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Posts de fevereiro 2010

"Brincar é trabalho de criança"

27 de fevereiro de 2010 0

Brinquedos: é só apertar o botão é um dos capítulos do livro Sob Pressão – Criança Nenhuma Merece Superpais, de Carl Honoré. Selecionei alguns trechos interessantes para compartilhar com vocês.

A maior diversão, junto com as brincadeiras mais enriquecedoras, acontece mesmo com os brinquedos mais simples, aqueles que deixam mais lugar para a imaginação da criança.

Depois de uma experiência da IPA realizada em Buenos Aires, os pais se reuniram para discutir as descobertas. Alguns ficaram surpresos com o fato de os brinquedos de alta tecnologia terem obtido tão pouca atenção. “Isso faz você se perguntar se essa coisa eletrônica não está mais dirigida aos pais do que às crianças”, disse uma mãe. “Talvez estejamos comprando esses brinquedos para exibirmo-nos ou para nos sentirmos pais melhores.”

Outras dessas fábricas de brinquedo mostram-se mais cautelosas e preocupadas, pois não existem evidências sólidas de que os brinquedos educativos proporcionem uma melhora na cognição. A Dra. Kathleen Alfano, diretora de pesquisa infantil da companhia Fisher-Price, admite claramente: Não há provas de que esse tipo de brinquedo ajude as crianças a ficar mais inteligentes.”

O Dr. Michael Brody, que leciona Crianças e a Mídia na Universidade de Maryland e preside o comitê de Televisão e Mídia da Academia Americana de Psiquiatria da Criança e do Adolescente, é um dos muitos que pensam que os brinquedos modernos muitas vezes são estruturados demais. “Brincar é o trabalho das crianças, e por isso os brinquedos básicos – blocos, bonecos, brinquedos de empurrar, argila, lápis de cor e papel – são as melhores”, afirma ele. “(Muitos brinquedos modernos) impõem às crianças as histórias de outra pessoa, e assim elas não desenvolvem sua própria imaginação.”

Como pais, pensamos que o mais recente e mais caro dos brinquedos, especialmente se afirma ser educativo, seria a melhor coisa para nosso filho, mas nem sempre isto é verdade. As crianças precisam de brinquedos que lhes permitam ser crianças.”

Parece até montagem...

26 de fevereiro de 2010 0

Depois de se encantar imediatamente com a imagem, quem vê a primeira foto, acima, logo pensa: só pode ser montagem… Mas não é. As três fotos são parte da coleção de Tracy Raver e Kelley Ryden, que vão lançar, em breve, um livro chamado Sleeping Beauties: Newborns in Dreamland (“Belezas Adormecidas: Recém-Nascidos na Terra dos Sonhos”, em tradução livre)
As estrelas do trabalho têm de 5 a 10 dias de vida. Uma fisioterapeuta, que é irmã das fotógrafas, ajudou nas poses para lá de flexíveis. A maioria das fotos foi feita com os pecorruchos dormindo, com a barriga cheia (de leite, é claro) e em posições encolhidas, bem à vontade, como estavam na barriga das mães.
A publicação deve ser lançada em abril, mas vale a pena dar uma conferida no www.kelleyryden.com/babyblog. Uma foto mais encantadora do que a outra. Mas não é para qualquer bolso, não. Pais que estão levando os recém-nascidos ao estúdio das fotógrafas – que fica em Nebraska (EUA) – estariam desembolsando cerca de R$ 3 mil pela sessão. 

Fotos das fotógrafas Tracy Raver e Kelley Ryden (© Ryden-Raver LLC), que lançarão o livro “Sleeping Beauties: Newborns in Dreamland”

Fonte: BBC Brasil

Nana, nenê...

25 de fevereiro de 2010 2

Passado o susto da perda de peso da pequena e as adaptações à amamentação, vamos tentar colocar em prática o método “Nana, nenê” para regularizar o sono da pequena.

