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Anúncios antigos: o carnaval nos clubes caxienses em 1986

09 de fevereiro de 2016 0


Há 30 anos, os clubes e agremiações sociais ferviam com seus tradicionais bailes de Carnaval, tanto adultos quanto infantis. Uma breve folheada no Pioneiro de fevereiro de 1986 dá uma ideia da animação daqueles tempos.

Clique nas imagens para ampliar.

Folias de Carnaval no Recreio da Juventude em 1986.

carnaval1 - Cópia - Cópia


Marcopolo 65 anos: anúncios das Carrocerias Nicola em 1960

04 de agosto de 2014 0
Anúncio das Carrocerias Nicola em 1960. Foto: acervo documental da Marcopolo, divulgação

Anúncio das Carrocerias Nicola em 1960. Foto: acervo documental da Marcopolo, divulgação

Conforto, rendimento e segurança eram alguns dos adjetivos que acompanhavam as antigas peças publicitárias das Carrocerias Nicola S/A, empresa que depois se transformaria na Marcopolo.

Leia mais sobre a história da empresa caxiense, que está completando 65 anos, clicando AQUI.

Capa da Revista Asuncion, com o Ônibus Rodoviário Nicola, em 1963. Foto: acervo documental da Marcopolo, divulgação

Capa da Revista Asuncion, com o Ônibus Rodoviário Nicola, em 1963. Foto: acervo documental da Marcopolo, divulgação

Anúncios do Pioneiro em 1958

05 de abril de 2014 0

Folhear exemplares do Pioneiro de décadas passadas é deparar com preciosidades em anúncios e peças publicitárias. De serviços médicos a ofertas em roupas e eletrodomésticos, o conteúdo transita entre o kitsch e o cômico, comparando-se as evoluções tecnológicas dos últimos 50 anos.

As reproduções a seguir, garimpadas em edições de 1958 e 1959, falam por si só. Entre as anunciantes, lojas que marcaram época em Caxias do Sul, como a Brazex, a Livraria Calcagnotto, a Auto Palácio e a antiga Loja Renner.

Delicie-se!









Folias de Carnaval no Recreio da Juventude em 1986

09 de fevereiro de 2016 0

Nos salões do RJ em 1986: a chegada da corte, formada pelos carnavalescos Clary de Mello e Valdir dos Santos, juntamente com o Rei Momo Vivaldo Vargas de Almeida e a rainha do Carnaval Maria José dos Reis. Foto: acervo Recreio da Juventude, divulgação

A segunda edição do Carnaval Interclubes, nesta terça (9), no Recreio da Juventude, nos remete à folia esmeralda de fevereiro de 1986. Foi quando a agremiação promoveu três bailes, com animação a cargo do grupo Brasil Exportação. Porém, nem tudo foram confetes e serpentinas na Pérola das Colônias de 30 anos atrás.

Em 1986, os foliões de Caxias do Sul tiveram bem menos opções para festejar. Conforme reportagem do Pioneiro de 8 de fevereiro daquele ano, o carnaval de rua foi suspenso pela Secretaria Municipal de Turismo, que alegava economia de energia elétrica. Os clubes também diminuíram o número de bailes devido à seca que atingia o Estado e ao racionamento de energia – entre as “baixas”, a não realização do tradicional baile da sexta-feira pelo Clube Juvenil e a ausência da segunda noite no Recreio da Juventude.

Com o cancelamento do baile municipal, a secretaria abriu oficialmente o Carnaval de Caxias no Reno Piscina Clube, com o prefeito Victorio Trez entregando a chave da cidade ao Rei Momo Vivaldo Vargas de Almeida (1934-2002), que retornava ao posto após seis anos afastado. O radialista, no entanto, deu uma espécie de ultimato: largaria a coroa se, em 1987, não fosse promovido o carnaval de rua.

Momo desde 1967, quando aceitou o convite do então Departamento Municipal de Turismo e da Cervejaria Pérola (patrocinadora do evento), Vivaldo sugeria, inclusive, maior participação dos blocos dos clubes na Sinimbu, integrados às escolas de samba.

