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Posts de agosto 2010

Não esqueça da cadeirinha

31 de agosto de 2010 0

A partir desta quarta-feira, dia 1º, entra em vigor a lei das cadeirinhas. Confira uma reportagem feita pela RBS TV Santa Maria sobre o assunto. Mais especificamente feita pela colega Ticiana, com a pequena Antonela testando o bebê-conforto.

Clique aqui e confira.

Pergunte ao pediatra (2)

31 de agosto de 2010 0

É terça-feira, e dia da nossa seção Pergunte ao Pediatra, uma parceria do blog com a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS). Uma dúvida bastante comum, que foi respondida pela pediatra Rita de Cássia Silveira, da diretoria da SPRS e professora do Departamento de Pediatria Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Há um modo realmente eficaz para desentupir o nariz do recém-nascido?

É frequente observarmos que o recém-nascido apresenta um ruído nasal característico da mudança de ambiente intra-uterino para o extra-uterino. Ou seja, ele estava banhado em líquido amniótico na barriga de sua mãe e, ao nascer, respira em ar ambiente. Este ruído é normal e, quando acompanhado de algum grau de secreção nas narinas, melhora um pouco com aspirações nasais e introdução, gota a gota, de solução fisiológica nas narinas. Mas, atenção, o excesso de manipulação irrita ainda mais a mucosa nasal do pequeno paciente.

O Estranho em Mim

31 de agosto de 2010 2

Eu ainda não vi o filme, mas o Roger Lerina já disse que é pesadíssimo. Pudera. Falar de depressão pós-parto (confesso que nunca tinha ouvido falar de um filme que abordasse o tema tão explicitamente) requer estômago. E como ainda sou puérpere - parece que o período dura oito meses - acho que vou esperar um pouquinho mais. Anyway, para quem quiser se aventurar, está em cartaz

O Estranho em Mim (2008), filme alemão dirigido por Emily Atef, sobre a indigesta - mas supercomum - depressão pós-parto.

A produção (...) conta a história de Rebecca (Susanne Wolff) e Julian (Johann von Buelow), um casal apaixonado que está esperando o primeiro filho. No filme, a depressão se inicia no momento em que Rebecca olha o filho, Lukas, pela primeira vez e não consegue reconhece-lo como parte de si. Ele é um estranho, como o próprio título diz. Ao contrário do que acontece na vida real, já que esses sentimentos de tristeza profunda e confusão geralmente se iniciam no último trimestre da gravidez.

Digo supercomum porque as estatísticas dessa doença são assustadoras. Cerca de 50% a 60% das mulheres passam por ela - até aquelas que nunca apresentaram sintomas na vida. O mais curioso é que a depressão pós-parto quase nunca chega no hospital, nem na primeira semana de vida do bebê, quando a mamãe está rodeada de familiares, sendo mimada e cheia de gente babando em volta da cria.

O bicho pega mesmo quando a família volta para a casa e o bebê deixa de ser novidade. É quando "a ficha cai". E o nenê começa a chorar sem parar. E você está completamente esgotada, sem experiência, etc e etc. O bom é que depois passa.

Apesar de não ter visto o filme, fico feliz do tema não ter sido esquecido. Quando estava grávida, ficava preocupada com a maneira como alguns assuntos eram tratados - ou não eram tratados. Quase tudo que eu lia sobre gravidez - até eu encher de ler sempre as mesmas coisas - criava um imaginário perfeito em torno dessa fase da mulher, que ela ficava mais bonita e etc, etc. Ok, ficamos mais lindas, os cabelos crescem, as unhas se fortalecem e rola aquela história da mulher se sentir poderosa - e é oras - por estar gerando uma vida. E a depressão pós-parto seria uma simples melancolia passageira. Será?

Pena que na prática não é assim que acontece. Por isso a importância da mãe estar MUITO preparada para receber o filhote.

Se eu pudesse dar um conselho a uma grávida hoje, diria que mais importante do que se preocupar com a decoração do quarto é poder contar com alguém de confiança nesse início - vale desde a vó da criança até o melhor amigo gay. Garante que a paz reine no seu lar e ajuda a evitar que a melancolia vire uma internação.

