
A relações públicas Elisa Lubeck Terra, 31 anos, mãe da Manoela ou do Rodrigo, compartilha conosco a emoção da gravidez e as preocupações diante da gripe A
Quando eu soube que estava grávida foi uma sensação indescritível. Ser mãe realmente mexe muito com a cabeça e com a sensibilidade da gente. Se a novidade surpreendia a familiares e amigos, a mim não tanto. Já há algum tempo esperava ansiosa pelo "positivo" do exame. A festa começou com a emoção do pai, depois da família e, finalmente, dos amigos. Cada um desses importantes personagens recebeu a notícia de forma inusitada, teve desde apresentação em power point, a mímicas do futuro papai.
Foram muitos abraços, muitos desejos felizes e tudo isso sumariamente me fez sentir melhor no início deste momento tão especial. Mas eu já não era a mesma. Enquanto todos me questionavam se eu esperava o Rodrigo ou a Manoela (ainda não sabemos o sexo do bebê), eu me conscientizava de que agora já tinha responsabilidades sobre o meu filho.
Ganhei uma biblioteca completa sobre gravidez: como cuidar do bebê, cuidados com a alimentação, etc. Além disso, também ganhei roupinhas, o "famoso sapato vermelho" para dar sorte, entre outros presentes maravilhosos.
Entre surpresas e alegrias, a gente começa a se dar conta de que está valendo por dois, e que a atenção e o cuidado com a alimentação e a saúde devem ser redobrados para que o bebê tenha tudo o que necessita para a sua formação e crescimento. Só fui acreditar mesmo na notícia quando ouvi o coração do nenê batendo. É uma alegria enorme ver que está tudo bem e que, mesmo bem pequeno aquele coração bate muito!
E foi neste contexto todo que acompanhamos as notícias sobre a gripe A e a fragilidade das grávidas. A preocupação é muito grande, pois as grávidas ficam com o sistema imunológico mais sensível e são mais suscetíveis a doenças desse tipo. Agora me acostumei com a idéia de que não posso deixar os meus próprios desejos definirem a minha rotina, pois sou responsável direta por outra pessoa que depende de mim para tudo!
O que mais mudou no meu dia-a-dia é que o convívio com as pessoas ficou bastante deficiente. Já não participo de reuniões, festas, palestras, jantares e eventos. Evito qualquer tipo de aglomeração de pessoas. Isso é bastante complicado, tendo em vista que sou relações públicas, e minha rotina de trabalho exige o convívio com muitas pessoas e, às vezes, é difícil evitar o contato direto.
Assim sendo, a prevenção é o melhor caminho no caso dessa gripe. Afinal, como ainda não existe o manual de instruções da boa mãe, procuro buscar nos livros, nas orientações médicas e nas dicas de outros pais as informações necessárias para proteger a mim e ao bebê, e sobretudo, seguir os mandamentos do coração para ser a melhor mãe possível, mesmo que de improviso!
Postado por Fabiana Sparremberger







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