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Posts de março 2010

Educação infantil & futuro

31 de março de 2010 0

"As últimas pesquisas sugerem que bater as metas de aprendizagem precocemente não é garantia de futuro acadêmico brilhante. Um estudo realizado na Filadélfia descobriu que, aos 7 ou 8 anos, não havia uma diferença discernível entre  o desempenho de crianças que passaram seus anos pré-escolares em maternais onde vigoravam padrões educacionais mais rígidos e aquelas que vieram de maternais onde prevalecia  a brincadeira.

A única diferença era que as "crianças de estufa" tendiam a ser mais ansiosas e menos criativas. Embora muitos acreditem que conhecer as letras, os números, as formas e as cores é a melhor preparação para a escola, os professores têm uma visão muito diferente. Eles dizem que a criança que chega à escola socialmente adaptada, que sabe compartilhar, seguir intruções e ser empática terá mais chance de vir a dominar depois a leitura, a escrita e os números."

Trechos do livro Sob Pressão - Criança Nenhuma Merece Superpais, de Carl Honoré

Meu Filho, Meu Tesouro (3)

31 de março de 2010 0

Olá, Fabiana e Ticiana!
Acompanho sempre o blog de vcs... Ticiana, parabéns pela Antonela, muita saúde sempre!
Agora passo pelo blog com menos frequência, pois vcs sabem como é iniciar a linda rotina de ser mãe!
Nosso Davi nasceu dia 9 de março. Por que o nosso filho é o nosso tesouro?
- Pois mesmo com todas suas dores de barriga (sempre noturnas) e as trocas de fralda relâmpago (duram um segundo e brrrrrrrrrrrrrr novamente) o amamos cada dia mais e mais! É tudo de bom!
Um grande abraço, mamãe Cátia Ferret e papai Paulo Sérgio Zottele
A foto foi tirada pela mamãe, num dos raros momentos de amizade com o bico.

Nossa estrelinha Antonela

30 de março de 2010 2

Prestes a completar dois meses de vida, Antonela está cada vez mais esperta. A filhota da Tici já reconhece a voz da mãe e procura pela sua presença. "Mas só a da mãe", confessa o papai Fabiano.
Nossa estrela já acorda menos durante a madrugada, e está mamando (e vomitando, lembra o pai) como nunca. Confira o vídeo que o fotógrafo Lauro Alves fez da pequena dorminhoca, que completa dois meses de vida neste sábado.
Reparem só nas mensagens da roupinha da moça. Muito fashion!!!

Esta bandeira é nossa

30 de março de 2010 1

Não sei o que sente quem consome drogas, seja maconha, cocaína ou o devastador crack. Na minha adolescência, há bem mais do que 15 anos, nunca tive a mínima vontade de conhecê-las. Na época, apenas respondia a quem me criticava pela "falta de coragem": não, obrigada, sou careta. Nunca fiz disso uma bandeira, nem sinto orgulho por isso, nem acho que sou melhor do que os outros porque nunca me entreguei a esse vício.
Simplesmente foi a vida que escolhi pra mim, e pronto. Nem eu nem meu único irmão, dois anos mais novo, tivemos qualquer contato com as drogas, talvez porque, dentro da família, tínhamos exemplo de como o vício pode destruir e machucar a quem tanto amávamos.
Talvez não tivéssemos coragem de magoar ou entristecer nossos pais, que, com tanto sacrifício e com tanta dedicação, moveram mundos e fundos para nos dar a melhor criação, a melhor educação, a melhor vida que poderiam nos oferecer. Desde sempre, reconhecemos neles duas pessoas muito especiais, que não se importavam de deixar de viver seus sonhos em nome dos nossos. Não, decididamente, não teríamos coragem de provocar tamanha decepção a quem tanto amamos...  
Se fui uma filha que não dei essa preocupação aos pais, sou, agora, uma mãe preocupada. Meu filho só tem 4 anos, mas se alguém me perguntar qual a minha principal preocupação com o futuro dele, tenho a resposta na ponta da língua: as drogas. E será que tem pai ou mãe que não tenha essa preocupação desde o instante que decidiu gerar um filho? Que pai e que mãe não se comovem com as notícias divulgadas todos os dias sobre as vítimas do crack? Que mãe e que pai não se colocam no lugar de um mãe e de um pai que perderam o filho para as drogas?
Por tudo isso e tantos outros motivos, a campanha Crack, Nem Pensar decididamente não é só do Grupo RBS. A campanha é de você, pai. É de você, mãe. E é muito mais de vocês, nossos filhos... Pelo amor que vocês têm a quem lhes deu a vida, pelo amor que vocês têm a quem lhes dá amor todos os dias sem pedir nada em troca, pelo amor de quem abriu a mão de tantos sonhos só para ter vocês junto consigo... 
Em nome do seu pai, que não merece ficar desesperado por uma escolha errada sua...

