No domingo, quase não conseguimos embarcar no vôo de volta. Apesar de ter atestado médico certificando que, com sete meses de gestação, estava em boas condições de saúde para viajar de avião, foram duas tentativas de barrar a minha entrada e a da Antonela no vôo.
Ao invés do tratamento cordial e tolerante recebido pela mesma companhia aérea na viagem de ida (dia 9 deste mês,
Assim como na viagem de ida, fui até o guichê de embarque e imediatamente me identifiquei como gestante, apresentei o atestado médico e preenchi um formulário da empresa. A atendente, a única que demonstrou educação e cordialidade até o fim do impasse, encaminhou a documentação a uma supervisora imediata.
Voltou para o guichê e informou que o atestado estava incorreto porque faltava a seguinte frase: “apta a viajar em cabine pressurizada”. Com toda a paciência, o futuro papai da Antonela e eu questionamos a exigência com base em dois motivos:
1) Como não exigiram no embarque
2) Qual avião comercial que faça uma viagem distante não tem cabine pressurizada?
Diante da falta de resposta por parte da atendente, a gentil funcionária procurou novamente a superior e voltou dizendo que estava tudo OK para o embarque. Nesse momento surgiu uma outra funcionária que não se apresentou, ignorou a nossa presença e, supostamente. seria uma espécie de supervisora geral.
Depois de conversar rapidamente com ela, a atendente nos informou que não poderíamos embarcar porque o atestado não especificava a semana da gestação.
O documento da obstetra que acompanha a minha gestação diz o seguinte:
“Atesto para os devidos fins que a sra. Ticiana Engel Fontana, gestante de 7 meses, ao exame obstétrico está saudável, apta a viagem aérea”, assinado pela médica, com o devido número do registro profissional.
A suposta supervisora, atrás de uma esteira (nem olhava para a gente), ainda acrescentou que o atestado não tinha valor porque era datado de quatro de dezembro.
Do outro lado balcão, atrás de uma esteira, justifiquei para a suposta supervisora que em revista da própria companhia consta que o atestado é exigido somente a partir da 28ª semana e o documento tem validade de um mês. Portanto, era só fazer um cálculo básico para verificar que estávamos no prazo permitido.
Depois de muita discussão, nervosismo e insistência alguém da companhia autorizou a nossa entrada na aeronave. Cinco minutos antes da partida conseguimos embarcar no vôo 1899, assentos
Diante de tudo, lamento a intransigência, despreparo e desconhecimento por parte de alguns funcionários da companhia
Postado por ticiana_fontana







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