Estou sendo trágica demais? Pode até ser.

Mas funciona.

Até.

Sem leite materno

30 de agosto de 2010 3

Hoje fiz uma matéria sobre a semana mundial de aleitamento materno. Era uma audiência pública direcionada a profissionais da saúde de Santa Maria. O que mais me chamou a atenção foi o resultado de uma pesquisa feita há dois anos na cidade. Das 1079 mães entrevistadas, apenas 34% tinham amamentado.

Os dados revelam que há falhas em todos os elos dessa corrente. Profissionais da saúde não orientam adequadamente as gestantes. Mães não estão tão dispostas assim a amamentar. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o leite materno seja a única fonte de alimentação dos bebês até os seis meses e um complemento alimentar até os dois anos de idade.

Além dos benefícios psicológicos, fortalecendo o elo mãe x bebê, o leite materno ajuda na imunidade, no desenvolvimento em geral da criança.

O problema é que poucos falam que é preciso muita força de vontade para amamentar. A gestante precisa de um preparo mental e físico. Primeiro deve observar se o bico é adequado, se não for, é preciso estimular. Depois precisa de orientação sobre como colocar o bebê nos seis, quanto tempo em cada mama, etc.

Acima de tudo deve estar disposta a se doar totalmente nos primeiros dias e meses. A gente está sempre fedendo a leite e parece um "zumbi". Passa quase todo o tempo exclusivamente a disposição do bebê. Tem de estar preparada para encarar as adversidades da amamentação, como rachaduras, dores e inflamações nos seios.  

Segundo a pediatra, Márcia Michelloti, não existem leite fraco ou pouco leite e sim mães mal orientadas. A amamentação exige muita persistência e paciência.

- O fundamental é nos primeiros seis meses. Se conseguir até aí, está ótimo.

Só consegui amamentar a pequena, graças a ajuda de outras mães que repassaram as suas experiências aqui no blog. Tive todos os problemas possíveis, a Antonela não tinha força para sugar (por causa da prematuridade), falta de bico, fissuras, rachaduras, mastite.

A pequena esta com quase sete meses e continuo dando, em média, quatro mamadas por dia. Quando não estou em casa, ela mama o meu leite que tem um estoque congelado (vale por seis meses). Sinto-me uma espécie de "mamadeira gigante", mas fico recompensada quando a pequena grita de alegria ao me ver antes de cada mamada.

Tem (teve) desejo de quê?

30 de agosto de 2010 0

Como não tive desejos durante a gravidez, pedi ajuda para nossas leitoras do blog para fazer a coluna de hoje. E as mamães responderam quais os desejos que tiveram durante a gestação. Entre as respostas:

Senti vontade de tomar guaraná, mas tinha que ser o guaraná na garrafinha pequena (Andrea)
Tinha taras por musse de maracujá e morangos (Pricila, mãe da Malu)
Quis comer bife à milanesa, molhadinho como minha mãe faz... E melancia, muita melancia (Andrea)
Minha avó conta que ela queria comer pasta de dente (Vanessa)
Morria salivando só de pensar em água com gás (Carolina, mãe do Arthur)
Trocaria qualquer refeição por pizza ou ovo com queijo! (Helena, mãe da Maria Clara)
A única coisa que me dava vontade de fazer era tomar limonada (Carine)
Só tive um incontrolável desejo: água de poço artesiano (Marcia)

Mas, afinal, desejo de grávida existe mesmo ou é invenção da cabeça da futura mamãe para chamar a atenção?
Para quem sempre pensou que fosse frescura, continue lendo. Há, sim, fatores que podem desencadear essas extravagâncias alimentares, mais comuns nos primeiros três meses da gravidez, segundo os especialistas:

Hormônios _ Liberados durante a gravidez, como a progesterona, os hormônios são considerados os responsáveis pela alteração do apetite da grávida. Eles alteram o funcionamento do organismo, promovendo, por exemplo, mudanças no paladar e no Ph da boca, o que explicaria por que as gestantes passam a comer o que não gostavam e deixam de se alimentar com as comidas preferidas 
Falta de nutrientes _ Carência de algum componente como zinco, cálcio e vitaminas pode explicar desejos tão estranhos. Quando a vontade é por doces, a explicação pode ser a hipoglicemia (quando se fica muito tempo sem comer ou quando há desiquilíbrio no metabolismo de carboidratos)
Busca pelo prazer _ Alguns alimentos liberam substâncias que geram prazer e melhoram o humor
Emocional _ A ginecologista e obstetra de Santa Maria Jocimara Fernandes diz que os desejos existem  e  "possivelmente são motivados por um componente pscicológico, no intuito de mobilizar as atenções para a gestante e valorizar seu momento".

