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Posts de agosto 2008

A primeira bicicleta

31 de agosto de 2008 0

Amanhã o caderno Meu Filho publica a terceira parte da série A Primeira Vez, sobre a primeira bicicleta de Kiani Molon Sinott da Silva, quatro anos. A "bike" cor-de-rosa foi entregue para a menina no início de agosto como um presente de aniversário antecipado.

 

Clique aqui e confira o vídeo dessa história:

 

A série destacará, até 5 de janeiro de 2009, 12 momentos importantes na vida de crianças e adolescentes.

Postado por Vinícius França

Déficit de atenção e hiperatividade

30 de agosto de 2008 0

O Programa de Déficit de Atenção e Hiperatividade do Hospital de Clínicas está selecionando crianças e adolescentes de cinco a 18 anos com sintomas de desatenção e ou agitação, para participação em estudo que busca entender as causas — clínicas, genéticas e familiares — do sucesso do tratamento.

As crianças ou adolescentes deve morar com pelo menos um dos pais (biológico ou adotivo), ter no máximo duas repetências escolares e não estar em tratamento farmacológico.

Os interessados devem entrar em contato para triagem com Clarissa, pelo telefone (51) 2101-8094 ou e-mail cfpaim@hcpa.ufrs.br 

Postado por Fabíola

O herói dos meninos

29 de agosto de 2008 0

Cartoon Network

O Ben 10 me intriga há meses. Por que faz tanto sucesso? Qual é o segredo dele? Meu filho é um dos tantos meninos que estão hipnotizados com o personagem do Cartoon Network. Tá certo, o Ben tem 10 anos e carrega no pulso um relógio de nome Omnitrix _ e esse apetrecho permite que ele se transforme em 10 diferentes aliens, cada um deles com um poder especial (alguns exemplos: Diamante, Besta, Massa Cinzenta, XRL8...).

Mas meu palpite é de que não são apenas esses superpoderes que atraem os guris. Resolvi espiar alguns episódios e notei: o Ben é pra lá de metido, briga com a prima, desafia o avô, às vezes chega até a flertar com algum personagem "do mal". É um pré-adolescente típico.

Me deu um frio na barriga saber que o Antônio, aos sete anos e nove meses de idade, já anda de olho na pré-adolescência.

Uma dica quente: dia 5 de setembro estréia no Cartoon, às 20h, o filme do Ben 10. Como diz o Antônio, o filme tem "gente de verdade".

Ângela Ravazzolo,

editora de Zero Hora e mãe do Antônio e da Alice

Postado por Anelise

A emoção de andar na primeira bicicleta

29 de agosto de 2008 0

Daniel Marenco, ZH

 

Ninguém esquece a primeira bicicleta — e sequer os tombos que marcaram a experiência de pedalar quando criança. Na terceira parte da série A Primeira Vez, o caderno Meu Filho conta a história de Kiani, quatro anos.

O sonho da menina de cabelos dourados e jeito sapeca era uma bici cor-de-rosa. Como ela faz aniversário em dezembro, a mãe acabou cedendo e comprando o presente meses antes. Leia a história na segunda-feira.

Postado por Anelise

Bebês sabem captar emoções

29 de agosto de 2008 1

Um estudo realizado por pesquisadores britânicos sugere que bebês de quatro meses já são capazes de reconhecer expressões de emoção em adultos. A equipe, do Centro Cerebral e Desenvolvimento Cognitivo da Universidade de Birkbeck, em Londres, descobriu que bebês conseguem captar os sinais não-verbais utilizados pelo ser humano para se comunicar, como sorriso e sobrancelhas levantadas.

 

Os especialistas utilizaram métodos de imagens para verificar se as regiões cerebrais implicadas nas percepções dos adultos de comunicação facial também eram ativadas nas crianças. Nas imagens, um adulto olha fixamente para os bebês e, em seguida, levanta a sobrancelha e sorri.

