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Posts do dia 31 julho 2009

"Ele não queria comer..."

31 de julho de 2009 0

(foto: Daniel Marenco, ZH)

Aos seis meses de vida, o filho da professora Marcelle Soares, Enzo, foi apresentado às frutas e aos purês de vegetais. A aceitação foi péssima. Não queria experimentar, chorava, gritava e ficava com ânsia de vômito. A mãe tentava de tudo. Cantava músicas para incentivá-lo, usava a técnica do aviãozinho, trenzinho e afins, preparava comidas divertidas, com carinhas feitas de legumes, oferecia comida do próprio prato, comia a do prato dele, ou mesmo dividia a refeição com o filho. Nada adiantava. Ele simplesmente não queria comer.

Marcelle começou a achar que o problema era a comida que fazia.

_ Achei que estava sem graça, li livros sobre o assunto, usei vários temperos diferentes e até me matriculei num curso de alimentação infantil _ conta. Nesse meio tempo, Enzo continuou mamando. E se sustentava com o leite da mãe.

_ Todos me criticavam porque ele era muito magrinho. Mas esse é o biótipo da nossa família. As pessoas têm mania de achar que só é saudável criança gorda _ reclama. Hoje, com 1 ano e 9 meses, Enzo está começando a comer naturalmente. Aceita macarrão, algumas frutas, pães e guloseimas, dadas apenas em ocasiões especiais. Sem brigas, gritaria na hora da refeição ou ameaças.

_ Ele teve o tempo dele, e eu respeitei _ analisa Marcelle.

Postado por Anelise

Pequenas coisas da vida

31 de julho de 2009 2

Vida de gestante não é mole… A soma do exame positivo com uma crise de consciência é igual a “mudança radical de vida”, pelo menos, por um tempo. Como diz uma conhecida minha, é como se um empresário convicto de que, em nome do “progresso”, vale desmatar, poluir… de uma hora para outra, virasse um militante do Greenpeace.

Pois me sinto um pouco assim, com o “girininho”, estou adquirindo novos conceitos… Um deles foi perceber que nesse período de renovação uma das novidades está sendo me encantar com pequenas coisas… Literalmente, pequeníssima coisa… Ela tem exatamente 1,5 centímetro.

Depois da decepção inicial com o primeiro ultrassom (lembram? Aquele que ignorei todas as aulas de biologia da vida e fiquei frustrada em ver apenas o tal “saco preto” — o saco gestacional), no segundo a história foi bem diferente.

Chego ao local do exame e faço uma breve pesquisa com outras grávidas que aguardam na sala de espera. Estou com oito semanas de gestação. Se não enxergar nada, é sinal de problema, certo? Nem é bom pensar nisso que só atrai coisa ruim. Deixo o pensamento pra lá e me preparo para o exame…

A médica chega sorridente como sempre e pergunta como vão as coisas… Falo algo qualquer e vou direto ao assunto…

- Hoje vou ver alguma coisa é?

Ela ri e pede calma. Fixo os olhos na tela e, de repente, aparece o “meu bebê” (por enquanto é meu mesmo, está na minha barriga, depois quando sair vai ser um cidadão “do mundo”).

A figura que avisto, me perdoem, lembra um “girinho(a)”. Tem cabeça (um cabeção), corpo e uns toquinhos que no futuro serão pernas, braços, mãos, pés. Gostei tanto da imagem que queria repetida e perguntei:

- É só um?

A medica ri novamente e confirma, questiono se tudo vai bem. Ela sorri e confirma. Mais do que emoção por gerar a vida, vem uma enorme sensação de alívio… O `”girininho” é saudável, penso. Aí a médica coloca o som do coração para ouvir e afirma que bate intensamente, pelo que entendi, 160 vezes por minuto… O pai está bobo… Evito olhar para ele com a intenção de manter a razão acima da emoção, afinal, no casal, um tem que ser a cabeça (eu), e o outro, o coração (ele). Mas, no fundo, tudo isso é uma grande bobagem porque agora somos três corações que batem intensamente…

ELE ou ELA tem apenas 1,5 centímetro… Acho que descobri que foi uma mulher grávida que inventou a máxima: “É nos pequenos frascos que se encontram os melhores perfumes”.

Postado por Ticiana Fontana, Santa Maria

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