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Posts de novembro 2009

Sexo na gravidez...

30 de novembro de 2009 0

 

Meu marido pede para esconder a barriga quando a gente vai transar, o que faço?

 É verdade que depois dos sete meses só dá se relacionar de ladinho?

Perguntas como essas foram feitas por futuras mamães ao Em Nome do Filho e acabaram “gerando” uma matéria publicada nesta segunda-feira na versão impressa do jornal Diário de Santa Maria.

Lembrei de uma amiga que contou que tinha tanta vontade de fazer sexo durante a gestação que chegava a afugentar o companheiro. Outra relatou um episódio de certa forma trágico-cômico. Ela estava grávida, passou por um motel com o parceiro e sugeriu uma paradinha.

- Gastar dinheiro em motel como mulher grávida? Nem pensar – respondeu prontamente o sensível maridão.

O comportamento sexual dos casais é diverso durante a gestação, tem os que fogem, querem mais, menos...

Abaixo segue parte da matéria publica hoje no Diário:

Não há regras segundo o ginecologista e especialista no tema, Ronald Bossemeyer.

- O sexo é um fenômeno natural e se a gestação é normal, sem risco para o feto, as relações estão totalmente liberadas de acordo com a vontadue do casal.

Também não há restrição de posições que variam de acordo com o prazer e bem-estar do casal. Obviamente a medida que a barriga cresce, a atividade sexual também sofre limitações principalmente no sentido de evitar peso sobre a barriga da mãe.

Ronald ainda garante que é normal algumas gestantes diminuírem a libido durante a gravidez. Em função das novas preocupações, também é comum nessa fase a paixão dar lugar a outros sentimentos como afeto.

- Para o homem o sexo geralmente é mais mecânico e para a mulher quase 100% psicológico. Portando, sugiro um diálogo aberto entre o casal.

Postado por ticiana_fontana

Seu assunto preferido é...

30 de novembro de 2009 5

Para tentar conhecer um pouco mais vocês que acompanham o Em Nome do Filho, esse bebê de quatro meses e 6 dias, estamos colocando no ar uma enquete.

As mamães blogueiras aqui contam com a sua ajuda para indicar caminhos que podemos seguir rumo às principais necessidades de vocês, que nos dão o privilégio de somar quase 6 mil visitas por mês.

Você nos lê porque está pensando em ficar grávida?

Ou já está grávida?

Ou quer mesmo é saber sobre os primeiros cuidados com o seu bebê e dicas para a educação do seu filho?

Deixe essas duas mamães ainda mais felizes e vote aqui.

Postado por Fabiana Sparremberger

Dorme, nenê...

29 de novembro de 2009 1

Júlio Cordeiro

Claro que não é uma equação matemática, até porque cada bebê é um ser único, cheio de particularidades. Mas há uma tabelinha interessante (publicada no site babycenter do Brasil) para você conferir se o seu filho está dormindo conforme a média. Confira:

1 mês - Total de 15h30min (8h30min de noite e 7h de dia)

3 meses - Total de 15h (10h de noite e 5h de dia)

6 meses - Total de 14h45min (11h de noite e 3h45min de dia)

9 meses - Total de 14h (11h de noite e 3h de dia)

12 meses - Total de 13h45min (11h15min de noite e 2h30min de dia)

18 meses - Total de 13h30min (11h15min de noite e 2h15min de dia)

2 anos - Total de 13h (11 h de noite e 2h de dia)

3 anos - total de 12h (10h30min de noite e 1h30min de dia)

Postado por Fabiana Sparremberger

Uma lição e tanto

27 de novembro de 2009 0

Lauro Alves

A repórter do Diário Marilice Daronco fez uma reportagem sobre mortalidade infantil que é a manchete do jornal deste fim de semana. Ela colabora com o blog contando uma experiência para lá de especial _ o trabalho de uma enfermeira num posto de saúde de Santa Maria que despertou a consciência das mamães da vila. Confira aí o depoimento da Mari:

"Tudo começou com o presentinho de uma mamãe coruja. Um agradecimento de uma mãe pelo cuidado que a coordenadora de enfermagem da Unidade de Saúde Vitor Hoffmann, Ana Claudia Alberici (a da foto acima), teve com ela durante a gravidez. Pouco depois de a criança nascer, a mamãe levou uma fotinho para Ana Claudia. A enfermeira resolveu colocar o presente na parede de sua sala, para que a mulherada pudesse ver como a criança estava saudável (detalhe: a mãe havia feito corretamente o pré-natal).

