Educar é (e tem de ser) uma missão que temos de exercer todos os dias, sem intervalos, folgas e, muito menos, férias. É o que eu ando aprendendo mais e mais nos últimos dias com o Bruno.
Na tentativa de tratar de alguns problemas que ele vem protagonizando na escolinha (nada grave, mas algo que tem de ser observado e trabalhado com ele), percebi, na prática, que a educação tem mesmo de ser exercitada todos os dias. Passei a reservar alguns minutos das nossas manhãs para sentar e conversar com o pequeno:
falar sobre o dia anterior na escolinha,
sobre o que aprendeu,
como foram as brincadeiras com os coleguinhas,
do que mais gostou,
elogiar as conquistas,
alertar sobre o que ele tem de melhorar...
Claro, fazíamos isso todos os dias, mas não assim de forma sistemática, tipo encontro marcado entre mãe e filho. Achei que encontraria resistência, que ele acharia uma chatice, afinal fazer uma criança parar alguns minutos é algo difícil, não. Pois não é que, mais uma vez, me surpreendo com "meu alemãozinho".
Na última sexta-feira, envolvida com a faxina semanal, ele me faz a cobrança: - Mãe, não vai esquecer que a gente tem a nossa conversa hoje...
Parei pra já o que estava fazendo, e olho no olho dele, esqueço das muitas tarefas que ainda tenho pela frente numa sexta-feira de calor. A conversa (ou diálogo entre mãe e filho se preferirem) me faz muito bem, talvez traga mais benefícios a mim do que a ele. Sempre saio desses minutos a dois aprendendo uma coisa nova. E com a certeza de que o meu dia (a minha semana, o meu mês, o meu ano, a minha vida) já valeu a pena.
- Amanhã, tem mais né, mãe? - pergunta o pequeno, que queria seguir o rumo da prosa...
- Tem, Bruno. Amanhã tem mais.
Postado por Fabiana Sparremberger








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