Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 23 agosto 2010

No mundo dos autistas

23 de agosto de 2010 0

* A criança tem aparência normal. Os pais desconfiam, mas não detectam o problema, nem com o uso de aparelhos nem com exames laboratóriais. O diagnóstico é feito por meio de uma série de sintomas como dificuldades na interação social, problemas de linguagem e de comportamento. Estamos falando do autismo, também conhecido como transtorno global de desenvolvimento. Um distúrbio do desenvolvimento humano que pode ser leve, moderado ou severo (normalmente associado a alguma doença mental). Apesar dos avanços nos estudos, ainda não há uma causa bem definida para o problema.

Na semana passada, a coluna reproduziu um depoimento emocionante da nutricionista Silvia Sperling, mãe do Otávio, autista de quatro anos. Seguimos no assunto porque ainda há muito a ser falado.

- Eles parecem, às vezes, extraterrestres - relata Ligia Tonetto, tesoureira da Associação dos pais e amigos do autista de Santa Maria, criada em 2008.

- A cabeça deles é como se fosse uma mala bagunçada. Eles vão colocando coisas nela e não sabem como usar - comenta a especialista em autismo, Fabiane Biazus, exemplificando que é como se um brasileiro fosse morar no Japão e não entendesse uma palavra de Japonês.

A forma como o autista aprende é diferente. Não é que ele não goste, por exemplo, de olhar nos olhos dos outros. Mas um autista normalmente não vê significado nisso.

- O simbólico não existe, e ele precisa de estímulos visuais. Para entender o que é uma banana, ele precisa ver uma banana.

É comum os pais relatarem que a criança passou por um período de normalidade antes de manifestar os sintomas do autismo. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental. Formada em educação especial, com especialidade em autismo, Fabiane acredita que ainda falta informação aos pediatras. Compreendendo os sintomas, eles poderiam encaminhar a criança para outros profissionais especializados, como um neuropediatra, psicopedagogo, fonoaudiólogo e educador especial.

Desde cedo é preciso estimular a fala, a prática de exercícios físicos e uma série de rotinas para se adaptar melhor nesse mundo dos ditos "normais". Hoje autistas considerados leves estão inseridos no mercado de trabalho e conseguiram constituir famílias.

Segundo Ligia Tonetto, a inserção em escolas regulares é fundamental nesse processo, mas ainda há muito o que avançar. Esse é um dos desafios da Associação que reúne cerca de 40 pais de autistas. O principal objetivo da entidade é criar um centro de excelência de desenvolvimento humano. Seria um centro multidisciplinar com apoio médico e educacional para abrigar os autistas no período oposto ao escolar. O projeto já existe e para sair do papel é preciso captar recursos. Uma das alternativas encontradas pela associação seriam recursos federais. Porém para receber os valores, a cidade ainda precisa ter uma legislação específica criando um conselho municipal dos direitos das pessoas com deficiência.

Segundo a ASA - Autism Society of American, pessoas com autismo tem pelo menos metade dessas características:

- Usa pessoas como ferramentas

- Resiste a mudanças de rotina

- Não se mistura com outras crianças

- Não mantém contato visual

- Age como se fosse surdo

- Resiste ao aprendizado

- Apresenta apego não apropriado a objetos

- Não demonstra medo de perigos

- Gira objetos de maneria bizarra ou peculiar

- Apresenta risos e movimentos não apropriados

- Resiste ao contato físico

- Tem acentuada hiperatividade física

- As vezes é agressivo e destrutivo

- Apresenta modo e comportamento indiferente e arredio

* Coluna Em Nome do Filho, assinada por Ticiana Fontana e Fabiana Sparremberger, publicada todas as segundas no jornal Diário de Santa Maria.

 

Até que enfim, ex-mãe única

23 de agosto de 2010 1

Sou partidária assumida aqui na Redação do Diário do PPF (Partido Pelos Filhos). Vivo propagando as alegrias de ser mãe aos quatro cantos para ver se sensibilizo as colegas e amigas a ingressar nessa missão, a mais gratificante de todas.
Só que, até há poucos dias, meu partido tinha uma filiada só - eu mesma. Nenhuma outra jornalista do Diário de Santa Maria tomava a iniciativa de entrar para o PPF, apesar de tanta propaganda e promessas de felicidade ímpar e incomparável.
Na última semana, até que enfim minha luta rendeu frutos, e o partido ganhou mais uma filiada: a Silvana Silva, a Sil, nossa editora de produção aqui do Diário. Ela vai ser mãe e tirar esse título que eu não gosto nenhum pouco: única mãe da Redação do Diário. Posso até seguir sendo, como me chama a Tici, a Mãe-Mor, mas, Mãe Única, ah, esse título não me agrada nenhum pouco...
Por isso, sigo colhendo assinaturas para o PPF. Agora que já consegui a primeira filiada, só vai...
Confira, no blog Bastidores do Diário (www.diariosm.com.br/bastidoresdodiario), quem é a nova mamãe que me torna, com muito orgulho e satisfação, definitivamente, a ex-mãe única da redação do Diário.

Nas fotos de Jean Pimentel, eu, a Sil e o bebê, na pracinha da sede da RBS Santa Maria.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...