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Resultados da pesquisa por "Tiroleses"

Inauguração do Monumento aos Tiroleses em 1977

06 de fevereiro de 2014 0
Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Erguido em homenagem ao centenário da imigração italiana, o Monumento aos Tiroleses foi inaugurado em 21 de maio de 1977, no bairro Santa Catarina. A solenidade daquele domingo de 37 anos atrás contou com as presenças do bispo diocesano Dom Benedito Zorzi, que rezou uma missa em latim; do padre Eugênio Giordani, vigário de São Pelegrino; do monsenhor Adolfo Fedrizzi; da senhora Maria Rizzo Moré, integrante da comissão que erigiu a obra, e do vice-cônsul da Itália, Ercole Sólio (fotos abaixo).

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Participaram ainda autoridades, vereadores e descendentes de famílias procedentes da região do Tirol, como o senhor Edmundo Pezzi.

Nestor Gollo entrevista políticos e autoridades durante a inauguração. Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Nestor Gollo entrevista políticos e autoridades durante a inauguração. Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

O Monumento aos Tiroleses e o Museu Ambiência Casa de Pedra compõem a Praça dos Tiroleses, ponto turístico de Caxias localizado no entroncamento das ruas Matteo Gianella e Professor Marcos Martini (foto abaixo).

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Placa comemorativa

Abaixo, vemos a placa comemorativa sendo descerrada por representantes das famílias Costamilan, Fedrizzi e Pezzi.
O monumento, aliás, foi idealizado pelo senhor Emílio Parolini Pezzi, que durante viagens à Itália fez a promoção do centenário da imigração, celebrado oficialmente dois anos antes, na Festa da Uva de 1975.

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Na imagem abaixo, duas crianças com trajes típicos tiroleses, que depositaram uma coroa de flores aos pés do monumento. Diversas flâmulas, nas cores da Itália e do Tirol, decoravam o entorno da rua. Já o corneteiro do 3º Grupo de Artilahria Antiaérea executou a Alvorada (foto abaixo).

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

As fotos integram o acervo do Circolo Trentino de Caxias do Sul e foram disponibilizadas pelas leitoras Maria Rizzo Moré e Elisete Bertollo.

Há 37 anos

Em dezembro de 1977, o Monumento aos Tiroleses foi enriquecido com o brasão de Trento, confeccionado em ferro batido. O símbolo foi descerrado pelo padre Giordani, “como homenagem pelos seus relevantes serviços à causa da imigração tirolesa”, conforme detalhou a edição do Pioneiro de 24 de dezembro de 1977 (fotos abaixo).

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

 

Casa de Pedra: uma restauração em 1975

17 de novembro de 2015 2

Janeiro de 1975: Maria Frigeri Horn e funcionários em meio às obras de restauração da Casa de Pedra (ao fundo). Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Se desde fevereiro de 1975 a Casa de Pedra é roteiro obrigatório para quem busca saber mais sobre a imigração italiana em Caxias, muito deve-se ao trabalho da professora e museóloga Maria Frigeri Horn, então diretora de museus da prefeitura na gestão de Mario Bernardino Ramos (1973-1975).

Naquele final de 1974, a ideia de Maria era ousada: criar o primeiro museu da imigração italiana no Brasil. Uma corrida contra o tempo, já que a Festa da Uva ocorreria dali a menos de dois meses. Relato concedido por Maria a então diretora do Museu Municipal, Tânia Zardo Tonet, em 1996, detalhou a recuperação do espaço.

Convidada pela secretária da Educação e Cultura, Santina Barp Amorim, para organizar o atual Museu Municipal, Maria teria aceitado mediante uma condição: se entregassem a ela também o trabalho de restauração da Casa de Pedra. Dito e feito:

“Eu lembro que no primeiro domingo eu peguei uma máquina fotográfica e fui ver em que condições estava a Casa de Pedra. Estava demolida (…), cheguei na porta da cozinha e não tive coragem de entrar, achei que ia cair o telhado em cima de mim. Eu disse: “Olha, nós temos que restaurar isso aqui!”