Em nome da sua mãe, que vai sentir uma dor incomparável se tiver de desistir de você...

Em nome de seus irmãos, que vão perder toda a confiança que tanto os unia...

Em nome dos seus amigos, em nome de seu namorado ou de sua namorada...

Em nome do amor que os une, vivencie essa mensagem todos os dias de sua vida: Crack, Nem Pensar.

Meu Filho, Meu Tesouro (2)

29 de março de 2010 0

A seção, que teve sua estreia no blog no domingo, reúne as preciosidades de muitos pais, manos, manas, avós, dindos e dindas, tios e tias. Nesta segunda-feira, os holofotes são para o Enzo Andres Walter, filho de Ricardo Palmeiro Walter e Silviane Andres Walter. Ele nasceu no dia 2 de setembro do ano passado, e foi clicado por Neide - Perfil Fotografias, de Santiago.
Por que o Enzo é o tesouro dos pais? Veja o que eles disseram:
- Porque é uma bênção de Deus, nos dá muita alegria, felicidades, nos completa como seres humanos. O nosso filho é um tesouro porque é uma riqueza, é tudo de bom.
Você também pode participar da seção, enviando a foto para o mail fabiana.sparremberger@diariosm.com.br. Informe o nome dos pais, do filhote, a data de nascimento e o nome do fotógrafo. E não esqueça de responder: Por que meu filho é meu tesouro? Aguardo o seu tesouro.

Um sábado de emoção

29 de março de 2010 3

Pais e mães, em círculo, sentados no chão. Enquanto ouviam a música, cantada por uma professora ao violão, eram convidados a mentalizar a figura do(s) filho(s). Um filho agradecia aos pais por tudo na letra da canção, e uma onda de emoção invadia o ambiente.
Mas o sentimento mais arrebatador ainda estava por vir: a carta de um filho, que falava diretamente ao coração de cada pai e mãe ali sentado. O filho relembrava da época em que ainda estava na barriga da mãe, agradecia pelos tantos afagos recebidos e pela conversa que o pai mantinha com ele... Lembrava das vezes em que pai e mãe discordaram por causa da educação dele, e, muitas vezes, brigavam por causa disso. Agradecia por todas as vezes que os pais se preocupavam em fazer o melhor por ele, por seu futuro, e pelas muitas vezes que abriram mão de seus sonhos a seu favor. O filho recordava de quando as dificuldades financeiras bateram à porta, e como os pais foram gigantes na luta por vencê-las. E várias foram as lembranças durante a vivência....
As lágrimas que cada pai e mãe derramavam ali, naquela sala, revelavam histórias particulares, momentos ímpares na vida de cada família, mas também um sentimento coletivo que une fortemente pais e mães. Nesse exercício de mentalizar o que somos capazes de fazer por nossos filhos, e o quanto eles percebem e são gratos por isso, revivemos nossos medos, nossa força e nosso sentimento incondicional de amor. Tivemos a certeza que, mesmo errando muitas vezes, nossas intermináveis tentativas de acertar são percebidas e ficam gravadas para sempre naquele ser que tanto amamos, na sua personalidade, na sua trajetória de vida.
Para terminar a vivência, fizemos um desenho para presentear nossos filhos, que com tantos desenhos feitos na escolinha nos presenteiam... Tentei caprichar, mas o Bruno deve perceber que tem uma mãe desprovida de dotes artísticos... Coloquei no desenho os mesmos personagens que o pequeno reproduz em cada trabalhinho: ele, a mãe e o pai... E um grande coração vermelho envolvendo a família ali representada... Queria ver a carinha dele quando receber o desenho... Espero que ele sinta o tamanho do amor impregnado em cada traço colorido do giz de cera.

