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Posts de julho 2009

"Ele não queria comer..."

31 de julho de 2009 0

(foto: Daniel Marenco, ZH)

Aos seis meses de vida, o filho da professora Marcelle Soares, Enzo, foi apresentado às frutas e aos purês de vegetais. A aceitação foi péssima. Não queria experimentar, chorava, gritava e ficava com ânsia de vômito. A mãe tentava de tudo. Cantava músicas para incentivá-lo, usava a técnica do aviãozinho, trenzinho e afins, preparava comidas divertidas, com carinhas feitas de legumes, oferecia comida do próprio prato, comia a do prato dele, ou mesmo dividia a refeição com o filho. Nada adiantava. Ele simplesmente não queria comer.

Marcelle começou a achar que o problema era a comida que fazia.

_ Achei que estava sem graça, li livros sobre o assunto, usei vários temperos diferentes e até me matriculei num curso de alimentação infantil _ conta. Nesse meio tempo, Enzo continuou mamando. E se sustentava com o leite da mãe.

_ Todos me criticavam porque ele era muito magrinho. Mas esse é o biótipo da nossa família. As pessoas têm mania de achar que só é saudável criança gorda _ reclama. Hoje, com 1 ano e 9 meses, Enzo está começando a comer naturalmente. Aceita macarrão, algumas frutas, pães e guloseimas, dadas apenas em ocasiões especiais. Sem brigas, gritaria na hora da refeição ou ameaças.

_ Ele teve o tempo dele, e eu respeitei _ analisa Marcelle.

Postado por Anelise

Pequenas coisas da vida

31 de julho de 2009 2

Vida de gestante não é mole... A soma do exame positivo com uma crise de consciência é igual a "mudança radical de vida", pelo menos, por um tempo. Como diz uma conhecida minha, é como se um empresário convicto de que, em nome do "progresso", vale desmatar, poluir... de uma hora para outra, virasse um militante do Greenpeace.

Pois me sinto um pouco assim, com o "girininho", estou adquirindo novos conceitos... Um deles foi perceber que nesse período de renovação uma das novidades está sendo me encantar com pequenas coisas... Literalmente, pequeníssima coisa... Ela tem exatamente 1,5 centímetro.

Depois da decepção inicial com o primeiro ultrassom (lembram? Aquele que ignorei todas as aulas de biologia da vida e fiquei frustrada em ver apenas o tal "saco preto" — o saco gestacional), no segundo a história foi bem diferente.

Chego ao local do exame e faço uma breve pesquisa com outras grávidas que aguardam na sala de espera. Estou com oito semanas de gestação. Se não enxergar nada, é sinal de problema, certo? Nem é bom pensar nisso que só atrai coisa ruim. Deixo o pensamento pra lá e me preparo para o exame...

A médica chega sorridente como sempre e pergunta como vão as coisas... Falo algo qualquer e vou direto ao assunto...

- Hoje vou ver alguma coisa é?

Ela ri e pede calma. Fixo os olhos na tela e, de repente, aparece o "meu bebê" (por enquanto é meu mesmo, está na minha barriga, depois quando sair vai ser um cidadão "do mundo").

A figura que avisto, me perdoem, lembra um "girinho(a)". Tem cabeça (um cabeção), corpo e uns toquinhos que no futuro serão pernas, braços, mãos, pés. Gostei tanto da imagem que queria repetida e perguntei:

- É só um?

A medica ri novamente e confirma, questiono se tudo vai bem. Ela sorri e confirma. Mais do que emoção por gerar a vida, vem uma enorme sensação de alívio... O `"girininho" é saudável, penso. Aí a médica coloca o som do coração para ouvir e afirma que bate intensamente, pelo que entendi, 160 vezes por minuto... O pai está bobo... Evito olhar para ele com a intenção de manter a razão acima da emoção, afinal, no casal, um tem que ser a cabeça (eu), e o outro, o coração (ele). Mas, no fundo, tudo isso é uma grande bobagem porque agora somos três corações que batem intensamente...

ELE ou ELA tem apenas 1,5 centímetro... Acho que descobri que foi uma mulher grávida que inventou a máxima: "É nos pequenos frascos que se encontram os melhores perfumes".

Postado por Ticiana Fontana, Santa Maria

Gestantes e o pilates

30 de julho de 2009 0

Mulheres grávidas também podem fazer pilates. O método que reforça a muscultura abdominal não só pode ser adotado por gestantes, como pode fazer toda a diferença na qualidade de vida na gravidez.

- As gestantes precisam e devem ter a musculatura abdominal reforçada para que possam suportar o peso da barriga sem tanta sobrecarga para a coluna, bem como para que a recuperação do parto possa ocorrer de forma mais rápida _ explica a educadora física Silvia Bauer.

A prática deve ser cercada de cuidados, antes mesmo de as atividades começarem. Primeiro, é necessário a liberação do médico obstetra.

_ O pilates tem como foco a respiração (melhor oxigenação), conscientização corporal e das alterações posturais decorrentes da gestação nos seus mais diferentes estágios. Também são trabalhados exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico, membros inferiores (suportar melhor o peso da barriga) e superiores (para poder segurar o bebê) _ explica Silvia.

Além disso, há exercícios de alongamento dos músculos posturais que são sobrecarregados devido às alterações no centro de gravidade (mais anteriorizado) e relaxamento das tensões, permitindo a gestante uma maior sensação de bem-estar. A prática é tão positiva que até o bebê sente seus efeitos. De acordo com a educadora, o bebê é beneficiado com uma melhor oxigenação, menor nível de stress da mãe, o que leva a um efeito calmante, além da melhora da postura da mãe, aumentando o espaço e o conforto para o bebê.

