Galera, como sempre falamos aqui, o objetivo deste blog é motivar pessoas que precisam (ou querem) perder peso para ter mais autoestima, se sentir mais felizes, mas, principalmente, fazer isso com saúde. Por isso, convidei uma amiga minha para postar aqui suas experiências..
O problema dela é diferente do meu. Para mim, emagrecer é uma questão estética. Cinco quilos a menos me fazem sentir melhor comigo mesma. Ela é uma das milhares de vítimas da obesidade mórbida mundo a fora..
Depois de tentar de tudo para emagrecer, ela agora está seguindo um tratamento novo e, de vez em quando, vai contar aqui os resultados. Dá uma olhada no mail que ela mandou:
Fernanda,
Sou obesa mórbida, já fiz diversos tratamentos com acompanhamento médico e várias dietas por conta própria. Em alguns casos, consegui perder o peso desejado, às vezes, 20, 30 quilos em programas de emagrecimento. Já cheguei a perder até 80 quilos em uma dieta ultrarradical, mas nunca mantive o peso ideal por muito tempo, pois sofro de compulsão alimentar.
A minha alimentação até contém produtos saudáveis, ricos em nutrientes, vitaminas, proteínas, mas o problema é que eu nunca consigo comer um pouco deles. Se como pão, como três, quatro de uma vez. Se como batata, é a porção toda. Suco, dois copos. Bananas, umas três por vez. E aí consigo piorar: intercalo com junk food.
Já cogitei fazer a cirurgia do estômago, mas confesso que quis tentar mais uma vez pelo caminho mais difícil, pois sei que meu problema não é físico, são os meus maus hábitos. Consultei minha médica endocrinologista, e ela me recomendou um novo tratamento: testar um remédio de uso anticonvulsivo para controlar a compulsão alimentar - o Amato 100 mg. Pacientes relataram que ele diminui o apetite e tira a famosa vontade de atacar a comida.
Fiquei desconfiada, mas resolvi experimentar, não tinha muito a perder. Além de ter testado tudo o que já conhecia, até financeiramente compensava, já que a caixa custa em média R$ 35 e dá para dois meses - eu tomo metade da dose, um comprimido no horário do almoço.
Antes de engolir o primeiro comprimido, li com atenção a bula, e senti medo. Os efeitos colaterais são alarmantes. Chance de pedra nos rins, depressão, tontura, visão embaçada, cansaço, sonolência, tontura, perda da concentração e até surto suicida. Será que valia a pena o risco?
Procurei revistas científicas na internet para ver até onde ia os estudos. Vi em sites como o SciELO que o tratamento com Topiramato é, de fato, usado em tratamentos de compulsivos e dependentes.
Arrisquei e testei há uma semana. Combinei com uma reeducação alimentar e exercícios físicos três vezes por semana. Como resultado, posso dizer que tem os dois lados da moeda.
Por um lado, senti tontura, sonolência e um comecinho de depressão, mas, como tinha lido a bula, acho que consegui lidar bem com isso e passei a semana tranquila, sem maiores problemas. Mas tive que me esforçar.
Por outro, ficou, de fato, mais fácil fazer a dieta. Parece que ganhei consciência da comida. Ainda sinto vontade de comer às vezes, mas eu me controlo. Nunca tive esse autocontrole, é algo novo pra mim. Às vezes, nem apetite tenho. É muito estranho. Posso ver um monte de guloseima, mas não dá vontade, não sinto nem fome, nem desejo. Outras vezes, sinto muita fome, muito desejo, mas ainda assim não ataco.
Outra boa notícia é que, em uma semana, perdi seis quilos e diminuí incríveis 10 centímetros de quadril. Não foi só o remédio. Eu controlei muito a comida e ralo bastante na malhação, são quase uma hora e meia de treino quando faço. Mas vale a persistência. Pela primeira vez, acho que vou emagrecer, e para sempre. E acho que vou manter a medicação, apesar dos efeitos colaterais. Vamos ver
A partir de hoje, decidi dar uma de Bridget Jones e tornar meu diário um livro aberto (ahuahauha, que clichê). Todos os dias vou publicar um balanço das últimas 24 horas. Não dá para negar que fica mais fácil se disciplinar sabendo que precisamos prestar contas, certo?
te blog, mesmo que de forma involuntária, tenha