A estratégia deu “mais ou menos” certo. No ano seguinte, não houve carnaval de rua, mas o “Carnaval na Praça”. Organizado pelo Serviço Municipal de Turismo (Semtur), presidido por Maria Frigeri Horn, o evento buscava “aquelas pessoas que não possuem condições de pagar ingressos nos clubes”, segundo depoimento da diretora ao Pioneiro, em 28 de fevereiro de 1987.

Na imprensa

Reportagem do Jornal de Caxias de 10 de fevereiro de 1986 destacou o baile de abertura do Carnaval e o retorno de Vivaldo Vargas de Almeida como rei da folia. O texto também fazia referências às luxuosas fantasias de Clary Mello e Valdir dos Santos.

Clique nas imagens para ler os textos originais da época.

Foto: reprodução Jornal de Caxias/Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução Jornal de Caxias/Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução Jornal de Caxias/Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução Jornal de Caxias/Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Anúncios antigos: o Carnaval nos clubes caxienses em 1986.

Antigos carnavais: um elefante de circo agita a Sinimbu em 1985.

O salão do RJ fervendo ao som das marchinhas em 1986. Foto: acervo Recreio da Juventude, divulgação

A diretoria e os integrantes do Departamento Jovem do Recreio da Juventude, responsáveis pelos agitos do verão de 30 anos atrás. Ao centro, com o adereço na cabeça, a rainha do clube Fulvia Stedile Angeli. Nas laterais, os casais José Carlos e Liana Bertotto (à esquerda) e Marília e Angelo Daros (à direita). Foto: acervo Recreio da Juventude, divulgação

Há 30 anos

* Naqueles tempos de pré-Plano Cruzado, os ingressos para as noites do Recreio da Juventude custavam (pasme!) Cr$ 120 mil (masculino), Cr$ 80 mil (feminino) e CR$ 15 mil (infantil). Para as três noites, duas mesas chegavam a custar Cr$ 1,5 milhão, e três mesas, Cr$ 2 milhões.

* A não realização do carnaval de rua fez os clubes bombarem em 1986. Além do RJ e Reno, promoveram bailes o Recreio Rodoviário, o Guarany, o Incitatus, o Roda Viva e o Palermo.

* O Carnaval Azul e Branco, do Guarany, teve animação do Musical Latino. No Recreio Cruzeiro, as noitadas ficaram a cargo da Super Banda Panorama, enquanto o Reno Piscina Clube dançou ao som do mítico Ego Mecanóide.

Foto: reprodução/Pioneiro

Retomada

Desde 2015, o Carnaval Interclubes busca retomar os antigos agitos que lotavam as sedes sociais do Juventude, Guarany, Cruzeiro e Juvenil.

Seguindo a proposta nostálgica, a animação da noite desta terça (9) será pontuada também por marchinhas, a cargo dos músicos Rafa Gubert, Tita Sachet, Franciele Duarte e Dan Ferretti.

A volta das folias: três clubes e um baile para recordar.

Verão de 1955: a urbanização de Rainha do Mar

06 de janeiro de 2016 0

Há 60 anos: anúncios no Pioneiro de janeiro de 1955 destacavam as belezas e atrativos de Rainha do Mar. Foto: reprodução jornal Pioneiro

O jornal Pioneiro sempre dedicou amplo espaço para anúncios e reportagens sobre o período de férias no litoral gaúcho. Na temporada de 1955, por exemplo, a edição de 1º de janeiro relatou a inauguração da Imobiliária Raimar, empresa formada por corretores de Caxias do Sul.

O projeto de um grupo de empresários locais visava urbanizar a praia de Rainha do Mar, localizada entre Tramandaí e Capão da Canoa.

Na época, a Raimar estava constituída pelos sócios Nelson de Castro Reis, Valdemar Petrini, Jacinto Vila, Bernardino Conte, Abramo Pezzi, Rizzieri Cislagui, André Alcides Muratore, Ernesto Casal, Lino D’ Andrea, Paride Pezzi, Arthur Comandulli, Neptuno Borner, Octavio Posser, Armando Michielon, Ari Picolli, Armando Galeão dos Santos, Mathias Giuriolo, Henrique Krolikowoski, Carlos, Krolikowoski, Armando Franciosi, Marcos Diligenti, Aquilino Forner, Othon Conte, Renato Forner, Joaquim Slomp, Joaquim Slomp Filho, Guido Lain, Rogério Isller, José Rossatto, João Tomazoni e Primo Dal Prá.