(foto: Ricardo Jaegger, divulgação)

 

A dica acima foi oferecida pelo Vitta Exercício e Clínica de Saúde, que fica em Porto Alegre. Informações: http://www.vittanet.com.br ou (51) 3333-6135

Postado por Anelise

Cor no prato

30 de julho de 2009 1

Nutricionista Valéria Marchiori Nussbaumer com a filha Ana Carolina

Abençoados os pais que conseguem convencer os filhos a comer frutas, legumes e verduras. Eu confesso que só comecei a me sair bem quando a escolinha ajudou. Mesmo com o exemplo sendo dado em casa, não foi nada fácil. O cardápio da escolinha, feito por uma nutricionista, inclui frutas das mais diversas, e, nas aulas de culinária, os pequenos trabalham sobre a importância da alface e de outras verduras.

Com essa forcinha extra, passei a conseguir sucesso na minha tentativa, mas, volta e meia, a cara feia volta, e é preciso relembrar o discurso. Imposição não adianta. O melhor é sempre negociar.

Segundo a nutricionista Valéria Marchiori Nussbaumer, a criança, por volta dos cinco meses de idade, pode começar a usar frutas na alimentação e, já aos seis meses, entrar com as papinhas salgadas. Quando completa o 1º aninho, já pode usar a mesma alimentação da família, desde que pouco temperada. Estudos mostram que antecipar essa fase de adaptação pode levar a um aumento de alergias alimentares.

Olha o que mais a Valéria sugere aos papais e mamães:

- O melhor estímulo para criança é o que ela enxerga na mesa da família. Os pais que optam por uma alimentação saudável e equilibrada têm mais sucesso com seus filhos porque, desde pequenos, acostumam com cores e sabores dos vegetais, carboidratos, proteínas e gorduras. Lembrar que ter horário para comer, elogiar os alimentos saudáveis e fracionar as refeições em 5 a 6 vezes por dia são hábitos saudáveis e, é por meio desses hábitos, que podemos ter sucesso acostumando a criança a comer de tudo.

- Oferecer sempre vegetais de cores diferentes (pelo menos 2 por refeição), 1 tipo de carboidrato (arroz, massa, mandioca, polenta), feijão ou lentilha, 1 tipo de proteína ( carne magra) e frutas da época. Esse conjunto forma uma refeição equilibrada que deve ser proporcionada de acordo com as necessidades e a idade de cada criança. Exemplo:

PARA O ALMOÇO

- Salada de cenoura e brócolis (cozidos no vapor)
- 1 colher de servir de arroz integral
- 1 concha pequena de feijão
- 1 bife pequeno de gado, frango ou peixe
- 1 fruta como sobremesa

PARA OS LANCHES

A regra é a mesma: 1 fonte de carboidrato junto com a proteína. Exemplo:
- Fruta com iogurte OU cereal com leite

A nutricionista dá ainda uma receita de um delicioso Bolo de Hortaliças, para fazer junto com o seu filho. Anote aí:

BOLO DE HORTALIÇAS

Ingredientes: A
- 2 xícaras (chá) de leite desnatado
- 3 ovos
- 4 colheres (sopa) rasas de maisena
- 1,5 xícaras (chá) de farinha de trigo
- 1 colher (sopa) rasa de fermento químico (Royal)
Bater tudo no liquidificador com sal e tempero a gosto e reservar a mistura "A"

Ingredientes : B

- 1 maço pequeno de brócolis picado
- 4 colheres (sopa) de milho verde
- 4 colheres (sopa) de ervilha
- 4 colheres (sopa) de cebola picada
- 4 colheres (sopa) de cenoura ralada no ralo grosso
- 1 colher (sopa) de azeite de oliva extravirgem
- Sal e pimenta a gosto
Misturar todos os ingredientes "B"

Montagem:
- Untar um prato refratário com óleo suficiente para não grudar a massa depois de assada
- Colocar no prato a metade da mistura "A"
- Espalhar por cima toda a mistura "B"
- Cobrir com o resto da mistura "A"
- Levar para assar em forno médio

Rende 10 porções

Postado por Fabiana Sparremberger

A alimentação do bebê

30 de julho de 2009 1

É no primeiro ano de vida que o bebê tem contato com a comida e começa a desenvolver seus gostos e predileções. Para a psicóloga Gillian Harris, é nessa fase que os pais devem se empenhar para criar bons hábitos alimentares. A médica tem opiniões polêmicas com relação à época correta para a introdução de sólidos: acredita que, diferentemente do que indica a Organização Mundial de Saúde, o ideal seria oferecer alimentos aos 4 meses de vida, e não aos 6. Segundo ela, entre 4 e 6 meses, o bebê vive a fase de maior tolerância e aceitação de sabores e texturas.

Outra dica dela diz respeito à forma como os alimentos são oferecidos.

- Depois do sexto mês, o ideal é preservar a forma sólida dos alimentos - indica.

Deixar que comam coisas que podem segurar, como palitinhos de cenoura cozida, rodelas de pepino, cubinhos de melancia e qualquer outro vegetal ou fruta que possam comer com a mão. A partir dos seis meses, nada de comida amassada. Inclusive, nessa fase, segundo Harris, a comida da família já é bem-vinda.