O olhar visionário e o empenho de Maria – aliados a uma personalidade “meio briguenta” e a uma boa dose de ousadia – deram o tom de todo aquele processo. Madeiras, telhas, móveis, utensílios, enfim, todo o contexto histórico e a logística para que o casarão ressurgisse foram fruto da colaboração da comunidade e das empresas – tanto que não foram poucos os que consideraram tudo aquilo uma loucura.

“Não tínhamos verbas, não tínhamos dinheiro, a mão-de-obra foi totalmente gratuita. Os que ganhavam, era muito pouco… Eu batia na porta das empresas e pedia… Foi muito na parceria”.

Clique nas imagens para ampliar.

O prefeito Mario Bernardino Ramos durante o discurso de inauguração da Casa de Pedra, em 14 de fevereiro de 1975. Foto: Basilio Scalco, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Bandas do São Carlos e do Cristóvão participaram da solenidade de inauguração da Casa de Pedra (ao fundo). Foto: Basilio Scalco, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Após a inauguração da Casa de Pedra (ao fundo), grupo dirigiu-se ao Museu do Vinho, instalado junto à Cantina Pão & Vinho e também organizado por Maria Horn. Foto: Basilio Scalco, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Sucesso na Festa da Uva

A “loucura” toda ficou pronta em 14 de fevereiro de 1975 e dialogou ainda com o temporário Museu do Vinho, também organizado por Maria e instalado junto à cantina Pão & Vinho, do outro lado da rua. Ambos foram roteiros obrigatórios para quem visitava os Pavilhões, outra novidade daquele fevereiro de 1975.

“A Casa de Pedra foi um sucesso tão grande que durante a Festa da Uva tinha-se que atender até as três da manhã”.

Parceria

Parte da entrevista com Maria Frigeri Horn reproduzida nesta coluna integra o Banco de Memória Oral do Arquivo Histórico Municipal.

A inauguração da Casa de Pedra em 1975.

A inauguração dos Pavilhões da Festa da Uva em 1975.

A Casa de Pedra em finais dos anos 1960. Foto: Hildo Boff, divulgação

A Casa de Pedra no final dos anos 1960, ainda quando fazia vizinhança com o antigo casarão de madeira derrubado em 1974. Foto: Hildo Boff, divulgação

A história da casa

A Casa de Pedra foi erguida por volta de 1885 pelos irmãos Giacomo, Antonio e Luis Lucchese, chegados a Caxias seis anos antes, em 1879, e estabelecidos na antiga 9ª Légua. Os Lucchese detiveram a posse da casa até 1918, quando ela foi adquirida por Jacob Brunetta. Nessa época, além da construção de pedra, havia uma casa de madeira, ambas ligadas por um passadiço.

Conforme informações disponibilizadas pelo Arquivo Histórico Municipal, a casa de madeira foi substituída por uma maior, onde os Brunetta instalaram um armazém, um matadouro e um açougue – pontos de comércio e hospedagem para os tropeiros da época.

Já em 1946, a propriedade foi adquirida por David Tomazzoni e os três filhos – em 1974, esse casarão de madeira, localizado onde hoje situa-se o Monumento aos Tiroleses, também foi demolido, restando apenas a casa de pedra propriamente dita.

Porém, com a expansão dos bairros São José e Santa Catarina, a edificação começou a ficar ameaçada. Relatos dão conta de que “muitos queriam passar com um trator por cima daquela casa velha, não foi fácil segurar e restaurar”.

Já em 1974, às vésperas do centenário da imigração italiana, o município negociou com a família Tomazzoni e adquiriu a propriedade, já em acelerado processo de deterioração (foto abaixo).

A Casa de Pedra em 1974: um símbolo da imigração italiana prestes a ser recuperado. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Um ano para recordar

A partir de 1975, Caxias do Sul deu um salto no quesito espaços de história e memória. Além da Casa de Pedra, naquele ano surgia oficialmente o Museu Municipal - após a sede da administração municipal deixar o prédio da Rua Visconde de Pelotas e ocupar o reformado pavilhão da Festa da Uva, na Rua Alfredo Chaves.