O escritório em Caxias foi abençoado pelo padre Ernesto Brandalise e localizava-se na rua Marquês do Herval, 929. Na ocasião, Bernardino Conte (in memoriam) salientou o espírito empreendedor do caxiense na expansão do turismo gaúcho e destacou o planejamento, ao oferecer terrenos com ruas calçadas, iluminadas e toda estrutura para passar as férias no litoral com tranquilidade.

Na reprodução acima percebe-se o anúncio que destacava as belezas da praia.

Em 2015

Amigo de Bernardino Conte, o caxiense Sadi De Carli Filho, 50 anos, continua veraneando em Rainha do Mar. Neste ano, passou o Réveillon com amigos e familiares na casa do sogro Aldenir Antonio Cará.

Sadi passou sua infância na casa do tio Enio Strehrer e, entre os conhecidos caxienses, destacou ainda a amizade com o político Pedro Simon.

Clique nas imagens para ampliar.

Imobiliária Bolzani destacava as praias Lagoa do Jardim e Albatroz. Foto: reprodução jornal Pioneiro

A Imobiliária Bolzani 

Conforme o jornal Pioneiro, o mercado de imóveis no litoral era um excelente investimento para os veranistas caxienses. Além da imobiliária Raimar, a V. Bolzani & Cia oferecia terrenos nas proximidades de Torres.

Nas propagandas acima e abaixo, os loteamentos nas praias Lagoa do Jardim e Albatroz ofereciam infraestrutura com ruas calçadas, água e luz.

Anúncio destacava os atrativos de Albatroz e Lagoa do Jardim. Foto: reprodução jornal Pioneiro

Sensação da Loja Renner: os calções masculinos da grife Saragossy. Foto: reprodução jornal Pioneiro

Trajes de banho revolucionários

A década de 1950 também ditou novos estilos de trajes de banho e roupas de praia. A tradicional Loja Renner, dos revendedores De Carli, Ceconello & Cia, sempre esteve sintonizada com as exigências dos veranistas locais.

No anúncio que era publicado permanentemente no Pioneiro, percebe-se a marca Saragossy. A linha desta confecção marcou época pela linha arrojada pelo e corte mais leve de suas peças.

No masculino, os calções fizeram grande sucesso de vendas. As cores neutras e o corte clássico marcam a ruptura com os trajes que vingaram até a década de 1940, época em que predominava o estilo pijama – a roupa praticamente escondia o corpo, pois tinha a função de proteger a pele das queimaduras do sol.

Os atrativos de Punta Del Este em destaque nas páginas do Pioneiro em 1955. Foto: reprodução jornal Pioneiro

Turismo praiano no Uruguai

Na década de 1950, o veranista caxiense já exibia um perfil exigente no planejamento de suas férias. Nas edições de verão de 1955, o Pioneiro não cita nenhuma notícia sobre as praias de Curumim, Arroio do Sal e Areias Brancas.

No entanto, chama atenção às notícias referentes à praia de Punta Del Este, no Uruguai. Na edição de 26 de fevereiro, a reportagem relatou atrações culturais como concertos, teatro, desfile de modas, alem, claro, da beleza natural e turística do balneário uruguaio.

Parceria

Informações desta coluna são uma colaboração do repórter fotográfico Roni Rigon.

Caxias Magazine: desejos de Feliz Natal em 1965

24 de dezembro de 2015 1

Foto: reprodução Caxias Magazine, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução Caxias Magazine, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução Caxias Magazine, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Independentemente do ano, uma rápida folheada em jornais do mês de dezembro confirma: votos de Feliz Natal e próspero Ano Novo costumam dominar os anúncios e informes publicitários.

Num passado não muito distante, todo e qualquer estabelecimento de Caxias do Sul buscava “agradecer a preferência” e fidelizar seus clientes – de distribuidoras de bebidas a oficinas mecânicas.

