Fontana com os filhos Zecão e Maria Elisa; o casal Generosa e Aquilino Felippi, com os filhos Romeu e Zilá; a babá Maria Oss, a amiga Marieta Rossatto Felippi e uma garota torrense não identificada. Foto Feltes, acervo pessoal de Rosalinda Fontana, divulgação

A praia de Torres volta e meia surge nas lembranças de muitos leitores, especialmente agora que o verão se aproxima. Para a família de Rosalinda Fontana, 86 anos, o litoral de Torres era o destino certo durante as férias. A moradora de Galópolis não trocava por nada a oportunidade de permanecer 30 dias em Torres, geralmente no mês de janeiro.

A casa alugada da amiga caxiense Raquel Mattos, no centro do balneário, é lembrada como um segundo lar. Conforme Rosalinda, nas décadas de 1950 e 1960, ainda era uma aventura viajar com o próprio carro.

As condições de transporte e as estruturas gastronômica e hoteleira começavam a evoluir, em função de uma demanda turística mais exigente. No entanto, ainda não havia congestionamento nas estradas e filas em restaurantes e supermercados.

José e Rosalinda com os filhos Maria Elisa e Zecão em 1957. Foto Feltes, acervo pessoal de Rosalinda Fontana, divulgação

José e Rosalinda com os filhos Maria Elisa e Zecão em 1957. Foto Feltes, acervo pessoal de Rosalinda Fontana, divulgação

Um verão em 1961

Saborear deliciosas fritadas de peixe era obrigatório. Naquela época, eles eram fisgados em abundância pelos filhos, recorda dona Rosalinda.

A amiga Maria Oss acompanhava a família para zelar pela casa, preparar as refeições e auxiliar no cuidado com as crianças.

José Fontana e Rosalinda com os filhos Zecão, Maria Elisa e Paulo, acompanhados por Maria Oss, em 1961. Foto Feltes, acervo pessoal de Rosalinda Fontana, divulgação

José Fontana e Rosalinda com os filhos Zecão, Maria Elisa e Paulo, acompanhados por Maria Oss, em 1961. Foto Feltes, acervo pessoal de Rosalinda Fontana, divulgação

O casal, a babá e os filhos Zecão, Paulo e Maria Elisa no mar. À esquerda está o garoto David, morador de Torres que ensinava os caxienses a pescar. Foto Feltes, acervo pessoal de Rosalinda Fontana, divulgação

O casal, a babá e os filhos Zecão, Paulo e Maria Elisa no mar. À esquerda está o garoto David, morador de Torres que ensinava os caxienses a pescar. Foto Feltes, acervo pessoal de Rosalinda Fontana, divulgação

Vizinhança conhecida

Rosalinda Fontana gostava de veranear em Torres por se sentir em casa. Lá, era comum encontrar moradores de Caxias como Miguel Sehbe e Virvi Ramos, entre outros. Os padres Sérgio Leonardelli e Sérgio Nicoletti foram vigários em Torres. Já o grupo Kalil Sehbe possuía um hotel.

Além disso, a cidade oferecia passeios por pontos turísticos como a Praia da Guarita, a Lagoa do Violão, o Rio Mampituba e o Morro do Farol, ideal para apreciar a vista do mar.

Na foto abaixo, Rosalinda e José em 1962. O retrato foi captado no trecho da Praia Grande, onde os fotógrafos se valiam das belezas naturais das pedras e do mar para registrar as lembranças dos veranistas.

O casal Fontana em 1962.   Foto Feltes, acervo pessoal de Rosalinda Fontana, divulgação

José e Rosalinda Fontana em 1962. Foto Feltes, acervo pessoal de Rosalinda Fontana, divulgação

Atuação comunitária

José Fontana (in memoriam) integrou o grupo Típica Inspiracion e tocava violino, gaita e bateria. Também tocou o órgão da Igreja Matriz de Galópolis. Rosalinda foi chefe do departamento pessoal do Lanifício São Pedro.

Leia mais sobre Galópolis e a família Fontana clicando AQUI.

As informações desta coluna são uma colaboração do fotógrafo Roni Rigon.