Nas últimas noites, ela tem chorado bastante e acordado em intervalos menores de tempo.
Todas as dicas do blog têm sido valiosas e, em relação ao sono, vão ao encontro do que a gente pensa. Por isso, preferimos seguir o método que tem o mesmo nome do livro Nana, Nenê. O título vem sendo considerado uma espécie de bíblia do sono para os pais de primeira viagem. Já vendeu mais de um milhão de exemplares e relata um sistema relativamente simples para “ensinar a criança a dormir sozinha”.
Segundo um dos autores, o diretor da Unidade de Alterações do Sono do Institut Dexeus de Barcelona, Eduard Estivill, o método teve uma eficácia de 96% nos casos aplicados (a primeira edição do livro é de 1996).
A educação para o sono pode ser aplicada em crianças de zero a 5 anos.
Se quiserem tranquilidade desde os primeiros dias de vida, os pais devem estabelecer imediatamente uma rotina para a criança e ensiná-la a dormir sozinha.
No caso do recém-nascido, os ciclos se repetem entre três e quatro horas _ geralmente, a criança acorda, é limpa, alimentada, dorme e, assim, sucessivamente. A partir do terceiro ou quarto mês de vida, esse ritmo biológico começa a mudar. Ao invés das três ou quatro horas, o bebê começa a ter um ciclo maior chegando gradativamente até a 12 horas seguidas de sono.
De acordo com o método, para que esse ritmo funcione corretamente, é preciso de estímulos externos. O bebê deve ter estímulos para perceber quando é dia e noite, pela distinção entre luz e escuridão ou entre ruído e silêncio _ ou seja, em casa durante o dia, a criança não deve ser poupada de luz e ruídos, e a noite, obviamente, deve ficar num local mais escuro e silencioso para dormir.
Também deve ter horários de refeições e hábitos de sono.
Com horários fixos de alimentação, a criança vai associar que, depois de mamar, é hora de dormir (no início, são seis mamadas por dia, depois, diminui para cinco, quatro. A mamada noturna é a de maior peso, e por isso, o bebê dorme mais horas seguidas).
Já em relação ao hábito do sono, o método recomenda escolher elementos externos para ensinar a criança a dormir sozinha. Esses elementos podem ser, por exemplo: berço, urso, bico. Logo após mamar, o bebê ainda acordado pode ser colocado no berço junto com o urso e o bico. Ele adormece naquele ambiente e, quando acorda, não vai estranhar porque continuará vendo o berço, urso e bico. Além da sensação de segurança, vai relacionar esses elementos externos (berço, urso e bico) com a hora de dormir.
Por isso, nesse aprendizado é importante evitar que o bebê adormeça durante a mamada no colo da mãe, sendo embalado etc… Se dormir num desses ambientes (no colo da mãe) e acordar em outro (no berço), vai estranhar e não vai se adaptar.
O mesmo método pode ser aplicado a qualquer momento para crianças com até 5 anos. Basta começa a seguir essas regras. No início, o filho que tem um sono problemático pode estranhar e chorar. Não é recomendado tirá-lo imediatamente do berço. O pai deixa o filho chorar por um e a cinco minutos (estabelece um regramento próprio). Depois desse tempo, entra no quarto e conversa (explica que é para ela dormir e tal) e sai do ambiente e, assim, faz sucessivamente.
É preciso disciplina e perseverança também por parte dos pais.

Tudo passa, tudo passará...

25 de fevereiro de 2010 2

Impossível não reviver os primeiros dias dos nossos filhos lendo as experiências da Tici com a Antonela. Premiadas são as mães que não viraram “olheiras ambulantes” logo depois do nascimento do rebento. Eu até escrevi pra a Tici dizendo que ela estava indo muito bem, já que tinha conseguido dormir quase 4 horas seguidas numa noite. Consegui fazer isso quando o Bruno já tinha 5 meses, e claro, não eram todas as noites que dava para dormir “tudo isso”. E também não tinha essa de o pai ficar com ele, enquanto eu dormia… Eu não conseguia pregar o olho enquanto o guri não dormisse (e não acho que isso seja uma qualidade de mãe coruja, não…)

De duas em duas horas, o guri esfomeado acordava para mamar. De noite e de dia, sem falhar. E, disso, eu nem reclamava… O pior mesmo foram as cólicas, que chegaram na segunda semana de vida e só terminaram duas semanas antes do pequeno completar 4 meses. Choro e mais choro, sem interrupção, exatamente das 22h às 4h. Por que será que a cólica tem hora marcada, hein? Então, o fato de mamar e acordar de duas em duas horas era só um detalhe, que nem me incomodava muito… Esgotada mesmo eu ficava porque não conseguia fazer absolutamente nada  que fosse capaz de cessar a dor e o choro do Bruno…