Ao medir o nível de oxigênio no cérebro das crianças, os cientistas observaram a ativação das regiões temporal e pré-frontal do córtex, as mesmas que reagem em adultos quando confrontados com sinais não-verbais. A pesquisa foi publicada na revista especializada Proceedings of The Royal Society, Biological Sciences.

Segundo os especialistas, os resultados sustentam a tese de que os bebês nascem com os cérebros já preparados para interagir com outros seres humanos. O co-autor do estudo, Tobias Grossman, disse que o próximo passo será analisar a importância deste aspecto no desenvolvimento das habilidades humanas de interação social.

Além disso, as técnicas aplicadas no estudo podem ser utilizadas no futuro para diagnosticar os primeiros sinais de autismo.

_ Não garantimos que isso possa diagnosticar a doença, mas pode ser uma maneira eficiente de lançar o alerta _ disse Mark Johnsnon, um dos autores do trabalho.

Postado por Anelise

De olho nas costas

28 de agosto de 2008 0

A escoliose é um dos problemas de coluna mais comuns na infância e na adolescência, atingindo 20% da gurizada entre sete e 18 anos. Trata-se de uma curva acentuada para um dos lados ou os dois, como se fosse um "S" olhando-se de frente. Há também a hipercifose e a hiperlordose, que se caracterizam pelo aumento das curvas, para a frente ou para trás, quando se observa a criança ou o adolescente de lado. Até os sete anos, as curvaturas ainda estão em formação, ou seja, curvaturas que muitas vezes parecem acentuadas são consideradas normais. Um ortopedista ou um fisioterapeuta podem avaliar melhor. 

* Estimule seu filho a brincar e a praticar atividade física, para desenvolver um equilíbrio postural adequado.
* Na hora do banho, observe se ele apresenta algum desvio aparente na coluna. Se notar alguma anormalidade, consulte um médico ortopedista.
* Repare a postura dele no dia-a-dia: como fica ao se sentar, a posição do caderno quando escreve ou desenha. Se ele se sentir bem à vontade com uma postura errada, pode ser o indicativo de algum problema.
* Exija atenção especial dos professores em relação à postura do aluno em sala de aula, especialmente ao sentar.
* Evite excesso de peso na mochila. Sabe-se hoje que o ideal é carregar, no máximo, de 12% a 15% do peso corporal do estudante. Mas esse valor também depende da velocidade da marcha, do tipo de terreno, da distância percorrida e do tempo com o acessório às costas.

Fonte: Elisabeth Grantham, fisioterapeuta da Physique – Centro Integrado de Fisioterapia e Atividade Física

Postado por Larissa

Cesariana e o diabetes em bebês

28 de agosto de 2008 3

Mamães devem estar atentas à escolha do parto/Carlinhos Rodrigues, ZH

Uma pesquisa publicada na revista científica PubMed indicou esta semana que bebês que nascem por cesariana têm 20% mais chances de desenvolver diabetes tipo 1.

Os pesquisadores da Queen`s University, em Belfast, na Irlanda do Norte, revisaram 20 estudos já publicados sobre crianças nascidas por cesárea que sofrem de diabetes tipo 1. Os resultados indicam que esse tipo de parto contribui para um aumento de 20% no risco do bebê se tornar diabético.

Segundo os pesquisadores, esse aumento não pôde ser explicado por nenhum outro fator como peso da criança no nascimento, idade da mãe, diabetes na gestação ou aleitamento materno.

De acordo com Chris Cardwell, que liderou o estudo, é provável que esse aumento ocorra porque os bebês que nascem por esse método são expostos primeiro à bactéria proveniente do hospital, e não da mãe. O risco normal de um bebê desenvolver a diabetes do tipo 1 é de três para cada 1 mil crianças. Para Iain Frame, diretor de pesquisa da ONG Diabetes UK, que trabalha com pacientes diabéticos, as mães devem levar esse risco em consideração quando há escolha pelo tipo de parto.

