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Posts do dia 7 janeiro 2010

Falta pouco tempo...

07 de janeiro de 2010 0

Chegando na reta final da gestação, a futura mamãe sente um turbilhão de emoções. Às vezes, pareço ter voltado ao início da gravidez, misturando sentimentos como ansiedade, medo e euforia. A ficha voltou a demorar a cair, a distração virou companheira inseparável.
Fico pensando se me esqueci de alguma coisa… Lembro que não fiz a tal injeção antitetânica… Ainda não marquei a consulta com o futuro pediatra… O quarto da pequena ainda não está pronto… Será que terei leite?
Mas quando a pequena se mexe na pança, vem um alívio difícil de descrever em palavras e, com ele, a certeza de que tudo caminha a seu tempo.
Ficamos grávidas durante nove meses justamente para nos adaptarmos a nova fase da vida, ou melhor, a nova vida que surge dentro da gente.
Um tempo exato para aprendermos a deixar o “eu” de lado e de dar outro significado para o “nós” que não será mais dois… E sim “nós três”.

Teste da orelhinha

07 de janeiro de 2010 0

Quando cheguei com o Bruno para pegar o elevador, o porteiro perguntou:

- Vai levar o bebê para consultar?

- Sim. Ele vai fazer o teste da orelhinha – respondo eu.

O semblante do homem muda totalmente para uma cara fechada e triste.

- Faz isso mesmo, senhora. Não fizemos o exame na nossa netinha, e hoje ela está quase surda.

A conversa foi lá em junho de 2005, e me marcou muito pela tristeza daquele senhor. Tive ainda mais a certeza de que o exame é necessário e muito importante.

A audição do bebê precisa de cuidados desde o nascimento, e em caso de indicadores de risco, o acompanhamento deve ser até os 3 anos. A fonoaudióloga Tania Tochetto, de Santa Maria, participou de uma jornada de saúde promovida por uma clínica de Santa Maria, no fim do ano passado, e tirou as principais dúvidas de pais e mães de primeira viagem sobre o teste da orelhinha. Confira algumas delas:

- Eu deveria ter feito o teste da orelhinha no mesmo dia do nascimento do meu filho, assim como me ofereceram no hospital?

Tania Tochetto – Não. Uma pesquisa publicada em 2008 mostrou que o resultado é mais confiável a partir de 43 horas de vida. Antes, há risco de resultados falsos (ausência de resposta ao teste) em pelo menos 24% dos bebês devido à presença de vérnix no conduto auditivo externo (uma substância rica em gordura que cobre a pele do recém-nascido). É importante lembrar que o fato de a criança não ter a resposta esperada levanta a suspeita de surdez, e tal situação pode gerar intensa ansiedade na família e prejuízo no vínculo mãe-bebê sem necessidade. Então, esperar o momento certo para fazer a triagem auditiva neonatal reduz o risco de resultados falsos e preserva o bem-estar da família.

- Mesmo minha gestação tendo sido saudável: não fumei, não bebi, não utilizei medicamentos, o parto foi tranquilo, isto é, não existiram fatores de risco para surdez. Mesmo assim preciso fazer o teste?

Tania – Todos os recém-nascidos devem fazer a triagem auditiva neonatal, mesmo que a gestação e o parto tenham ocorrido sem alterações e mesmo que não existam pessoas surdas na família. Metade das crianças com perda auditiva não tem história de nenhum fator que possa causar surdez. Então, se forem testadas somente as crianças de risco corre-se o risco de não identificar metade das que têm perda auditiva. A observação que a família faz das reações do bebê frente aos sons é importante, mas não substitui a triagem auditiva neonatal. Sons do dia-a-dia são fortes e, para falar, a criança precisa ouvir os sons da fala _ alguns são bem fracos. Então o teste da orelhinha é o único meio de ter certeza de que o bebê escuta os sons necessários para que possa falar mais tarde.

Não dá para esperar crescer um pouquinho?

Tania – Não, não pode esperar. Por que a pressa? A triagem auditiva deve ser feita durante o primeiro mês de vida para que haja tempo de implementar as etapas subsequentes se necessário. O protocolo utilizado é o seguinte: triagem auditiva a partir do segundo dia de vida até no máximo um mês de idade. Se a criança não apresenta as respostas esperadas deve ser testada novamente em 15 dias. Se pela segunda vez as respostas não forem evidenciadas, parte-se para a etapa de diagnóstico, isto é, exames que poderão confirmar (ou não) a suspeita de deficiência auditiva. Essa etapa deve estar concluída até o final do terceiro mês. Se confirmada a perda auditiva, a etapa seguinte chama-se intervenção: será escolhido o método de amplificação dos sons (geralmente prótese auditiva) e começará a terapia fonoaudiológica. Está cientificamente comprovado que o início da intervenção antes do sexto mês de vida proporciona à criança surda possibilidade de desenvolvimento de linguagem normal ou muito próximo da normalidade, por isso, não se pode esperar!

- É necessário continuar avaliando a audição dele, ou se passou no teste da orelhinha não precisa mais?

Tania – O teste da orelhinha mostra a condição auditiva do bebê naquele momento. Entretanto durante o primeiro ano de vida a função auditiva deve “amadurecer”. Crianças com atraso no desenvolvimento da função auditiva podem ter dificuldades na aquisição da linguagem, mesmo que escutem bem. Além do teste da orelhinha, a audição da criança deve ser testada também aos 6 e 12 meses de idade. Algumas famílias dispensam essas avaliações por terem certeza de que a criança escuta, o que é arriscado, considerando que os sinais de atraso no desenvolvimento da função auditiva só podem ser evidenciados em testes controlados executados por profissional experiente. Se a criança tem indicadores de risco para a deficiência auditiva, o acompanhamento deve se estender até os 3 anos de idade.

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