Não demorou nadinha para que a segunda, a terceira, a quarta e mais uma infinidade de outras mães também quisessem expor os seus rebentos naquele que se transformou um verdadeiro mural da Vila Rossi. Quantas fotos de bebês lindos e sorridentes há por lá hoje em dia? Bah, isso nem a Ana Claudia _ mãe há um ano e oito meses e que também tem uma fotinho de seu filho exibida na parede _ sabe dizer.

Nos cinco anos em que trabalha na unidade da Estratégia de Saúde da Família, a enfermeira tem um objetivo principal: reduzir a mortalidade infantil. Para conseguir isso, ela é durona com as mamães, sejam elas experientes ou novatas. Mãe que não mantém as vacinas das crianças em dia ou que não faz pré-natal leva puxão de orelha e pode até receber uma visitinha de Ana Claudia. Muita gente poderia achar isso uma baita intromissão, mas desde que esse trabalho começou, nenhuma criança morreu na comunidade.

E para quem pensa que por já ter tido outros filhos tem experiência suficiente e não precisa prestar atenção nas crianças, a enfermeira nota 10 da Vila Rossi conta uma história bem interessante.

Uma mãe que havia ganhado bebê há uns três meses sumiu da unidade de saúde. Ana Claudia resolveu dar uma conferida para saber se havia algo de errado. A enfermerira não estava muito preocupada, porque a mulher já tinha até uma filha adolescente e parecia saber tudo o que precisava. Quando ela chegou na casa, encontrou o bebê muito bem vestido e aparentemente bem. Em todo caso, usou um de seus truques prediletos: olhar por baixo dos panos para ver se a criança não tem sinais de maus tratos, alergias e está sendo limpa. Qual não foi a surpresa da enfermeira ao descobrir que a criança não tinha ganhado nada de peso desde que tinha nascido. A foto que Ana Claudia guarda da criança mostra um bebê que era literalmente só pele e osso.

Ao contrário do que muitos podem imaginar a mãe não vinha maltratando o bebê. O pequeno apenas não conseguia mamar. A mãe colocava a criança no peito e ela mordia a mama, mas não sugava quase nada. Estava fraca e desnutrida. Só olhando a fotinho do bebê lá no mural da enfermeira para se ter ideia do quanto mudou ele depois que passou a ser amamentado corretamente

Postado por Fabiana Sparremberger

Saúde bucal do bebê

27 de novembro de 2009 0

Júlio Cordeiro

Se o bebê toma muito antibiótico, os dentes podem ficar fracos? É excesso de cuidado pedir para não assoprarem a sopinha do bebê para esfriar?

As duas dúvidas foram levantadas por mães e pais durante a 2ª Jornada de Saúde da clínica Miguel Meirelles, que ocorreu em Santa Maria. A odontopediatra Marcela Marquezan esclareceu:

A saliva contém milhares de bactérias, mas nem todas elas causam doença. No caso da cárie, hoje se sabe que a criança terá sua boca colonizada pelos mesmos "bichinhos" de quem cuida dela.

Mas, muito mais importante que a transmissão de microorganismos, é a transmissão de hábitos de higiene e alimentação. Claro que quanto mais saudável, do ponto de vista dentário, for esse cuidador, menos "más" serão as bactérias que a criança "receberá".

Sobre os danos dos antibióticos para os bebês, esse é um mito difícil de desacreditar. O antibiótico não enfraquece o dente de leite em formação, até porque esses dentes foram formados intrauterinamente!

O antibiótico, assim como todos os demais líquidos, vai entrar em contato com os dentes na boca. E cárie é resultado de placa sobre os dentes, e placa se forma tomando ou não antibiótico.