Gente, é incrível o tamanho das olheiras registradas nas fotos que eu tenho junto com o Bruno nesse primeiros meses. Até pensei em mostrar uma delas aqui, mas sinceramente, me falta coragem… E a cara de esgotamento – olha, aí, pais, não esqueço de vocês – é evidente também nas fotos do pequeno com o pai. Gente do céu, é o retrato puro do cansaço!!!!

Mas tudo passa, tudo passará, como diz a música. Chegará a hora de começar a voltar a dormir… Eu que sempre adorei um travesseiro, aproveito para recuperar o tempo perdido. E ainda bem que o Bruno puxou a mãe, e adora uma soneca. O menino que não dormia duas horas seguidas nos primeiros dias, agora, dorme até 12 de uma vez só, sem acordar. Cada fase vai passando, e outras preocupações e problemas vão surgindo…

As gurias aqui da Redação do Diário de Santa Maria, que ainda não têm filhos, andam apavoradas com o relato da Tici e das mães, aqui, no blog. Eu vivo dizendo aqui, pra não desencorajar as moças, que absolutamente tudo valeu a pena. E que não há nada nesse mundo melhor do que eu tenha feito do que um filho… Me ajudem aí, pães e mães!!! É ou não é???

Acima, uma foto do “meu gordo” quando tinha 5 meses e pouco, num raro momento de sono tranquilo…

"Aproveita para dormir"

24 de fevereiro de 2010 11

Quando estava grávida, sempre escutava essa frase repetitiva e “chatinha”. Apesar do sono constante durante a gestação, não seguia muito esse conselho. Durante toda a vida, sempre estudei e trabalhei desde as primeiras horas da manhã, e nunca fui de dormir muito…
Hoje, na nova função de mãe em tempo integral, a situação é diferente.
– Que saudade de dormir umas sete, oito horas seguidas…
Não durmo mais, apago.
Na noite passada, o pai da pequena ainda falou:
– Estou tão cansado! Se ela reclamar durante a noite, me cutuca que eu atendo.
Depois daquela frase dita a uma e meia da madrugada (quando deitamos após a última mamada da noite), dormi, e só acordei com ele me passando a pequena por volta das cinco da manhã, hora da nova mamada.
Na manhã seguinte, descobri que ela havia chorado bastante durante parte da noite. Não ouvi um gemido sequer. Quando fui acordada para a mamada das cinco, tinha a nítida impressão que havia dormido um ou dois minutos.
Tento dormir com ela durante o dia, mas raramente consigo. Nesses momentos, estou no chuveiro esgotando os seios para a mamada, lendo um jornal, escrevendo ou tentando relaxar…
Falando em tentativa me lembrei de uma boa: logo que ela nasceu, pegamos um filme para assistir durante o fim de semana. Passou quase uma semana, e fizemos cinco tentativas de ver o tal do filme. Acabamos desistindo e devolvemos a cópia na locadora.
Vou acabando por aqui, afinal já está na hora de mamar novamente…
PS: o alento é que essa dependência vai diminuir um pouco à medida em que a pequena crescer… Aí, vou matar a saudade de uma bela e contínua noite de sono (espero não estar me enganando, rsrsrs)

Depois dos filhos, vida sexual não muda ou até melhora

24 de fevereiro de 2010 1

A conclusão é de uma pesquisa do respeitado e renomado Instituto Datafolha, divulgada na terça-feira, no site da instituição. O levantamento é um verdadeiro tratado sobre a sexualidade do brasileiro. Foram entrevistadas 1.888 pessoas, de18 e 60 anos, entre 9 e 11 de setembro do ano passado. Responderam aos questionários moradores de 125 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro da pesquisa, para o total da amostra, é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. 
O Datafolha perguntou aos entrevistados que têm filhos se houve alguma alteração depois do nascimento dos rebentos.
51% afirmaram que a vida sexual seguiu a mesma
26% disseram que o sexo até melhorou
15% acham que piorou
8% não responderam
Entre os que disseram que a vida sexual pós-filhos seguiu a mesma, a maioria tem renda de mais de cinco salários mínimos a 10 salários (62%).
Outro dado revelado pela pesquisa foi que o brasileiro está tendo uma média de 2,4 filhos.
65% dos entrevistados pela pesquisa informaram que têm filho:
22% têm um filho
20%, dois filhos
12%, três filhos
11%, quatro filhos ou mais