Desejos à parte, confira dicas de alimentação para as grávidas, da ginecologista Jocimara Fernandes e da nutricionista Mileni Fernandes. Pela saúde da mamãe e do bebê são indicados:

Alimentação o mais natural e saudável possível (com frutas e verduras) e pelo menos 1 litro e meio de água pura por dia
Retirar refrigerantes e controlar o consumo de doces
Excluir da dieta alimentos estimulantes como café, chimarrão, chás verde, preto e branco e refrigerantes
Realizar refeições com intervalo de no máximo quatro horas e evitar líquidos com as refeições

E só mais uma lembrancinha: a quantidade de alimento não é tão importante quanto à qualidade, e não precisa "comer por dois".
E se aquele desejo de comer algo muito extravagante não possa ser realizado na hora, os especialistas garantem: seu bebê não vai nascer com a cara do desejo não concretizado.

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira por Fabiana Sparremberger

No mundo dos autistas III

29 de agosto de 2010 1

Ainda sobre autismo, recebemos o depoimento da Paula Santos, mãe do João Gabriel de 3 anos. Ela tem um blog sobre o assunto e nos mandou uma série de textos contando algumas experiências de ser mãe de um serzinho tão especial.

"Quando o João Gabriel estava com 2 anos e 1 mês, me foi orientado pelo pediatra da possibilidade do diagnóstico de Autismo, no inicio me revoltei mas ao longo do tempo após a confirmação com o auxilio de uma neurologista pediatra e o inicio do tratamento (hoje ele faz fono, equoterapia, e terapia ocupacional) estamos no caminho para alcançar melhoras .

De maneira geral minha orientação para outros pais seria de que observassem muito bem o seus filhos, pois, hoje analisando o passado percebo que o João já apresentava sinais do Autismo desde muito cedo.
Os sinais são basicamente estes:

**Ausência de fala, ou A perda da fala onde a criança começa a falar como foi com o João que iniciou os primeiros balbucios e parou de falar ao invés de aumentar seu vocabulário.Por isso preste bastante atenção ao seu redor ao escutar as pessoas dizendo : Ele só fala quando quer,ou ele PAROU de falar.

**Movimentos repetitivos (estereotipias), são movimentos considerados estranhos, como girar objetos, bater palmas freqüentemente, ou rodopiar sem parar.

** Pouco sensibilidade a dor, por exemplo, o seu filho cai e não chora, ou ele fica batendo a cabeça e parece não sentir.

**E o principal: O CONTATO VISUAL, este pode ser observado muito cedo, pois, a criança apresenta um olhar distante, e dificilmente atende a um chamado (cuidado O AUTISMO pode ser confundido com SURDEZ).

Quando surgirem algum desses sintomas leve o seu filho ao pediatra, e peça uma opinião e se mesmo assim não se der por satisfeita leve-o ao neuro pediatra e tire a duvida, pois, quanto mais cedo o diagnostico maior a possibilidade de resultados, ou seja, o prognostico pode ser melhor do que seria se não fosse percebido cedo.

Será necessária persistência na busca por respostas, mas o importante é transformá-los em pessoas independentes.

Sobre o nosso dia a dia, o importante é ter uma rotina bem especificada, programar através de conversas o dia a dia deles, assim eles ficam mais organizados, por exemplo, segunda-feira a noite avisar: amanha você terá aula, brincará com os colegas e fará um lanche depois a mãe vai te buscar, etc.
Hoje em função do meu trabalho só tenho tempo com ele no horário das terapias, e aos finais de semana é bem difícil, mas com muito esforço a noite sento para brincar com ele e desenvolver as atividades orientadas pelas profissionais que o atendem.

