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Posts de janeiro 2010

Viroses de verão

31 de janeiro de 2010 0

A leitora Leticia Echevarria escreveu para o blog fazendo algumas perguntas sobre as viroses. Encontrei essa reportagem publicada recentemente no jornal Pioneiro, de Caxias do Sul, pertencente ao Grupo RBS, que pode ajudar pais e mães preocupados com essa "praga".

Os meses de janeiro e fevereiro são de férias para grande parte das pessoas. Mas os planos de diversão e descanso podem ser interrompidos por sintomas como diarreia, vômito, dor de cabeça e mal-estar. As viroses gastrointestinais, ou enteroviroses, são comuns no verão, devido aos hábitos alimentares desta época do ano. Segundo a infectologista Lessandra Michelim, a maioria das pessoas descuida de regras higiene, como lavar os alimentos e as mãos antes das refeições, e beber apenas água filtrada ou fervida. Isso acaba provocando a doença, já que a forma de transmissão da virose é fecal-oral.
_ Como a época é de frutas, é comum as pessoas irem ao mercado e comerem um grão de uva, por exemplo. Mas como ela não está lavada, pode estar contaminada _ diz.
A médica explica que a virose pode ser causada tanto por vírus quanto por bactérias. Entretanto, o mais comum é o rotavírus. Conforme Lessandra, a pessoa infectada pode
apresentar os sintomas durante cinco a sete dias. O mais característico, segundo ela, é a diarreia volumosa.
Ou seja, o paciente vai ao banheiro várias vezes ao dia. Ela acrescenta que, em alguns casos, pode haver também coriza e tosse. Como não há tratamento para a doença, Lessandra recomenda que se ingira muito líquido, para não ocorrer desidratação. Além disso, ela diz que a pessoa deve se alimentar normalmente:
_ Não precisa passar somente a chá e bolacha. Pode comer, sim, desde que sejam alimentos mais leves, como verduras, legumes e gelatina.
Conforme a especialista, a virose pode atingir qualquer faixa etária. Mas os cuidados devem ser maiores com idosos e bebês, pois eles são mais propensos à desidratação. Os pacientes com HIV e câncer também precisam de cuidados redobrados, já que podem ter complicações maiores em função da baixa imunidade.

De pai para filho

30 de janeiro de 2010 0

Esta é uma declaração de amor do pai Lauro Alves, fotógrafo do Diário de Santa Maria, para o filho, Hanuman
157.788.000.000 milissegundos de existência
Temos o costume indígena de escrever a história materializando as lembranças com estátuas e datas comemorativas, quando deixam marcas profundas em nossa vida.
Por exemplo, algo muito importante aconteceu na minha, há:
157.788.000.000 milissegundos ou
157.788.000 segundos ou
2.629.800 minutos ou
43.830 horas ou
1.826,25 dias ou
260,89 semanas ou
60 meses ou
há exatos 5 anos
Nascia Hanuman Gabert Alves, meu filho
Feliz Aniversário, Hanuman!

Lauro Alves

Modelo gestante

30 de janeiro de 2010 6

No fim de dezembro, fiz uma tradicional sessão de fotos grávida junto com o pai da Antonela. Recebi o material na semana passada e, como havia prometido no saudoso blog "Em Nome do Filho", publico parte do ensaio.
Apesar da resitência, concordei em fazer a sessão e, no fim das contas, adorei o resultado e me diverti brincando de "modelete" por uma tarde.
Acho que a pequena vai gostar de se ver assim numa barriga produzida. As fotos foram feitas pelo reconhecido estúdio santa-mariense Foto Eleonora (elas são ótimas, pedi para não fazer retoques, hehehe).

Pais perfeitos...

29 de janeiro de 2010 2

- Antonela você vai adorar conhecer os seus pais. A mamãe e o papai são muito legais.
A frase foi pinçada de uma conversa do pai da pequena com a barriga após o almoço. Não me contive e comentei "que modéstia, hein?"
Depois que passou um tempo, já sozinha de volta ao repouso compulsório, pensava: será que serei uma boa mãe? Será que serei a melhor mãe do mundo (como a minha
geralmente é)?
A melhor... Definitivamente, não quero ser a melhor. Tudo o que é muito perfeito tende a chatice ou ao enfado. Na verdade... Lá no fundo, sei que sou cheia de "defeitos" e espero que o resultado final desse somatório de incertezas seja uma mãe "normal".
Espero acertar mais do que errar.
Espero ter saúde mental para aguentar os desafios da maternidade.
Espero saber ensinar a pequena a ter bom caráter, ser honesta e menos egoísta.
Espero, ou melhor, tenho certeza de que o pai dividirá todas as responsabilidades na educação e formação da pequena.
Espero criar uma criança num mundo real, cheio de limitações, frustrações e alegrias.
Espero não esperar muito da pequena.
Espero poder colaborar para que, no fim das contas, a Antonela seja mais feliz do que triste.