No ano seguinte, 1976, surgia o Arquivo Histórico Municipal, anexo ao Museu. Já em 1977, a Casa de Pedra recebia a companhia do Monumento aos Tiroleses, erguido em homenagem ao centenário da imigração italiana, celebrado dois anos antes.

Inauguração da Casa de Pedra em 1975

16 de novembro de 2015 0

Solenidade oficial ocorreu em 14 de fevereiro de 1975, durante a Festa da Uva. Foto: Basilio Scalco, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O centenário da imigração italiana dominou boa parte da programação da Festa da Uva de 1975. E, entre tantas atrações, o fevereiro de 40 anos atrás ficou marcado pela inauguração de um dos maiores símbolos da colonização: a Casa de Pedra.

O espaço foi entregue à comunidade na manhã de 14 de fevereiro de 1975, em solenidade que reuniu o prefeito Mário Bernardino Ramos, a secretária de Educação e Cultura, Santina Barp Amorim, a diretora de museus Maria Frigeri Horn e os padres Mário Lucchese e Ernesto Brandalise – responsáveis pela bênção e pela condução de uma Ave Maria em latim, respectivamente –, além de dezenas de convidados e moradores do bairro Santa Catarina.

No discurso, o prefeito Mario Ramos enalteceu o empenho de Maria Horn no processo de restauração do espaço: “Cada pedra desta casa tem um pedacinho do coração da Maria” .

Outro destaque foi participação das famílias que habitaram o casarão: Lucchese, Brunetta e Tomazzoni – coube a dona Marina Sebben Lucchese, então com 89 anos, desatar a fita inaugural para que o prefeito abrisse a porta.

A cerimônia contou ainda com as bandas do São Carlos e do Cristóvão de Mendoza, além de um coquetel regado a queijos e vinhos.

Clique nas imagens para ampliar.

Registro em vídeo

Todo esse ritual integrou o vídeo oficial da inauguração, produzido por Wanderley Rocha, então responsável pelo setor de imagem e som do Museu Municipal. As imagens, recuperadas pela Spaghetti Filmes e recentemente publicadas no Facebook do Arquivo Histórico Municipal, despertaram as lembranças de Venus Gazzola, neta de dona Marina:

“Vendo esse vídeo pude reviver um pouco o dia da inauguração do museu, onde minha vó, Marina Lucchese, e dona Vitória Lucchese De Carli abriram as portas da Casa de Pedra. Minutos antes, meu filho Fernando Brunetta Gazzola, bisneto de Marina, descortinava a placa comemorativa. Ao lado de minha mãe, Rosalina Lucchese Brunetta, nascida na Casa de Pedra, e de minha irmã Lisete Brunetta, acompanhamos as bênçãos dadas pelo meu primo, o padre Mário Lucchese. A casa pertenceu à família de meus avós de origem materna e paterna também, já que Rosalina casou-se com Reinaldo Brunetta, filho de Jacob Brunetta, que foi o segundo proprietário da Casa de Pedra.”

O jovem Fernando Brunetta Gazzola descerra a placa oficial, sob as vistas do padre Enio Tarasconi. Foto: Basilio Scalco, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Marina Sebben Lucchese desata a fita inaugural, acompanhada por dona Vitória Lucchese De Carli. Foto: Basilio Scalco, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O prefeito Mario Ramos, as famílias descendentes e centenas de visitantes conferiram o interior da Casa de Pedra, recuperada para a Festa da Uva de 1975. Foto: Basilio Scalco, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Repercussão na imprensa

Dois registros no Pioneiro da época destacaram a transformação da Casa no Museu do Vinho e a cerimônia de inauguração.

Clique nas imagens para ler o texto original da época.

Casa de Pedra e outros espaços que abrigam a história de Caxias.

Inauguração do Monumento aos Tiroleses em 1977.