- Prefira os temperos naturais, como cebola, alho e ervas, e evite condimentos artificiais. As frutas cítricas estão liberadas se o bebê não tiver histórico de refluxo-esofágico - indica a pediatra gastroenterologista e nutróloga Liliane Abreu Paiva, que enfatiza a importância da amamentação nos primeiros seis meses.

Postado por Anelise

Fobia emocional também atinge as crianças

29 de julho de 2009 0

 

(Foto: Daniel Marenco, ZH)

Depois de mamar no peito exclusivamente até os quatro meses, Sarah Cazer, um ano e nove meses, aceitou bem outros alimentos e adorava a hora de papar. Comia tudo o que era oferecido e pedia mais. Quando completou 7 meses, a mãe, Mariana Cazer, 28 anos, servidora pública, engravidou novamente. A mãe decidiu seguir com a amamentação complementar durante a gravidez, a contragosto de muitos.

- Em nenhum momento o fato de eu amamentar influenciou a gestação da Vivian. Ela, inclusive, nasceu muito mais gordinha que minha primeira filha - conta.

Conforme a barriga da mãe ia crescendo, Sarah começou, gradativamente, a comer menos. Quando a irmã nasceu, o protesto: Sarah não aceitava mais nenhuma comida e só queria mamar. Se via a irmãzinha mamando, armava um escândalo. A mãe, frustrada, acostumou-se a chorar na cozinha depois de preparar o lanche recusado.

- Todos falavam para que eu a desmamasse, mas acho que não ter desmamado a Sarah foi a melhor opção. Isso só a deixaria mais carente e triste - acredita Mariana.

Foi depois de uma conversa com Sarah, quando a filha tinha um ano e seis meses, que a fobia alimentar começou a retroceder.

- Redobramos a atenção dispensada a ela e explicamos que a irmã só mamava porque ainda era muito pequena, mas que como ela já era grande tinha que comer para ficar forte e saudável - conta.

A conversa funcionou. Sarah começou a aceitar alguns alimentos e hoje pede comida para os pais.

- Criança que tem comida em casa não morre de fome. Tem que ter paciência. Muita paciência. E a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, isso passa - ensina Mariana.

Postado por Anelise

CAPÍTULO5

29 de julho de 2009 0

Os novos amigos de Frannie

Frannie revirava-se de um lado ao outro na cama, enquanto resmungava em voz alta.

_ Oh!oh! _ ela gritava. _Minha barriga dói muito! Não me sinto bem!

A mãe de Frannie correu para o quarto.

_O que foi? O que está doendo? _ perguntou ela.

_ Minha barriga, mãe! Acho que estou ficando doente. Não deveria ir à escola hoje.

_ Por acaso, você não estaria fingindo devido ao que aconteceu ontem? _ perguntou a mãe.

_Não, né _ Frannie fez uma pausa. _ Mas na aula terei de sentar sozinha em um canto. Não que eu me importe, mas nenhum dos meus amigos vai falar comigo. Eles acham que sou um problema _ revelou a menina.

_ Bem, querida, você sabe que não é um problema, certo? Mas você também sabe que o que fez ontem está errado. Eu acho que, se você conversar com seus amigos e mostrar que você mudou, eles vão perdoá-la. É isso o que amigos fazem, eles perdoam uns aos outros.

_ Tem certeza, mãe?

_ Tenho certeza, filha.

Depois de terminar a rotina normal da manhã, Frannie nadou para o lado de fora e esperou ansiosamente pelo ônibus. Ela estava com medo de que os amigos continuassem bravos com ela. E ficou pensando como poderia expressar o que estava sentindo.

Quando o ônibus chegou na parada, ela entrou ansiosa. Frannie pensou que haveria alguém com quem sentar. Talvez pudesse fazer um novo amigo. Ela procurou em todo o ônibus por algum conhecido, quando um rosto surgiu no meio da multidão. Era Bonnie, o peixe com quem havia brigado no dia anterior!

Frannie parou de nadar pelo corredor por um minuto, e ficou paralisada.

_ Devo encontrar outro lugar? Deveria tentar dizer algo para ela? _ pensou.

Então, Frannie lembrou o que sua mãe havia dito, foi até lá e sentou-se ao lado de Bonnie.

_ Eu só quero que você saiba que eu sinto muito sobre ontem. Eu não queria acertar você com a pérola, e eu não queria nos colocar em confusão ontem depois da aula _ disse Frannie.

_ Por que você está sendo tão legal comigo? _ perguntou Bonnie. _ Foi eu quem comecei a briga, a coloquei em confusão e deixei seus amigos de bravos com você.

_ Foi minha culpa, também _ disse Frannie. _ Eu deveria ter tentado conversar com você em vez de brigar. Sinto muito.

_ Eu sinto, também. Você quer ser minha amiga? _ Bonnie perguntou, seus olhos pareciam tristes.

_ Eu gostaria _ respondeu Frannie.

Frannie e Bonnie conversaram durante quase todo o caminho para a escola. Frannie não havia notado que seus velhos amigos olhavam para ela o tempo todo.

Um pouco antes do início da aula, eles pararam Frannie no corredor.

_ Então, quando você e Bonnie se tornaram melhores amigos? _ perguntou Suzy.

_ É, o que é isso? _ iniciou Carter. _ Você prefere ficar com o malvado baiacu?