As crianças que tomam antibióticos, mesmo os que têm açúcar, não terão cárie desde que tenham sua boca limpa por um adulto, uma vez ao dia, com pasta de dente com flúor.

Postado por Fabiana Sparremberger

A emoção de celebrar o primeiro aninho

27 de novembro de 2009 1

O Luís Alberto e a Aline comemoraram um aninho do Luís Felipe ao lado do mano mais velho, Pedro Henrique/Arquivo pessoal

A Aline Mocelin Bernardi mandou um relato contando como foi a emoção de celebrar com familiares e amigos o primeiro aninho do Luís Felipe, no último sábado.

"No dia 22/11/2008, às 08:22hs no Hospital Divina Providência nascia o Luís Felipe, com 49cm e 2.880kg e de apenas 34 semanas de gestação. Um bebê pequenino, frágil, de braços, dedos e pernas compridos, cabeludo e todos diziam ser muito parecido com o pai. Mas ali não nascia apenas um bebê, nascia junto o sonho de uma família, o sonho do irmão mais velho, dos avós, tios e demais familiares, vinha junto com esse bebê a certeza de que a vida é maravilhosa e que ainda temos muito a fazer e muito a aprender.

Dorminhoco, preguiçoso, faminto, super calmo e tranquilo, sem cólicas nem noites sem dormir, assim da para descrever o Luís Felipe nos três primeiros meses de vida. A partir daí o bebê se tornou só caras e bocas, sorridente, esperto, curioso, mas continuou faminto, super calmo e tranquilo, sempre foi uma gracinha de bebê.

Paralelo a esse desenvolvimento, crescia junto a expectativa de cada um de nós, sobre como seria estar depois de tanto tempo (10 anos) sem um bebê em casa, reaprender os tipos de choro, de vontades, as roupas apropriadas pra cada tipo de clima, o gosto preferido pelos alimentos, enfim, tudo o que cercava aquele pequeno ser.

E assim o Luís Felipe foi crescendo, com todos os cuidados que um bebê exige, cercado de carinho e de amor, fazendo todos rirem muito e se alegrarem cada dia que se passava. Foi quando aos oito meses tivemos o maior susto de nossas vidas, a tão temida gripe A atingiu nosso pequeno. Foram dias horríveis, intermináveis, três noites sem dormir  (sem dormir mesmo) por causa do febrão e das nebulizações que precisou fazer por conta de uma bronquiolite que deu junto. Se alimentou quatro dias apenas com o leite do peito, nem água queria beber.

Passados quatorze dias o pequeno já estava recuperado, graças a Deus, já brincava novamente, já respondia aos estímulos, já estava bem, ah e voltou a ficar faminto. Mas o medo de dar algo errado foi tanto, a sensação de impotência diante de um filho foi desesperadora, mas isso só meu deu mais coragem, fé e força pra continuar e jamais enfraquecer. Nós vencemos.

Aos onze meses o primeiro dente, que alegria, todos queriam ver, e ele por sua vez muito exibido mostrava já o dentinho. Também surgiu a primeira palavra: papai. Nem precisa comentar como foi a reação do papai da criança....Hiper, ultra, mega exibido, feliz e contente.

A essa altura já aprendera a usar muito bem o gestos, os sons, e já ensaia os primeiros passos. Chama os passarinhos, os cachorros, faz graça com as pessoas, é um menino muito esperto, comunicativo, inteligente e alegre.

Dias, noites, meses, horas se passaram até chegar o dia do aniversário, do primeiro aniversário. Os sonhos não mudaram, cresceram, as expectativas também não mudaram, elas cresceram junto, toda a alegria do nascimento só aumentou, a felicidade que esse menino nos proporciona é incrível.

Como não fazer uma festa para celebrar essa felicidade?

Fizemos, com todo carinho que ele merece, com toda alegria de poder convidar os familiares e amigos que acompanharam cada etapa do seu desenvolvimento. Foi linda a festinha, as crianças brincaram e se divertiram muito.

