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Posts do dia 19 fevereiro 2010

Banquete para Antonela

19 de fevereiro de 2010 1

Nesta sexta-feira, temos médico. É a terceira consulta da pequena. As duas primeiras foram complicadas para os meus pais que têm pouca experiência na função. A Antonela perdeu no total 500 gramas, ou seja, 20% do peso que ela nasceu. Obviamente, essa perda é reflexo da própria prematuridade da pequena e dos problemas da amamentação.
Mas há uma semana estamos, como se diz na linguagem popular, "socando bóia" na pequena. A cada três horas, ela é acordada com um banquete _ 15 minutos em cada seio (com o auxílio do bico de silicone) e mais o complemento com o próprio leite materno esgotado e colocado no "Mama Tutti" (uma espécie de mamadeira que se coloca no meio dos seios com uma sonda que é colocada junto ao bico para ser sugada). O complemento é fornecido conforme a vontade da freguesa (tem vezes que a pequena suga até 85 ml por mamada).
Ela tem comido tanto que nem acorda para pedir uma nova rodada de "bóia" e precisa ser acordada a cada três horas nas mamadas do dia.
Se o tal instinto materno não falha, acredito que ela parou de emagrecer e deve ter engordado pelo menos uns 300 gramas... Vamos ver...
A propósito, como boa parte das mães de primeira viagem, anoto tudo num caderninho (acho que a gente faz isso porque o cansaço é tanto que não lembraríamos da quantidade sem consultar as anotações). Estou usando o espaço também para apontar as dúvidas e, depois, pergunto para a médica na hora da consulta. Anoto as respostas para não esquecer. Entre os questionamentos da consulta passada, estava desde quando contar o início de cada mamada (do início real ou do fim, já que todo o processo leva mais de uma hora) até futilidades do tipo: quando está liberado o uso de perfume. Na última consulta, a pediatra brincou comigo: "você está me entrevistando?".

Habilidade de mãe

19 de fevereiro de 2010 7

Com tantas tarefas diárias - mãe, dona-de-casa, jornalista, esposa -, confesso que, muitas vezes, parece que faltam neurônios para algumas atividades. Mas, não. O que acontece, depois da maternidade, é justamente o contrário, segundo uma pesquisa da Universidade Tufts, dos Estados Unidos. O estudo, divulgado recentemente pelo site da Revista Crescer, indicou que a maternidade estimula a criação de novos neurônios em fêmeas de ratos e ovelhas. Os especialistas dizem que o mesmo podem ocorrer em humanos.
Essa ajudinha para o cérebro dar conta de tanta coisa não é a única habilidade que se ganha com a maternidade, segundo o que descreve o site (confira abaixo)

Percepção: amplia-se o poder sensorial, especialmente a audição e a visão
(vai ver que é porque a gente fica quase neurótica ouvindo a respiração dos pequenos quando recém-nascidos e buscando mantê-los sempre dentro do nosso campo visual, principalmente se o filho é travesso)

Eficiência: o desafio de aliar maternidade à vida profissional expande os recursos mentais
(assino embaixo. Minhas principais alegrias e conquistas profissionais vieram depois da maternidade)

Resiliência: as mães lidam melhor com o estresse e uma das razões pode estar na ocitocina, hormônio que estimula as contrações e a produção do leite, e também funciona como antiestresse

(que a gente fica mais paciente com tudo, isso não há como negar. Passamos a dar uma dimensão menor aos problemas do dia-a-dia porque o que mais importa é a saúde e o bem-estar dos nossos pequenos)

Motivação: ficam mais disciplinadas, destemidas e ambiciosas, no bom sentido
(mulher-maravilha fica no chinelo diante de uma mãe...)

Inteligência emocional: aumenta a habilidade de entender as próprias emoções e sentimentos, assim como as dos outros
(com o turbilhão de sentimentos que chegam com a maternidade, temos mesmo é que ser mais hábeis para lidar com eles. É isso ou enlouquecer...)

Agora, a minha lista de habilidades, que não tem qualquer comprovação científica (ao menos que eu saiba):

Altruísmo: passamos a nos preocupar mais com os outros, e ficamos menos egoístas

Humildade: reconhecemos que muitas coisas não podemos mais controlar e que perdemos tempo achando que podemos ter controle sobre a vida de outras pessoas

Religiosidade: você fica mais perto do Grande Mestre, porque precisa de sua proteção mais do que nunca. Muitas que não tinham religião ou crença, passaram a buscar uma diante da primeira dificuldade

Paciência e tolerância: problemas que nos deixavam quase em depressão são tirados de letra. Tudo assume uma dimensão diferente

Aprendizado: adquirimos com nossos pequenos uma carga tremenda de aprendizado. Arrisco até a dizer que aprendemos muito mais do que ensinamos. E eles vêm nos ensinar justamente o que mais precisamos para nosso desenvolvimento

Solidariedade: tentamos ajudar outras mães com nossas experiências, para que elas não tenham de passar pelo que passamos ou que consigam driblar o problema com coragem

Faltou algo?
O que você adquiriu com a maternidade?

Em que você mudou depois de virar mãe?

Você já se fez essa pergunta? Se não, está aí a oportunidade.

Pela riqueza dos comentários que aparecem aqui no blog, temos grandes colaborações aí do outro lado. Conte-nos a sua.

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