A virose transforma

29 de janeiro de 2010 1

A virose transforma um filho literalmente. E se ele for mirradinho como o meu, então, é de dar dó... As orelhas do pequeno, que nem eram tão pequenas assim, ficaram gigantes. Os olhos afundaram na face, o pescoço afinou, e a percepção é de que o mesmo aconteceu com a voz. Os bracinhos murcharam, e a mãozinha que acaricia a mãe à noite perdeu a força...
Um ou dois quilos do Bruno se foram. Eu não quero nem pesá-lo para não ficar ainda mais preocupada. O guri já não é de comer muito, e, agora, então, virou uma dificuldade fazê-lo engolir uma colher de qualquer coisa que seja. No terceiro dia após a manifestação dos sintomas mais violentos, a diarreia ainda não se foi. Aparece de três em três horas, anunciada pela reclamação "dói a barriga, mãe". Tudo normal dentro do ciclo viral, segundo o médico. Mas para os pais, a resposta não consola, e o tempo parece passar muito devagar.
Mas a virose, essa desnaturada que não deve ter mãe, não consome apenas peso dos pequenos. Ela rouba, sem piedade, suas personalidades. Estou ouvindo frases nunca antes ditas:
- Mãe, vai ser como tu preferir - responde o Bruno, numa visível economia de palavras, depois de perguntado se gostaria de ficar um pouco mais no banho ou se gostaria de brincar com o "contador" (seu computador de atividades e jogos).
Não vejo a hora dessa maldita dar o adeus definitivo, de preferência levando embora todos os estragos que deixou. Que se concretize o quanto antes o desejo do Bruno:
- Mãe, queria tanto voltar ao normal.

Grávida na Alemanha

28 de janeiro de 2010 0

A mamãe Aline com o primeiro filho, Lorenzo, e o barrigão, durante férias em Porto Alegre

A leitora do blog, Aline, nos mandou um e-mail contando a sua experiência com as contrações, que acontecem desde a 29º semana de gestação do seu segundo filho. Confira:

"Oi, Ticiana, espero que esteja tudo bem com vocês! Também estou grávida, entrei ontem na 32ª semana. Tenho sentindo contrações diárias à noite desde a 29ª semana, mas, segundo a minha médica, isso é normal. Diferente da Antonela, meu filho já está totalmente "encaixado" e menos de 6 centímetros separam ele do mundo aqui fora.
Minha médica não me deu remédio algum e apenas me mandou fazer repouso "leve". Não fui nenhuma vez ao hospital por causa das contrações, e só descobri que o bebê já estava querendo sair pois logo depois das primeiras contrações tinha consulta marcada e, sem querer, contei para a minha médica e e entao descobrimos isso.
Na verdade, eu sinto um desconforto grande, pois posso senti-lo bem encaixadinho. A sensação que tenho é de que ele vai sair perna abaixo....
Moro na Alemanha e percebo que os médicos aqui arriscam, digamos assim, bem mais que no Brasil. Mesmo sentindo contracões diárias e com meu bebê já encaixado no colo do útero, não me deram remédio algum. Até um pouquinho de sangue já saiu...
Aqui, eles me explicaram que essas contrações são normais e desejáveis, pois só assim a barriga vai descendo, e o bebê se encaixando. Eu procurei mais informações e vi que realmente elas começam a acontecer depois do 7º mês.
Essa é a minha segunda gravidez e, como meu marido fez um diário da gravidez do meu primeiro filho, procurando nas anotações, pude ver que eu comecei a sentir contrações também na 29ª semana. A diferença é que eu não as sentia diariamente, apenas de vez em quando."