Quando eu cheguei na festa trazendo o Luís Felipe, meu marido (Luís Alberto) e nosso filho mais velho (Pedro Henrique) já estavam lá, minha emoção de ver todos ali reunidos para celebrar conosco aquela alegria foi tanta que transbordava dos olhos em forma de lágrimas, cada abraço que eu dava e recebia, cada palavra de carinho para com nosso pequeno que eu ouvia... nossa isso me fez tão bem, me fez ver o que eu já sabia; que aqueles que estavam ali estavam porque amam o Luís Felipe também assim como minha família.

O Luís Felipe está lindo, é muito querido e carinhoso, e o guri tá imenso, rsrsrs

Nossas expectativas e nossos sonhos serão sempre os melhores em relação aos meninos.

Fica aqui o registro de uma mãe muito feliz e abençoada, eu sei que sou abençoada."

Postado por Fabíola

Emoção em 4 dimensões

27 de novembro de 2009 0

Reprodução

Sou do tempo da 3D, mas acabei não fazendo porque o Bruno, que está com 4 anos hoje, tava com a carinha grudada na placenta. Já havia passado um pouco do período considerado ideal para fazer esse tipo de ultrassonografia.

Como a tecnologia voa, agora estamos na era da 4D.

Nossa leitora fez o exame e nos relata a emoção:

Olá, meninas!

Com 29 semanas, fiz a tão aguardada ultrassonografia 4D... Estava relutando em fazer, já que, para mim, todos os bebês ficavam iguais, e meu plano não cobria...Porém, para minha surpresa, ela saiu diferente dos outros bebês... E outra, é a cara do pai!!!

É tão bom sabermos que geramos uma criança com os nossos traços, e o melhor, que ela é linda (modéstia de mãe)!! Por isso, Ticiana, te aconselho a fazer quando chegar na tua época. É tão lindo. Tu vais ficar muito orgulhosa, assim como nós estamos!

Beijocas

Postado por Fabiana Sparremberger

O IMC das grávidas

26 de novembro de 2009 0

Tem um bando de coisas que estou descobrindo sobre gravidez e filhos depois do nascimento do nosso "bebê" virtual, lá em 24 de julho último. O Em Nome do Filho, esse leonino tão amado e cuidado com tanto carinho, tem me propiciado muitas descobertas.

Entre as dezenas delas, há uma tabelinha em que as mulheres podem descobrir, antes de encomendar a cegonha, quanto podem engordar durante a gravidez. É o tal do IMC das grávidas. Como temos muitas leitoras que estão pensando em encomendar a cegonha, aí vai o cálculo. Lembrando que ninguém melhor do que o obstetra e/ou o nutricionista para orientar sobre a sua situação.

O IMC (índice de massa corporal) é feito assim:

Divida o seu peso pela sua altura ao quadrado

Exemplo: 60 quilos / 1,60m ao quadrado

60/2,56

Resultado - 23,43 kg/m2

Agora confira:

Se o IMC for menor que 19, você está desnutrida. E pode engordar de 12,5 quilos a 18 quilos

Se o IMC estiver de 19 a 26, sua situação é normal. E você pode ganhar de 11,5 a 16 quilos

Se o IMC estiver entre 27 e 30, você está com sobrepeso. Pode engordar na gravidez de 7 a 11,5 quilos

Se o IMC for acima de 30, você está obesa e pode engordar 7 quilos

Fonte: Revista Crescer

 

 

Postado por Fabiana Sparremberger

Espírito natalino...

26 de novembro de 2009 1

 

A Antonela ainda nem chegou ao mundo, mas já está provocando mudanças profundas no comportamento dos pais. Até “ontem” todos os objetos de decoração natalina que havia em casa eram presentes dados pela minha mãe (confesso que, apesar de gostar muito do natal, nunca dei muita “bola” para a parte decorativa).

Na velha caixa de decoração natalina encontrei árvore, papais noéis, bolinhas, fitinhas... Mais um ano e a decoração seria fruto das heranças da “vovó”.

Porém, no supermercado, me surpreendi em frente a gôndola com decoração natalina em busca de novos adornos.

Resumindo a história, comprei árvore, vaso vermelho, bolinhas, fitas e até luzinhas. Um detalhe, comprei duas lindas árvores da espécie “tuia holandesa” e desta vez foi a vovó que ganhou um presente natalino. Dei para ela a maior árvore e fiquei com a menor.