_ Eu pensei que vocês estivessem bravos comigo _ disse Frannie. _Queria mostrar que eu não sou um problema, e que eu posso ser amiga de Bonnie, mesmo com o início difícil.

_ Sentimos muito por ter ignorado você ontem _ disse Tommy. _ Achamos que você nos colocaria em confusão.

_ Parece que você aprendeu a lição. E isso é ótimo! _ disse Suzy.

_ Na verdade, Bonnie é realmente legal. Vamos sentar juntos na hora do almoço. Claro, todos estão convidados para se juntar a nós !_ disse Frannie.

_ Parece ótimo! _ disseram Suzy, Tommy e Carter.

_ Eu realmente sinto muito sobre ontem. Vocês me perdoam? _ perguntou Frannie.

_Claro que sim! _ todos os amigos a abraçaram.

A aula da manhã não poderia passar tão rápido. Depois do que parecia uma interminável leitura sobre os animais da terra, chegou finalmente a hora do almoço. Frannie e seus amigos de aula foram encontrar com Bonnie.

_ Gente, este é Bonnie _ disse Frannie.

_ Oi _ disse Bonnie.

_Oi _ disseram Suzy, Tommy e Carter.

O grupo sentou e começou a conversar sobre os animais que conheceram durante a aula. Bonnie ofereceu conselhos sobre o que precisavam lembrar para a terceira série. Eles estavam indo bem, e Frannie percebeu como seus amigos eram importantes para ela, e como é solitário viver sem eles.

Frannie olhou em volta do refeitório, tentando descobrir as horas. O tempo de almoço estava quase terminando. Com o canto dos olhos ela viu uma Medusa, sentada sozinha na mesa próxima da porta. Ela sabia que a Medusa era algumas vezes perigosa, mas também não queria ver ninguém sozinho. Frannie ficou pensando sobre o que fazer.

Postado por Anelise

CAPÍTULO4

29 de julho de 2009 0

Frannie e o peixe baiacu

_ Ei, Frannie! O que você vai fazer agora? _ perguntou Suzy enquanto eles desciam do ônibus.

_ Eu não sei. O que vocês acham que eu deveria fazer? _ ela perguntou, nadando para dentro da escola.

_ Sem dúvidas, você deveria contar para Sra. L! _ disse Suzy, a primeira a aconselhar.

_Você está louca? _ interrompeu Carter. _Você realmente quer envolver a professora nisso?

_ Se contar para ela, todo mundo vai dizer que você é um peixe-gato covarde _ acrescentou Tommy.

_ Mas eu não posso lutar. Ele é quase duas vezes o meu tamanho, mesmo antes de inflar! _ lembrou Frannie.

No mesmo momento, um cardume passou nadando. Um deles disse:

_ Nós ouvimos que Bonnie vai chutar sua nadadeira depois da escola! _ e desapareceram sorrindo pelo salão.

_ Então, o nome daquele peixe baiacu encantador é Bonnie?_ disse Carter, assim que o outro peixe sumiu

pelo corredor.

_ Isso não é engraçado Carter, estou assustada _ disse Frannie.

_ Bem, eu ouvi dizer que se você socar o peixe no meio da barriga, ele vai começar a chorar e fugir nadando.

Apenas pense o que todos vão achar de você depois que vencer um aluno da terceira série _ disse Tommy.

A campainha tocou e eles foram para a aula. Frannie não conseguia se concentrar. Durante todo o dia, pensou no baiacu gigante e redondo esperando por ela. No momento, estava assustada.

Depois, começou a sonhar acordada sobre a possibilidade de vencer a luta. Nos sonhos, os outros estudantes nadavam em sua volta e cantavam, "Frannie venceu a luta! Frannie superou um estudante da terceira série!"

Esquecendo que estava na aula, ela ergueu as duas nadadeiras para o ar como um peixe campeão de boxe.

_ Você sabe a resposta, Frannie? _ perguntou a Sra. L quando viu as nadadeiras de Frannie no ar.

_ Qual era a pergunta?

_ A pergunta era "quem pode resolver um problema de matemática no quadro-negro?" _ disse a professora.

_Você pode, Frannie? Ela nadou até o quadro. Sentiu não apenas as guelras vermelhas, mas todo seu corpo. Ela não sabia a resposta. Estava quase tentando adivinhar, quando soou a campainha. Todos recolheram suas mochilas e nadaram para fora da escola.

_ Você está bem? _ perguntou Suzy.

_ Acho que vou lá atrás do ginásio _ disse Frannie com a voz trêmula.

_ Tem certeza de que esta é uma boa ideia? _ perguntou Tommy.

_Tommy está mudando de ideia sobre a briga... _ pensou Frannie.

Frannie parou e olhou a multidão reunida atrás do ginásio. Ela repensou sua decisão e começou a dar meia volta, quando ouviu uma voz familiar e assustadora.

_ Indo a algum lugar, Frannie?

_ perguntou Bonnie.

Atrás de Bonnie, a multidão cantava: "Frannie está com medo, Frannie está com medo!".

_ Não, Bonnie, eu estava indo encontrar você.

Antes que Frannie soubesse o que aconteceria, um círculo de peixes se formou em volta dela e de Bonnie.

Uma barbatana de baiacu veio em direção ao seu rosto, mas ela desviou a tempo! Frannie reuniu toda sua força e coragem, puxou a barbatana, apertou, mirou na barriga de Bonnie e começou a nadar, quando alguém segurou sua barbatana por trás. Frannie olhou por cima:

_ Meninos, não tentem interromper _ disse, quando percebeu que a nadadeira que lhe segurava era rosa e púrpura, e pertencia à Senhora L.

