
O ambiente em que a criança vive também influencia nas cólicas. Carinho, afeto e aconchego são fundamentais para os bebês, que não são iguais entre si. Muitos se acalmam com músicas relaxantes, outros gostam do silêncio. Os especialistas lembram que as mães não podem se desesperar diante do choro incontido. Os recém-nascidos estão, antes de tudo, experimentando o novo ambiente, e a adaptação pode levar um tempo.
Além disso, quem amamenta deve cuidar da própria alimentação, evitando produtos gordurosos, condimentados, leite de vaca e derivados.
— O bebê não deve mamar deitado. Precisa sempre ser estimulado a arrotar. Bolsas de água morna são excelentes para amenizar as cólicas. Não recomendamos chazinhos e fitoterápicos, como a funchicória, devem ser oferecidos com parcimônia — avisa Cavalcante.
Abaixo, alguns truques que influenciam no fim do desconforto.
Shantala
Pode ser feita a partir do 40º dia de vida da criança. É uma massagem terapêutica para bebês que auxilia na liberação dos gases e aquece a região trabalhada, o que contribui para minimizar a dor.
Deve ser adaptada à cada criança porque estimula as funções intestinais por meio de movimentos de amassamento e deslizamento. O ideal é que seja feita com o auxílio de óleos naturais de origem vegetal e prensagem à frio.
Funchicória
Apresenta-se sob a forma de pó obtido a partir de uma planta chamada funcho ou erva-doce. Proporciona efeito relaxante e sedativo, podendo ser benéfico como auxiliar no tratamento sintomático da cólica.
O uso excessivo, no entanto, pode ser prejudicial e causar pausas respiratórias.
O problema do refluxo
É o movimento do conteúdo gástrico para o esôfago na direção oposta às contrações musculares normais. Em bebês, um pequeno refluxo é aceitável. Se persistente, com vômitos frequentes, tosse crônica e irritação subsequente do esôfago, geralmente há choro constante e desconforto.
O refluxo que causa dificuldade respiratória é considerado anormal.
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