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Posts de setembro 2010

O nome dela: laringite viral

30 de setembro de 2010 0

A febre de 39°C deixou o guri no banco de reserva. Aliás, ele nem quis entrar em campo, digo, nem quis ir à aula de futsal. Ficou num abatimento só, e o pai teve de levá-lo da escolinha para o carro no colo. Diagnóstico da tosse de cachorro que apareceu de manhã, deixando o pequeno desnorteado: laringite viral. A febre cedeu depois do antitérmico, de um banho de 20 minutos e de um xarope "milagroso", recomendações do pediatra.
Depois, a febre voltou apenas mais uma vez à noite, segundo o acompanhamento de 15 em 15 minutos da mãe, que bem que gostaria de ter pegado no sono, mas não conseguiu (o que é mais uma noite em claro para uma mãe?).
Para alegria do atleta e dos seus torcedores, a maldita foi embora, e não voltou mais. Para garantir a recuperação e na tentativa de não passar o vírus para os coleguinhas (se é que ele já não se espalhou), o dia foi de folga, em casa.  
Pela primeira vez, uma doença não afetou o apetite do Bruno. Aliás, muitas vezes, quando ele não queria comer, a minha suspeita se confirmava: "aí, vem algum problema". E vinha. Por isso, me surpreendi quando ele não recusou a comida e nem ficou arrumando uma desculpa para evitá-la.
Hoje tem aula de futsal de novo, e o guri não quer nem saber de banco de reserva. Titular absoluto do meu coração, está prontinho para outra... partida de futebol, é claro. Longe de nós essas viroses!!!

Ajudinha da irmã para amamentar apressadinha

30 de setembro de 2010 0

"Minha filha nasceu com 700 gramas. Dias depois, pesava 500 gramas. Nasceu com 24 semanas de gestação. Tudo isso ocorreu em 1977. Ficou dois meses na incubadora e outros dois meses no berçário.

Eu só podia pegá-la e niná-la, para depois colocá-la de volta no berço do hospital. Foi muito complicado. Só me entregaram a Juliana quando ela já pesava dois quilos.

Hoje a situação já é diferente. Mas, na época, o que os médicos consideraram um milagre, foi o fato de, durante esse período de espera, eu levava, três vezes por dia, uma certa quantidade de leite materno (tenho uma prima que estava amamentando na época e se dispôs a dar o leite para Juliana ). Com isso, ela foi adquirindo anticorpos,tanto é que ela não ficou com nenhuma sequela.

Hoje Juliana é uma mulher feliz, de bem com a vida, com muita força para viver."

Maria Luísa Straatmann

O mundo é uma bola

30 de setembro de 2010 0

Primeiro veio o mundo.
Em forma de bola.
Depois veio o homem e inventou a roda.
Por último, a bola de futebol.
E aí, sim,  o mundo mudou de verdade.

...
Dias atrás, durante a sua diária e habitual degustação de brinquedos, resolvemos oferecer ao Leonardo uma bola de futebol de salão - do Inter, claro.
Foi só mostrar o objeto redindo que na hora ele largou o siri de plástico laranja que mordia com vontade.
Que siri que nada.
Os olhinhos brilharam e ao ver a pelota. Abriu os bracinhos e começou a fazer seus uh, uh uh!

Parecia que aquilo estava no sangue.
Daqui a pouco o guri já vai estar dando mini chutinhos e fazendo "goool"!!
E agente dizendo
_ Muito béem!!
E ele louco de faceiro.

Acho que em todas as casas de meninos deve ser assim.
Uma hora chega o pai da criança e diz "agora você vai ser fanático pelo tal time e amar esse esporte", como se fosse uma obrigação.
Mas nem precisa, o imaginário dos meninos é todo assim, em movimento.
Movimento que somado à emoção de se comunicar pelo jogo de passar e receber,
fascina desde muito cedo.

