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Posts do dia 25 novembro 2008

Estimule seu filho a ser carinhoso

25 de novembro de 2008 0

A neonatologista e pediatra Fátima Parente Araújo, que trabalha nos hospitais do Campo Limpo e Interlagos, em São Paulo, enviou um texto sobre a importância de os pais apostarem nas manifestações de carinho desde a gestação. Confira:

"Tudo que os pais aprenderam de bom na vida pode ser passado para os filhos e assim sucessivamente, como algo da cultura familiar que passa de geração em geração.  O filho pode sentir-se amado ou rejeitado já na gestação, deste modo, é importante que ele ouça palavras de carinho e afeto mesmo antes de nascer.

Foto: Jefferson Botega, ZH

Em geral, as crianças aprendem sempre com as pessoas de seu convívio e fixam-se, principalmente, nos pais para moldar modos de comportamento. Seus órgãos dos sentidos captam facilmente e eles fazem o que vêm, falam o que escutam, presenciam o relacionamento entre os pais e assim dão o que recebem. Por isso, todo o cuidado nas palavras e ações é pouco! A criança que é tratada com carinho se diferencia daquela que é tratada com agressões, ela se sociabiliza melhor, está sempre ativa e contente, tem o olhar e o sorriso alegres.

Se prestarmos atenção à definição formal da palavra carinho comprovaremos que ela inclui tanto a inclinação amorosa que sentimos em relação a algo ou alguém, como também a manifestação desse sentimento, que muitas vezes fica oculta, através de agradecimentos, aceitações, reconhecimentos, expressões de afeto ou gestos carinhosos.

As crianças menores passam por uma fase em que a espontaneidade é encantadora, manifestam suas emoções de uma forma natural e simples: Vão nos braços de qualquer pessoa, correm para nos abraçar, desenham flores, pulam na barriga do pai, etc. Com o desenvolvimento e o passar dos anos elas vão se moldando, e cada vez mais  vão mudando com a influência do ambiente.

Assim, se educarmos com reflexão, segurança, agindo sem agredir e falando sem ferir, eles vão se sentir felizes, seguros e confiantes, agindo e se expressando com o mesmo carinho que lhe foi ensinado."    

Postado por Fabíola

Depressão atinge até 35% das mães

25 de novembro de 2008 1

 

Foto: Miro de Souza, ZH

Um outro lado da maternidade, distante do mundo cor-de-rosa dos filmes, dos sonhos adolescentes e dos comerciais de televisão, tem aparecido com maior freqüência na vida de mães e bebês, segundo pesquisa do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Ao acompanhar as consultas de pré-natal, o parto e os retornos de mulheres atendidas em hospitais públicos da cidade, aplicando um questionário padrão e uma avaliação, o trabalho encontrou uma incidência de depressão pós-parto em 32% a 35% delas - um número três vezes mais alto do que o identificado na literatura médica internacional, que varia de 10% a 15%.

São mulheres que, em vez dos sorrisos constantes pela felicidade de ter um bebê em casa, como elas e as famílias provavelmente esperavam, se deparam com crises de choro, irritação permanente, dificuldades para dormir e comer, sensação de desamparo e tristeza e falta de apetite sexual - nos casos mais graves, podem ocorrer tentativas de suicídio e atos de violência contra a criança. Além disso, sentem raiva do bebê, o culpam por sua situação e, muitas vezes, acabam sendo negligentes em relação aos cuidados de que a criança necessita, tratando-a como um fardo. Esse conjunto de sintomas pode aparecer nos primeiros dias após o parto e, se não for cuidado, persistir por até um ano.

E não são só as mulheres que sofrem com essa situação. Uma série de pesquisas indica que essa falta de contato com a mãe nas primeiras semanas traz conseqüências para o desenvolvimento físico e neuromotor da criança, persistindo nos anos seguintes: interagem menos com adultos, estabelecem menos relações afetivas e têm níveis mais altos de hormônios relacionados ao stress no organismo. Fazer um mapeamento detalhado desses efeitos e o que eles acarretam na relação entre mãe e filho é um dos objetivos da pesquisa da USP, financiada pela Fapesp e pelo CNPq. O trabalho começou no ano passado e deve se estender pelos próximos dois anos.

_ O índice de depressão pós-parto que encontramos nas mulheres atendidas foi realmente alto, três vezes maior do que o descrito na literatura médica, e por isso partimos para análise dos fatores que poderiam influenciar no comportamento dessas mulheres _ explica a pediatra Maria Teresa Zulini da Costa, pós-doutoranda na USP e uma das pesquisadoras do projeto, coordenado pelas psicólogas Emma Otta e Vera Silvia Raad Bussab.

CULPA

O alto índice de depressão pós-parto em mulheres de renda mais baixa também foi constatado em um estudo com um universo menor de mulheres. Ao acompanhar 84 mães usuárias de um serviço público de saúde, perceberam que cerca de 30% delas apresentavam o conjunto de sintomas.

Atualmente, os médicos receitam antidepressivos para mulheres que amamentam - a substância é transmitida pelo leite para o bebê, mas segundo os médicos seus efeitos não são nocivos para a criança.

Simone Iwasso, Estado de São Paulo

Postado por Anelise

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