Como é bom parar alguns momentos de nossas vidas para refletir sobre a ma(pa)ternidade e sobre nossos filhos... Aos professores e direção da escolinha do Bruno, que se preocupam em oferecer aos pais essas oportunidades, agradeço imensamente. Tenham sempre em mente que não são apenas os nossos filhos que vocês fazem felizes... Muito obrigada a todas pela mãe que vocês são para todos nós, alunos e pais.

Meu Filho, Meu Tesouro (1)

28 de março de 2010 0

Inauguramos neste domingo a homenagem do blog aos nossos maiores tesouros: os filhos. A seção Meu Filho, Meu Tesouro estreia com o Pedro Henrique Konzen de Souza, que nasceu no último dia 18 de março, para alegria do papai Marcelo de Souza e da mamãe Michele Konzen de Souza.
A tia Kelly Konzen, a tia Kekeu, fez a foto do moço. Papai e mamãe responderam à pergunta "Por que o meu filho é o meu tesouro?"
- Porque ele é a estrelinha mais linda que Deus nos deu.
Também quer participar? Envie foto e dados para o meu e-mail. Não deixe de mostrar o seu pimpolho aqui e dizer por que ele é seu maior tesouro.

O novo amiguinho

27 de março de 2010 0

- Mãe, quando tu não me "querer" mais, eu posso ficar morando com a vó?
A pergunta, feita à queima-roupa, deixou a mãe intrigada.
- Mas por que a pergunta, meu filho?
- É porque a mãe do meu novo amiguinho não quis mais ele. E agora ele mora com a vó - respondeu, naturalmente, o pequeno.
Os pais do amiguinho em questão são separados. E o guri de sotaque arrastado deixou a casa da mãe, no estado do Mato Grosso, onde estaria sofrendo maus-tratos do padastro, para voltar, junto com o pai, para a cidade natal do progenitor. O menino, que deve ter 7 ou 8 anos, veio morar com a família paterna, e começa a fazer as primeiras amizades.
Aliás, como é bom observar o nascimento de uma amizade entre crianças. Elas logo estão enturmadas, e, em poucos minutos, já parecem conhecidas de longa data. A paixão pelo futebol costuma unir os guris, e nem a vontade de vencer dos dois jogadores é capaz de criar alguma rusga maior. Gol de placa do companheirismo!
A relação recém-arquitetada já é tão intensa que dá até dó dos novos amigos quando chega a hora de dizer tchau. Os pequenos abraçados, sem nenhuma disposição para dar o adeus... De cabeça baixa, cada um vai para seu lado. Despedidas que fazem parte da vida. Desde bem cedo.

A espera da minha princesinha Lauren

26 de março de 2010 1

O papai Anderson Fernandes Guterres compartilha conosco as emoções da gravidez da companheira, Josiane Flores Gall, e do nascimento da sua princesinha, Lauren Gall Guterres.  À família, os nossos parabéns e desejos de que a pequena Lauren cresça e se desenvolva com muita saúde, envolvida pelo ambiente de amor que o pai deixa transparecer no relato abaixo. Confira:

