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Posts do dia 11 janeiro 2010

Férias, tempo de família

11 de janeiro de 2010 0


Recebemos um texto do doutor em Educação João Luís Almeida Machado sobre a importância das férias em família e de criar durante este período de folga. Abaixo, reproduzimos a mensagem. Pense e tenha grandes ideias sobre as férias!!

"Não foram poucas as vezes em que ouvi os pais se lamentando em função da chegada das férias. Nada poderia ser mais desanimador para as crianças do que saber que seu pai e sua mãe não 'curtem' a possibilidade de todos estarem juntos durante períodos mais longos de tempo. As férias existem também para isso, para estreitar os laços familiares, aproximar pais e filhos, criar espaços de diálogo e definir uma verdadeira amizade.
O tempo passa rapidamente e não percebemos isso. De repente, as crianças se tornam adolescentes, estão às vésperas de exames vestibulares e, finalmente, decolam para seus vôos particulares. Quando abrimos os olhos e percebemos a forma como o tempo se esvai, ficamos nos lamentando dos momentos que não vivemos, das emoções que não extravasamos, dos beijos e abraços que não demos.
Ser pai e mãe envolve cobranças, castigos, puxões de orelha e regras. Temos que cobrar disciplina de nossos filhos para que eles possam se adaptar aos rigores do mundo em que vivemos. Entretanto, temos que perceber a necessidade de uma presença mais participativa e carinhosa nessa relação entre pais e filhos. Brincar com os filhos em casa, ler histórias, assistir desenhos animados, desenhar, pintar e tantas outras atividades aumentam a cumplicidade e estimulam a amizade e a sinceridade entre pais e filhos.
Férias em família podem ser um momento de intensa união, de programas conjuntos, de solidariedade e diversão. É um tempo sem igual, que bem aproveitado pode ser relembrado ao longo de toda a vida. E não é necessário fazer estragos no orçamento doméstico para conseguir isso.

Pelo contrário, as melhores fórmulas são justamente as mais simples e baratas. Aquelas que envolvem principalmente a participação, a presença dos pais, são muito mais valiosas do que qualquer uma que envolva investimentos mais altos. Uma volta de bicicleta na praça, uma visita ao clube, brincar com carrinhos ou bonecas na sala de casa, ler histórias infantis e revistas em quadrinhos, montar quebra-cabeças ou mesmo se divertir visitando algum museu ou exposição podem ser ótimos programas aos olhos de nossos filhos.
É justamente por esse motivo que fico indignado quando escuto as lamúrias dos pais quanto a esses meses de férias. As crianças em casa passaram a ser vistas como problema ou então como gastos adicionais. A geladeira precisa estar constantemente abastecida, é necessário agendar passeios caros, a insatisfação dos filhos parece sempre ser maior do que o contentamento, eles parecem estar o tempo todo nos nossos pés pedindo alguma coisa.
Não encarem as férias dessa maneira. Revertam essas expectativas. Pensem nas boas alternativas que se apresentam a partir dessa fortuita reunião familiar. Façam uma pesquisa das alternativas existentes em sua cidade ou região. Há muitos programas gratuitos ou baratos.

Tornem a estadia em sua própria casa uma lembrança das mais agradáveis. Se os filhos forem crianças, vocês podem relembrar brincadeiras de seu tempo de infância que provavelmente desconhecem, como esconde-esconde, cabra-cega, amarelinha. Outras possibilidades são passeios de bicicleta, jogar bola, criar brinquedos a partir de sucata. Não há carinho tão sincero na vida das crianças quanto aquele vivido em família.
São também muito legais as visitas a parques, as idas ao cinema e ao teatro. Se possível, tirem muitas fotos. Guardem recordações de cada um dos momentos vividos.
Acima de tudo, caros pais, valorizem o encontro com seus filhos. Todos os momentos vividos são especiais porque permitem que vocês estejam juntos deles. O amor que existe entre vocês se torna ainda maior a cada novo dia compartilhado. O período de férias é a época do ano mais propícia ao estreitamento da união entre pais e filhos. Vivam esse período com grande intensidade. Isso será eternamente lembrado."