Nós na Expobaby & Kids

29 de setembro de 2010 0

Eu e a Tici estaremos nesta quinta-feira, às 20h, palestrando (melhor, conversando ou batendo um papo) na Expobaby & Kids, um evento que ocorre em Santa Maria e promete atrair muitas mamães, papais, casais gestantes e pretendentes. Esperamos encontrar muitas leitoras do blog no evento, para trocarmos ideias e nos conhecermos. Abaixo, o material de divulgação enviado pela promotora do evento, a T & D.

"Acontece a partir da próxima quinta-feira, dia 30 de setembro, um evento diferenciado, voltado para gestantes, bebês e crianças. A primeira Expobaby & Kids, feira temática que estará apresentando produtos e serviços para todas as fases que envolvem este momento mágico que é a chegada dos filhos e seus primeiros contatos com o mundo.

O evento reúne do diagnóstico por imagem e coleta de células tronco até a escola, passando pelos enxovais, tratamentos especiais para as gestantes, móveis para a montagem do quartinho do bebê, book fotográfico gestante,bebê e infantil, sugestões para o chá de bebê, decoração de festas infantis, animação e recreação, convites, escolas infantis e de ensino fundamental, escola de idiomas para crianças, vestuário e fantasias para as primeiras brincadeiras com os amiguinhos.

A Expobaby & Kids acontecerá no Itaimbé Palace Hotel, reunindo 22 empresas e contará além da feira, com uma programação paralela que inclui parque de recreação para a garotada se divertir, espaço bistrô para os papais degustarem deliciosos lanches, intervenções teatrais e contação de histórias e ainda um cronograma de palestras e workshops com muitas informações para casais gestantes e papais e mamães que gostam de estar sempre buscando novidades para a educação de seus pequenos.

A Expobaby & Kids é uma realização da T&D Marketing e Eventos com o apoio da RBS TV Santa Maria."

HORÁRIO DE VISITAÇÃO

Dia 30/09 - Quinta-feira - das 17 às 22h

Dia 01/10 - Sexta-feira - das 17 às 22h

Dia 02/10 - Sábado - das 10 às 20h

Dia 03/10 - Domingo - das 14:30 às 20h

O EVENTO TEM ENTRADA FRANCA

CONFIRA ABAIXO A PROGRAMAÇÃO DE PALESTRAS E WORKSHOPS:

30 de setembro - Quinta-feira

18h30min

Palestra: A importância da Coleta de Células Tronco do Cordão Umbilical

Ministrante: Aline Dutra Figueiredo - Hemocord

20h

Palestra: Os 10 mandamentos da maternidade feliz

Ministrantes

Com Fabiana Sparremberger, editora-executiva do Diário de Santa Maria, colunista da Em Nome do Filho (circula às segundas-feiras no Diário de Santa Maria) e blogueira do Meu Filho (hospedado nos sites do Diário e da Zero Hora). A mãe do Bruno, de 5 anos

e Ticiana Fontana, repórter/editora da RBS TV Santa Maria, colunista da Em Nome do Filho e blogueira do Meu Filho. A mãe da Antonela, 7 meses

1º de outubro - Sexta-feira

19h

Palestra: O que é Shantala? Seus benefícios . . . para bebês e crianças até 7 anos

Ministrante: Carlos Roberto Pereira da Costa - Educador Físico e Prof. De Yoga do SESC SM

20h30min

Palestra: Cuidados com a futura mamãe e as noções básicas para a chegada do bebê. Ministrantes: Emilia Gomes, Elisa Von Mühlen e Denise Ragagnin - Maternidade do Hospital de Caridade de Santa Maria

Alimentação na Gestação e no período de amamentação - Luciane Smidt - Nutricionista HCAA

2 de outubro - Sábado

10h30min

Palestra: A importância da relação Pais e Filhos na faixa etária dos 0 aos 6 anos

Ministrante: Ana Alice de Moraes

Psicóloga Escola Sant'Anna

14h

Palestra: O que você pode fazer para cuidar da estética na gestação e no pós-parto imediato

Ministrante: Daniele Cieckovicz - Fisioterapeuta

15h30min

Curso: CBS - Curso Básico de Shantala (aplicação nos bebês)

Ministrante: Roberto Costa - Educador Físico e Prof. De Yoga do SESC SM

Duração: 3h - Investimento: R$ 45

Material necessário: boneco bebê para primeiras práticas, toalha de banho e fralda.