Numa tarde de sábado do dia 11 de julho de 2009, minha companheira, Josiane Flores Gall, me chama em sua casa para me dar a notícia de que eu iria ser papai!
Uma surpresa!
Uma notícia que me deixou nas nuvens... Fiquei sem reação...
Será um sonho? Sim, é um sonho! Mas um sonho que está se tornando realidade!
Um bebezinho estava começando a ser gerado no ventre da pessoa especial que eu amo de verdade!
Uma benção de Deus!
39 semanas de muitas descobertas, de muita ansiedade para saber como está o bebê, será menino ou menina?
Cada ultrassom era mais emocionante... DVD em mãos, tudo pronto para gravar o ultrassom!
Quando o meu bebê aparecia na telinha da TV, escutávamos o batimento cardíaco. Não tinha jeito, a emoção tomava conta, meus olhos se enchiam de lágrimas de felicidade! O nervosismo para saber se meu bebê estava bem passava, e, aí, a alegria contagiava mais ainda!
Cada trimestre teve a sua fase, ACREDITEM!!!
Mas tudo eram fases passageiras!!!
Enfim, chega o dia da descoberta do sexo. A doutora do laboratório não dá uma resposta concreta, mas diz que acha que é menina...
Passando algumas semanas, fizemos outro ultrassom. Aí, sim, é concretizado o resultado, uma menina!!!
Comemoramos, brindamos, e a felicidade tomou conta geral!!!
Agora, vamos começar a escolher o nome e preparar o enxoval!
Chá de banheira, presente de familiares, amigos e colegas de trabalho... Nossa, uma loucura, ganhamos muitos presentes!
Cada semana, uma foto da barriga, uma nova descoberta, os movimentos na barriga ficavam mais fortes...
Enfim, chega o grande dia!
Na manhã de sábado do dia 27 de fevereiro de 2010, às 6h30min, vamos a caminho do hospital. Era preciso estar cedo para ela ir se preparando para a cesárea.
O nervosismo a ansiedade tomava conta de mim. Não queria demonstrar para minha companheira que estava nervoso, mas acho que ela percebia...hehehehe
Quando ela entrou para fazer a cesárea, aí, sim, não tinha como ficar calmo... Era olho no relógio, em todos movimentos do corredor.... Vi pela porta de vidro da maternidade um movimento de médico e enfermeira vindo em direção à porta e dizendo:
- Lauren!
Corri, peguei no colo, beijei, encostei meu rosto no rostinho da minha filha e caí nas lágrimas... Agradeci a Deus por tudo estar bem com a minha filha e com a mamãe dela.
Várias perguntas ao pediatra: como está a mãe dela? Correu tudo bem? Minha filha está bem?
O doutor, calmo, reponde:
- Tudo correu bem, está tudo bem com as duas!
Mas não adiantava, queria ver com meus próprios olhos, aí, sim, eu ia me acalmar.
Após alguns minutos, minha filha vem para o berço aquecido...Pai, mana, avó materna, avó paterna, tia e futuro dindo babando em volta da nova integrante da família... Fotos, risos, alegria geral... Enquanto isso, a mamãe está na sala de recuperação, esperando liberação para ir para o quarto.
Até que enfim, mãe e filha vão para o quarto e, aí, era só alegria... Pai, mãe, mana, avôs e avós, tias e tios, todos felizes com a chegada da nossa princesinha Lauren!
Cada dia que passa, fico mais feliz em ver minha filha crescendo e nos enchendo de alegrias!!!
Cada dia, uma nova descoberta!
Uma benção de Deus, uma joia rara, um tesouro que devemos amar, dar toda atenção, cuidar e proteger com todas as forças, pois eles merecem todo nosso carinho e amor cada vez mais!
Um filho é tudo na vida da gente!

Encontro de mães

26 de março de 2010 10

Extra, extra!!! Estamos em polvorosa aqui, em Santa Maria, pensando em promover o nosso primeiro encontro com os leitores do blog. Seria o 1° Encontro de Mães Meu Filho/Em Nome do Filho ou algo bem parecido. Mesmo com o nome e a data ainda indefinidos, o que é certo é que vamos nos encontrar em breve, aqui no coração do Rio Grande. A ideia é congregar nossos leitores do blog e também da coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria nas segundas-feiras.

Por que estou contando isso tudo para vocês? Porque vocês são essenciais nesse nosso projeto. Queremos que vocês nos ajudem sugerindo temas para serem abordados, dúvidas que vocês gostariam que fossem esclarecidas e até nomes de profissionais do Rio Grande do Sul (pediatra, obstetra, psicólogo) que vocês indicam para que convidemos a participar do evento.

A intenção do nosso encontro, além de conhecer vocês que nos leem todos os dias, é ajudar as mães em suas principais dúvidas e angústias. Assim que as definições forem ocorrendo, vou avisando vocês sobre tudo: data, local, inscrições etc.