Foto: reprodução/Pioneiro

Foto: reprodução/Pioneiro

Visitação

Por constituir-se em uma ambientação autêntica do final do século XIX, o espaço recebeu a denominação museológica correta: Museu Ambiência Casa de Pedra. Popularmente, porém, é conhecido por Casa de Pedra.

Horários: terça-feira a domingo, das 9h às 17h
Informações: (54) 3221.2423 e 3218.6114 ou museumunicipal@caxias.rs.gov.br
Quanto: entrada franca

Resquícios do passado

30 de janeiro de 2015 2

Atração: Museu Municipal está aberto à visitação e integra roteiro para se entender parte da história de Caxias do Sul. Foto: Celso Tissot, divulgação

Dando sequência aos espaços que concentram parte da história de Caxias do Sul, destacamos hoje o Museu Municipal, o Museu Ambiência Casa de Pedra e o espaço localizado junto à cripta do Monumento Nacional ao Imigrante. Todos estão abertos à visitação pública e são uma opção para as férias de verão na cidade.

Túnel do tempo na Visconde

Visitar o Museu Municipal é retornar ao passado histórico e cultural de Caxias do Sul. Residência da família Morandi-Otolini no final da década de 1880, o prédio de alvenaria de dois pavimentos imediatamente destacou-se entre o casario de madeira predominante naqueles primórdios da colonização.

Em 1894, a casa foi arrematada em leilão pelo poder público. Abrigou a Guarda Municipal e a Delegacia de Polícia. Já em 1913, agregou o funcionamento da Escola Complementar.

Em 1919, após aquisição de uma área contígua, o local recebeu a administração pública, então denominada Intendência Municipal – a sede da prefeitura permaneceria no prédio até 1974.

Prédio abrigou a antiga Delegacia de Polícia e a Intendência Municipal nos primórdios do Século 20. Foto: Domingos Mancuso, acervo pessoal de Renan Carlos Mancuso, divulgação

Foto: Diogo Sallaberry

Foto: Ricardo Wolffenbüttel, banco de dados/Pioneiro

Foto: Ricardo Wolffenbüttel, banco de dados/Pioneiro

Atualmente, cerca de 11 mil peças compõem o acervo, às vistas do público ou armazenado na reserva técnica. A exposição permanente de objetos – entre utensílios de trabalho, mobiliário e referências comerciais – permite o reconhecimento da cultura local, desde os primitivos habitantes indígenas até os desdobramentos da imigração e colonização europeia, com predominância italiana a partir de 1875.

Foto: Ricardo Wolffenbüttel, banco de dados/Pioneiro

Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

Ícone do Atelier Zambelli: “Alegoria Primeira ao Imigrante” (ao fundo) foi encomendada em 1890 pela Intendência Municipal. Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

Foto: Daniela Xu, banco de dados/Pioneiro

Foto: Paquito Masiá, divulgação

Programe-se:

O que: Museu Municipal
Endereço: Visconde de Pelotas, 586, Centro
Visitação: terça a sábado, das 9h às 17h. Recebe visitas de escolas e grupos especiais.
Contato: (54) 3221.2423 e 3215.4445 ou museumunicipal@caxias.rs.gov.br

Casa de Pedra: símbolo do bairro Santa Catarina. Foto: Antonio Lorenzett, divulgação

Entre pedras e barro

O casarão de pedra símbolo do bairro Santa Catarina é uma amostra do modo de vida dos pioneiros colonizadores em suas pequenas propriedades. Inicialmente, foi a moradia do italiano Giuseppe Lucchese, na então denominada 9ª Légua de Caxias. A partir de 1913, esteve sob o domínio de Jacob Brunetta, proprietário até 1946, quando tornou-se propriedade de David Tomazzoni.

A Casa de Pedra em meados dos anos 1960, quando o bairro Santa Catarina não passava de um arrabalde. Foto: acervo pessoal de Hildo Boff, divulgação

A construção – em pedras assentadas e rejuntadas com barro, aberturas em pinho falquejado e janelas afixadas em tijolos artesanais – abrigou ao longo do tempo atividades como abatedouro de suínos, armazém e ferraria.