Antonela não está sofrendo

28 de janeiro de 2010 2

Filhos... Em função deles, eu e minha parceira de blog, Fabiana, viramos frequentadoras assíduas de hospitais nos últimos dias. Chega a me dar arrepios só de pensar em voltar para aqueles aposentos nada acolhedores. A única ressalva que faço é em relação ao atendimento do povo da saúde que normalmente é muito gentil.
Buenas, após esse aparte, vamos falar de coisas boas... No fim da tarde da última terça-feira, depois de um pequeno atraso de uma hora, fiz um exame que me deixou extremamente tranquila quanto ao bem-estar da Antonela.
Com a modernidade, o pré-natal é preenchido principalmente por uma infinidade de exames que revelam tantas informações que chegamos a ficar estonteadas e é praticamente impossível assimilar tanta novidade.
Por outro lado, essa tecnologia impressionante é capaz de mostrar detalhes do desenvolvimento de uma gravidez que, até bem pouco tempo, eram desconhecidos e motivos de apreensão contínua para as mamães.
Fiz o tal de “Map”. No exame, a gestante fica deitada entre 30 e 40 minutos para monitorar o comportamento do coração do bebê durante as contrações. A intenção é verificar se há algum tipo de sofrimento fetal.
Linguagem técnica à parte, o exame demonstrou que tudo vai bem e a pequena aguentaria (sem sofrimento) pelo menos mais uma semana dentro da barriga da mamãe.
A notícia trouxe um “UFA!” para a família composta pela mamãe “apavorada”, o papai “estressado” e filha “apressada”.

As primeiras roupinhas

27 de janeiro de 2010 2

Atendendo ao pedido da leitora Jaqueline no comentário do post "a sacola da Antonela", a foto acima foi tirada para mostrar algumas roupinhas que vão para a maternidade junto com mãe e filha.
Para não pecar pelo esquecimento, optei pelo exagero. Destaco alguns conjuntinhos, o de bolinhas azul e branco é o meu preferido.

Primeira noite num hospital

27 de janeiro de 2010 2

"É uma virose violenta", explicava o médico aos pais depois de receber os resultados dos exames do Bruno e do Matheus, vizinho de leito no PA pediátrico. Os pequenos passaram a noite de segunda-feira e parte da manhã de terça no hospital, depois de sofrerem muito com os sintomas de um bichinho maldito que está atormentando muitos pequenos (e grandes também) santa-marienses. Os vômitos e a diarreia muito fortes, constatados na madrugada de segunda-feira, provocaram desidratação nos dois guris e muita preocupação nos pais. A medicação era expelida na mesma hora, e o abatimento promoveu uma corrida ao médico.
A noite foi muito longa e sem um minuto de sono. O Bruno fez um carnaval na hora de colocar o soro, reclamou da ardência da medicação e queria porque queria ir para a casa. Era a nossa primeira noite internados em um hospital. O pai, coitado, foi atingido pelo mesmo vírus feroz e passou muito mal. Consultou no PA adulto do mesmo hospital e, do lado dele, mais quatro pacientes com exatamente os mesmos sintomas. Não há rua ou empresa ou família em Santa Maria que não tenha algum paciente em casa com a maldita virose ou que não conheça alguém atingido por ela.
Depois das 12 horas de internação, o Bruno não vomitava mais, mas a diarreia persitiu. Era entrar em cima e sair embaixo. O doutor Gói, pediatra muito conhecido e respeitado em Santa Maria, explicou que era assim mesmo, para alívio dos pais. A virose não vai embora de uma hora para a outra, ela maltrata mesmo, até completar o seu ciclo. Só haverá necessidade de voltar ao PA se o vômito voltar. Acho que o pior já passou...

Vacina contra a gripe A

26 de janeiro de 2010 0

Grávidas e crianças de seis meses a 2 anos devem receber a vacina contra a gripe A (gripe suína) de 22 de março a 2 de abril. E atenção, papais e mamães: as crianças desta faixa etária devem receber meia dose da vacina e, depois de 21 dias, poderão tomar a outra meia dose.
O cronograma de vacinação no país foi divulgado nesta terça pelo Ministério da Saúde.
A primeira fase da vacinação, de 8 a 19 de março, imunizará os trabalhadores da rede de atenção à saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia e a população indígena.
A segunda etapa, entre 22 de março e 2 de abril, abrangerá, além das grávidas e crianças de seis meses a 2 anos, pessoas com problemas crônicos (exceto idosos).
Adultos de 20 a 29 anos são o público-alvo da terceira fase, que vai de 5 a 23 de abril.
A quarta e última etapa, de 24 de abril a 7 de maio, coincide com a campanha anual de vacinação contra a gripe comum. Nesse período, os idosos serão imunizados para a influenza sazonal, como todos os anos. A estratégia foi elaborada de forma que a população dessa faixa etária se dirija aos locais de vacinação apenas uma vez.

