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Posts de fevereiro 2009

Nossos pequenos nhoques da sorte

12 de fevereiro de 2009 7

O pequeno Miguel recebe em casa o carinho do Nando, o irmão
Nosso pequeno Miguel nasceu no último dia 29. Como o primogênito é de 29 de junho, agora temos dois pequenos nhoques da sorte em casa. E o primeiro encontro deles foi emocionante.
Sem que a gente sugerisse, o Fernando pediu para pegar o mano mais novo no colo e cantou para ele uma canção que ouve desde bebê e usamos para acalmá-lo.
Mas antes deste momento de carinho, a atenção do primogênito estava toda voltada para o brinquedo que o Miguel trouxe de presente: uma pista de monstro. Mais tarde, em casa, ele explicou a origem do presente: a mamãe tinha uma loja de brinquedos dentro da barriga.
Desde que chegamos em casa, o mano pequeno tem se submetido pacientemente a uma série de experiências. Ganha colo do mano grande, deita na cama dele, no sofá, na barriga, no berço, onde o mano sugere. Ganha carinhos às vezes meio apertados e o banho, que no início parecia uma sessão de tortura, agora ficou divertido, já que a tarefa de lavar os pés cabe ao mano grande.
O Fernando às vezes fica impaciente e pede: "Fala, mano". Deve ser meio sem graça mesmo esperar tanto pela chegada do irmão e depois aquele pequeno ser ficar apenas dormindo ou, pior, pendurado no seio da mãe como se não houvesse nada mais divertido para fazer.
Tomamos cuidado para que o pequeno não se machuque, mas acho que a afinidade entre eles vai surgir desta convivência inicial e da relação que a cada dia eles vão estabelecendo. É certo que nosso pequeno careca não será uma cópia do irmão, ele já mostra que tem sua personalidade, mas independentemente das preferências de cada um, nosso desafio é criarmos eles unidos e companheiros. Para isso, o grande vai precisar de paciência para esperar o pequeno crescer. E o pequeno terá que ter paciência para deixar o grande matar toda a sua curiosidade sobre ele.
Pela foto aí de cima, dá pra ver que eles já estão se entendendo.

Postado por Fabíola

Ginástica + massagem

12 de fevereiro de 2009 1

Foto Mário Brasil

Manter a forma durante a gravidez é tão importante para a mãe quanto para o bebê. O exercício ajuda a equilibrar o peso que se ganha naturalmente com a gravidez, bem como melhora as funções do organismo mantendo o seu corpo saudável.

Além dos óbvios benefícios físicos, o exercício contribui significativamente no combate ao estress da gravidez, e é especialmente eficaz na diminuição da ansiedade.

Os exercícios para grávidas podem ser iniciados desde o primeiro trimestre gestacional, com exercícios respiratórios, relaxamento e orientação postural. A partir do segundo trimestre, a mamãe pode começar com exercícios de alongamento, fortalecimento, posturais e respiratórios que irão ajudá-las na preparação do parto.

A Laureen Rath, proprietária da clínica de Fisioterapia e Estética Fisiosport Beauty (www.clinicafisiosport.com.br), oferece, além de outros serviços, ginástica para gestantes e o curso de Shantala para bebês. Bem estar para você e seu filho!

Postado por Melissa Hoffmann

Valores se aprendem na infância

11 de fevereiro de 2009 0

É no dia-a-dia e com exemplos de papais e cuidadores que os pequenos vão aprendendo os valores que os nortearão quando adultos. Dá uma lida no bacana depoimento da Rosaura Paczek.

Convidei meu filho de três anos para ir conhecer o filho de uma amiga que nasceu recentemente. Antes de fazermos a visita, ele foi comigo ao shopping comprar um presente. Mas meu filho também queria dar um presente ele escolhesse. Então, começou a procurar no seu quarto um brinquedo. Comentou comigo que daria o Piu Piu:

— Mãe, eu não brinco mais com o Piu Piu, e o meu amiguinho ainda não tem nenhum brinquedo.

Seguido explico para o meu filho que ele deve doar os brinquedos que não usa mais para aqueles que não têm e, agora, quando surgiu uma situação, ele agiu de uma maneira que me surpreendeu.

No dia-a-dia vamos aprendendo como ensinar valores para os filhos e assim o educamos. Algumas vezes ficamos sem saber o que dizer e até podemos errar, mas é um crescimento que só se aprende fazendo. Espero poder ter mais acertos que erros, que Deus me ajude, porque sei que não é fácil.