_ Ah não ... _ pensou Fannie. _ Estou com grande problema.

_Vamos, gente _ disse a Senhora L. Bonnie e Frannie a seguiram por todo caminho de volta à sala de aula.

Quando ela passou por Suzy, Tommy e Carter, eles se viraram de costas, pois não queriam se meter em problemas.

Quando chegaram na sala de aula, a Senhora L. perguntou às meninas quem começou a briga.

_ Óbvio que Bonnie começou _ disse Frannie.

_ Isso porque Frannie atirou uma pedra em mim nesta manhã _ replicou Bonnie.

_ Foi um acidente. Eu estava tentando atirar uma pérola para meu amigo, mas errei.

_ Parece que vocês tiveram apenas um mal-entendido. Vocês precisam se desculpar _ disse a professora.

_ Desculpa _ Frannie e Bonnie disseram ao mesmo tempo, sem ter a intenção.

_ Assim está melhor. Agora, qual seria a melhor solução para este pequeno problema de vocês? _ perguntou a professora.

_ Conversar com um adulto _ disseram.

_ Muito bem, gurizada. Espero que vocês façam isso da próxima vez.

_ Bonnie, vou conversar com sua professora para ver como ela quer lidar com seu comportamento. E Frannie, amanhã vou afastar você dos seus amigos por uma semana. Espero que da próxima vez vocês busquem uma solução mais pacífica.

Frannie pensou: "mas meus amigos já estão me tratando com nadadeiras frias! Se eu me afastar deles, nunca mais vou conseguir fazer com que eles falem comigo!"

Postado por Anelise

O primeiro ultrassom... a gente nunca esquece...

29 de julho de 2009 3

No tradicional churrasco de fim de semana, admito que às vezes procuro dar um "jeitinho" de ficar mais próxima à ala masculina com seus assuntos heterogêneos e divertidos. Por vezes, tento me afastar de algumas alas femininas que preferem abordar temas recorrentes em relação a maridos, namoradores e filhos. Achei que grávida e teoricamente mais sensível me identificaria mais com o "setor feminino", mas admito que nada mudou e o papo "delas" continuam a incomodar.

Um espaço de lazer não é um local para as cansativas ladainhas sobre os dissabores de relacionamentos com maridos ou namorados e nem é tempo de falar sem parar de filhos.

A propósito, me lembrei de um filosofo próximo que sempre usa a frase: "Quem não tem assunto fala de si ou dos outros, quem tem conteúdo discute idéias".

E sobre idéias equivocadas em relação à gestação que vou falar. Apesar de todos os exames positivos, sou um pouco como um personagem bíblico não tão exaltado, Thomé. Fui um pouco São Thomé, só acreditaria vendo. Estava com cinco semanas de gravidez quando fui fazer o primeiro ultrassom por orientação medica. Cheguei ao local do exame cheia de expectativas e ignorando todas as aulas de biologia que tive na vida ate entao. A minha intenção inicial era de ver os primeiros contornos do feto, meu "girininho" (como o chamo carinhosamente ate saber o seu sexo), ouvir as batidas do coração, etc. Acho que inconscientemente esperava ate receber uma abanadinha ou um beijo pela tela do monitor.

Junto com o co-responsável pela criança, o guerreiro Fabiano, entro na sala. Uma medica muito gentil começa o exame... Olho atentamente a tela e nada... A responsável pelo exame mostra um buraco preto na tela e contente diz que tudo vai bem na gestação. Aquele buraco preto se chama "saco gestacional", local que o organismo prepara para ser a casa do "girininho"... Não consegui vê-lo, e a medica diz que ele ou ela eh um pontinho preto que mal aparecia no monitor. Esta bem, aceito a ciência, mas admito que sai com certa frustração. Quem me consola `e o guerreiro e quase mãe Fabiano que prestou a atenção em todos os detalhes das explicações. Ele repete tudo e acaba fazendo chacota da minha ignorância biológica. Volto a si, relembro que o "girininho" sente tudo, não vou dar uma de mãe "sapa" ingrata. Agora me preparo para um novo exame... Estou tentando não criar expectativas, mas os meus inúmeros personagens — fada... bruxa — insistem em aparecer... Afinal quero ter certeza de que o amado "girininho", esta bem...

Postado por ticiana_fontana

Inspirado é apelido

28 de julho de 2009 1

Tem dia que os pequenos estão inspirados, além da cota diária de surpresas que deixam pais e mães embasbacados. Quantas vezes você não se perguntou: "Mas como pode um serzinho deste tamanho falar uma coisa dessas?" Pois eles nos surpeendem a cada dia. E nos falta babador.

No dia da apresentação do Dia dos Avós, argumentava para o Bruno que, naquele dia, não seria possível minha presença. Mas que uma das avós, o pai, a dinda e o primo iriam vê-lo fazer a homenagem, que eu ouvi muitas manhãs, durante os ensaios que ele fazia lá em casa. Ele cantarolava a música todo dia, e bem alto, "para que os vovôs que estavam lá no céu também pudessem ouvir". Pois bem, quando eu achei que o convenci, ele larga essa, do alto da sua sabedoria de 4 anos: "Mas mãe, um dia tu vai ser vó, daí é que eu quero ver"...