Contamos com a colaboração de vocês para promover esse encontro que, para nós, está sendo muito estimulante. Mande sua sugestão e nos ajude a fazer um evento inesquecível.

Massagem para bebês

25 de março de 2010 0

Uma notícia enviada para o blog pela Assessoria de Imprensa Vitta. É um curso sobre a técnica de massagem indiana - a shantala - que ocorre neste sábado, dia 27, em Porto Alegre. Confira:

O Vitta Exercício e Clínica de Saúde promove no sábado, 27 de março, um workshop sobre shantala com a fisioterapeuta Juliane Heineck. Serão duas turmas. Às 9h30min, as mães com bebês de até seis meses poderão desenvolver a técnica em seus próprios filhos. Às 11h, será a vez de as gestantes se preparem para massagear seus bebês após o nascimento.
Pais, avós, tios, assim como profissionais que trabalham com crianças, também podem participar. Neste ano, os cursos de shantala entram na programação permanente do Vitta e serão oferecidos sempre no quarto sábado de cada mês.
A massagem de inspiração indiana pode ajudar o bebê a relaxar, aumentar o bem-estar e fortalecer o vínculo afetivo entre mãe, pai e bebê. A técnica milenar Shantala, descoberta na Índia, foi ocidentalizada pelo ginecologista e obstetra francês, Frederick Leboyer. A shantala previne cólicas, prisão de ventre e insônia, além de ter uma ação relaxante e melhorar o vínculo mãe-bebê.
Os participantes recebem certificado, pasta com material informativo e um cartaz com imagens do passo a passo para colocar ao lado do trocador do bebê. Também ganham uma sessão de drenagem linfática experimental, a ser agendada posteriormente.
As atividades ocorrerão no Vitta (Rua Comendador Rheingantz, 880, Bela Vista). Informações e inscrições pelo telefone (51) 3333-6135.

Nos primeiros anos

25 de março de 2010 0

Abaixo, trechos do livro Sob Pressão - Criança Nenhuma Merece Superpais, de Carl Honoré. Para nós, pais, que muitas vezes, como menciona o autor, dedicamos mais tempo tentando "enriquecer" nossos filhos do que tentando conhecê-los.

"Os primeiros anos são importantes, mas não são uma corrida. (...) Alguns pais estão aprendendo essas lições do jeito mais difícil. June Thorpe passou mais de uma década como promotora de eventos de alto nível em Miami, na Flórida. Depois de dar à luz aos 36 anos, ela abraçou a maternidade como se estivesse organizando um congresso. Planejou um horário rígido de comer e dormir, além de ioga, massagem e jogos interativos para sua bebê, Alexia, e o fixou na porta da geladeira.
"Eu queria que ela entrasse em uma rotina o mais cedo possível, para que tivesse um bom começo", lembra June.
O problema é que a rotina não se adaptava a Alexia, que continuou acordando muitas  vezes durante a noite e levou mais tempo do que o comun para sentar-se sozinha.

Mande os hábitos para o inferno! É legal passar a tarde deitada junto com seu bebê na cama, abraçando-o, dando-lhe o peito, dormindo e acordando. Algumas vezes, você passará a maior parte da noite tentando fazer com que seu filho pare de chorar, e isso também é legal.

Assim June mudou de atitude. Decidiu seguir seus instintos.Isso significava abandonar os horários, os gráficos de desenvolvimento e os DVDs interativos e deixar Alexia mamar no peito e dormir sempre que quisesse. Em vez de lições de ioga para bebês, mãe e filha agora tiram uma soneca juntas no grande sofá da sala, rodeadas de almofadas macias e bixos de pelúcia.
June ama o novo regime, que se parece menos com seu trabalho, e ela se sente muita mais próxima de Alexia, mais capaz de entender seus estados de ânimos e suas necessidades.
A menina passou a dormir a noite toda.
"Ela parece mais contente agora que não estou mais tentando forcá-la a ser a minha ideia do que um bebê deve ser. E eu estou mais contente, sabendo que não preciso adaptar-me à ideia de outras pessoas  sobre como deve ser a mãe perfeita. A coisa mais importante é o que dá certo para Alexia e para mim".

