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Posts do dia 8 outubro 2009

Se vestindo durante a gravidez

08 de outubro de 2009 3

 

 

Ouvi esses dias num programa de rádio uma piada infame, como a maioria, mas muito divertida. Era mais ou menos assim … “Mulher na primeira gravidez compra roupas de grávida antes mesmo de a barriga começar a crescer. Na segunda, reaproveita as usadas na primeira gestação, que estavam guardadas no armário. Na terceira gravidez não precisa comprar roupas novas, porque já está utilizando a numeração de gestante.”

Espero não chegar a terceira fase, mas aproveito a deixa para falar sobre moda para gestante. Tenho percebido que a cada dia a barriga aumenta, como é menina para frente e para os lados. Por isso tenho de adaptar o guarda-roupas ao novo estilo de corpo.

Quero saudar o inventor (a) da calça legging. Apesar de às vezes não ser o protótipo da elegância, com certeza é sinônimo de comodidade para a gestante. Tenho cinco e, apesar de ter comprado outros tipos de calça, não consigo mudar de opção. Como tenho muita coxa e bunda a preferência é por cores escuras e tecidos mais “firmezinhos”. Para trabalhar tenho optado por camisões (substituindo as camisetes) e casacos larguinhos (ao invés dos justinhos).

Outro dia fui numa loja de departamento verificar a sessão especial para gestantes, fiquei surpresa com a variedade de opções: de vestidinhos a batas e camisões. No estabelecimento tinha até uma barriga postiça para simular os próximos meses de gravidez.

Não precisamos mudar o estilo durante a gestação, mas adaptá-lo. Podemos abusar de acessórios e lingeries (já que os seios e o quadril aumentam e a troca vai ser compulsória), além de cuidar dos cabelos e pele. No fim das contas por mais básica ou cara de bruxa que possamos estar, a maioria das pessoas vai achar uma grávida sempre “linda”.

 

PS: Uma amigona especialista em moda me passou este blog que fala sobre moda para gestante que é muito legal, vale a pena dar uma espiada. http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/tag/gravidez/

Postado por Ticiana Fontana

Pelos olhos de Vanessa e o coração de Marilice

08 de outubro de 2009 4

Vanessa, na foto já dentro da aeronave, apresenta a todos um mundo diferente/Lauro Alves

Se tem uma pessoa nesta Redação (do Diário de Santa Maria) que transpira sensibilidade as 24 horas do dia, esta é a Marilice Daronco. É como se ela vivenciasse cada realidade que transporta para as páginas do jornal. Ela sabe, como poucos, colocar-se no lugar do outro. Ou para sentir seu sofrimento e entender a dimensão de cada problema. Ou para entender o êxtase e a felicidade de cada conquista.

Na quarta-feira à tarde, ao nos contar sobre a realidade da Vanessa, que está na capa do Diário de Santa Maria desta quinta-feira, seus olhos, logo, encheram-se de água. Não era tristeza, não. Era algo muito mais sublime do que isso. Era emoção de ter tido a oportunidade de vivenciar um momento tão importante para aquelas crianças.

Para que vocês também pudessem partilhar disso, pedi à Marilice que escrevesse sobre suas sensações para o blog. E o resultado está aí abaixo.

“Quando se pensa em criança, acredito que alegria é uma palavra obrigatória. Acho inexplicável a forma como os pequenos conseguem superar certas adversidades que, para os adultos, parecem uma barreira difícil de ser ultrapassada.

Nesta quarta-feira, tive mais um exemplo dessa teoria de que, às vezes, deveríamos olhar mais para o mundo com o olhar positivo e verdadeiro de uma criança.

A Base Aérea de Santa Maria, em parceria com a Turma do Ique _ que realiza um importante trabalho com crianças e adolescentes que passam por tratamento de anemia, leucemia e câncer no Husm e as famílias deles _ promoveu voos para a criançada.

Foi muito emocionante ver crianças que só conheciam o barulho que as aeronaves fazem ao passar perto do hospital ficarem de olhos grudados na vidraça do avião para admirar a cidade. O sorriso que tomou conta delas e os gritinhos que davam, devido ao frio na barriga, causavam em nós, que reclamamos tanto de coisas tão mais simples do que a avassaladora doença que castiga esses pequeninos, uma sensação indescritível.

Por alguns minutos, fui criança de novo. Isso é uma coisa que aprendi desde a primeira pauta no Ique. Não tem como voltar de uma pauta lá sem ver o mundo de outra forma. Cada uma das crianças tem uma lição para ensinar e, mesmo diante de situações tão difíceis, não perde sua alegria. Não lembro de ter visto nenhuma delas até hoje reclamando da desgraça de sua doença. Apenas comemorando a força de sua luta.

Uma menina de 6 anos, chamada Vanessa, conquistou o meu coração nesta quarta-feira. Pedi para entrevistá-la, e ela não me deu muita bola. Queria mesmo era brincar, correr em meio às outras crianças que também esperavam pelo primeiro voo. Entre uma brincadeira e outra, elas paravam para admirar o avião que levava os amiguinhos e esperavam, pacientemente, a sua vez.

Bonito mesmo foi quando Vanessa subiu com a mãe no avião, colocou as mãos no ouvido por causa do barulho da aeronave, e largou um sorriso imenso ao ver a cidade bem pequenininha lá embaixo. Não tinha palavra mais bonita a ser dita pela pequena a nossa reportagem do que aquele sorriso de descoberta.

Vanessa aprendeu que o mundo, lá de cima, era diferente do que ela imaginava. Nós descobrimos com a menina, que tem leucemia há um ano e dois meses, que o mundo pode e deve ser diferente. Basta olharmos para ele com um pouco mais de esperança”.

Ah, já ia me esquecendo… A Marilice ainda não é mãe, mas, sem nenhuma dúvida, será uma das boas. Sensível, meiga, compreensiva e, acima de tudo, amorosa. Felizes serão seus filhos.

Postado por Fabiana Sparremberger

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