Um levantamento encomendado pelo Ministério da Saúde do Brasil e divulgado em maio deste ano, usou dados de 2006 e indica que a cesariana representa 43% dos partos realizados no setor público e no privado. Entre as mulheres que utilizam planos de saúde, esse percentual é ainda maior e chega a 80%. No Sistema Único de Saúde (SUS), 26% dos partos são cesáreas.

Postado por Anelise

Egoístas até os sete anos

27 de agosto de 2008 1

Arivaldo Chaves, Banco de Dados

As crianças deixam de ser egoístas e aprendem os princípios de justiça e igualdade a partir dos sete ou oito anos de idade, segundo um estudo publicado hoje pela revista científica britânica Nature. Após um experimento sociológico com crianças entre três e oito anos, pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, e do Instituto Max-Planck para Antropologia Evolutiva, da Alemanha, descobriram que elas começam a compartilhar de forma altruísta a partir dos sete anos. Nessa idade as crianças também começam a considerar o outro com boa vontade e a tratar seus amigos como os adultos fariam.

Segundo a equipe pesquisadora, ter consciência das preferências do outro é decisivo para conquistar e manter a cooperação em grandes grupos. Além disso, os especialistas consideram que esse comportamento altruísta diferencia o ser humano dos outros animais, como os chimpanzés, que são egoístas durante toda a vida.

Os cientistas dividiram as 229 crianças em duplas e deram a um dos menores a chance de escolher entre duas opções: ganhar uma bala e não dar nada ao companheiro ou ganhar uma bala e o companheiro também. Apesar de a recompensa ser invariavelmente dar à outra criança um doce, muitas dos pequenos entre três e quatro anos preferiram privar seu companheiro do prêmio. Já o grupo de crianças de sete e oito anos optou, em sua maioria, pela opção mais justa. No entanto, os pesquisadores, liderados por Ernst Fehr, explicaram que as crianças de sete e oito anos não foram totalmente justas, já que só deram uma das balas ao companheiro quando o conheciam.

Os autores do estudo sugerem que esse comportamento reflete a atitude provinciana ou comunitária herdada do ser humano, que é considerada crucial na evolução de sociedades cooperativas. Assim, a aversão à desigualdade estaria fortemente relacionada com o sentimento de pertencer a uma comunidade, que favorece os membros do próprio grupo.

Postado por Larissa

Todo mundo conectado

27 de agosto de 2008 0

A mamãe Márcia ensina Laura a utilizar sites para crianças/Cristiano Estrela

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A publicitária Valéria Portela, autora do livro Pais e Filhos Conectados enviou um e-mail para o blog sugerindo sites bacanas para serem acessados em família. Além de ajudar no estudo e no lazer das crianças, a internet, quando utilizada junto aos pais e filhos, pode ser também um artifício para incrementar as relações. Conheça os sites:

 

— Para ajudar as crianças nas pesquisas escolares: www.bussolaescolar.com.br

— Para pais de meninas: www.pollypocket.com.br e www.barbie.com.br

— Para pais de meninos: www.hotwheels.com e www.meninomaluquinho.com.br

— Páginas que você pode imprimir para seus filhos colorir: www.desenhosparacolorir.org

— Para mostrar as crianças como brincar na realidade virtual: www.spacekids.com.br e

www.neopets.com

— Para dar aos seus filhos uma aula fascinante de geografia: www.googleearth.com

(É só baixar o programa, pois é fácil e grátis)

— Para encontrar conteúdo de qualidade para as crianças na web: www.linkbrink.blogspot.com

Postado por Anelise

Diversão e educação no computador

26 de agosto de 2008 4

A partir dos sete anos, crianças gostam de jogos interativos/Daniel Marenco, banco de dados

Pesquisas mostram que as crianças brasileiras estão as que mais navegam na internet em todo o mundo. Entenda em que fase seu filho está e o que desperta sua curiosidade: 

As fases

De dois a quatro anos: começando

Embora as crianças tenham um período de atenção muito limitado para as atividades online, as imagens e os sons da internet podem estimular a imaginação e tornar a experiência interessante. Os pais e os irmãos mais velhos devem ajudar os menores a visitar sites infantis.