É Antonela na fita

24 de março de 2010 2

A estrelinha do blog volta a brilhar por aqui, conforme prometido pela tia Fabi. O pai do Hanuman, 5 anos, e fotógrafo do Diário de Santa Maria, Lauro Alves, foi visitar a Antonela e trouxe imagens da pequena para eu mostrar para vocês, que acompanharam o desenvolvimento da primeira filha da Tici e do Fabiano, ainda dentro da barriga (lembram que toda semana a Tici mostrava uma foto do barrigão aqui no blog?).
Pois agora, os holofotes são todos para a Antonela. Nossa intenção é trazer um vídeo da pequena a cada semana. O feito na última terça-feira pelo Lauro mostra a guria dormindo e durante um delicioso banho.
A Antonela está com exatos 49 dias de vida e, conforme a mamãe, "está cada vez mais esperta, passa mais tempo acordada de dia, passeia muito (é internacional, e já andou pelo Uruguai e na Argentina), raramente estranha os ambientes diferentes e já começa a rir quando estimulada". "E vai ter um gênio bem forte", já avisa a mãe coruja.
Mas chega de conversa, reparem nas caras e bocas da pequena no vídeo...


Tal mãe, tal filha...

24 de março de 2010 0

A Valquíria, uma das três filhas da Tânia Ortiz, que contou sua emocionante história aqui no blog na última segunda-feira, também atendeu a um pedido meu para escrever. Quem já se emocionou com o relato a mãe vai entender um pouco mais por que a família Ortiz, de Pelotas, é tão unida. Confira o que nos conta a Valquíria:

Meu nome é Valquíria, tenho 21 anos. Minha mãe descobriu que eu era surda quando tinha 3 anos. Não escuto nada no ouvido direito, em compensação, escuto com auxílio de aparelho auditivo no esquerdo.
A maior parte das minhas lembranças são de um pouquinho mais tarde. Lembro de tentar usar o aparelho auditivo, mas rejeitava porque não escutava nada (pois o médico recomendou que colocasse no ouvido direito). Aos 6 anos, minha mãe teve a ideia de testar o aparelho no ouvido esquerdo. Foi quando realmente eu comecei a escutar.

As limitações
Pra mim, não havia nada de muito estranho. Aquele sempre fora o meu mundo, com algumas diferenças de uma criança "normal": não podia correr, por causa do risco do aparelho cair, não podia ficar de cabelo molhado, pois o aparelho não era à prova d'água (o que era uma constante briga entre eu e minha mãe, pois eu tinha um cabelão), assistia pouquíssimo à televisão (já que na época não havia o closed caption), meu desenho preferido era Tom & Jerry, (pois eles não falavam). Sempre li muito, gibis e livros, e mais tarde, programas legendados.

As amizades

Dos 3 anos aos 12 anos, dançava no CTG, onde fiz amigas que perduram até hoje, apesar do pouco contato. Nunca tive muitos problemas, pois me aceitavam com naturalidade, pois eu sempre agi assim. Também frequentei por muitos anos as piscinas de clube, onde fiz vários amigos, mesmo não podendo usar aparelho, eu os entendia, pois me utilizava da leitura labial. O engraçado é que alguns dos meus amigos eu nunca escutei a voz, pois eu fazia amigos diferentes a cada temporada, e eu não saí nunca da água.

Na escola

Apesar do amplo apoio da direção da escola,  passei por alguns percalços. No pré, minha professora me deixava de lado, ao ponto de chegar no final do ano, e ter de repetir novamente, por escolha da minha mãe. Na 3ª série, tive uma professora que implicava comigo, mas nunca dei motivo para que ela se queixasse de mim. O modo dela de se "vingar" era me dando um 9,9. Somente no último bimestre, ela me deu um 10. Na quinta, novamente tive problemas com outra professora. Ela tinha o costume de ditar a matéria, o que tornava as coisas difíceis para mim. A minha solução era virar de lado na cadeira e acompanhar a minha amiga, que sentava atrás de mim. Conforme ela ia escrevendo, eu copiava. A professora passou a não permitir, querendo que eu acompanhasse o ditado. Me queixei para a minha mãe, que foi conversar com ela. Ela alegou que eu queria privilégios, mas que eu deveria ser tratada igualmente, já que escutava.