É preciso coragem

23 de fevereiro de 2010 0

Como as aulas estão de volta, bem pertinente este recado para as mães de crianças que estão entrando no Ensino Fundamental. É da psicóloga e autora do livro Como Educar Meu Filho?, Rosely Sayão. Abaixo, parte do texto que foi publicado no caderno equilíbrio, da Folha de S.Paulo, em 11 de fevereiro.
“Os pais, nesse momento, podem contribuir para que o filho inicie esse seu novo trajeto com coragem e, para tanto, precisam acreditar que seu filho é capaz e que precisa enfrentar isso sozinho. Alguns, entretanto, resistem a deixar que o filho enfrente seu tempo de crescer porque vivem, eles mesmos, sua própria crise: a de perder um pouco o filho para a vida.
Podemos observar, nas escolas, mães de crianças que estão no segundo ou terceiro ano do ensino fundamental que agem do mesmo modo que agiam quando o filho frequentava a educação infantil: querem levá-lo até a sala e lá ficar até a aula começar, conversar com a professora diariamente, pedir transferência de classe etc.
Para a criança, isso pode significar que seus pais não querem ou não aceitam seu crescimento ou, então, que não confiam que ela seja capaz de resolver sozinha seus problemas. Por isso, além de encorajar o filho a crescer, os pais precisam também ter coragem para permitir que ele cresça”.

Novela de mãe

23 de fevereiro de 2010 7

Juro que não me importaria em escrever sobre amenidades no blog, não preciso de mais assuntos. Tenho uma fonte eterna de pauta se desenvolvendo ao meu redor… Porém, parece novela em que o autor é informado que precisa aumentar o Ibope, e ele agrega um novo elemento à trama.
No enredo da novela “mãe de primeira viagem”, surgiu a mastite, uma inflamação das glândulas das mamas causada pelo acúmulo de leite. No fim de semana, fiquei um pouco indisposta e pensei que era um cansaço natural de “mãe”. Mas a indisposição foi acompanhada de dor intensa no seio direito e, depois, no esquerdo, calafrios por todo o corpo e febre.
Por insistência do pai da pequena, ligamos para a obstetra que, pelos sintomas, diagnosticou, sem titubear, que se tratava de mastite. Desde então, estou tomando antibiótico e outros dois remédios para conter a febre e as dores.
A amamentação ficou ainda mais dolorida, e estou atenta para evitar que os seios não “empedrem” novamente porque pode agravar o quadro. Além disso, aumentei a frequência de banhos com massagens nos seios no chuveiro quente antes ou depois das mamadas.

E quando a "professora" é um homem?

22 de fevereiro de 2010 4

* Clarissa Paz de Menezes, professora e psicopedagoga.

Quando colocamos nossos filhos na escola, em especial na Educação Infantil, esperamos que nos abra a porta da sala uma professora simpática, com um sorriso acolhedor e voz suave. Mas quando ao invés disso nos deparamos com um professor, igualmente simpático, mas… um homem!

Hoje está cada vez mais comum esta cena nas escolas de Educação Infantil. Homens estão voltando à sala de aula em todos os níveis da educação, e atualmente é comum encontrá-los nos bancos das universidades estudando com afinco assuntos relacionados à infância, assim como eles também estão disputando com milhares de professoras as tão sonhadas vagas em concursos públicos.

E quando eles entram em sala de aula, dão banho no carisma e na criatividade de muitas professoras, cumprindo muitas vezes um papel masculino fundamental na vida das crianças, que adoram e respeitam esses professores. Há ainda muito preconceito em relação aos homens em sala de aula, as pessoas esquecem que no inicio dos tempos somente os homens podiam ensinar, e que este papel aos poucos foi delegado às mulheres.

