Desde que voltei a trabalhar é como se estivesse numa constante maratona. A Antonela mama geralmente de quatro em quatro horas. Ao invés de trabalhar uma hora a menos, preferi sair para dar mama em casa. O leite materno é a única fonte de alimentação da pequena e assim será por mais um mês até a inclusão da "papinha" quando ela completar seis meses.
Quando engravidei pensei que seis meses de licença-maternidade eram um exagero e até injustos com o empregador. Hoje, acho que é o mínimo para garantir a integridade física da criança e mental da mãe.
Na quarta-feira (ontem), passou no Senado, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna obrigatória a licença de seis meses. Desde o início do ano, a ampliação do período de licença (de quatro para seis meses) está sendo adotada no funcionalismo público, mas é facultativa na iniciativa privada.
Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria confirmam que a amamentação regular, por seis meses, reduz 17 vezes as chances do bebê ter pneumonia, mais de cinco vezes a possibilidade de ter anemia e duas vezes e meia a possibilidade de ter diarreia.
Sou totalmente a favor da PEC que torna obrigatória a licença seis meses. Torço pela aprovação e sanção da nova legislação. Sim! Pela saúde dos pequenos.







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