Outra dica pesquise os valores dos atendimentos.Existem valores absurdos, mas também desconfie de profissionais muito acessíveis, vá atrás dos seus direitos, você tem direitos de ter tratamento adequado.

Sobre a escola regular, só posso dizer q sou a favor quando existe um preparo para atendê-los, pois, ao contrario ela não ajuda no tratamento, no nosso caso o João Gabriel, após algumas tentativas e insucessos não esta freqüentando nenhuma escola, pois, a escola inclusiva aqui de Poa NÃO tem vagas no momento.
A escola precisa ter boa vontade, profissionais preparados e todo um trabalho de integração da escola + a família + os terapeutas, isso sem duvida associado a MUITO AMOR rende resultados.

PARA divulgar um pouco da nossa vivencia com o autismo criei um blog (sonhos do Gabriel), La escrevo sobre situações diversas, como informações, novidades, filmes, enfim.

O blog da Paula é o http://blogsonhosdogabriel.blogspot.com

Receitas de mãe para filho (6)

28 de agosto de 2010 0

A receita é do guri Lucca Botega, de Caxias do Sul, e foi publicada no jornal Pioneiro em outubro de 2008. Ele ensina como crianças e adolescentes podem preparar a receita. Uma ótima pedida para fazer junto com seu filho.

BOLO DE PIPOCA
Ingredientes
1 pacote de pipoca para micro-ondas, do sabor que você quiser (doce, de preferência)
300g de marshmallow em bolas brancas
Confeitos de chocolate coloridos
Calda de chocolate
Margarina

Como fazer
1. Peça para os seus pais indicarem um recipiente próprio para ser usado em micro-ondas
2. Passe margarina em todo o interior da fôrma e coloque o marshmallow
3. Peça ajuda aos seus pais para derreter o marshmallow no micro-ondas, aquecendo o doce durante três minutos em potência alta. Muito cuidado na hora de retirar o recipiente do micro-ondas, porque o marshmallow vai estar bem quente
4. Deixe o marshmallow esfriar. Enquanto isso, estoure as pipocas no micro-ondas. Para isso, você deve fazer como ensina na embalagem, mas sempre com um adulto por perto
5. Passe margarina nas mãos e misture as pipocas estouradas com o marshmallow derretido. Se estiver muito grudento, você pode passar mais margarina
6. Pegue uma fôrma de pudim e passe margarina em todo o seu interior
7. Coloque a mistura na fôrma e vá ajeitando com as mãos
8. Desenforme e decore o bolo. A sugestão é usar calda de chocolate e confeitos coloridos, mas você pode fazer como desejar

No mundo dos autistas II

28 de agosto de 2010 0

O autismo virou tema de alguns textos que publicamos no blog e na coluna de segunda-feira no jornal Diário de Santa Maria. Abaixo os comentários de pais que tem filhos autistas.

"Boa noite, acabei de ler a matéria do diário, tenho um menino que está autista, grau leve, conheço várias mães e vários autistas, achei que a iniciativa de vocês de abordar o tema ,super, mas fiquei surpresa, pois nunca esperava que o jornal local tivesse essa atitude de falar de um tema novo e ao mesmo tempo tão antigo, PARABÉNS!!!!! O AUTISMO foi e será sempre ligado a mistério, pois até hoje não se sabe a causa exata e nem onde fica fisicamente o dano no cérebro, há varias pesquisas nesta área, graças a Deus, mas ainda estamos engatinhando no assunto. Por favor continuem a falar e publicar matérias sobre o tema, pois precisamos que a mídia nos ajude , para que os nossos pequenos autistas não sofram tanto preconceito, porque a nossa sociedade tem medo do que não conhece. Nossos filhos passam por mal educados, surdos, mimados e tudo mais, por falta de informação das pessoas. A UFSM está com uma equipe de Ed. Especial e autismo, eles estão fazendo um bom trabalho de divulgação e esclarecimento, oportunizando palestras mensais no auditório da universidade e o melhor, gratuitas, com profissionais de renome e especialistas em neuropediatria X autismo -site www.ufsm.br/autismo. Agradeço de coração, obrigada por voces lembrarem que o mundo é uma diversidade, mas no fundo todos somos iguais." (Silvia Gonçalves)

