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Posts do dia 30 agosto 2010

Sem leite materno

30 de agosto de 2010 3

Hoje fiz uma matéria sobre a semana mundial de aleitamento materno. Era uma audiência pública direcionada a profissionais da saúde de Santa Maria. O que mais me chamou a atenção foi o resultado de uma pesquisa feita há dois anos na cidade. Das 1079 mães entrevistadas, apenas 34% tinham amamentado.

Os dados revelam que há falhas em todos os elos dessa corrente. Profissionais da saúde não orientam adequadamente as gestantes. Mães não estão tão dispostas assim a amamentar. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o leite materno seja a única fonte de alimentação dos bebês até os seis meses e um complemento alimentar até os dois anos de idade.

Além dos benefícios psicológicos, fortalecendo o elo mãe x bebê, o leite materno ajuda na imunidade, no desenvolvimento em geral da criança.

O problema é que poucos falam que é preciso muita força de vontade para amamentar. A gestante precisa de um preparo mental e físico. Primeiro deve observar se o bico é adequado, se não for, é preciso estimular. Depois precisa de orientação sobre como colocar o bebê nos seis, quanto tempo em cada mama, etc.

Acima de tudo deve estar disposta a se doar totalmente nos primeiros dias e meses. A gente está sempre fedendo a leite e parece um “zumbi”. Passa quase todo o tempo exclusivamente a disposição do bebê. Tem de estar preparada para encarar as adversidades da amamentação, como rachaduras, dores e inflamações nos seios.  

Segundo a pediatra, Márcia Michelloti, não existem leite fraco ou pouco leite e sim mães mal orientadas. A amamentação exige muita persistência e paciência.

- O fundamental é nos primeiros seis meses. Se conseguir até aí, está ótimo.

Só consegui amamentar a pequena, graças a ajuda de outras mães que repassaram as suas experiências aqui no blog. Tive todos os problemas possíveis, a Antonela não tinha força para sugar (por causa da prematuridade), falta de bico, fissuras, rachaduras, mastite.

A pequena esta com quase sete meses e continuo dando, em média, quatro mamadas por dia. Quando não estou em casa, ela mama o meu leite que tem um estoque congelado (vale por seis meses). Sinto-me uma espécie de “mamadeira gigante”, mas fico recompensada quando a pequena grita de alegria ao me ver antes de cada mamada.

Tem (teve) desejo de quê?

30 de agosto de 2010 0

Como não tive desejos durante a gravidez, pedi ajuda para nossas leitoras do blog para fazer a coluna de hoje. E as mamães responderam quais os desejos que tiveram durante a gestação. Entre as respostas:

Senti vontade de tomar guaraná, mas tinha que ser o guaraná na garrafinha pequena (Andrea)
Tinha taras por musse de maracujá e morangos (Pricila, mãe da Malu)
Quis comer bife à milanesa, molhadinho como minha mãe faz… E melancia, muita melancia (Andrea)
Minha avó conta que ela queria comer pasta de dente (Vanessa)
Morria salivando só de pensar em água com gás (Carolina, mãe do Arthur)
Trocaria qualquer refeição por pizza ou ovo com queijo! (Helena, mãe da Maria Clara)
A única coisa que me dava vontade de fazer era tomar limonada (Carine)
Só tive um incontrolável desejo: água de poço artesiano (Marcia)

Mas, afinal, desejo de grávida existe mesmo ou é invenção da cabeça da futura mamãe para chamar a atenção?
Para quem sempre pensou que fosse frescura, continue lendo. Há, sim, fatores que podem desencadear essas extravagâncias alimentares, mais comuns nos primeiros três meses da gravidez, segundo os especialistas:

Hormônios _ Liberados durante a gravidez, como a progesterona, os hormônios são considerados os responsáveis pela alteração do apetite da grávida. Eles alteram o funcionamento do organismo, promovendo, por exemplo, mudanças no paladar e no Ph da boca, o que explicaria por que as gestantes passam a comer o que não gostavam e deixam de se alimentar com as comidas preferidas 
Falta de nutrientes _ Carência de algum componente como zinco, cálcio e vitaminas pode explicar desejos tão estranhos. Quando a vontade é por doces, a explicação pode ser a hipoglicemia (quando se fica muito tempo sem comer ou quando há desiquilíbrio no metabolismo de carboidratos)
Busca pelo prazer _ Alguns alimentos liberam substâncias que geram prazer e melhoram o humor
Emocional _ A ginecologista e obstetra de Santa Maria Jocimara Fernandes diz que os desejos existem  e  “possivelmente são motivados por um componente pscicológico, no intuito de mobilizar as atenções para a gestante e valorizar seu momento”.

Desejos à parte, confira dicas de alimentação para as grávidas, da ginecologista Jocimara Fernandes e da nutricionista Mileni Fernandes. Pela saúde da mamãe e do bebê são indicados:

Alimentação o mais natural e saudável possível (com frutas e verduras) e pelo menos 1 litro e meio de água pura por dia
Retirar refrigerantes e controlar o consumo de doces
Excluir da dieta alimentos estimulantes como café, chimarrão, chás verde, preto e branco e refrigerantes
Realizar refeições com intervalo de no máximo quatro horas e evitar líquidos com as refeições

E só mais uma lembrancinha: a quantidade de alimento não é tão importante quanto à qualidade, e não precisa “comer por dois”.
E se aquele desejo de comer algo muito extravagante não possa ser realizado na hora, os especialistas garantem: seu bebê não vai nascer com a cara do desejo não concretizado.

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira por Fabiana Sparremberger

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