O Bruno não tem um amigo imaginário. Tem uma turma deles: a Moema, o Tales, o Guri, o Gelson e a Márcia fazem parte de seu mundo desde os 3 anos. A companhia deles não é diária - foi muito maior no início, mas, volta e meia, eles estão "brincando" juntos pela casa. Certa feita, foram até junto na escolinha. - Passa Moema, senta Guri - ordena o Bruno, gesticulando, enquanto está na porta do carro, dando licença para os amigos entrarem primeiro. O que mais me chamou a atenção foram os nomes. Moema? Da onde? Não temos ninguém na família com esse nome, não conhecemos ninguém que atenda por esse nome... Dia desses, encontrei uma reportagem do caderno Meu Filho, de Zero Hora, em que Aidê Knijinik, psicóloga e psicopedagoga infantil, e Luiza Maria de Oliveira Braga Silveira, psicóloga e doutoranda pela PUCRS, davam algumas dicas aos pais. Selecionei algumas para compartilhar com vocês: - Não é preciso se preocupar com o amigo invisível. Na primeira infância, que vai até 6 ou 7 anos, a fantasia e o faz-de-conta são essenciais. Não é demonstração de distúrbio psíquico nem algo anormal. E seu filho não é mais ou menos inteligente ou criativo porque não tem um amiguinho imaginário - Não pergunte demais sobre eles porque gera desconfiança na criança: "se ele está aqui do lado, por que mamãe está perguntando isso?" - Não deboche nem tente convencer a criança de que seu amigo não existe. Seria o mesmo do que tirar o lápis enquanto ele está escrevendo. Para você, aqueles riscos podem não representar nada, mas, para ele, tem todo o sentido - A medida mais certa é não supervalorizar a situação, mas não desqualificá-la a ponto de fazer seu filho se sentir diferente dos outros
Postado por Fabiana Sparremberger







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