Foi difícil convencer o pai do girininho(a) a dar um depoimento aqui no blog. Após muita insistência, diria quase um "parto", saiu o texto "Estou grávido!", postado na manhã de quarta-feira. Acabei descobrindo que não foi novidade o que ele escreveu... Eu já sabia praticamente tudo o que ele vem sentindo e passando. Já o futuro papai do girininho(a) comentou o contrário, muitas vezes, só consegue descobrir minhas confissões, fraquezas e certezas por meio do blog.
Cada pessoa tem um jeito, umas falam mais sobre os seus sentimentos, outras são mais reservadas e se expressam de diferentes maneiras, com olhares, gestos ou por meio de textos...
Com isso, quero dizer que, nesta época especial, a paciência e o respeito entre os pais são fundamentais para o desenvolvimento tranquilo do bebê dentro da barriga da mãe.
Admito que durante a gestação a mulher (pra variar) está numa situação mais vulnerável em relação ao homem. Estamos suscetíveis a mudanças hormonais, psicológicas e limitações físicas.
Não adianta dizer que a vida não muda com a gestação. Mesmo as mais tranquilas, aquelas sem efeitos colaterais, como enjoos e outros problemas, têm alterações facilmente perceptíveis no dia-a-dia. A gente vai mais ao banheiro, a barriga aumenta e começa a limitar movimentos, a capacidade física não é mais a mesma, as defesas do organismo baixam, temos mais sono....
Com apenas três meses de gestação, admito que a minha vida mudou completamente, do trabalho ao lazer, da literatura ao hábito alimentar...
Alterações que nem sempre são fáceis de aceitar e assimilar, portanto, é quase impossível controlar o humor inconstante e outras coisinhas mais...
O futuro papai do girininho(a) tem sido bastante paciencioso e cedeu muito em função do meu estado gestacional, e acho que todo homem deve ceder cada vez mais...
Não é feminismo, mas uma questão de compreensão e parceria com a mulher nesta época especial. Se somos obrigadas a limitações, temos de ter ao lado um "parceiro" disposto a encarar "junto" a parte boa e a ruim do período (se falta ânimo, fica em casa numa boa, divide as responsabilidades com comida, louça, dá colo, etc e tal).
No fim das contas, para evitar um conceito rançoso a meu respeito, concordo com o pai do girininho(a) somando tudo: "é maravilhoso ser mãe do(a) girininho(a) ... a sensação é indescritível" (na sexta a gente vai fazer novo ultrassom para ver se o(a) girininho(a) também está curtindo esta fase da vida).
Postado por Ticiana Fontana
Comentários