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Posts do dia 21 dezembro 2009

Barrados no vôo...

21 de dezembro de 2009 2

 

 

No domingo, quase não conseguimos embarcar no vôo de volta. Apesar de ter atestado médico certificando que, com sete meses de gestação, estava em boas condições de saúde para viajar de avião, foram duas tentativas de barrar a minha entrada e a da Antonela no vôo.

Ao invés do tratamento cordial e tolerante recebido pela mesma companhia aérea na viagem de ida (dia 9 deste mês, em Porto Alegre), falta de bom senso e desinformação por parte de alguns funcionários da Gol que supervisionam o embarque no aeroporto de Fortaleza-CE.

Assim como na viagem de ida, fui até o guichê de embarque e imediatamente me identifiquei como gestante, apresentei o atestado médico e preenchi um formulário da empresa. A atendente, a única que demonstrou educação e cordialidade até o fim do impasse, encaminhou a documentação a uma supervisora imediata.

Voltou para o guichê e informou que o atestado estava incorreto porque faltava a seguinte frase: “apta a viajar em cabine pressurizada”. Com toda a paciência, o futuro papai da Antonela e eu questionamos a exigência com base em dois motivos:

1) Como não exigiram no embarque em Porto Alegre?

2) Qual avião comercial que faça uma viagem distante não tem cabine pressurizada?

Diante da falta de resposta por parte da atendente, a gentil funcionária procurou novamente a superior e voltou dizendo que estava tudo OK para o embarque. Nesse momento surgiu uma outra funcionária que não se apresentou, ignorou a nossa presença e, supostamente. seria uma espécie de supervisora geral.

Depois de conversar rapidamente com ela, a atendente nos informou que não poderíamos embarcar porque o atestado não especificava a semana da gestação.

O documento da obstetra que acompanha a minha gestação diz o seguinte:

“Atesto para os devidos fins que a sra. Ticiana Engel Fontana, gestante de 7 meses, ao exame obstétrico está saudável, apta a viagem aérea”, assinado pela médica, com o devido número do registro profissional.

A suposta supervisora, atrás de uma esteira (nem olhava para a gente), ainda acrescentou que o atestado não tinha valor porque era datado de quatro de dezembro.

Do outro lado balcão, atrás de uma esteira, justifiquei para a suposta supervisora que em revista da própria companhia consta que o atestado é exigido somente a partir da 28ª semana e o documento tem validade de um mês. Portanto, era só fazer um cálculo básico para verificar que estávamos no prazo permitido.

Depois de muita discussão, nervosismo e insistência alguém da companhia autorizou a nossa entrada na aeronave. Cinco minutos antes da partida conseguimos embarcar no vôo 1899, assentos 25 A e B com destino a Brasília. Na Capital Federal, não tivemos nenhum problema em embarcar no novo vôo com destino a Porto Alegre.

Diante de tudo, lamento a intransigência, despreparo e desconhecimento por parte de alguns funcionários da companhia em Fortaleza... E espero que outras gestantes não passem pela mesma situação...

Postado por ticiana_fontana

O meu Pato Alexandre

21 de dezembro de 2009 2

Vanessa Roepke/ Divulgação Clube Dores

Quando ele recebeu o uniforme que deveria vestir na apresentação de fim de ano da escolinha, insistia na pergunta:

- Mas, mãe, qual é o nome do jogador que tá escrito atrás da camiseta?

- É Pato, Bruno.

- Mas, mãe, Pato não é nome. Qual é o nome dele?

- É Alexandre o nome dele, Bruno. Alexandre Pato, da Seleção Brasileira.

A partir dali, para quem quisesse ou não quisesse saber, o Bruno repetia que o nome que ele carregava atrás da camiseta verde-amarela era: Pato Alexandre. O meu Pato Alexandre estava radiante e compenetrado naquela noite de apresentação. Ele tinha a missão de levar a tocha das Olimpíadas, na abertura da encenação do Infantil 3, e depois, junto com o coleguinha Renato, representava jogadores de futebol, que trocavam passes de bola diante do público.

No palco, cada duplinha trazia um esporte: natação, judô, tênis, ginástica e, claro, futebol. Foi difícil convencer o Bruno que o uniforme que ele deveria vestir não era a do seu time do coração.

- Mãe, eu tive uma ideia. Como não pode ser o Grêmio, eu vou com outra camiseta azul. A da Argentina - sugeriu o pequeno, que logo foi convencido que a ideia não seria assim tão boa diante do público.

No fim, saiu tudo conforme o ensaiado, para alegria das profes e dos pais, que como eu, emocionavam-se com o esforço visível dos pequenos em fazer com que tudo saísse nos conformes.

Quando o Pato Alexandre deixou o palco, após uma performance impecável, dirigiu seu olhar para a maior fã, que acenava freneticamente e mandava beijos entusiasmados.

Foi a glória, muito mais emocionante do que um gol do nosso time em final de campeonato.

O meu Pato Alexandre é o melhor filho do mundo!

Postado por Fabiana Sparremberger

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