Esqueceram de mim

À medida que fui ficando mais velha, fui aprendendo a me defender sozinha. Às vezes, acontecia dos próprios professores se esquecerem da minha condição, como quando uma vez fui fazer uma prova de espanhol, e havia uma parte que consistia em escutar uma música e ir preenchendo as lacunas. Pra mim, já era um pouco difícil entender corretamente em português, quanto mais em espanhol. Lembrei a professora, que pediu que ao menos eu "tentasse", o que só me deixou mais frustrada ainda, de modo que não fiz nada, somente a parte escrita. Por fim, ela teve que avaliar a minha prova somente pela parte escrita.
Um outro episódio ocorreu em sala de aula, quando a professora queria se fazer ouvir, e estava uma bagunça, até que ela perdeu a paciência e gritou: "Vocês são surdos?" Eu deixei passar, porque era mais uma força de expressão, mas um amigo, não. Discutiu com ela, pois aquilo não era coisa que se dissesse, pois eu estava presente, o que quase resultou na expulsão dele da sala.

Nada é por acaso
Mas o mais significativo aconteceu no primeiro ano do Ensino Médio, entrou um colega novo que era insuportável, pois incomodava a todos, alunos e professores. Era  incorrigível. Até que ele resolveu me perseguir, me incomodando de várias maneiras, como gritar no meu ouvido, ou fingir que não falava para que eu não entendesse. Isso sempre acontecia na aula de uma professora em particular, pois ela só mandava parar, mas nunca o tirou de sala, nem reportou a direção. Até que um dia, na aula dela, ele achou que seria engraçado atirar pedacinhos de borracha no meu aparelho. Me queixei à professora, que nada fez. Como já era a quarta aula consecutiva que me incomodavam, saí da sala chorando de furiosa e fui embora. Cheguei em casa e comuniquei minha mãe que não voltaria ao colégio, contando o episódio mais recente, fora os outros que ela sabia. Na mesma tarde, uma outra professora ligou para minha casa, indagando o motivo de ter saído chorando da escola. Contei o ocorrido, e depois de falar com a minha mãe ao telefone, junto com a direção, prontamente resolveram tomar uma atitude, convocando uma reunião de professores, contaram o ocorrido e resolveram comunicar à família e ao aluno. Se acaso ocorresse novamente algum tipo de perseguição, seria sumariamente expulso e processado pelo colégio.
O pai dele era um advogado bem conhecido na cidade, só teve que acatar. Uma semana depois, ele veio e pediu desculpas. Aceitei, mas nunca mais falei com ele, até que, dois anos depois, ele veio conversar comigo, pois havia a possibilidade de ficar surdo, pois seu tímpano havia perfurado. Foi o que nos tornou amigos.

Muitos micos - e risos
Apesar de algumas dificuldades, também paguei vários micos, por entender errado. Por muitos anos cantei uma música do Rappa, "A minha alma", com uma palavra trocada. O trecho é esse:
"A minha alma tá armada e apontada
Para cara do sossego!"
Eu trocava o "sossego" por "morcego". Eu estava cantando, minha irmã mais velha ouviu, e depois de muito rir, me corrigiu. Outra que aconteceu (e o pior que foi no mesmo dia do morcego!) foi que a minha irmã mais nova estava brincando no quarto, e diz pra mim:
- Ninguém encara um ninja e sobrevive!
E eu respondo:
- Depende do carro!
Ela ficou me olhando com uma cara, até que esclarecemos: eu havia entendido que ela havia dito: "Ninguém em carro ninja sobrevive!" O que resultou em mais risadas.

