Em datas como a de 12 de outubro, além de saudar os pequenos que nos rodeiam é impossível deixar de relembrar o passado. Sinto saudades da irresponsabilidade da infância, dos amiguinhos da escola, de brincar na rua, da felicidade constante...
Ao fazer comparações com o passado, temos tendência a ser saudosistas e exaltar a belezas da época antiga, em detrimento do caos da contemporaneidade. Talvez, os adultos da nossa época de infância pensassem a mesma coisa...
Porém, os mais atentos farão uma constatação inevitável: é diferente. Como estou longe de ser especialista na área, não julgo se a infância de hoje é melhor ou pior, apenas é diferente.
A violência faz as brincadeiras se limitarem a espaços vigiados e fechados. Poucos têm a oportunidade de desbravar uma rua inteira como era comum há pouco tempo. Por outro lado, a tecnologia oportuniza desbravar um mundo inteiro sem sair de casa. As crianças de hoje parecem mais espertas, mas as de antigamente encantavam principalmente pela ingenuidade. A gurizada de hoje é mais autêntica, beirando, as vezes, a falta de educação. A de ontem era excessivamente educada, mas não por opção e sim, por imposição.
Independente das diferenças é bom ser criança hoje e ontem (espero que a Antonela ache isso no futuro).
Numa referência a parte poética do passado: “Ai, que saudades da minha infância querida...”
Postado por Ticiana Fontana







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