A Antonela vem aí

26 de janeiro de 2010 5

 

Foto: Charles Guerra / Montagem: Lidiane Marques

Nessa terça-feira, completamos 34 semanas de gestação. Como dá para notar pelas fotos, a barriga está gigante. Assim como a preocupação com a pequena que deve vir antes do tempo.
Apesar de toda a medicação, as contrações não param e, a partir de agora, cada 24 horas completadas é motivo de comemoração. Depois de muitos sustos, duas internações no hospital e inúmeras noites de agito e preocupação, a médica obstetra Vania de Freitas projetou uma redução significativa na data prevista para o parto.
Inicialmente a cesariana estava marcada para o fim de fevereiro (26), depois passou para o dia 16. Agora, a nova projeção é de que ocorra na próxima semana.
No último ultrassom, feito na sexta-feira passada, a pequena estava com quase 2,4 quilos, apareceu um bochechão e dobrinhas de gordura nas costas. O peso está muito bom, a maior preocupação é com o pulmão e o fígado, que precisam de mais um pouquinho de tempo de amadurecimento.
Nesta terça, vamos fazer um exame de monitoramento dos batimentos cardíacos por precaução, para ter certeza de que não há sofrimento fetal, em razão das constantes contrações.
Agora é controlar os "nervos" e intensificar o repouso.
Ironias do destino:
1) Estava bem feliz projetando que voltaria ao trabalho nesta terça-feira, e o tempo passaria mais rápido até a data do parto
2) Os avós da pequena estão viajando, mas devem chegar a tempo do parto. Os pais da mãe voltam na quarta e os do pai, no sábado
3) A Antonela bem que poderia ter puxado a personalidade do pai _ um cara centrado e tranquilo _ não é que a pequena puxou ao agito da mãe
4) Para quem se liga no zodíaco. Ao invés de peixes, ela será aquariana (como a mãe)
5) Ela nem saiu da barriga e já está nos devendo umas três ou quatro surras (hehehe, brincadeirinha)

Meus dois homens doentes

25 de janeiro de 2010 0

- Mãe, eu queria tanto voltar ao normal...

A declaração seguida de choro é do Bruno, na madrugada desta segunda-feira, depois de muito vômito seguido de diarreia. 

A gente devia lidar melhor com essas malditas viroses depois de enfrentarmos tantas delas, principalmente dos nossos pequenos. Mas, não adianta... Toda vez é uma baita preocupação, noites sem dormir e uma vontade imensa de que tudo aquilo estivessse acontecendo com a gente, mas não com nossos filhos...

Dá dó de ver o menino caidinho no sofá, sem força nem para falar... E chorando a cada cólica...

Mas, como muitos dizem, faz parte...

Para "ajudar", o pai do guri, que curte hoje seu último dia de férias nesta segunda-feira, não foi economizado pelo mesmo vírus...

Eu trabalhando, e meus dois homens doentes em casa...

Vamos ver no que dá... Calma e serenidade nessa hora

Grávida aos 40

25 de janeiro de 2010 2

No ano passado, ela percebeu que uma barriguinha insistia em se alojar apesar da rotina de muita malhação. A menstruação começou a falhar, e a quarentona procurou o ginecologista pensando estar com algum tipo de inflamação. Na realidade. "a inflamação" tinha outro nome: com o tempo, passou a se chamar Gabriel. Esse é o nome do primeiro filho de Lucene Mattos Canteli, 40 anos. A executiva de contas da rádio Atlântida FM de Santa Maria lembra que foi um susto e uma alegria imensa quando descobriu que estava grávida do primeiro filho. - Nem pensava em ser mãe, já tinha desistido da ideia. Logo após a confirmação, o médico alertou sobre os riscos de uma gestação tardia. Os óvulos têm período de validade e, depois dos 35 anos, esse prazo vai se aproximando do fim. Aumenta a chance da gestante desenvolver doenças como hipertensão e diabetes, pré-eclampsia, parto prematuro e malformação do bebê (principalmente Síndrome de Down). Entre as vantagens das mamães mais velhas é que elas, normalmente, são mais cuidadosas durante o período gestacional, tem mais maturidade emocional e estabilidade financeira. A chegada de Gabriel marca o fim de um ano assinalado por uma imensa reviravolta na vida da mãe. Durante esse período, ela ficou apaixonada, foi morar junto, engravidou, casou. Aquela famosa frase: "a vida começa aos quarenta" se encaixaria como uma luva na história de Lu. Lu que está com quase 39 semanas de gravidez teve uma gestação cheia de cuidados e tranquila até agora. Gabriel está cheio de saúde e deve chegar ao mundo até o fim desta semana. Como diz o ditado: "que ela tenha uma boa hora".