Na compilação a seguir, alguns exemplos garimpados na edição especial do jornal Caxias Magazine de 25 de dezembro de 1965. Há exatos 50 anos, várias marcas e estabelecimentos já eram tradicionais na cidade. Alguns se mantêm até hoje. Outros ficaram apenas na memória…

Lembra deles?

Clique nas imagens para ampliar.

Foto: reprodução Caxias Magazine, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução Caxias Magazine, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução Caxias Magazine, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

O Caxias Magazine

Editado pelo ex-prefeito Mansueto Serafini Filho, o semanário Caxias Magazine tinha distribuição gratuita e trazia notícias e drops relacionados ao dia a dia da cidade em diversas áreas – cultura, esportes, política, cotidiano, sociedade, etc.

Já entre seus colaboradores figuravam nomes de destaque no jornalismo local, como os colunistas Jimmy Rodrigues e Paulo Gargioni, que estreou lá em 1966.

Paulo Gargioni: 50 anos de colunismo social.

Foto: reprodução Caxias Magazine, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução Caxias Magazine, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução Caxias Magazine, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução Caxias Magazine, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução Caxias Magazine, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução Caxias Magazine, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução Caxias Magazine, acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Varejo do Eberle: presentes que duram a vida inteira

21 de dezembro de 2015 0

Anúncio do varejo em 1968. Foto: reprodução jornal Pioneiro, acervo Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

A proximidade do Natal motiva a lembrança de alguns anúncios do antigo Varejo do Eberle publicados no jornal Pioneiro em dezembro de 1958.

Repare no slogan “presentes que duram a vida inteira”. Entram aí os faqueiros de alpaca prateada ou aço inox, o suporte com espetos para azeitonas, os baldes e pinças de gelo, a saboneteira em formato de concha, as jarras para água, os pratos para pão em latão prateado, os estojos com taças para sorvete e diversos outros itens que você deve ter em casa até hoje…

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Varejo do Eberle: um clássico do Centro.

Foto: reprodução jornal Pioneiro, acervo Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução jornal Pioneiro, acervo Câmara de vereadores de Caxias do Sul

Foto: reprodução jornal Pioneiro, acervo Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Natal de 1968: um anúncio e uma foto premiada

19 de dezembro de 2015 0
Imagem feita por Ary De Carli em 1954 estampou anúncio alusivo às festas de final de ano em 1968. Foto: reprodução jornal/Pioneiro

Imagem feita por Ary De Carli em 1954 estampou anúncio da Loja Renner alusivo às festas de final de ano, publicado no Pioneiro em 1968. Foto: reprodução jornal/Pioneiro

Uma das casas de comércio mais tradicionais do antigo centro de Caxias do Sul, a Loja Renner costumava publicar diversos anúncios desejando boas festas a seus clientes, funcionários e fornecedores. Um deles, de 1968, reproduziu uma foto premiada de seu sócio-proprietário, o empresário Ary De Carli.

Trata-se da imagem intitulada San Carlos de Bariloche, feita na cidade argentina em 1954, durante uma viagem de Ary e da esposa Olga Germani De Carli à Cordilheira dos Andes. No ano seguinte, 1955, Ary inscreveu a foto no Primeiro Salão de Amadores de Arte Fotográfica de Caxias do Sul, então organizado pelo fotógrafo Mauro De Blanco (1924-2010) na sede da Aliança Francesa.

Com o patrocínio do Foto Cine Clube, do Juvenil, o salão de 60 anos atrás reuniu imagens em três categorias: retratos, paisagens e temas livres. E, entre os 16 expositores participantes, Ary De Carli foi duplamente premiado: além do primeiro lugar na categoria paisagens, faturou o prêmio de melhor foto do salão.

Clique nas imagens para ampliar.

Nu fotográfico agita a Aliança Francesa em 1955.

San Carlos de Bariloche: foto feita em 1954 foi premiada no Primeiro Salão de Amadores de Arte Fotográfica de Caxias do Sul, em 1955. Foto: Ary De Carli, acervo de família, divulgação

Em 1954: Ary e Olga De Carli esquiando em Bariloche, na mesma época em que a imagem vencedora foi feita. Foto: acervo de família, divulgação

Comerciárias da Loja Renner em 1961.