Ontem terminei a decoração renovada na casa. A lareira virou uma espécie de casa do papai noel (três bochechudos ocupam a grade de proteção). Um dos vasos de planta ganhou luzes. O verde, o dourado e o vermelho deram um colorido especial à sala.

Toda a decoração foi feita com o embalo de um pagode que continua tocando no som. Como estou sozinha aproveito para curtir as minhas “músicas” que vão de clássico até a pagodeira de raiz e comercial mesmo.

Quando acabei, percebi que fiz tudo aquilo para a pequena. Uma cena patética fiquei conversando com a barriga em frente a cada detalhe da decoração explicando que no ano que vem vai ser ainda mais caprichado.

Postado por ticiana_fontana

E se o filho fosse seu?

25 de novembro de 2009 1

É até difícil imaginar. Mas o que você faria, sentiria e/ou como você agiria se seu filho nascesse sem os dois braços?

Os pais de Tony Meléndez acertaram em cheio. No amor, no incentivo e na educação. Se não fosse assim, talvez o fim da história narrada no vídeo fosse bem diferente... 

 

Postado por Fabiana Sparremberger

A barriga cresce...

25 de novembro de 2009 5

 

 

Com 25 semanas de gestação a barriga cresce geometricamente. A pança aparece em destaque na roupa e vira o centro das atenções. A passada de mão é inevitável. Percebo que o formato é o típico descrito como barriga de menina, cresce se espalhando para os lados e para frente.  

Passo tanto creme hidratante que não deixo espaço para as estrias – pelo menos não percebi nenhuma “listrinha” até agora.

Mas por trás da beleza estética de uma barriga de grávida, há uma série de pequenos desconfortos. A saliência começa a atrapalhar principalmente durante o sono. Nas últimas noites, tem sido difícil dormir continuamente. Além da vontade de ir ao banheiro, a “pança” virou o novo despertador. Parece que a pequena gosta de agitar durante a noite, porque durante o dia a sinto menos.

Se deito na cama com a barriga para cima, acordo com uma sensação incômoda principalmente próximo às costelas. Mudo de posição, viro para a direita e acordo com a pequena embolada do mesmo lado na parte de baixo da barriga. Mudo de posição novamente e viro para a esquerda, desperto com uma pressão estranha desse lado também.

O resultado de tudo isso é um sono quase incontrolável em horários inoportunos principalmente durante o trabalho. Para amenizar a situação, sigo um antigo e sábio costume espanhol – tiro uma soneca de 30 minutos no intervalo do almoço. Como as fases da vida mudam, até bem pouco tempo tirava uma “sesta” porque estava de ressaca das noitadas de festa. Hoje, o baile é outro...

Postado por ticiana_fontana

Crianças, adolescentes e a obesidade

24 de novembro de 2009 0

O evento que discutiu a obesidade infanto-juvenil, na Câmara de Vereadores de Santa Maria, no último dia 18, reuniu muitos interessados no assunto e uma equipe de profissionais gabaritada no tema.

A convite do blog, a nutricionista Ana Paula Seerig e a enfermeira Maria Lúcia Prestes, que estiveram na organização do evento, elaboraram um resumo das discussões. Pais, mães e responsáveis pelas crianças, acompanhem aí:

A obesidade é uma doença de difícil abordagem. É preciso entender o adolescente, colocar-se no lugar dele, procurar compreendê-lo. É importante que a família dê o exemplo e o apoio necessário. As mudanças não acontecem com facilidade, dependem de gerações. (José Otávio Binato, médico do adolescente e terapeuta familiar. Servidor da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde)

A investigação dos hábitos alimentares deve começar desde o nascimento (se o bebê foi amamentado, como foi introduzida a alimentação complementar etc.). A família tem importância crucial nesse processo, como ela se relaciona com o alimento ou com o processo de alimentação. A abordagem a este paciente deve ser multiprofissional. (Ana Cristina Bolli, mestre em Psicologia do Desenvolvimento e psicóloga do Ambulatório de Saúde Mental da prefeitura de Santa Maria)

