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Posts do dia 8 janeiro 2010

Fim da licença maternidade...

08 de janeiro de 2010 3

 

Milena Schoeller é repórter da Rádio Gaúcha e nos enviou um texto contando da experiência de retornar ao trabalho, com o fim da licença maternidade. Leiam o relato da mãe do lindo Antônio, o primeiro filho dela:

"É sempre difícil o fim da licença maternidade. Pois comigo não foi diferente. Após 5 meses, retornei no último dia 16 à Reportagem da Rádio Gaúcha. A despedida, em casa, foi com os olhos cheios de água. Por enquanto, o pai cuida do nenê durante a tarde, enquanto trabalho. Eu cuido pela manhã, enquanto o pai, também jornalista, trabalha. A despedida é, diariamente, com os olhos cheios de água. O Antônio começou a comer frutinhas e toma uma mamadeira enquanto estou fora. Mamadeira com o meu leite, que tiro, e deixo congelado. Aliás, é muito ruim e difícil tirar o leite, mas como é melhor pro nenê, preferi tirar o leite a dar fórmulas prontas. Agora, aproveito muito mais cada minuto com ele, e quando estou longe dele, não vejo a hora de voltar. Às vezes bate aquele sentimento de culpa que as mães dizem que sentem quando têm que retornar ao trabalho, mas logo as tarefas do trabalho desfazem o sentimento. A volta ao trabalho foi boa, mas o retorno pra casa, cada dia, sabendo que agora tem um anjinho te aguardando, é melhor ainda!!"

Milena Schoeller

(Na foto, a mamãe Milena com o filho Anhtônio Schoeller Staudt)

Quem vira mãe quer... casa

08 de janeiro de 2010 1

Nem bem fez 2 anos, isso há dois anos e pouco, o Bruno deixou o apartamento no Centro de Santa Maria para morar numa casa, a poucas quadras de um dos montes que dão à cidade o apelido de Santa Maria da Boca do Monte.

Notávamos que o pequeno precisava de espaço e que a metragem do apartamento limitava-o em suas brincadeiras e necessidades. Mas não era só o guri que estava precisando, como revelam cenas protagonizadas pela mãe. À noite, nos fundos da casa, ela pode ser vista tirando os chinelos e curtindo cada centímetro de grama, com os olhos ao alto, hipnotizados pelo brilho das estrelas. De manhã, tranca a respiração para não ser percebida pelos passarinhos das mais variadas espécies que convivem harmonicamente no quintal. De madrugada, perto das 4 e meia, dispensa o sono para encantar-se com o sabiá que, religiosamente, dá início ao seu concerto matinal.

E quantas vezes não esteve concentrada apenas no silêncio da noite, que só quem mora em bairros tranquilos tem o prazer de "ouvir". E nem o sino da igreja, que toca diariamente na frente de casa por volta das 7h, é capaz de produzir qualquer sentimento negativo.

Morei em uma cidade do interior até minha adolescência, num bairro muito tranquilo, e nunca imaginei que sentiria falta daquela paz.

Nunca curti tanto a natureza como depois da maternidade. Não sei o porquê nem me esforço para encontrar os motivos. Apenas curto com intensidade cada momento que morar em uma casa, num bairro emoldurado pelos morros, é capaz de me propiciar.

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