Lojas Renner e outros anúncios antigos do Pioneiro em 1958.

Colaboração

O material acima foi disponibilizado pelo neto João Prataviera Neto (membro do Clube do Fotógrafo de Caxias do Sul) a partir do acervo de fotos da mãe, Lygia De Carli.

Padaria e fábrica de massas de Vitorio Pasetti em 1917

24 de outubro de 2015 0

Anúncio de dezembro de 1946, quando o estabelecimento desejava um Feliz Natal e prosperidade para 1947 a sua fiel clientela. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, reprodução/Pioneiro

A trajetória da família Pasetti está diretamente atrelada a uma das primeiras padarias instaladas em Caxias do Sul, ainda em finais do século 19.

Funcionando na principal via do município, a Rua Grande (posteriormente Silveira Martins e Av. Júlio de Castilhos), a fábrica fundada pelo imigrante italiano Vitorio Pasetti e sua esposa Adelaide logo notabilizou-se pela produção de massas, pães, doces, biscoitos e toda sorte de quitutes – abastecendo não apenas a cidade e a região como também a capital Porto Alegre.

Anúncios publicados nas primeiras décadas do século passado destacavam esse pioneirismo. Abaixo, um registro em italiano encontrado no jornal Città di Caxias em 1º de janeiro de 1914. O slogan ia direto ao ponto:

Volete mangiare ottima pasta di qualsiasi qualitá? Andate a comperarla nella conesciuta fabbrica pasteficia de Vittorio Pasetti (Você quer comer uma ótima massa de boa qualidade? Vá comprar na conhecida fábrica de massas de Vitorio Pasetti).

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Anúncio em italiano, datado de 1914. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, reprodução/Pioneiro

Participação em feiras

Também em 1914, Pasetti agregava a seu estabelecimento uma fábrica de caramelos e participava de uma feira de industrialistas em Santa Maria. Foi quando seus produtos foram reconhecidos com a medalha de bronze.

A mesma feira destacou outros expositores de renome em Caxias, como Abramo Eberle, Domingos Mancuso, José Panceri, Tarquínio Zambelli, Amadeu Rossi, Aristides Germani, Jacob Brunetta e Angelo Chitolina. Já a medalha de prata para os Pasetti viria em 1916, durante uma exposição no Clube Juvenil.

Bomboniére Maratá na Av. Júlio em 1943.

A família de Vitorio e Adelaide Pasetti defronte à confeitaria, na Av. Júlio de Castilhos, em 1917. Foto: A. Carraro, acervo de família, divulgação

A fábrica em 1917

Na imagem acima, a fábrica de massas da família Pasetti em 1917, na Av. Júlio, onde hoje situa-se o Edifício Adelaide (o prédio da popular galeria do Bar 13).

Da direita para esquerda estão o casal Vitorio e Adelaide (à porta), Humberto (Neni), Ivo, Italo, Adelina, Angelina, Alice, Clelia , Ernesto (atrás dos irmãos menores), Caetana (Nina, na janela), Vicente (sobrinho de Vitorio e Adelaide) e Maria. A foto integra o acervo de Beatriz Adelaide Brandt Rosa, filha de Angelina.

A matriarca Adelaide nasceu em1873, na Itália, e morreu em 1954, em Caxias. Vitorio acabou falecendo e sendo enterrado na Itália, para onde havia viajado para tratar de um problema de saúde, por volta de 1921.

Lembrança do falecimento de dona Adelaide Pasetti, em 1954. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Uma lembrança em 1991

Entre os netos de Vitorio e Adelaide estão nomes de evidência em Caxias, como o joalheiro Raymundo Pasetti Pezzi e o advogado Remo Marcucci, falecido em 1993.

Filho de Nina Pasetti Marcucci e do ex-prefeito Dante Marcucci, Remo destacou os primórdios da confeitaria em uma crônica publicada originalmente na edição do Pioneiro de 8 de outubro de 1991.