Encontro da família Molon movimenta distrito de Otávio Rocha, em Flores da Cunha

16 de outubro de 2014 0
Festividade que celebrou as bodas de ouro de Giovanni Batista Molon e Maria Magnabosco Molon em 1945. Foto: acervo família Molon, divulgação

Festividade que celebrou as bodas de ouro de Giovanni Batista Molon e Maria Magnabosco Molon em meados da década de 1930. Foto: acervo família Molon, divulgação

A família Molon celebra suas origens em dose dupla neste final de semana, em Flores da Cunha. A 9ª edição do encontro nacional dos descedentes ocorre no distrito de Otávio Rech, com filó no sábado à noite e missa festiva às 10h de domingo, seguida de almoço de confraternização.

Conforme o historiador Floriano Molon, um dos organizadores do encontro, em 1882 os imigrantes Molon cortaram relações com os parentes deixados nos arredores do Castello de Arzignano, em Vicenza, na Itália. Juntamente com um grupo de amigos e conterrâneos que haviam saído da região nas mesmas condições, escolheram recomeçar a vida no Brasil.

O Rio Grande do Sul recebeu famílias de seis imigrantes de sobrenome Molon, que se concentraram em Flores da Cunha, Caxias, Farroupilha, São Marcos e Carlos Babosa – além da Serra, os Molon estabeleceram-se nas cidades de Tubarão (SC), Curitiba (PR) e Americana, Santa Bárbara do Oeste e São Bernardo do Campo (SP).

A família de Pietro Molon e Francesca Ziggiotti. Foto: acervo família Molon, divulgação

O viúvo Pietro Molon (ao centro) com a família de Demétrio e Elisabete Pinzon Molon. Foto: acervo família Molon, divulgação

Os imigrantes Antonio Molon e Regina Ghiotto, Pietro Molon e Francesca Ziggiotti, Alessando Molon e Tereza Genaro e Angelo Molon e Cecília Ziliotti estabeleceram-se em Otávio Rocha, 10ª Légua da Colônia Caxias, enquanto Giovanni Batista Molon e Maria Magnabosco, e Girolano Molon e Catarina Laghetto foram colonizadores de Nova Vicenza, atual Farroupilha.

Com a presença, nos últimos encontros, de cerca de mil participantes, estima-se que os imigrantes deixaram uma descendência com mais de 10 mil nomes, somando-se também o lado materno.

Foto: reprodução

Foto: reprodução

Trajetória em livro

O livro Molon – História de uma Família faz uma apanhado dessa trajetória e apresenta a árvore genealógica dos mais de 8 mil nomes já catalogados.

A obra pode ser adquirida com o autor, Floriano Molon, pelo e-mail fmolon@cpovo.net. A família mantém ainda o site www.familiamolon.com.br, com várias fotos e informações.

Uma das curiosidades diz respeito ao significado do sobrenome:

“Molon se reporta ao vocábulo grego mélon e ao latino melo, melonis, melão. O significado do sobrenome é transparente, indicando cidadão medieval que se dedicava ao plantio, à cultura prevalente de melões, melancias. O sobrenome se relaciona não somente ao cultivador, mas também ao mercador, ao vendedor ambulante desses produtos.”

O escritor e pesquisador Floriano Molon, um dos organizadores do encontro deste domingo. Foto: Roni Rigon, banco de dados/Pioneiro

O escritor e pesquisador Floriano Molon, um dos organizadores do encontro deste domingo. Foto: Roni Rigon, banco de dados/Pioneiro

Participe da festa

Informações e reservas de ingressos podem ser feitas pelo fone (54) 3279.1153 ou pelo e-mail fmolon@cpovo.net.

Casarão da família Stragliotto, um símbolo de Galópolis

23 de setembro de 2014 3
Foto: Roni Rigon

Viagem no tempo: um cenário centenário às margens da BR-116, em Galópolis. Foto: Roni Rigon

Localizado rente à BR-116, em Galópolis, o casarão da família Stragliotto parece congelado no tempo, com sua estética que remete diretamemente às antigas moradias da colonização italiana. Apesar da evolução e transformação urbana, o imóvel datado de 1914 chega aos 100 anos ainda acolhendo seus proprietários e conservando diversas histórias curiosas.

Neto do fundador, Geraldo Stragliotto, 61 anos, reside no local e relata inúmeros fatos vividos pelos ancestrais da família. Conforme ele, ao longo das décadas o casarão abrigou hospedaria, salão de baile, sala de jogos recreativos, barbearia, restaurante e até um bar.