Porém, eles estão voltando às salas de aula e podem ensinar tão bem quanto qualquer professora. Cabe a nós deixarmos os preconceitos de lado e focalizarmos nas necessidades sócioafetivas das crianças. Se o professor realiza um bom trabalho, porque não deixá-lo ensinar?

Será que um homem não pode ser afetivo e atencioso assim como uma mulher? É importante ressaltar que para ensinar basta gostar do que se faz e saber fazê-lo bem, tendo embasamento teórico e sensibilidade. E isso os professores estão mostrando que tem envolvimento e dedicação tanto como uma professora.

Agora se cria!

22 de fevereiro de 2010 2

A frase da pediatra tirou duas toneladas das costas dos pais de primeira viagem. Depois de perder quase meio quilo, a Antonela finalmente ganhou peso.Para ser específica, foram 355 gramas na última semana. Ela está pesando 2,4 quilos (um pouco menos de quando nasceu).

Quem não passou por isso pode pensar que é bobagem ou excesso de preocupação… Foram 16 dias de tensão constante, já que a pequena só emagrecia desde o nascimento. A insistência na amamentação e no complemento com o próprio leite materno foram os responsáveis pela boa notícia. As dicas e a energia positiva passadas pelas leitoras do blog também foram fundamentais.

Agora, é seguir no mesmo ritmo e talvez até diminuir um pouco o complemento porque a pequena tem regurgitado um pouco em todas as mamadas. Depois do “Ufa!”, podemos curtir um pouco mais a pequena (confesso que tenho dado um pouco mais de “colinho” e outras “baldinhas” – afinal, o meu “bichinho cabeludo” está merecendo…).

Os pais apareceram

21 de fevereiro de 2010 2

Tinha uma pontinha de frustração pela pouca participação que temos no blog dos pais – antes no saudoso Em Nome do Filho e, agora, no Meu Filho. Sei que eles nos lêem, e alguns até já registraram comentários no blog. Mas é pouco, gente!!!
Eles têm muito a nos ensinar e a colaborar conosco. Eu e a Tici já falamos, aqui no blog, do quanto os pais dos nossos filhos participam ativamente da educação/criação deles. E eu não falo em colaborar. Falo em participar mesmo, lado a lado, sem aquela coisa de um estar se dedicando mais do que o outro… 
Por isso, fiquei tão feliz com a repercussão no post Habilidade de Mãe, que falava em uma pesquisa que mostra como a maternidade transforma as mulheres. Os pais apareceram, de onde eu nem esperava…

O pai Aldo Schneider escreveu, em um trecho do comentário:
“… penso que todos os itens colocados pela Fabiana fazem ou deveriam fazer parte do universo dos pais (pai e mãe). Sinto mudanças em mim como pai tanto quanto as citadas pela Fabiana – achei importante me posicionar pois fiquei com a impressão de que o comentário do blog supervalorizou as dificuldades que as mães sentem com o nascimento dos filhos, dando a entender que somente elas passam por isto!”

Depois de eu conclamar, em um comentário, a participação dos pais, o Giovani Zanetti, enviou uma feliz e preciosa colaboração:
” É fácil de perceber essas mudancas ao olhos de nós, pais. Acredito também que a fase atual que a mulher está passando intensifica tais mudancas. Vejo minha esposa cuidar de nosso bebê de 1 ano e 9 meses como se fizesse um tratamento psicológico. É pra mim é um convite à mudança também porque se nós, homens, não mudarmos muito, logo a família estará fadada ao fracasso. Se perguntarmos aos homens que tipo de mulher eles querem ter a seu lado, tenho certeza que pensarão naquela que poderá combater o bom combate. Parabéns mães, aproveitem essa graca. Gostei muito do post. Abraços.
Giovani Zanetti

Espero que mais homens apareçam aqui para falar da importância do papel de pai na educação dos filhos.

Estamos preparando um material sobre o assunto, e queremos contar com mais relatos.
Pais, apareçam, por favor!!!!!