De cinco a seis anos: autonomia

As crianças desejarão explorar a web sozinhos. É importante que os pais as orientem sobre como navegar. Nesta fase, elas são capazes de seguir os comandos do computador, usar o mouse e jogar, mas ainda dependem dos adultos e dos irmãos mais velhos para ajudá-las a encontrar sites, enviar e-mails ou interpretar informações.

De sete a oito anos: o interesse aumenta

Elas gostam de buscar divertimento e jogos interativos. Usam e-mail e já experimentaram entrar em sites e salas de bate-papo que os pais não permitiriam. Relatórios de atividades online podem ser úteis. As crianças não se sentirão invadidas, mas o relatório mostrará onde estiveram.

De nove a 12 anos: boas habilidades

Pré-adolescentes usam a rede para fazer pesquisas escolares, baixar música, passar e-mail, jogar. O modo preferido de comunicação com os amigos é por meio de mensagens instantâneas. Para assuntos que os pais consideram censuráveis, pode ser usado o Controle de Menores do MSN para bloquear o conteúdo.

De 13 a 17 anos: tecnicamente sofisticados

Os adolescentes baixam música, usam mensagens instantâneas, e-mail, jogos online. Os meninos procuram sites de humor grosseiro, imagens violentas e conteúdos de adultos. As garotas batem papo online. O cumprimento rigoroso das regras de segurança e a freqüente revisão dos relatórios de atividade online são importantes. Os pais devem manter as senhas seguras para que os filhos não as registrem em seu nome.

Alguns sites indicados para os pequenos

Castelo Rá-Tim-Bum: www.nextweb.com.br/castelo/

Canal Kids: www.canalkids.com.br/portal/index.php

Ecokids: www1.uol.com.br/ecokids/

Passatempos: www.guri.com/guri.htm

 

Confira outras dicas de sites publicadas no ZH Digital

Postado por Fabíola

Adaptação difícil na escola

25 de agosto de 2008 3

A leitora Rosaura leu a segunda reportagem da série A Primeira Vez, sobre o primeiro dia na escola, publicada na semana passada, e escreveu para relatar a experiência dela e do filho:

"Achei que aos dois anos seria uma boa idade para meu filho ir para a escolinha. Então, no ano passado, matriculei-o na escola que meus sobrinhos estudaram, pois já a conhecia. A adaptação foi bem difícil, ele chorava, ou melhor, berrava muito, durante vários dias. Ele saiu de casa faceiro com o uniforme e a mochila de rodinhas, mas quando a professora o pegou para mostrar a escola começou o choro.

Pensei que não ia conseguir, teve um dia que a diretora veio falar comigo e comecei a chorar, porque eu ficava na outra sala aguardando, se precisassem me chamariam, mas é muito angustiante ouvir teu filho chorar e não poder ficar com ele. Me mandavam sair quando ele se distraía, sem que eu me despedisse, achei errado.

Foram longas manhãs sentada na frente da escola, depois eu me despedia e sentia quando podia ir: se me beijava eu sabia que ele estava bem, mas quando eu pedia um beijo e ele não dava sabia que vinha choro. Mas passou, a gente se angustia também, é a separação, meu filho está crescendo e se tornando independente e isso mexe comigo.

Agora, neste ano, pensei que seria fácil, mas teve choro novamente, pois a turminha era bem maior, a professora era outra e teve o período de férias, mas foram menos dias de choro. Mas lembrei de como eu era no tempo do colégio: gente, eu chorava muito, e lembro que minha professora me pegava no colo e eu a chutava, quando encontrava ela depois de crescidinha morria de vergonha. Eu fugia do colégio e ia para a casa das cucuias (minhas avós postiças), depois meu pai me buscava.