Pois isso foi de manhã. E já na saída de casa, rumo à escolinha, o pai fazia um relato de um fato que o deixara irritado. O filho, já sentado na sua cadeirinha no carro, tem a solução: "Calma, pai, calma nessa hora. É só respirar bem fundo e largar assim, ó...". As risadas são inevitáveis, e a irritação vai logo embora. Quando me despeço, após as recomendações diárias pré-escolinha e o tradicional beijo, recebo a minha tarefa: "Mãe, vai, se comporta e obedece a chefa". Então, tá bom.

Postado por Fabiana Sparremberger

Sem pressa...

27 de julho de 2009 9

Enjoo, desejos. Juro, sempre pensei ser coisa de grávida “fresca” ou de personagem de novela, cinema. Mas dou a mão à palmatória e confesso estar percebendo que a realidade é muito mais complexa que isso.

Tá certo, desejo ainda não tive, acho que não estou no patamar das “embaraçadas chiques”, mas as sensações desagradáveis vão muito além do enjoo, passam por azia, cólicas, dor nas costas, nos seios, inquietações psicológicas...

Por outro lado, parece que não é apenas o abdômen que cresce... a grávida adquire proporções gigantescas em vários aspectos. Nunca minha opinião, por mais furada que seja, foi tão respeitada. A preocupação com o meu bem-estar em casa também é surpreendente... Às vezes, chegando ao nível altíssimo, ou melhor, quase insuportável. Tenho notado que quando a palavra “gestante” é falada, as pessoas mudam... Tem aqueles que se levantam para ceder a cadeira, outros fazem questão de dar passagem na fila. A minha primeira experiência racionalmente direcionada no sentido de aproveitar a minha “condição” não foi tão bem-sucedida assim.

Entro num supermercado lotado na sexta-feira à tardinha já com aquela “intençãozinha”. Em 30 minutos pelos corredores, encho o carrinho. Dirijo-me em direção ao caixa, avisto filas, a do caixa rápido com pelo menos 50 pessoas, a dos outros caixas com uma média de oito pessoas. Procuro a placa “atendimento preferencial gestantes, idosos etc”. Apenas um senhor aguarda na fila “preferencial”, coloco a barriga pra frente (por enquanto é só gordura, mas afinal tenho o exame na bolsa para futuros questionamentos) e olho prazerosamente em direção à moça que atende. Fico um tempo esperando e só aí noto... A bobina acabou, e a atendente aguarda um colega para fazer a troca. Penso: “não vai demorar muito”. Aguardo por não sei quanto tempo e cabisbaixa acabo desistindo e encarando a fila do caixa ao lado. Na saída, avistei de longe o paciencioso velhinho pagando a conta no caixa “preferencial”.

Acho que meu pai tem razão. Ele sempre fala que é preciso paciência para recorrer ao atendimento num caixa “preferencial”, porque o tempo é sempre relativo. O cliente, a máquina e o atendente normalmente fazem parte de um grupo cada vez mais seleto de pessoas: “os sem-pressa”.

Acabei relacionando a minha “condição” e o desejo constante de ver tudo acontecer rapidamente... a barriga crescer, o “girininho” se manifestar, o tempo passar... No fim da conta, ou melhor, após pagar a conta no supermercado, percebi que é preciso ter calma, não adianta ter pressa. A natureza é sábia... Tudo a seu tempo.

Postado por Ticiana Fontana

Fatores que afetam a alimentação

27 de julho de 2009 0

(foto: Emílio Pedroso, ZH)

Não é apenas a fome que regula a alimentação da criança. Os distúrbios alimentares ou de alimentação causados por problemas de saúde merecem atenção especial para que não se estabeleçam como uma prática psicológica da criança. Quanto mais cedo o problema for resolvido, mais chances ela terá de ter uma alimentação normal no futuro. Alguns exemplos de possíveis causas apontadas pelas Normas Alimentares para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos da Organização Mundial de Saúde são dietas monótonas, deficiência de micronutrientes, infestação parasitária, além de enfermidades, como febre, resfriados e afins.

Os médicos entrevistados apontam outros possíveis problemas:

 

Disfalgia ou odinofagia

Dificuldade ou dor para engolir causadas por distúrbios na faringe, boca, laringe, esôfago, estômago ou mesmo no sistema nervoso central. Por exemplo, algumas crianças apresentam hipertrofia das amígdalas, que se tornam obstáculos na deglutição. Em alguns casos, o problema regride na puberdade; em outros, é necessário realizar uma amigdalectomia (cirurgia de retirada das amígdalas).

 

Refluxo gastroesofágico

Segundo a pediatra e gastroentereologista Liliane Maria de Abreu Paiva, gastrite ou refluxo não desencadeiam traumas ou fobias alimentares, e sim a maneira como os pais lidam com a patologia. Mas, em alguns casos, a falta de apetite pode ser sinal de um problema gástrico.

 

Síndrome de Asperger

De acordo com a psicóloga britânica Gillian Harris, as fobias alimentares infantis são mais comuns em meninos e, muitas vezes, são associadas a alguma síndrome do espectro autista, como a Síndrome de Asperger. Em geral, o indivíduo (quase sempre meninos) com a síndrome não apresenta atrasos ou retardos globais no desenvolvimento. Os sintomas comuns são dificuldade de interação social, apatia e superdotação.

 

Anorexia nervosa

De acordo com a nutricionista especializada em nutrição materno-infantil e do adolescente e professora da Universidade Católica de Brasília, Sarah Perez, a magreza excessiva ligada à falta de apetite (anorexia) pode se apresentar em crianças, apesar de ser mais comum em adolescentes. Ligada com fatores psicológicos, comumente é causada por distorções da própria imagem.