Banquete para Antonela

19 de fevereiro de 2010 1

Nesta sexta-feira, temos médico. É a terceira consulta da pequena. As duas primeiras foram complicadas para os meus pais que têm pouca experiência na função. A Antonela perdeu no total 500 gramas, ou seja, 20% do peso que ela nasceu. Obviamente, essa perda é reflexo da própria prematuridade da pequena e dos problemas da amamentação.
Mas há uma semana estamos, como se diz na linguagem popular, “socando bóia” na pequena. A cada três horas, ela é acordada com um banquete _ 15 minutos em cada seio (com o auxílio do bico de silicone) e mais o complemento com o próprio leite materno esgotado e colocado no “Mama Tutti” (uma espécie de mamadeira que se coloca no meio dos seios com uma sonda que é colocada junto ao bico para ser sugada). O complemento é fornecido conforme a vontade da freguesa (tem vezes que a pequena suga até 85 ml por mamada).
Ela tem comido tanto que nem acorda para pedir uma nova rodada de “bóia” e precisa ser acordada a cada três horas nas mamadas do dia.
Se o tal instinto materno não falha, acredito que ela parou de emagrecer e deve ter engordado pelo menos uns 300 gramas… Vamos ver…
A propósito, como boa parte das mães de primeira viagem, anoto tudo num caderninho (acho que a gente faz isso porque o cansaço é tanto que não lembraríamos da quantidade sem consultar as anotações). Estou usando o espaço também para apontar as dúvidas e, depois, pergunto para a médica na hora da consulta. Anoto as respostas para não esquecer. Entre os questionamentos da consulta passada, estava desde quando contar o início de cada mamada (do início real ou do fim, já que todo o processo leva mais de uma hora) até futilidades do tipo: quando está liberado o uso de perfume. Na última consulta, a pediatra brincou comigo: “você está me entrevistando?”.

Habilidade de mãe

19 de fevereiro de 2010 7

Com tantas tarefas diárias – mãe, dona-de-casa, jornalista, esposa -, confesso que, muitas vezes, parece que faltam neurônios para algumas atividades. Mas, não. O que acontece, depois da maternidade, é justamente o contrário, segundo uma pesquisa da Universidade Tufts, dos Estados Unidos. O estudo, divulgado recentemente pelo site da Revista Crescer, indicou que a maternidade estimula a criação de novos neurônios em fêmeas de ratos e ovelhas. Os especialistas dizem que o mesmo podem ocorrer em humanos.
Essa ajudinha para o cérebro dar conta de tanta coisa não é a única habilidade que se ganha com a maternidade, segundo o que descreve o site (confira abaixo)

Percepção: amplia-se o poder sensorial, especialmente a audição e a visão
(vai ver que é porque a gente fica quase neurótica ouvindo a respiração dos pequenos quando recém-nascidos e buscando mantê-los sempre dentro do nosso campo visual, principalmente se o filho é travesso)

Eficiência: o desafio de aliar maternidade à vida profissional expande os recursos mentais
(assino embaixo. Minhas principais alegrias e conquistas profissionais vieram depois da maternidade)

Resiliência: as mães lidam melhor com o estresse e uma das razões pode estar na ocitocina, hormônio que estimula as contrações e a produção do leite, e também funciona como antiestresse

(que a gente fica mais paciente com tudo, isso não há como negar. Passamos a dar uma dimensão menor aos problemas do dia-a-dia porque o que mais importa é a saúde e o bem-estar dos nossos pequenos)

Motivação: ficam mais disciplinadas, destemidas e ambiciosas, no bom sentido
(mulher-maravilha fica no chinelo diante de uma mãe…)

Inteligência emocional: aumenta a habilidade de entender as próprias emoções e sentimentos, assim como as dos outros
(com o turbilhão de sentimentos que chegam com a maternidade, temos mesmo é que ser mais hábeis para lidar com eles. É isso ou enlouquecer…)

Agora, a minha lista de habilidades, que não tem qualquer comprovação científica (ao menos que eu saiba):

Altruísmo: passamos a nos preocupar mais com os outros, e ficamos menos egoístas

Humildade: reconhecemos que muitas coisas não podemos mais controlar e que perdemos tempo achando que podemos ter controle sobre a vida de outras pessoas

Religiosidade: você fica mais perto do Grande Mestre, porque precisa de sua proteção mais do que nunca. Muitas que não tinham religião ou crença, passaram a buscar uma diante da primeira dificuldade

Paciência e tolerância: problemas que nos deixavam quase em depressão são tirados de letra. Tudo assume uma dimensão diferente

Aprendizado: adquirimos com nossos pequenos uma carga tremenda de aprendizado. Arrisco até a dizer que aprendemos muito mais do que ensinamos. E eles vêm nos ensinar justamente o que mais precisamos para nosso desenvolvimento

Solidariedade: tentamos ajudar outras mães com nossas experiências, para que elas não tenham de passar pelo que passamos ou que consigam driblar o problema com coragem

Faltou algo?
O que você adquiriu com a maternidade?