"Boa tarde, ótima lembrança a reportagem sobre o Autismo, pois ajuda as pessoas a reconhecerem que esta limitação existe e que infelizmente há cada vezes mais crianças com este problema. Espero que o tema seja aprofundado, para que possam entender determinadas atitudes de nossos pequenos e não sejam tachados de mal educados. Na escola Antonio Alves Ramos, está sendo feito um ótimo trabalho de inclusão de nossos autistas desde o ano passado. Parece pouco (uma criança estar na escola é normal) mas peregrinamos por várias escolas e não fomos aceitos." Paulo Giovani Gonçalves (pai de autista)

Alienação parental vira crime

27 de agosto de 2010 1

O presidente Lula sancionou na quinta-feira e foi divulgado nesta sexta, no Diário Oficial da União, o Projeto de Lei da Alienação Parental. A lei, que foi aprovada com dois vetos, considera alienação parental:
-  fazer campanha de desqualificação da conduta do pai ou da mãe no exercício da paternidade ou maternidade
- dificultar o exercício da autoridade parental, ou seja, o contato de criança ou adolescente com o genitor (pai ou mãe)
- atrapalhar o exercício do direito regulamentado de convivência familiar
-  omitir deliberadamente a genitor (pai ou mãe) informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço
-  apresentar falsa denúncia contra o pai ou mãe, contra familiares ou contra avós, para dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente
- mudar o domicílio para local distante sem justificativa, visando dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, avós ou familiares também acarretará em punição

As punições previstas na lei
Para quem praticar os atos acima, estão previstos aplicação de multa, atendimento psicológico e até a perda da guarda da criança a pais que, comprovadamente, estiverem manipulando os filhos.

Como será o julgamento das denúncias
A lei fixa ainda que os processos do tipo ganharão prioridade no julgamento. Quando houver denúncia de alienação parental, o juiz pode determinar perícia psicológica. O perito tem três meses para apresentar o laudo, mas o período pode ser estendido se a Justiça entender a viabilidade. Pai e mãe que apresentarem denúncias falsas de alienação parental também estão sujeitos às mesmas penas.

O que não passou na lei

De acordo com a Casa Civil, Lula vetou os Artigos 9 e 10 da lei.
O primeiro, porque previa que os pais, extrajudicialmente, poderiam firmar acordo, o que é inconstitucional.
Já o Artigo 10 previa prisão de seis meses a dois anos para o genitor (pai ou mãe) que apresentar relato falso. Nesse caso, ainda segundo a Casa Civil, o veto ocorreu porque a prisão do pai poderia prejudicar a criança ou adolescente.

Fonte: Agência Brasil

Culpa do cortisol

27 de agosto de 2010 2

Acabei de ler uma nota na Veja dizendo que depressão e ansiedade durante a gravidez podem influenciar diretamente no tamanho do bebê. A pesquisa, publicada no jornal BMC Public Health, afirma que psicológicos na gestação resultam em fetos pequenos, mais suscetíveis a morrer na infância.

O estudo, realizado com mulheres que vivem na zona rural de Bangladesh, indica que a saúde mental da mulher é um fator primário na mortalidade infantil, assim como pobreza, desnutrição materna e falta de assistência médica.

Eu só fico me perguntando como alguém passa por uma gravidez sem ansiedade. Ansiedade é medo. E ter medo, ainda mais do novo, do desconhecido, é supernormal.

Nem vou entrar no mérito da depressão, porque o assunto é mais polêmico. Tem médicos inclusive receitando remédios a doidado durante a gestação, algo que ainda não se tem totalmente certeza se é seguro.

O argumento é que a mãe "controlada" passaria menos cortisol para o feto na placenta. Recentemente, foi encontrada uma ligação entre os níveis desse hormônio do estresse em líquido amniótico e o índice de desenvolvimento mental da criança. Quanto maior a concentração de cortisol, pior.