Importante: Mamães com bebê devem levar acompanhante. Para participar da prática somente bebês de colo (não engatinhando)

Limite de vagas: 10

3 de outubro - Domingo

15h

Curso: Prática de banho e troca de fraldas

Ministrantes: Emilia Gomes, Elisa Von Mühlen e Denise Ragagnin - Maternidade do Hospital de Caridade de Santa Maria

PARA ASSISTIR AS PALESTRAS SERÁ SOLICITADA UMA CONTRIBUIÇÃO ESPONTÂNEA DE 1LITRO DE LEITE LONGA VIDA.

INTERVENÇÕES TEATRAIS E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

AS SUPER-FANTÁSTICAS HISTÓRIAS DOS SUPER-CLOWNS - Coordenação: Grupo CorpoAto - Santa Maria

- 30/09 / 5ª Feira:
18h - A MULHER DOS CABELOS DE RIO
19h - A CHUPETA QUE VIROU ESTRELA
20h - O BRILHO DA LUA
21h - A MULHER DOS CABELOS DE RIO

- 01/10 / 6ª Feira:
18h - A CHUPETA QUE VIROU ESTRELA
19h - O BRILHO DA LUA
20h - A MULHER DOS CABELOS DE RIO
21h - A CHUPETA QUE VIROU ESTRELA

- 02/10 / Sábado:
16h - O BRILHO DA LUA
17h - A MULHER DOS CABELOS DE RIO
18h - A CHUPETA QUE VIROU ESTRELA
19h - O BRILHO DA LUA

- 03/10 / Domingo:
16h - A MULHER DOS CABELOS DE RIO
17h - A CHUPETA QUE VIROU ESTRELA
18h - O BRILHO DA LUA
19h - A MULHER DOS CABELOS DE RIO
INGRESSO para qualquer uma das intervenções: R$ 5

Adaptação

29 de setembro de 2010 0

Tava com saudade disso aqui.

Ando a mil às voltas com a adaptação do Leonardo na creche que ele irá frequentar a partir de sexta-feira.
Depois de ter que voltar a trabalhar e deixá-lo em casa com familiares, esse é o momento mais delicado da nossa história.
Felizmente, o guri é safado e gosta dum furdunço.
É só sorrir pra ele que ele se abre todo, vai no colo de qualquer um e fica na boa.
Claro que eu, como mãe, morro de ciúmes, porque fico pensando: é só dar comida e tratar bem que ele vai?

Tá, eu sei que não é bem assim. Eu fico feliz que ele é despachado e não abriu o berreiro com a nossa ausência - ainda.

Mas quando sexta-feira chegar, quem ficará com ele a maior parte do tempo será uma pessoa que eu nunca vi na vida. Tudo indica que é confiável, honesta, etc e etc.

Vamos combinar que não é fácil entregar um pecurrucho de oito meses, tão frágil e indefeso, na mão de outra pessoa. Mesmo que seja a Mary Poppins.

Desejem-me sorte.

Beijos

Gêmeos prematuros deram mais vida à maternidade

29 de setembro de 2010 3

"Toda vez que leio o caderno Meu Filho me emociono muito, pois me recordo de uma etapa da minha vida, na qual nenhuma mãe quer passar ou relembrar. Pensei várias vezes em escrever para documentar ou fazer um livro, de como é ser mãe de apressadinhos. Escrevo assim mesmo, "...inhos", pois tive gêmeos, de geração natural e prematuros de 29 semanas.