A obesidade pode ocasionar vários problemas e, com isso, eleva muitíssimo os custos de tratamentos para o sistema público de saúde. As crianças estão cada vez mais sedentárias. O que pode contribuir é que a educação física escolar não é mais obrigatória. Não existem espaços físicos públicos seguros e adequados para a prática de atividade física. Estas crianças precisam ser motivadas para a prática do exercício. As nossas crianças não brincam mais, ou seja, restringem-se a ficar sentadas em frente à TV, computador ou video game. É fundamental educá-las para mudarmos esta cultura. Mais uma vez, a família pode contribuir, estimulando a prática do exercício, proporcionando um lazer ativo. (Daniela Lopes dos Santos, educadora física, doutora em Fisiologia do Exercício, professora do Centro de Educação Física e Desportos da UFSM e coordenadora do Núcleo de Estudos em Exercício Físico e Saúde)

Temos de considerar o papel que a indústria alimentícia tem nesse processo de transição nutricional que vem ocorrendo no mundo inteiro, pois existe um grande investimento desta indústria em marketing para atender este público. É de extrema importância a ação que o profissional médico (principalmente o pediatra) tem na puericultura desta criança (monitoramento e avaliação de seu crescimento) e os malefícios desta patologia a curto, médio e longo prazo. (Marlene Dockhorn, pediatra e endocrinologista pediátrica, professora da Unifra)

É preciso destacar a importância que a família e a escola têm nesse processo de formação de hábitos alimentares desta criança, espaço este que deveria ser mais explorado pela saúde. (Franceliane Benedetti Jobim, mestre em Pediatria e professora do curso de Nutrição da Unifra)

Ao final das explanações e debates, foi possível constatar que este assunto faz parte do nosso cotidiano, é sério e cada vez mais crescente. Por isso, precisa ser tratado como um problema de saúde pública, dada a sua gravidade. Precisamos mudar nosso foco e passar a atuar de maneira preventiva, sensibilizando os profissionais, trabalhando educação em saúde, estimulando a prática de atividades físicas e, sobretudo, colocando a família nesta roda, reforçando o caráter intersetorial e multidisciplinar desta patologia.

O evento foi organizado pelo Gabinete do Presidente da Câmara de Vereadores e pela Secretaria Municipal de Saúde. Novembro é considerado o Mês da Saúde Preventiva da Obesidade Infantil em Santa Maria.

Postado por Fabiana Sparremberger

E o Bola se foi

24 de novembro de 2009 3

No mês passado eu escrevi aqui sobre as lições que um bichinho de estimação podem trazer para uma criança, e minha expectativa com relação ao fim do Bola, nosso peixinho, e como ele seria encarado pelo meu filho de quatro anos.

Pois ontem o Bola se foi. Amanheceu paradinho no aquário, descobriu a babá logo cedo. Cochichamos entre adultos e achamos melhor dar a notícia mais tarde, mas também não dava para adiar muito, o Fernando poderia acabar descobrindo sozinho.

Quando ele chegou da escola, eu deixei ele jantar e entrei no assunto sem rodeios, como acho que as notícias ruins têm que ser dadas.

_ Filho, tenho uma coisa triste pra te contar. Bem triste.

Os olhinhos pretos me olharam em expectativa, mas não consegui ver no rostinho uma expressão assustada, era só curiosidade.

_ Sobre o Bola _ completei.

_ Ele morreu? _ me perguntou, mais objetivo do que eu.

_ Sim _ confirmei _ Ele não tá mais nadando.

Ele foi até o aquário, olhou o peixinho. Ficou por ali, fez uma certa manha. Com jeito de choro perguntou se poderia ter dois peixinhos. Sem querer me comprometer, eu mesma chateada por o peixe ter durado tão pouco - cinco meses e 10 dias, argumentei:

_ Eu não acho legal a gente fazer uma combinação assim quando tá muito triste. Vamos esperar uns dias para ver o que a gente faz, pode ser?

E já emendei, tirando o corpo fora:

_ Amanhã tu e o papai precisam enterrar o Bola no jardim.

