As drogas na infância e na adolescência deixam muitos pais sem dormir. São a preocupação número um entre os leitores do Diário de Santa Maria que comentaram a estreia da coluna Em Nome do Filho, publicada na página de Saúde de segunda-feira.
Pais e professores pediram dicas de como perceber que a criança ou o adolescente já entraram no mundo das drogas, como agir diante disso, como prevenir que isso ocorra e como a escola pode ajudar nessa missão.
Aproveito a preocupação desses pais para trazer as considerações feitas no seminário Sim à Vida e Não ao Crack, promovido pelo Sindicato do Ensino Privado (Sinepe/RS), em Porto Alegre, na última segunda-feira.
O evento deixou claro que o cerco às drogas tem de ser mais eficiente do que nunca, com cuidados específicos para crianças e adolescente.
Veja algumas questões abordadas e dicas repassadas, conforme reportagem publicada em Zero Hora na última terça-feira e no site do Sinepe/RS:
- O uso da palavra "não" precisa ser seguido de explicações bem fundamentadas
- As drogas estão viciando mais do que anos atrás
- As escolas estão envolvidas com o problema. Não estão em situação cômoda, sem fazer nada
- A informação dos pais é o primeiro passo para a prevenção. Então, nunca é demais buscar notícias em jornais, na televisão, na Internet
- Junto com a informação, pais e educadores devem inserir a educação afetiva, que eleva a autoestima da criança e do adolescente
- A média de entrada das crianças no vício do crack é de 12 ou 13 anos
- A psiquiatra Patrícia Saibro, membro do Núcleo de Adolescência e Drogas do Centro de Pesquisas em Álcool e Drogas da UFRGS, deu um recado importante:
* Os pais devem apostar no exemplo, na proximidade e no monitoramento, mas sem castrar. Impor limites é necessário, mas sem usar de autoritarismo, que pode gerar efeito contrário ao pretendido
* O foco dos pais e das escolas no combate às drogas deve ser feito assim:
* No Ensino Fundamental:
orientações sobre o uso de álcool e do cigarro. A psiquiatra Patrícia Saibro destacou que abordar com crianças as drogas ilícitas (como crack e maconha) pode atiçar a curiosidade delas, o que seria negativo
* No Ensino Médio:
abordar uso de maconha e inalantes, delitos menores, delitos maiores e uso de múltiplas substâncias
Professores podem encontrar a palestra da psiquiatra Patrícia Saibro sobre prevenção na escola no site do Sinepe/RS
Postado por Fabiana Sparremberger









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