Postado por Anelise

Necessária e inesquecível

26 de julho de 2009 2

O pediatra Wilson Juchem e o neto Caio, aos 4 meses/Arquivo pessoal

Um dia me perguntaram se eu não tinha saudade do barrigão de grávida. Sem muito pensar, respondi que saudade maior eu tinha mesmo era de amamentar. Um momento simplesmente mágico, que aumenta ainda mais o elo entre mãe e filho. Tive a felicidade de fazer isso até o Bruno completar um ano e meio. E agradeço todos os dias por isso.

Mas qual é a mãe que não teme não ter esse rico alimento? Que o diga minha comadre Ana, que teve sua primeira filha - minha quinta afilhada - no último dia 16. O desejo da mãe é que o leite já saia jorrando em abundância, sem que o filho precise dar um berro sequer de fome. Mas nem sempre isso acontece.

As dúvidas são muitas, e o pediatra Wilson Juchem, da Clínica Miguel Meirelles, nos ajuda a esclarecer. Na foto, o pediatra examina o neto Caio, na consulta de rotina dos 4 meses. O gurizão já pesava 8 quilos, com amamentação exclusiva do seio. Em Nome do Filho aproveita para homenagear e parabenizar, por meio do doutor Wilson, todos os vovôs e vovós neste domingo, Dia dos Avós. Como tão perfeitamente define Affonso Romano de Sant`Anna: "Aprendemos a ser filhos depois que somos pais. Só aprendemos a ser pais depois que somos avós".

Mas vamos às dúvidas e dicas.

Em Nome do Filho - Como a mãe deve se preparar para amamentar?

Wilson Juchem - Emocional e fisicamente. Ela deve saber o quanto é importante para ela, para o bebê e para a relação deles o estar preparada para não desistir se alguma dificuldade surgir no início, o que é bastante comum. Dificuldades da pega no seio pelo bebê e inchaço da mama acontecem, mas podem ser evitados ou tratados bem cedo. Alguns profissionais da enfermagem, fonoaudiologia e fisioterapia têm especialização nesta área e são recomendados para auxiliar nesses casos. Para preparar o seio durante a gestação, o obstetra é quem poderá orientar sobre a exposição do seio ao sol, utilização de cremes, esponjas para tornar a pele mais resistente etc.

Em Nome do Filho - E quando é colostro e quando é leite?

Juchem - Nas primeiras mamadas, ainda no hospital, a mãe pode se assustar ao ver que suas mamas não estão crescidas como ela imaginava. Nessa fase, a mãe está produzindo o colostro, que é um importante tipo de leite. Após 48 a 72 horas do parto, é que o leite com mais aspecto de leite mesmo vai aparecer e, então, as mamas ficam mais cheias. Lembrando que o parto natural costuma fazer com que o leite "desça" mais precocemente.

Em Nome do Filho - Se rachar o seio, faço o quê?

Juchem - Mais uma vez, vale mais prevenir. Com auxílio de um profissional capacitado, a mãe aprende qual a melhor forma do bebê sugar, envolvendo maior parte da auréola sem machucar. Caso haja rachaduras ou endurecimento excessivo das mamas, o mesmo profissional auxilia a esgotar aquela mama, enquanto ela se recupera, oferecendo então o leite com colher ou copinho até que esteja em condições de voltar a dar o seio diretamente ao bebê. Há cremes à base de lanolina e outros hidratantes que ajudam a restaurar a pele, e o próprio leite pode ser um aliado na recuperação.

Em Nome do Filho - Qual o intervalo das mamadas?

Juchem - Cada bebê tem um ritmo. Aos poucos, a mãe aprende a conhecer o relógio da fome do seu bebê. Durante o dia, aconselho que a mãe ofereça o seio a intervalos não maiores do que 3 a 4 horas, mas, à noite, não deve acordá-lo para mamar. Se houver solicitação em intervalos menores, a mãe deve acompanhar o pedido do bebê.O que diz se as mamadas estão sendo suficientes é o controle de peso que deve ser feito conforme a recomendação do pediatra.

Em Nome do Filho - Quais as vantagens do leite materno?

Juchem - Além de fortalecer o vínculo entre mãe e filho, a amamentação fornece ao bebê todos os nutrientes que ele precisa até os 6 meses de idade, quando começam a entrar outros alimentos como papa de frutas e sopinhas. O leite materno aumenta a imunidade do bebê, tornando-o mais resistente às doenças. Já vem na temperatura ideal, é prático e muito econômico. Além de todos esses benefícios, a força que o bebê faz para extrair o leite favorece o desenvolvimento dos músculos da face,auxiliando na respiração e, futuramente, na fala.

Em Nome do Filho - Até quando amamentar?

Juchem - O ideal é que o leite materno seja exclusivo até os 6 meses e, a partir daí, seja complementado por outros alimentos como frutas e sopinhas. Seguir com o leite materno até 1 ano de idade ou mais só trará vantagens à criança.

Uma última dica

É da maior importancia que se crie o melhor clima de confiança entre a mãe e o pediatra, pois é dessa relação que se conseguirá ter uma mãe segura e tranquila. Esses sentimentos naturalmente serão repassados ao bebê que, por sua vez, os estará remetendo de volta à mãe, criando um clima de tranquilidade no âmbito familiar.