Esses estudos que mostram que a mulher estressada (para não dizer outra coisa) vai fazer mal para o próprio filho é puro terrorismo. Eu sou a prova viva disso.

Sou bastante ansiosa  e passei a gravidez sem absolutamente nenhum remédio. As vezes comia bastante chocolote ou tomava café.

Passei o tempo todo pensando no cortisol que eu estava passando para o meu filho. Teve médico que chegou a me dizer para tomar isso ou aquilo, mas NUNCA. Se cortisol faz mal, imagine uma química qualquer.

Se eu tivesse dado ouvidos a essa bobagem de que meu estado de humor afetaria meu filho, estava frita.

O Leonardo, que é a paz de criança (ok, puxou o pai), seria nervoso, irritado, hiperativo, doente, magro e prematuro.

Saúde mental faz estragos, sim. Mas não quer dizer que se você tenha algum problema vai passar para o seu filho.

Ele pode, inclusive, ser uma evolução sua.

Até

Adolescentes antes da hora?

26 de agosto de 2010 3

Eu aqui de novo pedindo a valiosa e sempre pertinente colaboração de vocês. Fui convidada pela Andressa Scherer, aluna de Jornalismo do Centro Universitário Franciscano de Santa Maria (Unifra), a participar de um debate na TV Unifra sobre o fato de nossas crianças estarem queimando etapas e chegando à adolescência mais cedo...
Como mãe, tenho de confessar que me preocupa o fato de ver algumas crianças de 9 e 10 anos já "fervendo" em festinhas, usando roupas de adultos, trocando beijos ou até algo mais... Ou então meninas de 6 ou 7 anos já usando a mesma maquiagem das mães..

E fico pensando como nós, pais, estamos, mesmo que inconscientemente, "colaborando" nesse processo, antecipando as etapas e encurtando a infância dos nossos filhos...

Você também percebe que as coisas estão andando mais rápido com nossas crianças?

Nossas crianças estão mesmo virando adolescentes mais cedo? Por quê?

Dê a sua opinião ou o seu depoimento e ajude a enriquecer a discussão.

Alguém ajuda a Miele?

26 de agosto de 2010 0

O pedido de ajuda é para nossas leitoras em Santa Maria. Quem tiver alguma dica, por favor, comente o post ou mande e-mail pra mim (fabiana.sparremberger@diariosm.com.br) que eu repasso para a Miele.

Oi, Fabi.
Como está?
Após um período fora de Santa Maria, estou retornando e devo ficar pelo menos alguns meses aqui. Com isso, precisarei contratar uma nova babá para o Cauê.

Você sabe como são essas coisas: deixar o filho da gente sob os cuidados de outras pessoas exige muita confiança. Por isso, resolvi escrever para verificar se as mamães leitoras do blog podem indicar algumas profissionais para eu selecionar. Obrigada!
Beijos, Miele

Novas sobre a licença-maternidade...

26 de agosto de 2010 3

No ano passado, quando engravidei da Antonela, torcia avidamente para que a licença de seis meses passasse a ser obrigatória. Como a esperança é a última que morre, assim que a pequena nasceu, liguei para o setor de RH da minha empresa. Na época, fui informada que o assunto estava sendo avaliado pela direção.

Desde 2008, o benefício extra de dois meses é previsto em lei, mas não obrigatório. No setor público, muitos órgãos já aderiram aos 180 dias. As empresas privadas que adotam a licença estendida (opcional) têm benefícios fiscais.

No início do mês de agosto, surgiu uma nova luz no fim do túnel, ou melhor, um holofote para as futuras mamães. O Senado aprovou, por 62 votos a favor e NENHUM contra, a proposta de emenda à Constituição (PEC), de autoria da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), que prevê a obrigatoriedade dos seis meses de licença-maternidade. Institui os 180 dias para todas as trabalhadoras, tanto da iniciativa privada quando do setor público.

Muitas leitoras do blog querem saber quando afinal isso será colocado em prática?  Para esclarecer as dúvidas, com o apoio da Fabi (mãe mor), buscamos atualizações sobre o assunto:

O texto seguiu para a Câmara, onde será analisado junto com outra PEC, de autoria da deputada Rita Camata (PSDB-ES).  Como estamos num período eleitoral, o Congresso parou. Os nobres deputados só devem voltar à lida depois de 3 de outubro.