Sei que cada um de nós tem um jeito de ser. Tem uns que vão chorar mais, outros menos, e os que nem vão chorar. Temos que enfrentar e não chorar junto. Pena que nem toda criança seja como a Rafaela (leia a reportagem sobre a menina clicando no link abaixo)...

Agora ele está bem, mas algumas vezes ainda chora, principalmente nas segundas-feiras. Em outros dias chega e vai correndo brincar com os amigos."

Leia aqui a reportagem sobre o primeiro dia de Rafaela na escola

Postado por Larissa

Palestra para amamentar mais e melhor

25 de agosto de 2008 0

Aleitamento Materno será o tema do próximo encontro do ciclo de palestras Nutri Hour - A hora da Nutrição, da Faculdade de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia da PUCRS. O evento será ministrado pela nutricionista Lilia Farret Refosco no dia 2 de setembro, às 19h30min. A atividade é gratuita e está aberta ao público em geral.

Serão abordados assuntos como a importância do aleitamento materno e a discussão sobre as políticas públicas que apóiam a aleitação.

A palestra ocorre no auditório do Laboratório de Ciência e Arte dos Alimentos, térreo do prédio 41, no Campus Central da PUCRS (Avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). As vagas são limitadas, e as inscrições podem ser feitas na secretaria da Faenfi, prédio 12 da instituição. Informações: (51) 3320- 3646.

Postado por Anelise Zanoni

O sonho que não acaba pela manhã

25 de agosto de 2008 0

Um vulcão engoliu a foto de meu filho/EFE, banco de dados

Meu filho de três anos passou dias pedindo por uma foto dele que um vulcão tinha engolido. Pelo que ele nos contou, estava com a fotinho dele na mão quando um menino ligou um vulcão e a nuvem preta tinha levado a foto. Custamos a explicar para ele que tinha sido um sonho, e ele só entendeu quando viu a foto intacta em casa.

Ele não parecia angustiado com o vulcão ou amedrontado, mas estava inconsolável por ter perdido a foto. Tenho ouvido relatos similares de mães que têm crianças nesta faixa etária, então pedimos dicas à psicóloga Daniela Dal-Bó Noschang sobre como proceder nestas situações:

PESADELOS

— São mais comuns entre os dois e quatro anos.

— Antes dos três anos a criança não distingue completamente o sonho da realidade.

— Assim como o sonho, os pesadelos têm a função de permitir a expressão daquilo que não pode ser concretizado. Podem expressar dúvidas, desejos e frustrações. Mesmo inconveniente, os pesadelos comprovam uma organização gradual do pensamento da criança.

— Devem se tornar preocupantes quando são muito freqüentes e por períodos prolongados. Nesta situação podem significar uma ansiedade maior ou dificuldades psicológicas, sendo necessário auxílio de um especialista para avaliar, principalmente se estiver associado alterações consideráveis de comportamento.

O QUE FAZER:

1) Palavras de conforto e tranqüilidade, mostrando que agora você está por perto;

2) Não negar aquilo que a criança refere ter visto ou sentido;

3) Acomodá-la para que volte a dormir com confiança, firmeza e proteção;

4) No dia seguinte, refira o ocorrido e peça que lhe conte o que sonhou, esta é uma forma de considerar situações de fantasia e realidade, como por exemplo que as bruxas estão nos livros, etc...