Mais um susto

24 de janeiro de 2010 1

A promessa seria escrever no blog sobre os itens que fariam parte da mala que a mamãe levaria para a maternidade, mas não deu tempo... Na madrugada de sexta-feira, outra vez, a Antonela deu o ar da graça... A medicação usada para evitar novas contrações não deu certo e fomos mais uma vez parar no hospital. Detalhe: a mãe sem mala pronta, mas a da pequena estava guardada no porta-malas do carro.
A intenção era fazer a consulta com a pobre obstetra que também foi correndo ao hospital às quatro da manhã e depois voltar para casa. Mas foi aquela coisa toda. Internamos para tomar remédios para parar as contrações, para amadurecer o pulmão da pequena e fazer uma série de exames... Afinal com pouco mais de 33 semanas de gestação ainda não está na hora de nascer.
Lembram-se da história da fruta verde... Ela ainda esta precisa amadurecer para a sua chegada ser marcada pela tranquilidade (até as 36 semanas os bebês são considerados prematuros).
Apesar da insistência da Antonela em querer aparecer antes do tempo conseguimos mais uma vez adiar o parto.
A médica comentou que a minha sorte até agora é que não sou do tipo "parideira" (hehehe). Mesmo com as contrações, não há rompimento de bolsa, perda de sangue e a pequena se mantém numa altura adequada as semanas de gestação.
Por outro lado, essas contrações podem provocar sofrimento fetal, principalmente diminuindo os batimentos cardíacos da pequena (quem fica de coração na mão são os pais).
Os exames apontaram que a Antonela estava ótima e agitada como sempre. Apesar de algumas pequenas complicações como o aumento da anemia da mãe, o quadro geral é muito bom e vamos tentar levar a gravidez até as 37 semanas.
No sábado à tarde voltamos para casa com muitas recomendações e novas medicações.
De tudo isso, cheguei a conclusão que não é nada fácil ser pai participativo e muito menos obstetra de mãe e bebê agitados. O pobre pai da Antonela praticamente não dormiu as duas noites, providenciando tudo e atendendo a mãe no hospital. Aqui cabe também um adendo especial também a médica que nos cuida com esmero e disponibilidade impressionantes.

Virtudes no prato

24 de janeiro de 2010 3

Fotografia: Jefferson Botega

Algumas virtudes que podem ser estimuladas e desenvolvidas durante a refeição de nossos filhos, segundo o escritor e médico de família Américo Canhoto, no livro Quem Ama, Cuida.
Paciência - Aguardar nossa vez com calma, mastigar corretamente o alimento (criança deve mastigar, no mínimo, de 25 a 30 vezes antes de engolir o alimento, diz o autor)
Respeito - Consumir apenas o necessário, respeitar o organismo. Esperar que os outros sirvam-se primeiro
Humildade, gratidão, consideração - Agradecer a Deus pela refeição. Elogiar o esmero com que o alimento foi preparado e agradecer, se for o caso, a quem nos convidou para a refeição
Solicitude, humildade - Servir os outros, facilitar para que as pessoas sentem-se à mesa ou levantem-se
Humildade, calma e paciência - Procurar ser sempre o último a sentar-se à mesa e servir-se dos alimentos
Caridade, respeito, sobriedade - Evitar julgar aquele que cometeu algum deslize na mesa, não tecer críticas ao que foi servido
Sobriedade - Não encher o prato, levar o alimento à boca em pequenos bocados, evitar ruídos ao beber e não bater com os talheres no prato
Parcimônia - Comer o suficiente; servir-se sempre pensando primeiro nos outros
Frugalidade - Comer apenas o indispensável. Economizar nos temperos
Perseverança - Evitar alimentos que levem ao vício e à compulsão; alimentar-se conforme as necessidades
Firmeza de caráter - Recusar os alimentos indesejáveis ao seu organismo com delicadeza e sem maiores comentários
Modéstia, simplicidade - À mesa, evitar gestos teatrais ou etiquetas descabidas. Quando aprendemos a sentir o gosto e o odor de cada ingrediente não inventamos misturas que não combinam

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