Foto: Roni Rigon

Faixa defronte ao casarão destaca os 100 anos da construção, um marco da colonização italiana na Serra. Foto: Roni Rigon

O pai de Geraldo, Frederico Stragliotto, administrou entre 1964 e 1978 o restaurante, que aos finais de semana servia a tradicional dobradinha. Na época do bar, turistas e moradores consumiam lanches e refrigerantes. Já as crianças se deliciavam com sorvete seco e bolinho inglês.

O porão servia como depósito de milho e abrigava uma cantina para fabricação de vinho caseiro – num dos alçapões da casa, localizado no corredor de acesso ao salão de festas, a uva era descarregada em pipas de madeira de pequeno porte.

Atualmente, no espaço desativado do bar, funciona a tornearia de Geraldo, instalada em 1986. O poço d’água, que no passado atendia ao consumo doméstico, continua em atividade – hoje com as facilidades do bombeamento elétrico.

Os Stragliotto em 1941: os filhos Amabile, Maria, Inês, Angelo, Frederico, Pierina e Angelina (em pé). Sentados aparecem Olinda, Antonieta, a matriarca Genoveva, o patriarca Giuseppe, Avelino e Rosalina. Foto: Sisto Muner, acervo família Stragliotto, divulgação

Os Stragliotto em 1941: os filhos Amabile, Maria, Inês, Angelo, Frederico, Pierina e Angelina (em pé). Sentados aparecem Olinda, Antonieta, a matriarca Genoveva, o patriarca Giuseppe, Avelino e Rosalina. Foto: Sisto Muner, acervo família Stragliotto, divulgação

Uma foto para a posteridade

Giuseppe Stragliotto (1878-1959) foi o construtor do casarão. No local, ele residiu com a mulher, Genoveva Trentin (1886-1942), e os 11 filhos.

Na foto acima, registrada em 1941, vemos os filhos Amabile, Maria, Inês, Angelo, Frederico (pai de Geraldo), Pierina e Angelina (em pé). Sentados aparecem Olinda, Antonieta, a matriarca Genoveva, o patriarca Giuseppe, Avelino e Rosalina.

O casarão num registro de 1977 para a revista Vogue Brasil. Foto: Luis Crispino/Vogue Brasil, acervo família Stragliotto, reprodução

O casarão num registro de 1977 para a revista Vogue Brasil. Na época, térreo abrigava um bar, e lambrequins ainda decoravam a fachada. Foto: Luis Crispino/Vogue Brasil, acervo família Stragliotto, reprodução

O casarão em 1977

Por sua proximidade com a rodovia, cerca de três metros de distância, o casarão costuma chamar a atenção de turistas e visitantes para fotos. Na parte dos fundos, ele faz divisa com o Arroio Pinhal.

Geraldo Stragliotto recorda que uma equipe da revista Vogue Brasil, que fazia uma matéria para o inverno de 1977, parou para conhecer a rústica construção.

A foto foi publicada na edição de junho de 1977. Geraldo guarda a revista até hoje, pois retrata a casa na época em que na parte externa havia propagandas de refrigerantes, indicando a existência do bar.

A publicação da revista Vogue Brasil em 1977, com destaque para o casarão, as belezas naturais e a gastronomia da Serra. Foto: reprodução/Pioneiro

A publicação da revista Vogue Brasil em 1977, com destaque para o casarão, as belezas naturais e a gastronomia da Serra. Foto: reprodução/Pioneiro

Símbolo do bairro

Juntamente com as casas recuperadas de Hércules Galló, a igreja matriz e a antiga Vila Operária, o casarão da família Stragliotto é um dos tantos atrativos arquitetônicos do bairro – o que confere ainda mais charme a essa bucólica Caxias dentro da grande Caxias.

Charme centenário em Galópolis. Foto: Roni Rigon

Charme centenário em Galópolis. Foto: Roni Rigon

Um século depois: um cenário congelado no tempo. Foto: Roni Rigon

Um século depois: um cenário congelado no tempo. Foto: Roni Rigon

Veículos costumam passar a menos de dois metros das portas e janelas do casarão. Foto: Roni Rigon

Veículos costumam passar a menos de três metros das centenárias portas e janelas do casarão. Foto: Roni Rigon

Participe da coluna

Você possui fotos antigas de Galópolis? Envie para o e-mail rodrigo.lopes@pioneiro.com, com data, um breve histórico, nome do fotógrafo e um telefone de contato. Em outubro, durante a Semana de Galópolis, a coluna publicará as imagens.

As informações desta coluna são uma colaboração do repórter fotográfico Roni Rigon.