Confira abaixo:

Não posso afirmar categoricamente, mas creio que a primeira padaria de Caxias do Sul foi a de Vitorio Pasetti, no fim do século passado (Século 19). Estava localizada onde hoje fica o Bar Treze, no Edifício Adelaide, nome da esposa do Sr. Vitorio Pasetti.

Fabricavam pão, massas, doces e biscoitos. O velho Vitorio, doente, resolveu ir à Itália para tratar-se. Infelizmente nada surtiu efeito e lá faleceu e foi enterrado. Aqui ficou dona Adelaide e os filhos menores, dez! Lutando com dificuldades de toda ordem, levou adiante o estabelecimento e criou sua prole, ficando o mais velho, Ernesto, rapazinho então, com o encargo do fabrico do pão, massas, doces e biscoitos.

As massas passavam por um processo de secagem e eram apresentadas em pacotes cilíndricos de meio quilo. Spaghetti, bigoli, tagliarini, em grande variedade. A massa era vendida em toda a região, inclusive em Porto Alegre. Me lembro, especialmente, dos biscoitos e doces. Eram magníficos. Ernesto, mais que um doceiro, era um artista. Fazia tudo com carinho e esmero. Mil-folhas, canudos, quindins, bombas, biscoitos de araruta e tantos outros povoaram a minha infância.

Dona Adelaide, quando no balcão, ao atender uma criança que chegava para comprar pão ou massas, sempre obsequiava o cliente mirim com um biscoitinho. É. Os anos passam e a gente vai lembrando. Caxias era pequeninha. A Avenida Júlio de hoje naquele tempo era conhecida como a Rua Grande, onde, próximo a padaria, situavam-se a Loja de Calçados Fasolo, o estabelecimento comercial de Fioravante Zatti, a casa dos Bonotto, que trabalhavam com vime, e o Banco da Província, sob a gerência do Sr. Arehns.

Dona Adelaide casou as filhas e um de seus netos, agora, lembra com saudades, a querida nona e suas doçuras.

(Remo Marcucci)

Remo Marcucci: o filho de Nina Pasetti e neto de Vitorio e Adelaide recordou da confeitaria e de sua infância em uma crônica de 1991. Foto: reprodução/Pioneiro

Parceria

Informações e imagens desta coluna são uma colaboração dos leitores Fernando Rosa e Beatriz Adelaide Brandt Rosa e do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami.

Vinhos Raposa, um clássico da Mosele

22 de julho de 2015 6

Em 1965: garrafas dos vinhos Raposa (à esquerda) decoravam o estande da Mosele na Festa da Uva de 1965. A rainha Silvia Celli aparece entre a sra. Alice Lomann Mosele e o presidente daquela edição, Ottoni Minghelli. Foto: Studio Beux, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

O detalhe dos Vinhos Raposa. Foto: Studio Beux, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Raposa safra 1962. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Uma troca de comentários entre leitores da coluna na internet acabou por impulsionar uma nova coluna. O motivo: o lendário vinho Raposa Verde, produzido pela Vinícola Mosele nas décadas de 1950 e 1960.

Publicadas em fevereiro de 2014, as duas fotos antigas do estande da Mosele nas Festas da Uva de 1961 e 1965 despertaram a memória – e o paladar – dos leitores Antonio José Brandão e Maurício Groisman (leia os depoimentos abaixo).

A produção da Mosele era vasta naqueles tempos: da fábrica para a mesa dos consumidores do Estado e do Brasil saíam o Branco Seco, o Clarete Mosele, o Riesling Mosele, o Espumoso Frisante Branco Seco, o Reno Mosele, o Frisante Tinto, o Vermuth Branco, o Gemado OK, o Quinado e o Conhaque Mosele, além do suco de uva e do Fino Champagne Mosele. Sem falar, claro, no lendário Raposa.

O leitor Antônio José Brandão chegou a cogitar a inexistência de antigos rótulos da bebida. Felizmente, alguns deles foram preservados e integram o acervo do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami.

Os dois registros trazem as versões Raposa para o vinho tinto de mesa da “colheita 1962” (acima) e o tinto de garrafão, pertencente à “colheita 1958” (abaixo). Na época, a Mosele tinha como enólogo o senhor Darcy Merlotti.