Postado por Fabiana Sparremberger

Você está acompanhada

25 de julho de 2009 7

A simpática frase da ginecologista e o choro silencioso do marido confirmaram que, a partir daquele momento, a minha vida mudaria. Por mais planejado que seja um filho, como foi no meu caso, um turbilhão de sentimentos contraditórios surge diante da certeza de que a maternidade se aproxima. Alegria, medo, realização, susto, angústia, euforia... Poderia escrever sem parar dezenas de sentimentos e sensações diferentes. Mas paro por aí... A culpa inerente a nossa cultura greco-romana-judaico-cristã me faz refletir que o bebê - carinhosamente apelidado de "girininho" (até que se saiba o sexo) - já sente e assimila tudo.

Se o "girininho" for tão sensível assim, vai perceber que a futura mamãe é uma mistura de muitos personagens: fada.. bruxa... boba da corte.. gata borralheira..., mas no fundo tem uma única preocupação: gerar uma criança saudável.
Em busca deste objetivo, hábitos não tão saudáveis foram abandonados e novos "recomendados" adquiridos.

Confesso que não é tão fácil a adaptação... Mudanças bruscas de humor, revolta com a fragilidade feminina e outras minhocas estão sendo companheiras inseparáveis no dia-a-dia.
Além disso, a vontade constante de fazer "xixi" me proporcionou intimidade com todos os tipos de vasos sanitários da cidade, em diversas casas de entrevistados, no trabalho, em hotéis, postos de combustível... A cada uma hora, um pit stop para a visitinha ao banheiro. Uma azia também insiste em marcar presença e, nos últimos dias, um certo enjoo chega principalmente pela manhã.

Entro na oitava semana de gestação... De jogadora dedicada de padel (espécie de tênis de dupla em quadra fechada), passei a integrar o seleto grupo da hidroginástica para gestantes.
Ao invés da terapia tradicional... Aceitei o convite da grande colega e mãe Fabi, do Diário, para fazer parte deste sugestivo blog e compartilhar minhas experiências com vocês. E, a partir de agora, o nosso encontro tem local marcado... Aqui, no Em Nome do Filho.

Postado por Ticiana Fontana

Ex-mãe única

24 de julho de 2009 6

Até o início do mês, eu era a única mãe entre as jornalistas do grupo RBS Santa Maria. Mas ainda bem que agora isso é passado, e minha torcida por mais bebês - e mães - surtiu efeito. Não há nada melhor que possa acontecer na nossa vida do que um filho, vivia eu falando a minhas colegas... Um filho dá tanta alegria para a gente que queremos logo que todos e todas tenham essa maravilhosa e única experiência.

Pois bem, com o blog Em Nome do Filho já criado e pensado pelo nosso editor de Arte e Online, Paulo Chagas, eis que surge a notícia tão esperada: a Tici, da TV, está grávida. A alegria foi tanta que logo veio a lembrança de convidá-la para se juntar ao blog. Viva! Eu não sou mais mãe única, e vou ter alguém para compartilhar experiências aqui mesmo, do meu lado, na redação. Mais uma para a turma dos presenteados com um tesouro único, o mais valioso de todos.
Mas mais do que nós duas compartilharmos experiências entre as quatro paredes desta redação integrada do Diário de Santa Maria e da RBS TV, queremos é trocar figurinhas com outros pais e mães que também buscam o melhor para seus pimpolhos, estejam eles dentro ou fora da barriga, há pouco ou muito tempo.

Se você também é um pai ou mãe preocupado com o desenvolvimento do seu maior patrimônio, junte-se a nós. Compartilhe suas experiências conosco, mande fotos de grandes momentos com o(s) seu(s) pimpolho(s) e nos envie suas dúvidas. Para ajudar seus e nossos filhos, é que estamos aqui. Em nome do filho, vamos em busca de especialistas, tentando ajudar nessa difícil - porém recompensadora - missão que assumimos.

Abaixo, o poema que enviei para a Tici no dia que ela soube da grande notícia. Para todos que se dedicam de corpo e alma a essa tarefa de (pa)maternidade, a mais desafiadora de todas.

ANTES DE SER MÃE

Antes de ser mãe, eu fazia e comia os alimentos ainda quentes.
Eu não tinha roupas manchadas, tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria,
Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes

Antes de ser mãe, eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos e nem pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe, eu não me preocupava:
Se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas então, eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe, ninguém vomitou e nem fez xixi em mim,
Nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.
Antes de ser mãe, eu tinha controle sobre a minha mente,
Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos, e dormia a noite toda.

Antes de ser mãe,eu nunca tive que segurar uma criança chorando, para que médicos pudessem fazer testes
ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam.
Nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha.
Nem fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.
 
Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança, só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar, quando não pude estancar uma dor.
Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina, pudesse mudar tanto a minha vida e
que pudesse amar alguém tanto assim.
E não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação, de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Não conhecia a felicidade de alimentar um bebê faminto.
Não conhecia esse laço que existe entre a mãe e a sua criança.
E não imaginava que algo tão pequenino, pudesse fazer-me sentir tão importante.

Antes de ser mãe, eu nunca me levantei  a noite toda , cada 10 minutos, para me certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes.
Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus,
Por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo.
Obrigada meu Deus, por permitir-me ser mãe!
 
(Patricia Vaughan & Silvia Schmidt (Texto original: " Before I Was a Mother")

Postado por Postado, sob forte emoção, por Fabiana

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