Não importa a religião ou crença, mas acredito que os pais têm a missão de inserir os filhos na espiritualidade. O pão de cada dia dos nossos filhos não pode ser só o alimento para o corpo. Quando eles tiverem o discernimento necessário para decidir, aí, sim, a escolha pode - e deve - ser deles. Mas, até então, acredito ser dos pais a tarefa de levar aos filhos também esses valores morais e de fé.
Fiz isso pela primeira vez na sexta-feira passada. E não me arrependi. Ele se comportou bem, e até arriscou um resumo do que foi tratado.
- O tio falou da família, né, mãe? Dos pais, dos filhos e do amor... - disse o pequeno.
Como não acredito no acaso, o tema do encontro era justamente a importância da família, a necessidade de aprender com as diferenças e a missão que os pais têm em educar os filhos - principalmente os mais problemáticos e que demandam dedicação maior - com paciência, compreensão, tolerância, bondade e amor, acima de todas as coisas.
Tinha uma preocupação inicial que a paciência do guri não duraria os 40 minutos da palestra, mas, mais uma vez, tive a certeza de que a hora é essa. Achar que os pequenos não entendem as mensagens é simplificar demais o processo e não acreditar nas imensas potencialidades que eles carregam em si.
Na noite daquele dia, quando, juntos, fizemos a nossa prece, as palavras do Bruno - que faz questão de dar início à oração - adquiriram um significado ainda mais especial.
- Obrigada, amigo Jesus, por mais esse dia de luz...








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