João Luís Almeida Machado é editor do Portal Planeta Educação ( www.planetaeducacao.com .br), doutor em Educação e autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte - Aprendendo com o Cinema"

A vida ensina

11 de janeiro de 2010 1

Esta história é verídica, chegou a mim dia desses e me deixou profundamente tocada. Se conto aqui e compartilho com vocês é porque acho que todos podemos aprender um pouco com ela.
O filho em questão nasceu de "mãe solteira", há uns 25 anos ou mais. O pai do guri, casado na época, não assumiu oficialmente a paternidade. A mãe, buscando os direitos do filho, passou bons anos da vida lutando na Justiça para que isso acontecesse, até porque as condições financeiras de sua família não eram das melhores.
A esposa do pai que não reconheceu o guri passou muitos anos tentando engravidar, mas, por desígnios desconhecidos, nunca conseguiu. Depois de várias tentativas frustradas, tomou a melhor decisão de sua vida: adotar uma criança. Esta menina que chegou para a alegria da família tem poucos anos menos do que seu irmão por parte de pai. Por muitas vezes, e principalmente quando o oficial de Justiça vinha procurar o pai em casa para as audiências, ela odiou o irmão, que, segundo ela, "queria tirar todo o pouco que a família tinha". Muitas vezes, ela brigou com o pai por causa desse seu passado, como se isso apagasse toda aquela mágoa que mãe e filha sentiam... O pai nunca deixou de acompanhar o desenvolvimento do guri, que trazia traços tão parecidos com o genitor que o DNA se mostrava totalmente desnecessário. Fazia isso escondido, com receio de que provocaria ainda mais mágoa na amada mulher, que soube perdoar e não se arrependeu disso.
E nada como um dia depois do outro. Com o amadurecer dos anos - e das almas -, a irmã se aproximou do irmão num desses encontros que de casuais não têm nada... A raiva dela foi se dissipando diante da grandiosidade do coração daquele jovem... Ficaram próximos, e dá até para dizer que se tornaram amigos.
E a vida novamente ensinou. A irmã engravidou de um pai que não reconheceu sua menina. A pequena também não precisa de DNA para comprovar a paternidade, porque carrega em si traços muito particulares do homem que a gerou. A irmã acaba decidindo entrar na Justiça, para garantir os direitos da filha. E sabem quem é seu advogado, que faz questão e não vai cobrar nada pelo serviço? O irmão, por tantos anos renegado e odiado por ela.
Nem é preciso conhecer esse homem para concluir a grandiosidade do coração que mora em seu peito. Um menino que deve ter passado tantos dias dos pais querendo ter um para abraçar...Que deve ter visto tantos coleguinhas abraçarem o pai no dia da homenagem e que teve todo esse direito negado por tantos anos...
Esse guri perdoou o pai, a irmã, mas foi além disso: estendeu a mão a eles no momento em que mais precisavam.
Feliz a mãe desse jovem, de conduta tão elevada e alma tão generosa. Ele já aprendeu que só o perdão liberta para o nosso crescimento espiritual. Venceu o orgulho que aprisiona para exercitar o verdadeiro amor sem fronteiras. Felizes os que conseguem aprender isso antes de evitar tantos sofrimentos e vidas destruídas...

Um grande susto…

11 de janeiro de 2010 2

A Antonela ainda nem chegou ao mundo e já começou a aprontar... Primeiro, ela não mostrava o sexo no ultrassom... Depois, no exame em 4 D (ou seja, em três dimensões com movimento), ela escondeu o rosto... Agora quis aparecer antes do tempo...
Na sexta à noite, comecei a sentir a barriga endurecer. A madrugada foi marcada por momentos de sufoco. Além da "pança" ficar cada vez mais rija, sentia dores nas costas e no baixo ventre. Reforcei a dose do remédio para evitar as contrações, mas não fazia efeito.
As 8h de sábado liguei para a médica que pelos sintomas diagnosticou por telefone que eu estava entrando em trabalho de parto prematuro e deveria me dirigir imediatamente ao hospital.
Tentei manter a calma, mas foi impossível. Pensava: "Com apenas 31 semanas de gestação, ela não está totalmente formada... Não pode nascer agora. Ainda não tem quarto, não arrumei as roupinhas, as lembrancinhas...".
Cheguei direto na maternidade, a médica me esperava. Fez os exames e disse que realmente estava em trabalho de parto prematuro. Reforçou a medicação para inibir as contrações, fez uma série de exames e fiquei internada em repouso no local.
Graças a Deus e com a ajuda de Nossa Senhora Medianeira foi apenas um grande susto. Não posso me mexer muito, tenho de tomar mais líquido e fazer repouso quase total. Ou seja, vou ficar pelo menos 15 dias sem fazer nada, só da cama para o sofá e vice-versa.
A médica não soube dizer o que pode ter provocado as contrações tão fortes. A pequena é muito agitada e a mãe também. Além disso, ela afirmou que no verão muitos bebês chegam antes do previsto. Além de seguir rigorasamente as orientações médicas, vou agilizar os últimos preparativos para receber a pequena, como por exemplo, organizar a mala dela e aquele artesanato que se coloca na porta com o nome do bebê. Se ela tivesse nascido, teria de pendurar na porta do quarto, o nome "Antonela" escrito numa folha de ofício.
A partir de agora, cada semana passa a ser lucro para nós duas.

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