Raposa de garrafão safra 1958. Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Símbolo da Av. Rio Branco

Fundada em 1935 pelos empresários Eduardo Mosele, José Jaconi e Fortunato Mosele, a Vinícola E. Mosele & Cia localizava-se na Avenida Rio Branco, poucos metros acima da linha do trem. Em 1947, a firma transformou-se em Sociedade Anônima, com sua razão social alterada para E. Mosele S/A – Estabelecimentos Vinícolas, Industriais e Comércio.

Entre seus acionistas figuravam, além do presidente Eduardo Mosele, o diretor técnico Fortunato Mosele, o gerente João Mosele e os diretores comerciais Firmino Bisol, Hugo Castello Koeche, José Mosele, Benno Weirich, Adelino de Barros, Paulo Segalla, Orlando Mosele e Rodolfo Schio.

Clique nas imagens para ampliar.

Década de 1950: a Av. Rio Branco e o complexo da Vinícola Mosele, com a chaminé ao centro. Ao fundo, o antigo 3º Grupo de Canhões Automáticos Antiaéreos 40mm, o quartel. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

A Mosele e uma ainda pouco movimentada Av. Rio Branco em 1948. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Logística em 1950

Em 1950, a empresa somava mais de 200 operários, possuindo ainda fábricas próprias de garrafas, barris e caixas para acondicionamento das bebidas, além de dois engenhos próprios e com destilaria para a produção de álcool e outros derivados.

Na parte logística, a Mosele contava com escritórios e depósitos no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Também mantinha representantes em cerca de 200 praças do país.

Informações reproduzidas do Documentário Histórico do Município de Caxias do Sul – 1875-1950, de Duminiense Paranhos Antunes.

Era uma vez: o belíssimo complexo da Vinícola Mosele em meados dos anos 1980, pouco antes de ser demolido. Foto: Edson Correa, divulgação

O fim

A empresa funcionou até meados dos anos 1980, quando as estruturas começaram a ser demolidas para dar lugar ao complexo da Receita Federal.

Diferentemente de outros ícones da cidade, como a Cooperativa Madeireira Caxiense e a Cervejaria Leonardelli, cujas chaminés permaneceram para contar a história, a da Mosele veio abaixo junto com os prédios. Coisas de Caxias…

Chaminés, as sobreviventes das alturas.

Ensaio da semana: as antigas chaminés industriais de Caxias do Sul.

Em 1961: Vinhos Raposa (garrafa na terceira prateleira e garrafão) e outras bebidas decoravam o estande da Mosele na Festa da Uva. Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

Os comentários dos leitores

“É inacreditável que não exista nada na internet sobre o vinho Raposa, o mais popular vinho do Brasil na década de 1950. O Raposa Verde da Mosele era o vinho mais consumido em Fortaleza, e era encontrado em qualquer vendinha da cidade, por mais humilde que fosse. Até anúncios de cartaz promocional do vinho, que eram encontrados na rede até três anos atrás, sumiram sem deixar rastro. Creio que o único registro que ficou do lindo rótulo do Raposa foi esta fotografia da família fabricante, onde na parede aparecem três das inconfundíveis garrafas barrigudas em destaque. Infelizmente, com rótulos ilegíveis.”

(Antonio José Brandão)

“Referente ao comentário do sr. Antonio José, gostaria de lhe dizer que possuo uma garrafa fechada do Vinho de Mesa Branco Seco Raposa Verde Mosele, produzido e engarrafado por Pindorama S/A, cuja garrafa (abaixo) é muito semelhante com a da fotografia.”

(Maurício Groisman)

Raridade preservada: garrafa lacrada e original do vinho Raposa Verde, mantida pelo leitor Maurício Groisman. Foto: Maurício Groisman, divulgação

Repercussão

O leitor Airton Fioravanzo também recordou do vinho Raposa e disponibilizou a imagem de uma garrafa da safra 1965 (foto abaixo). Ela foi herdada do pai, Lauro Fioravanzo, que atuou como mecânico de manutenção da empresa na década de 1960.

Herança da família: Vinho Raposa safra 1965 é mantido pelo leitor Airton Fioravanzo. Foto: acervo pessoal, divulgação