Postado por Melissa Hoffmann

Ser pai e os ditos populares

10 de fevereiro de 2009 1

Foto Lisette Guerra

Olha que fofo o depoimento do papai Hélio. Se você passa por situações parecidas, mande seu depoimento para gente. Vamos adorar publicar:

 

A recente experiência de ser pai me mostrou o verdadeiro sentido de alguns ditos e expressões populares. Confesso que tais frases já estavam incorporadas ao meu vocabulário, entretanto a utilização cotidiana não revelava a verdadeira sabedoria subjacente. O primeiro e mais óbvio ditado que pais de primeira viagem se deparam é bem conhecido: "Quem não chora não mama". Quando a mensagem sonora não é entendida pelos pais, o bebê se vê sem alternativas e fica chupando o dedo.

Ainda em relação à amamentação, tem uma expressão que, até uns dias atrás, só fazia sentido se relacionada àquele que não larga o emprego de jeito nenhum. Agora sei que a frase "Ele não larga a teta" pode também ser interpretada no senso estrito.

E quando o bebê fica fazendo manha e a mamãe, já sem paciência, o larga nos meus braços? Lá vem um "Toma que o filho é teu!" Bem, para disfarçar o pavor brado um convincente "Deixa com o pai" e, na surdina, suplico ao bebê que deixe de nhenhenhén. Meio desajeitado, coloco a chupeta em sua boca e, alguns segundos depois, ela se estatela no chão. Agora entendo o que significa ser "Boca aberta".

Alguns dias atrás fui dar uma volta de carro com a família. Esposa e bebê no banco de trás. Solavancos para cá e para lá, eu conduzia o veículo vagarosamente, desviando dos buracos para não acordar o rebento. Dei-me conta, então, que estava em pleno trânsito nervoso de Porto Alegre dirigindo que nem uma mãe.

Hélio Radke Bittencourt, 33 anos, professor universitário é pai do Max há 2 meses.

 

Postado por Melissa Hoffmann

Boa forma

09 de fevereiro de 2009 4

Foto: Thiago Teixeira/DVG

O marido Márcio Pedreira acompanha a mulher, Claudia Leitte, que segura o filho Davi

Vocês viram ontem no Fantástico que bem está a cantora baiana Claudia Leitte. Além de toda faceira com o nascimento do pitoco Davi há três semanas, ela ainda aparece em ótima forma depois de dar à luz.

O segredo?

_ Peito. Bota o menino para mamar que vai tudo embora. Ele sugando e você vai junto ali, se esvaindo aí _ revela. _ A mulher fica preocupada com corpo e eu sequei, engordei 10,5 quilos na gravidez toda e já perdi 11 quilos.

Que maravilha, hein!

Conte aqui no blog como foi para você voltar à boa forma depois da gestação. Demorou ou rapidinho como a Claudia.

Ah, e olha só: ela já está se preparando para subir no trio elétrico em Salvador no próximo dia 21. Que pique!

Postado por Melissa Hoffmann

"O cirurgião nunca deve esconder nada da criança"

01 de fevereiro de 2009 1


foto Fernando Gomes

Um dos entrevistados por Meu Filho para a matéria que discute a situação em que uma criança deve se submeter a uma cirurgia (página central da edição de 2 de fevereiro do Meu Filho) é o médico José Carlos Fraga. Atualmente Chefe do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Fraga é professor de Cirurgia Pediátrica da Faculdade de Medicina da UFRGS, com mestrado e doutorado na mesma Universidade. Confira trechos da entrevista:

Meu Filho - Adultos e crianças reagem de maneira muito diversa à necessidade de passar por um procedimento cirúrgico?

José Carlos Fraga - A cirurgia é um procedimento estressante para qualquer faixa etária, tanto para adultos como para crianças, tanto que ela deve ser realizada na impossibilidade de realização de outro tipo de tratamento mais conservador. E a primeira coisa a reconhecer de quem trabalha com crianças é que elas também sentem dor, medo e insegurança, apesar de que muitas vezes elas não conseguem expressar estes sentimentos. Como o relacionamento com as crianças é realizado através de consulta com os pais, outra característica de nossa especialidade é de que devemos também ter um relacionamento franco com os pais da criança.

Meu Filho - Que tipo de procedimento adotas para comunicar ao paciente que ele terá de ser operado? Falas antes com os pais, para que eles preparem a criança?

