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Lembranças da gravidez... I

10 de agosto de 2010 2

Fiquei grávida no ano passado. Foi o que motivou a minha entrada, primeiro, no blog Em Nome do Filho e, depois, migramos (eu e a Fabi) para o Meu Filho. Na época ficava indignada quando perguntava coisas a respeito da gravidez para a minha mãe e ouvia a repetida resposta: "não sei, não lembro mais".

Nada como o tempo para ensinar. Hoje já começo a esquecer algumas coisas desse passado muito recente.

Como o blog também fala para gestantes, começo hoje uma série de textos com alguns fatos que considero marcantes da minha gravidez.

A descoberta

Quem acompanhou a trajetória desde o início, sabe que a Antonela foi planejada (que estranho falar assim da nossa pequena). Vivo com o pai dela há sete anos e nos casamos oficialmente há cinco. Sempre éramos, constantemente, alvo de brincadeiras e cobranças implícitas sobre a paternidade.

Sempre questionei a maternidade. Pensava: porque toda mulher  tem que querer sem mãe?  Confesso que a vontade demorou a aparecer.  Sempre deixei claro que não tinha certeza se queria experimentar a maternidade.

O tempo foi passando. Comecei a conviver com uma serie de bebês muitos próximos, um afilhado, um sobrinho... E, de uma hora para outra, sem grandes explicações, surgiu uma inclinação, depois um desejo e por último a convicção.

Diante da certeza, parei de fumar, troquei de médico. Fiz uma série de exames anteriores. Estava tudo bem com o organismo. Conversei com o pai da pequena (que já havia despertado para a paternidade) e combinamos tentar.

A médica havia alertado que casais férteis poderiam demorar até um ano para conseguir engravidar. Desde o primeiro mês com tudo "liberado", combinei que não falaríamos para ninguém. Isso incluía dividir a informação apenas com os nossos fantasminhas interiores e lembro-me exatamente da frase que usei:

- No fim do mês não vem com perguntas do tipo e aí?

O eternamente compreensível Fabiano concordou sem pestanejar. Um mês depois sentia os seios mais doloridos do que o normal. Nunca fui muito ligada, mas desconfiava que a menstruação estava atrasada.  Fizemos o teste da farmácia. O pai ficou controlando no banheiro. Ele saiu com os olhos marejados comemorando a gravidez. Cética, só acreditei, no outro dia, depois que a experiente médica me examinou. Ela falou uma frase inesquecível, confirmada posteriormente pelo exame de sangue.

- Você está acompanhada!

* Nos próximos dias, contarei outros eventos marcantes da gravidez da pequena.

Comentários (2)

  • Juliana diz: 18 de agosto de 2010

    Descobri há 2 dias que "estou acompanhada".
    Não paro de fazer xixi e... chorar!
    Adorei teu post, estou chorando até agora!

  • nayara diz: 25 de maio de 2012

    adoreiii o post. Eu estou gravida de tres meses e fiz meu 1 ultrassom e maravilhoso mesmo to muito feliz nao foi planejado mais eu i meu marido estamos amando... Bjssss

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