Estou numa maratona para marcar uma consulta com o ortopedista pediátrico do Bruno. É o único que atende pelo nosso convênio de saúde em Santa Maria, e talvez até seja o único especializado na área por aqui. Foi ele o bendito médico que resolveu o pé torto congênito do Bruno sem a necessidade - pelo menos por enquanto - de fazer um procedimento cirúrgico. Ele acompanha o guri desde a primeira semana de vida. O Bruno já é paciente há quase cinco anos, portanto.
Do médico, só tenho boas recomendações e agradecimentos a fazer. O problema é conseguir uma consulta com ele. Será essa a sina de médicos que vão ficando famosos e se destacando em suas áreas de atuação? Vira uma loteria conseguir consulta? Tudo bem, é só uma revisão, que costumamos fazer de 6 em 6 meses para ver se os pés do Bruno não retrocederam no problema...
Estou tentando achar lugar na agenda do ortopedista desde o início de fevereiro. Primeiro, a atendente informou que a dita cuja só abriria no dia 25 de fevereiro porque o médico estava em férias. Pois chegou o dia 25, uma quinta-feira, e liguei cedo da manhã, para conseguir a consulta. Era minha segunda tentativa. A informação era que "deu uma pane no sistema de marcação de consultas", e eu teria de voltar a ligar no dia 1º de março, uma segunda-feira. Pois bem, pela terceira vez estava eu nesta maratona, telefonando no dia 1º de manhã, para ser informada que a agenda de março já estava lotada. E que eu precisaria ligar de novo no dia 21 de março para ver se, com sorte, conseguiria uma consulta para abril.
Diante da minha indignação, a atendente pediu paciência, argumentou que todo mundo estava tentando, que muitos estavam nessa mesma situação... Justificativas que não consolam o coração de mãe, que sempre quer saber se tudo está bem com o filho e que segue à risca as recomendações médicas de consultas e revisões. Fiquei pensando nos pais que precisam de um atendimento urgente... Fazem o quê? Será que para eles há uma brecha na atribulada agenda?
Já troquei de pediatra porque tinha um maravilhoso e muito famoso na cidade, mas que, nos momentos em que mais precisamos, não podia estar presente. Não dá, né? Mas de ortopedista, eu não vou trocar. E não é porque é o único, não, mas é porque é o que nos atendeu maravilhosamente nestes quase 5 anos, e em quem confiamos cegamente. Resta-nos esperar e torcer para que, na quarta tentativa, tenhamos sucesso. Dia 21 de março, tenho um compromisso inadiável na agenda: tentar uma consulta novamente. Enquanto isso, ficamos na torcida para que os pés do Bruno sigam exatamente onde estão.








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