Postado por Fabíola

Descobertas de mãe

25 de agosto de 2008 0

Antônio com o maninho, Valentim/Arquivo Pessoal

Desde muito cedo, as mães ouvem falar que nenhum filho é igual ao outro. A mamãe Lúcia Mattos, por exemplo, pensava que sabia tudo sobre amamentação graças à experiência que teve com Antônio, que hoje tem seis anos. Mas quando o Valentim nasceu, há um mês, ela precisou descobrir com a ajuda do pediatra novas técnicas para fazer com que o bebê conseguisse mamar direitinho. Confira o depoimento da mãe:

 

"Meus dois filhos são prematuros, mas cada um se comportou de uma forma diferente na hora da amamentação. No primeiro, colocava o peito para ele mamar e ele não sugava. Eu acreditava que o leite estava saindo, mas o bebê estava sempre chorando. Cerca de sete dias depois, o médico avisou que ele chorava de fome.

O pediatra indicou uma chupeta ortodôntica para que meu filho treinasse antes de cada mamada. Até os quatro meses, ele mamou com dificuldades, e optou pela mamadeira.

O segundo filho já aprendeu a sugar, mas o leite demorou para descer. Com a ajuda de uma fonoaudióloga, aprendi a tirar o leite e recebi mais instruções de como amamentar. Hoje, o bebê suga com facilidade. Resolvi colocá-lo para dormir no meu quarto para poder dar mais atenção a ele."

 

 

Você gostaria de contar alguma de suas descobertas como mãe? Envie um comentário ou uma história para o blog.

 

 

Postado por Anelise Zanoni

Mais sobre a nova licença-maternidade

24 de agosto de 2008 0

Na expectativa da sanção pelo presidente Lula do projeto de lei que amplia a licença-maternidade dos atuais quatro para seis meses, o Ministério da Saúde destaca os benefícios da mudança para mãe e filho:

— Mais tempo para a amamentação, que permite oferece ao bebê nutrientes fundamentais, com fácil digestão, sem necessidade de outros alimentos, inclusive água. Trata-se de um leite rico em anticorpos e outras substâncias que protegem contra infecções.

— Fortalecimento do vínculo, com o contato corporal e o olho no olho que aproximam mãe e bebê nos primeiros meses de vida, contribuindo para o desenvolvimento saudável.

— Impacto positivo na sobrevida e na saúde infantil, com redução da mortalidade e da morbidade por diarréia, pneumonia e infecção grave em recém-nascidos. Crianças de zero a cinco meses que não mamam no peito têm risco sete vezes maior de morrer por diarréia e cinco vezes maior de morrer por pneumonia quando comparadas com crianças em aleitamento materno exclusivo. Nessa mesma faixa etária, o risco de morte por diarréia é duas vezes maior nas crianças que estão em aleitamento materno não-exclusivo quando comparadas com as que estão em aleitamento materno exclusivo.

— Redução do aparecimento de problemas como asma, rinite alérgica e intolerância alimentar.

— Pesquisas demonstram que o aleitamento contribui para o melhor desenvolvimento cognitivo das crianças.

— A amamentação prolongada é um fator de proteção para câncer de mama: há uma relação inversa estatisticamente significativa entre duração da amamentação e risco de desenvolvimento da doença. O efeito protetor é maior quanto maior for a duração do aleitamento. O mesmo ocorre com o câncer de ovário.

— Estudos demonstram que há índices mais baixos de fraturas de quadril por osteoporose entre as mulheres que amamentaram.

— Redução da obesidade pós-parto: a amamentação prolongada contribui para uma recuperação mais rápida do peso pré-gestacional, com redução do índice de massa corpórea e, conseqüentemente, da obesidade, principalmente quando a amamentação é exclusiva.

— Em muitos casos de gestação de alto risco, a licença-maternidade é iniciada antes. A ampliação da licença permitirá que a mãe tenha um período maior, após o parto, para prestar os devidos cuidados e interagir com o filho.

— O aleitamento contribui fortemente para o desenvolvimento de indivíduos física e emocionalmente saudáveis e é um fator importante na economia da saúde, reduzindo gastos com atendimento ambulatorial e hospitalar.

Postado por Larissa

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