Em que você mudou depois de virar mãe?

Você já se fez essa pergunta? Se não, está aí a oportunidade.

Pela riqueza dos comentários que aparecem aqui no blog, temos grandes colaborações aí do outro lado. Conte-nos a sua.

Aviãozinho em pane

18 de fevereiro de 2010 6

Está na capa da Folha de S.Paulo desta quinta-feira, cujo exemplar acaba de chegar nas minhas mãos. “Estudo revela maus hábitos na alimentação de bebês” é o título. Em princípio, parece só mais uma reportagem sobre tão comentados problemas da nutrição infantil. Mais abaixo, o subtítulo: O que os pais dão aos seus filhos de 4 a 6 meses (atenção: não é o que os pais dão aos seus filhos de 4 a 6 ANOS!).
38,5% servem bolachas com recheio
20% servem alimentos semiprontos, como lasanha congelada
12,3% servem macarrão instantâneo

No caderno equilíbro, que traz a reportagem completa com o título Olha o Aviãozinho, mais dados do estudo inédito feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria

Consumo alimentar dos bebês com mais de 6 meses
29,7% comem alimentos semiprontos, como as lasanhas congeladas
26% comem doces, como bala e chocolate
16,2% comem macarrão instantâneo pelo menos duas vezes por semana
9% bebem refrigerante
5,4% comem embutidos (linguiça, salsicha)

A pesquisa foi feita com 179 crianças, das classes A, B e C de São Paulo, Curitiba e Recife.  Nenhum dos alimentos citados, lembra a reportagem, devem estar na alimentação dos bebês de até um ano porque engordam, e não são nutritivos, além de serem ricos em gorduras, açúcar e sal.
Como bem escreve a repórter Patrícia Cerqueira, se os pais querem mesmo o melhor para os filhos, uma boa seria começar qualificando a alimentação. Dando o exemplo, inclusive.

No erro e no acerto

18 de fevereiro de 2010 6

- Toma o teu filho, boa sorte, virem-se…
Essa foi a impressão dos pais de primeira viagem após deixarem o hospital com o bebê no colo, sem saber direito como proceder dali em diante. A dupla achou que colocaria o nenê nos seios, e ele sairia mamando com a facilidade de um “bezerrinho”. Mas, logo nos primeiros dias de vida, constatou que a pequena não sobreviveria apenas de “amor”…
Depois de passar por várias dificuldades, aproveito o blog para relatar a preocupação com a falta de orientação e uma sugestão a outros pais para que não tenham tantas dificuldades no futuro.

Pais: perguntem… perguntem… perguntem de novo…

Na própria instituição de saúde, deveria haver uma maior orientação sobre amamentação _ sei que varia de hospital para hospital e, em alguns, há uma preocupação maior nesse sentido, com pessoas especializadas que trabalham nessa orientação _ mas isso não aconteceu no meu caso.
A gente se sente meio “sem chão” quando a amamentação não sai conforme o planejando… Não sabia direito quando tempo era para deixar em cada seio. Se necessário um complemento, quanto e qual o ideal? Quando vi o pote de leite em pó resolvi, por conta, esgotar o leite do seio para substituí-lo. O que fazer para evitar rachaduras, aumentar o bico?
Por isso que muita mãe desiste de amamentar… Aprendi no erro e no acerto… Fui em busca de informação e ajuda – com profissionais da saúde ou com mães mais experientes, no próprio blog…
Às vezes, são tantos palpites diferentes que a gente se perde em meio às dúvidas. No meu caso, muitas vezes, segui o tal “instinto materno”.
No quesito amamentação, ainda é uma luta o ato em si, mas estamos evoluindo…

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