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Posts do dia 21 junho 2010

A Antonela dorme a noite toda?

21 de junho de 2010 1

Essa é a pergunta que mais tenho escutado de pais e mães que encontro pela rua. Logo no início a pequena acordava para mamar naquele horário "maravilhoso": entre três e meia e quatro da madrugada. O tempo foi passando e ela começou a espaçar o sono. Depois dos dois meses e meio começou a dormir da meia-noite as seis da manhã, depois as sete e até as oito.

Hoje com pouco mais de quatro meses o "grande sono", geralmente, vai da meia-noite até as seis da manhã. Acordo ela nesse horário para mamar porque saio para trabalhar e preciso adaptar as mamadas ao meu período de lida.

Voltando ao sono da pequena. Segui a orientação do pediatra "reserva" (marido da pediatra dela) de me acostumar com os "grunidos" nortunos da Antonela.

- Os bebês quando dormem são que nem carro velho. Estão sempre fazendo barulho. Você não deve pensar que qualquer ruidinho significa: "quero mamar".

Segui a orientação. A partir dos dois meses e meio dei uma forcinha para ajudar a espaçar mais o sono. Evitava pegá-la no primeiro "grunido".  Além disso, não deixava ela dormir muito durante o dia para não fazer a tradicional troca do dia pela noite. Também percebi que a medida que o tempo ficava mais frio, ela dormia mais - são que nem ursos adoram hibernar no inverno.

Como prêmio para uma boa noite de sono no quartinho dela, depois da mamada da manhã, ela dá uma "dormidinha"com o papai.

Na hora de escolher o presente do amiguinho

21 de junho de 2010 1

Dicas para comprar o presente para o coleguinha do seu filho, principalmente se a festa for na própria escolinha que ele frequenta.

- Se seu filho tem 4 ou 5 anos, e já é bem atento a detalhes, não compre para todos os coleguinhas o mesmo presente - para meninos, um presente, e para meninas, outra. Você economiza tempo, já que não precisará toda hora ir à caça do presente, mas não irá causar surpresa nenhuma, já que o aniversariante já sabe o que vai ganhar do seu filho. A dica é: varie os presentes e exercite a criatividade. Vai dar um pouco mais de trabalho, mas o sorriso de uma criança compensa qualquer esforço

- Pode parecer óbvio, mas atente para a faixa etária do brinquedo. Se tiver em dúvida, converse com a vendedora e pergunte para que idade tal brinquedo costuma fazer mais sucesso

- Se a festa é temática - e a pista já está no convite -, há bem menos risco de você não agradar o aniversariante. Se a criança é apaixonada por determinado personagem, costuma gostar de todos os brinquedos ou artigos que o tragam como motivo

- Você já deve ter percebido que o presente caro não é garantia de satisfação para seu filho, que, muitas vezes ou até na maioria das vezes, costuma dar mais valor para outro, que custou infinitamente menos. Não se constranja de dar um presente de menor valor do que seu filho recebeu dos colegas da escolinha. Afinal, as realidades são diferentes, e o tamanho do bolso, também. Considere as suas possibilidades e invista na criatividade na hora de escolher o presente. Se você se esmerou na escolha, o aniversariante ficará feliz com o presente

- Se seu filho frequenta uma escola de educação infantil, os aniversários costumam ser avisados via agenda. Não deixe de consultá-la diariamente. Quem já esqueceu de enviar o presentinho em dia de aniversário sabe o quanto a criança fica decepcionada e triste por não ter nada para entregar ao amiguinho. Ela fica mais triste até do que quando não recebe o presente de algum coleguinha

Quando os pais divergem sobre a forma de educar

21 de junho de 2010 1

A forma de educar os filhos, algumas ou até muitas vezes, causam desentendimentos entre os pais.  Há casos em que a mãe é mais permissiva, busca colocar panos quentes e tem uma forma de criar o rebento, digamos assim, mais light. Já o pai é mais rígido, executa mais, na hora, sem rodeios ou receios em gerar uma cena, mesmo em público. Em outras famílias, é exatamente o contrário, e os papéis se invertem. A psicológa Fernanda Callegari Beltrame responde a dúvidas comuns e dá dicas de como os pais podem – e devem – rever suas atitudes.  Pelo bem e em nome do filho, e também pela saúde do relacionamento do casal.

Quando há divergências na forma de educar o filho, como fica a cabeça das crianças?
Inicialmente a criança fica confusa, sem saber a quem obedecer quando um dos pais tira a autoridade do outro. Nos casos em que um dos pais fica mais permissivo, a criança pode crescer tendo a figura deste pai ou desta mãe como alguém submisso, a quem ele também pode mandar e não precisa obedecer.

Que danos esse conflito de opiniões pode causar no filho e até no relacionamento do casal?

Quando o pai ou a mãe tira a autoridade um do outro na frente da criança, ela pode crescer sem uma figura de referência de autoridade, não ter limites e achar que pode tudo. Quando a criança percebe esse movimento dos pais, em que um diverge do outro, ela começa a fazer chantagens para conseguir o que quer e, consequentemente, pode gerar uma briga entre o casal.

Como pai e mãe podem resolver as divergências e colaborar para uma educação eficaz do filho?

Eles devem conversar sobre a educação da criança longe desta e entrarem em um acordo, colocando em prática o que foi discutido. De preferência que essa conversa seja longe de casa ou em um momento que a criança esteja fora de casa. Quando a criança fizer tal coisa, tanto o pai quanto a mãe devem ter o mesmo comportamento por mais que não concordem 100%. O importante é que um não tire a autoridade do outro na frente da criança e que também não briguem na frente dela. Se em tal momento um não concordou com o outro, achou que poderia ser diferente, conversa separado depois. Que os pais possam mostrar os seus pontos de vista, um ao outro, e consigam chegar em um acordo do que é melhor para a criança.

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira, por Fabiana Sparremberger

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