Se eles aprovarem a PEC, ela ainda depende do aval do presidente da República. Após promulgada pelo presidente, demora um tempo para entrar em vigor, o que costuma levar cerca de 45 dias.

Portanto, façam como algumas leitoras sugeriram, pressionem os deputados. Manifestem-se, por meio de e-mails, do voto nas eleições. Não percam as esperanças.

A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que o bebê seja alimentado exclusivamente com leite materno nos seis primeiros meses de vida.

Para se ter uma ideia, se aprovada a lei, o Brasil terá um sistema mais avançado em relação a muitos países.

Veja como funciona o benefício da licença-maternidade em outros países:

  • Austrália: licença de 52 (cinqüenta e duas) semanas não remuneradas, ou seja, 1 (um) ano;
  • Argentina: licença de 3 meses (90 dias) remunerada pelo governo e 3 meses (90 dias) opcionais sem remuneração;
  • China: licença de 3 meses (90 dias) não remunerada;
  • Cuba: 18 semanas (126 dias) de licença pagas pelo governo;
  • Espanha: licença de 16 semanas (112 dias) paga pelo governo;
  • Estados Unidos: licença de até 12 semanas (84 dias) paga pelo governo;
  • França: 3 meses (90 dias) de licença em caso de parto normal e 4 meses (120 dias) em caso de cesariana. Os custos são pagos pelo governo;
  • Índia: para o setor privado, não há previsão legal específica e a licença varia de acordo com a empresa. Funcionários públicos têm direito a 4 meses e meio (135 dias);
  • Itália: 5 cinco meses (150 dias) de licença. O governo paga 80% do salário;
  • Japão: licença de até 14 semanas (98 dias). Dependendo da empresa, 60% da remuneração é coberta por seguradoras ou governo;
  • Portugal: 4 meses (120 dias) de licença remunerada pelo governo;
  • Uruguai: licença de 12 semanas (84 dias) paga pelo governo

Aos casais que nos leem

25 de agosto de 2010 0

Recebi esse e-mail da nossa leitora Evonete Tonin. Ela me contou que recebeu o texto de uma irmã que mora em Londres. Pesquisando, descobri que é um desses milhares de textos com autoria desconhecida que circulam pela Internet.

É uma reflexão não só para os casais que estão pensando na separação, mas para absolutamente todos que decidiram viver uma vida a dois... e ter filhos...Pode até não ser verdadeiro, mas isso pouco importa se os leitores fizerem proveito dele.

É um pouco longo, mas vale a pena.

Boa leitura!

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos. De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouvi-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e, sim, a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela. Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane. Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a ideia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa.
Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei. Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando
estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".
Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouvi-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã.
Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso. Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento.
Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo (a) de
sua(eu) esposa (o) , faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!
Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer. Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento. Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir...

Nova alimentação

25 de agosto de 2010 3

Há quinze dias, a pequena só mamava no peito. Toda a alimentação era composta por leite materno. Começamos a dar frutas, depois suco, água e "papinha". O processo de adaptação é engraçado e lento. Ela fazia careta, cuspia, refugava... Agora já abre a boca, pedindo mais, principalmente para o prato preferido: banana esmagada.

Nesse processo, o pior tem sido tirar uma mamada. Não consigo mais fazer a pausa no trabalho para ir para casa, dar mama pela manhã. Esgoto o leite e tento dar na mamadeira. Nas primeiras tentativas, ela via a mamadeira, chorava, mordia e não tomava o leite.

A babá deu um jeitinho brasileiro. Dava o leite na mamadeira quando a pequena estava dormindo e aos poucos, a Antonela foi aceitando a novidade.

Obviamente, como ela não é boba, sempre que estou por perto, prefere o aconchego dos seios maternos. A mocinha, de personalidade forte, surpreende a cada dia.

A mais nova mania da pequena tem sido em relação à água. Ela aprendeu a tomar o leite e o suco de laranja na mamadeira, mas recusa a água. Só quer tomar água no copo. Pode?

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