_ Por quê? Aí ele vai voltar a viver?

Aí me dei conta de que ele nunca tinha ouvido falar em enterro, fosse de bicho ou de gente. Por que simplesmente não larguei o cadáver na lixeira? Bom, no futuro talvez ele pudesse não entender porque não demos um fim mais digno ao Bola, então achei melhor seguir em frente, expliquei sobre o ritual de enterrar e seu significado, mas não fui muito adiante porque ele não me perguntou. Questionou se poderia ter um cachorro chamado Bola, se cachorros morriam. Eu disse que sim, mas costumavam viver mais.

_ Até 15 anos!

Acho que na cabecinha dele começou a entrar conceito da finitude de vida. Não voltou a falar no assunto, pareceu confortado com a ideia de ter um cachorro. Mais tarde, na hora do banho, ele me abraçou dengoso e disse:

_ Ufa que a gente tá durando, né, mãe?

Postado por Fabíola

Susto durante a gestação...

24 de novembro de 2009 0

 

Uma amiga grávida de onze semanas teve um descolamento de placenta na semana passada. O susto foi grande. Mãe de uma menina de quatro anos é a terceira gestação dela. Na segunda gravidez teve problemas e perdeu o bebê. Durante o fim de semana passado, um segundo sangramento a fez reviver o temor de um novo aborto.

Com orientação da médica, ela foi ao hospital e ontem fez um novo exame que a deixou aliviada. Na realidade o novo sangramento ainda era resquício do descolamento inicial (foi pequeno, inferior a 25% e não aumentou), que não havia sido expelido. As causas do problema são incertas, pode ter sido por excesso de agitação ou muito esforço físico.

Durante o exame a futura mamãe não perdeu o bom humor e ainda brincou com o médico. Era a terceira segunda-feira seguida que repetia o mesmo exame. Mas ela deixou bem claro que voltava, mas não gostava daquele tipo de ultrassom, um transvaginal - quem já fez, sabe da situação incomoda e, às vezes, constrangedora. Foi um dos raros momentos em que o sisudo “doutor” sorriu.

A cunhada que acompanhava tudo se emocionou ao ver o bebê com cerca de três centímetros “agitar” na tela.

- Ele dava cambalhotas e não parava quieto – comentava a cunhada.

- Não vai puxar a mãe, porque vai ser atleta – brincou “maldosamente” o tio coruja.

A mãe, que ainda está em repouso por orientação médica, relatou que recebeu a notícia com um alívio sem tamanho.

Só ela sabe o que sentiu, a gente imagina (e fica na torcida para que tudo corra bem – a Antonela deu um “chutinho” concordando e prometendo dividir os brinquedos com o(a) futuro (a)  amiguinho (a)).

Postado por ticiana_fontana

Chá de...

23 de novembro de 2009 3

 

A falta de gosto por chás de bebê, fralda ou banheira revelada aqui no blog ainda está dando “pano pra manga”. Apesar de inúmeras manifestações de apoio ao fato de não gostar da tradição, o contraditório é recorrente.

- De que planeta você é?

- Por que quer ser do contra?

- Você vai privar a tua filha de ganhar um monte de coisas úteis?

As frases acima foram de amigas de convivência próxima que continuam sem entender a minha posição. De nada adianta justificar que respeito quem gosta, mas nunca curti essas coisas. Não fiz chá de panela, nem de lingerie para o casamento, também não curto a idéia de adivinhar presentes, pintar barriga, pagar micos e outras praxes das festinhas. Prometo recompensar a pequena comprando “badulaques” e fazendo uma espécie de chá para nós duas...

Nenhuma justificativa foi aceita e, pelo jeito, o tal de sexto sentido de mãe funciona. Desde o início, receava que não conseguiria escapar do tradicional chá “surpresa”das amigas.

Pois algumas revelaram que vão fazer, independentemente da minha vontade. A única maneira de sossegá-las foi me comprometendo a fazer algo. Acho que vou implantar o tal do churrasco com a presença masculina, uma espécie de chá de cevada. Estou amadurecendo a ideia...

Postado por ticiana_fontana

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