Com a expansão urbana, o espaço chegou a ficar ameaçado, mas em 1974, com a proximidade do centenário da imigração italiana no Estado, a prefeitura negociou o espaço com a família Tomazzoni, tornando-se proprietária da área. Surgia aí o Museu Casa de Pedra, inaugurado em 14 de fevereiro de 1975, durante a Festa da Uva.

Na área externa, um parreiral relembra a principal cultura agrícola dos imigrantes. Do outro, um forno confeccionado artesanalmente com tijolos e barro evoca a gastronomia caseira – assim como o rústico fogão encravado na pedra, as grandes panelas e os utensílios para produção de alimentos típicos como a polenta, a massa e o pão.

A cozinha e os utensílios domésticos para a preparação dos pratos típicos. Foto: Antonio Lorenzett, divulgação

No primeiro pavimento, a sala destaca a mesa com muitos lugares, apropriada à família numerosa, os quadros e imagens de santos católicos de devoção. E no andar superior, o quarto, com poucos e indispensáveis móveis.

Foto: Antonio Lorenzett, divulgação

Foto: Antonio Lorenzett, divulgação

A área histórica é complementada pelo Monumento aos Tiroleses, inaugurado na pracinha ao lado em 1977.

O que: Museu Ambiência Casa de Pedra
Endereço: Rua Matteo Gianella, s/nº, bairro Santa Catarina
Visitação: terça a domingo, das 9h às 17h
Contato: (54) 3221.2423 e 3218.6114 ou museumunicipal@caxias.rs.gov.br

Museu do Monumento ao Imigrante: espaço para se entender a epopéia de todos os imigrantes que chegaram à Serra. Foto: Ricardo Wolffenbüttel, banco de dados/Pioneiro

Aos vários imigrantes

Inaugurado em 1954 pelo presidente Getúlio Vargas, o Monumento Nacional ao Imigrante reverencia não só os imigrantes italianos, mas todos os que vieram para o Brasil e ajudaram a construir uma nação plural e miscigenada. É exatamente esse contexto misto o atrativo da cripta, denominada Espaço Cultural Antonio Caringi (escultor responsável pelo monumento).

A instalação do Monumento ao Imigrante em janeiro de 1954. Foto: acervo pessoal de Hildo Boff, divulgação

Além de painéis, imagens e objetos abordando a imigração no contexto internacional, nacional e regional, uma exposição permanente detalha a criação das estátuas em documentos fotográficos.

A cripta: espaço recebe visitas de terça a domingo. Foto: Ricardo Wolffenbüttel, banco de dados/Pioneiro

Acervo: malas, baús, certidões e passaportes de outros tempos. Foto: Ricardo Wolffenbüttel, banco de dados/Pioneiro

Foto: Ricardo Wolffenbüttel, banco de dados/Pioneiro

Foto: Jonas Ramos, banco de dados/Pioneiro

Foto: Jonas Ramos, banco de dados/Pioneiro

Foto: Jonas Ramos, banco de dados/Pioneiro

Homenagem: moldes de Antonio Caringi para as estátuas compõem o acervo. Foto: Ricardo Wolffenbüttel, banco de dados/Pioneiro

Conforme a diretora da Divisão de Museus da Secretaria Municipal da Cultura, Marta Slomp, um novo projeto de iluminação abrangeu todo o conjunto. Também foram restauradas as placas e a porta de bronze. Já a edificação foi integralmente higienizada com produtos especiais, recebendo camada de proteção para melhor conservação.

O entorno também conta com estacionamento.

O que: Espaço Cultural Antonio Caringi, junto ao Monumento ao Imigrante
Endereço: BR-116, s/nº
Visitação: terça a domingo, das 9h às 17h
Contato: (54) 3221.2423 e 3218.6114 ou museumunicipal@caxias.rs.gov.br

A política acompanhada por Nestor Gollo

07 de julho de 2014 1
A comitiva de Gronchi.