Fraga - Dependendo da faixa etária e do discernimento da criança, a notícia da necessidade de cirurgia deve ser dada preferentemente para a própria criança, em uma linguagem simples e que ela possa entender. Nunca se deve mentir ou iludir a criança de que ela irá "passear" no hospital, mas sempre se dizer a verdade para ela. Os pais são extremamente importantes, pois eles darão o apoio emocional e realizarão os cuidados específicos após a cirurgia, e eles devem também entender bem a indicação da cirurgia, como ela será realizada, bem como os riscos e as complicações associadas ao procedimento realizado em seu filho. Após a consulta, os pais auxiliam a explicar posteriormente à criança detalhes da necessidade do a realização do procedimento cirúrgico.  A presença dos pais antes e no momento da realização da anestesia é muito importante para a criança não se sentir abandonada, e eles devem estar presentes na indução anestésica, até a criança dormir, e logo após a cirurgia quando a crianças chegar na sala de recuperação.

Meu Filho - No caso de pacientes crianças, o médico deve omitir detalhes, simplificar os diagnósticos?

Fraga - O cirurgião nunca deve esconder nada da criança, e especialmente nunca deve mentir para ela. Claro que as informações dadas dependem do discernimento da criança, e elas devem ser fornecidas de acordo com o interesse e dúvidas da criança. É muito útil para as crianças maiores a realização de desenho para mostrar o porque da cirurgia, bem como para explicar que ela irá dormir durante o procedimento cirúrgico e, portanto, não sentirá dor, que após o procedimento ela irá acordar na presença dos pais, com um soro pingando em uma veia puncionada quando ela estiver dormindo (não sentirá dor), e que será usado remédio no momento da cirurgia e após a cirurgia para evitar que ela sinta dor. Atualmente temos a maior preocupação com a analgesia, tanto que se realiza, além da anestesia geral, anestesia no local do corte, a fim de reduzir a quantidade necessária de anestésico durante a cirurgia, e garantir analgesia no pós-operatório imediato antes que a medicação ingerida por via oral faça efeito.

Meu Filho - Se fosse para dar conselhos para os pais que têm filhos que serão operados, quais seriam?

Fraga -
1) Escolher profissional médico que confiem plenamente;
2) Explicar (de acordo com a faixa etária da criança) o porquê da cirurgia, e como a mesma será realizada;
3) Para as crianças maiores, os procedimentos cirúrgicos eletivos devem ser realizados preferentemente após o consentimento da criança. Se houver dificuldades, a crianças deve ser avaliada por um profissional da área emocional;
4) Não mentir nunca, e dar as informações de acordo com as indagações e dúvidas da criança;
5) Os pais (ou um deles) devem estar presentes no momento da indução anestésica e logo após a criança acordar na sala de recuperação.

Postado por Renato Mendonça

"Pais calmos são um calmante para os filhos"

01 de fevereiro de 2009 0


foto de Fernando Gomes

Para a matéria da página central de 2 de fevereiro, Meu Filho também conversou com o anestesiologista Neverton Savaris, medido do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e integrante da equipe de anestesia Soma. Savaris tem 38 anos de idade e 13 anos de experiência como anestesiologista. Acompanhe alguns trechos de sua entrevista:

“A cirurgia e a anestesia em crianças têm características próprias, como o fato de que as crianças são um público não-cooperativo, ou seja, não necessariamente atende a pedidos e instruções”

“Durante as consultas, a primeira pergunta que as mães de pacientes pediátricos fazem é a mais difícil de responder. Elas perguntam ‘Não tem risco, não é, doutor?’” Digo que se pode correr risco até atravessando uma rua, mas que, com boa estrutura e bons profissionais, podemos atravessar a rua em uma faixa de segurança.”

“Pais e mães tranquilas são sinônimos de criança tranquila. Se os pais e as mães estão ansiosos, as crianças ficam intranqüilas, acordam agitadas, não tomam os sedativos. Pais calmos são o melhor calmante para seus filhos.”

“Tenho algumas recomendações.
A primeira é para os pais: escolham um cirurgião em quem confiem.
Segundo: é importante uma boa avaliação pré-operatória.
Terceiro: conversem com o anestesiologista. Mesmo que esse contato seja por telefone, no caso de os pais do paciente serem do Interior, o contato e o esclarecimento sempre ajudam.
Em quarto lugar, que os pais expliquem para a criança que ela vai para o hospital fazer a cirurgia. Não adianta esconder: a criança percebe quando o seu pai e sua mãe estão nervosos.
Quinto lugar: os pais devem se informar sobre a operação e tirarem suas dúvidas com os médicos. A informação tranqüiliza a todos.
Em sexto lugar, é importantíssimo pai e mãe estarem ao lado do paciente quando esse acordar. Isso vai inspirar confiança.”

Postado por Renato Mendonça

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