Decepção na faculdade
Com 19 anos, passei para a faculdade. A minha paixão por livros fez com que eu considerasse em fazer faculdade de Biblioteconomia, embora o meu sonho fosse fazer Direito. O primeiro ano foi um pouco difícil, pois cursava 13 cadeiras, todas elas teóricas, e metade dos professores ditava, embora tenha feito questão de esclarecer a cada professor a minha objeção ao ditado. Nem todos foram compreensivos, o que me restava adotar o antigo método de copiar da colega ao lado.
Um fato que me indignou na época, e até hoje me indigna quando relembro, foi no primeiro ano, eu estava assistindo uma aula com uma professora formada em psicologia, e ela abordou a questão da deficiência em sala de aula. Tudo corria bem, até o momento que ela declarou:
- Os deficientes seguem uma vida relativamente normal, e até namoram!
Na mesma hora, a turma inteira me olhou, pois sabiam da minha história, e ela também. Meu sangue ferveu e discuti com a professora, em vista da declaração dela. Mesmo assim, ela não teve humildade suficiente para se retificar. Foi a minha maior decepção com o ambiente acadêmico.

Namoradeira assumida
Quando eu era mais nova, sempre pensava que não namoraria, pois achava que os meninos não iriam querer namorar comigo por causa do aparelho. No fim das contas, foi bem ao contrário. Fui bem namoradeira, tive namorados ótimos. O início do meu primeiro namoro foi engraçado, porque nós não nos entendíamos. Com o tempo nos adaptamos, como sempre foi. Eles se adaptavam a mim, e eu a eles.
Hoje estou namorando há três anos, juntos há quatro, no último ano de faculdade, enlouquecendo com TCC e sonhando com a formatura.
Muitos me peguntam que, se existisse a possibilidade de fazer uma cirurgia, se eu faria. Eu respondo que não, pois não sei se melhoraria ou pioraria. Apesar das dificuldades, minha qualidade de vida é muito boa.

O sonho de ouvir o mar
Sim, tenho o sonho de poder mergulhar no mar e escutar o barulho das ondas, ou tomar banho de chuveiro e escutar a água caindo, ou não ter que me preocupar a cada vez que chove e estou na rua, mas são coisas tão pequenas. Tem gente que sofre muito mais. Além do que, o mundo pode estar desabando, mas eu ainda posso tirar o aparelho e dormir feito pedra.
Além disso, eu sempre digo que eu sou o que sou por causa da minha deficiência. Tenho plena consciência de que poderia ser uma pessoa "normal" e ruim. Isso mantém a minha humildade, e faz com que eu lute muito mais, sabendo que há outros por aí que não tem força,  voz e vez.
Histórias, tenho aos montes, micos, mais ainda, mas também tenho força de vontade e persistência. Para alguns parece que é acomodação minha, mas não é.
Eu me aceito como sou, faço o que posso, e o que não posso, uso a criatividade; e quando realmente não tem jeito, eu simplesmente aceito. Afinal, até os ditos "normais" não fazem tudo...

O Diego chegou

23 de março de 2010 0

A Tici repassa pra mim esse mail da mamãe Aline, que teve o segundo filho, Diego, na Alemanha. Ela concordou em compartilhar sua experiência com o blog e, claro, mostrar aqui seu lindo tesouro.

Nós estamos ótimos, o meu pequeno Diego nasceu dia 11 de março (dia do meu aniversário de 33 anos) na 38ª semana de gestação. Ele nasceu supersaudável pesando 3,080kg e medindo 53cm. Estamos todos bem, já estou em casa desde ontem e lutando para amamentar pela segunda vez. Li teu post sobre a "inveja" que sentistes da mãe de "terceira viagem" amamentando com a maior naturalidade... Mas não pense que é sempre fácil, estou amamentando pela segunda vez e com problemas também.
Estou usando os bicos de silicone, pois, apesar de já ter formado o bico e já ter amamentado por oito meses meu primeiro filho, os bicos do meu seio já estão em "carne viva". Não pensei que passaria por tudo isso novamente, mas assim é a vida...
Assim como tu, também tenho uma mesinha cheia de acessórios para amamentar o Diego. Não é fácil.... Tenho leite demais, meus seios estão explodindo cheios de caroços e, é claro, mastite.
Meu pequeno teve o famoso "amarelão" e, por isso, sente-se cansado, dorme mais do que o normal e não sente muita fome, o que só agrava a minha situação.
Mas não perco a esperança. Foi assim com o meu primeiro filho, e eu venci. Estou certa de que irei vencer de novo!
Beijos, tudo de bom e aproveita o tempo em casa,

Aline
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