A comitiva do presidente Gronchi (o terceiro a partir da direita) defronte à Rádio Caxias, com Nestor Gollo auxiliando a abrir a porta do carro. Foto: Studio Geremia, acervo pessoal de Beatriz Gollo, divulgação

Um dos pioneiros da área da comunicação em Caxias do Sul, Nestor Gollo (1928-2009) acompanhou de perto alguns dos mais importantes acontecimentos do cenário local, estadual e nacional a partir do final da década de 1940.

Embora bastante lembrado pela atuação no radiojornalismo e na locução esportiva, o Comendador Gollo, como também era conhecido, cobriu a passagem de diversas personalidades da política brasileira e internacional por Caxias – principalmente durante as Festas da Uva, a partir de 1950.

Entre elas a vinda do presidente italiano GIOVANNI GRONCHI a Caxias em 1958. Acompanhado do presidente Juscelino Kubitschek, do vice, João Goulart, e da comitiva, Gronchi visitou o Monumento ao Imigrante e circulou pela Av. Júlio de Castilhos em carro aberto, atraindo dezenas de curiosos.

É desse breve passeio pela Júlio o flagrante acima, com Gollo ( à esquerda) auxiliando o grupo a sair do carro, próximo à antiga sede da Rádio Caxias. Em 1958, a rádio localizava-se junto ao edifício Kalil Sehbe – City Hotel, na Av. Júlio esquina com a Rua Borges de Medeiros.

Com Jango na Rádiuo caxias.

Nestor Gollo, o irmão, Aldo Gollo (à esquerda), Jango e a esposa Beatriz (com a filha Jussânia) na Rádio Caxias em 1959. Foto: acervo pessoal de Beatriz Gollo, divulgação

Acima, o jornalista na Rádio Caxias, quando da visita do vice-presidente João Goulart à cidade em 1959. O encontro com Jango foi acompanhado também pelo irmão, Aldo Gollo (à esquerda), e pela esposa, Beatriz – na foto, com a primeira filha do casal, Jussânia, então com um ano.

Atuação multimídia

Nestor Gollo passou pelos principais veículos de comunicação da cidade. Além da Rádio Caxias, trabalhou boa parte dos anos 1970 na TV CAXIAS (à época bastante conhecida como o “Canal Otto”) e foi colunista do Pioneiro na década de 1980.

Também comandou o microfone quando a Rádio Caxias colocou no ar seu primeiro programa esportivo, o Esportes na Onda, em 15 de novembro de 1946.

Na Rádio Caxias

Nestor Gollo ao microfone na Rádio Caxias, no início dos anos 1950. Foto: Studio Geremia, divulgação

Na Brazex

O radialista cobrindo a solenidade de inauguração da LOJA BRAZEX, em 1952. Foto: Studio Tomazoni, divulgação

Membro da cadeira 24 da Academia Caxiense de Letras, Gollo atuou ainda como vereador (entre 1952 e 1955), mestre de cerimônias e professor em diversos colégios da cidade.

Em 2000, recebeu o título de Cidadão Emérito pela Câmara de Vereadores. O comendador faleceu há cinco anos, em 7 de janeiro de 2009, aos 81 anos.

Leitores se identificam em fotos e recordam da infância

07 de fevereiro de 2014 0

Duas fotos publicadas recentemente no blog e na coluna renderam momentos nostálgicos a leitores. A empresária Lucia Onzi é a garotinha que aparece na foto da inauguração do Monumento aos Tiroleses. Tinha quatro anos em 1977.

A leitora Lucia Onzi é a garotinha da foto, em 1977. Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

A leitora Lucia Onzi é a garotinha da foto, em 1977. Foto: acervo Circolo Trentino di Caxias do Sul, divulgação

Na coluna que destacou o Grupo Escolar Clemente Pinto em 1967, o advogado Vanius Corte recordou da mãe, a ex-diretora e professora da escola, dona Cremilda (destacada na foto abaixo).

Dona Cremilda foi professora e diretora da escola. Foto: acervo pessoal de Neuza Facchin de Oliveira, divulgação

Dona Cremilda foi professora e diretora da escola. Foto: acervo pessoal de Neuza Facchin de Oliveira, divulgação