É claro que cada experiência é única, mas acredito que o amor dos pais e das famílias foi tanto, que em nenhum momento cogitamos que eles não iriam vencer a luta de viver, verdadeiros guerreiros.
Passamos por todas as etapas. Primeiro, o aspecto de vê-los com sondas. Depois, a cada dia, poderiam surgir novos eventos, que para nós eram eternos descobrimentos sobre o inesperado.

Mas não são só de coisas apavoradoras que me lembro. Lembro das primeiras gotas de leite e, depois, das sucessivas retiradas mecânicas, cheia de leite. Do primeiro colo, dos banhos de bacia (sim, eles eram tão pequenos que o primeiro banho fora da incubadora foi em uma bacia pequena!), dos progressos de peso, de tamanho e também da saída do hospital.

Como mãe, ficou registrado para mim quando os vi pela primeira vez na incubadora, o primeiro colo, dar de mamar. E o mais marcante e, ao mesmo tempo, mais difícil foi a alta hospitalar. Ir para casa com um barrigão e sem os filhos! Nossa ! !

Chorei sem parar, não conseguia relaxar e queria voltar imediatamente para o hospital. Tanto é que foram 51 dias de internação, chegava para as mamadas às 8h e saia às 20h! Chegava em casa, descansava um pouco e já queria voltar, com o pai. Lá ficávamos até uma ou duas da madrugada, ou seja, a parte mais difícil sem sobre de dúvidas foi ficar longe dos guris!

Me surpreendi! Sou uma supermãe! Hoje os meninos estão lindos, saudáveis, são amados, queridos por todos com quem convivem e nestes cinco anos de vida com noites mal dormidas, preocupações com a saúde, alimentação e bem-estar. Vale lembrar que tem de cuidar do relacionamento dos pais.

A vida da mãe muda, e as emoções são inicialmente mais intensas. Depois, o pai passa a ser requerido em tempo integral, claro que dentro das disponibilidades.

Para terminar, nunca desista, o medo do inesperado, do inevitável, é enorme, mas as recompensas vêm e muito mais rápido do que se imagina. A tradução desta passagem é AMOR INCONDICIONAL. Surpreendem a cada minuto da vida e fazem valer cada esforço para mantê-los amáveis.Agradecimentos sempre para a equipe de técnicos, enfermeiros e médicos. Sem eles, os avanços da medicina não seriam tão importantes para a humanidade.

E um abraço bem apertado a todas as mães e futuras mamães que se sentem da mesma forma relatadas nas reportagens deste caderno."

Karla Benares Mansilha Grupe

Lições de mãe de um pequeno príncipe que se foi

29 de setembro de 2010 6


"Chovia muito naquele fim de tarde quando o avião da emergência médica chegou em Porto Alegre, vindo de Santana do Livramento.  Eu, em trabalho de parto prematuro, chegava no hospital para tentar adiar um pouco a vinda do meu bebê.

Um dia depois, em 27 de junho de 2010, nasceu o Allan, com 26 semanas, pesando 1,225 quilos. No momento do parto, ele foi rapidamente levado para cuidados médicos, então considero que o nosso primeiro encontro (ou melhor, nosso reencontro)  foi na UTI Neonatal.

Ver meu filho tão frágil e com tantos aparelhos e tubos foi difícil, mas, ao mesmo tempo, a emoção da maternidade foi instantânea, e o meu amor por ele também.  Após 15 dias de vida, ele faleceu devido à prematuridade extrema, uma dor que faltam palavras para poder expressar.

O que me conforta agora foram os dias vividos intensamente com Allan na UTI, quando brincava com ele, cantava, fazia carinho e desajeitadamente (típica mamãe de 1ª viagem) ajudava as tias da neo a trocar a mini fralda que ele usava.

Através do vínculo construído naqueles dias em que estivemos juntos aprendi a ser mãe, ainda que uma mãe prematura. Adorava colocar meias nele, cada dia trazia uma diferente. Lembro de cada olhar que ele me dirigiu, cada toque.

Ninguém imagina ou está preparado para uma situação assim, mas o que meu filho me ensinou é que o nosso amor é muito maior que as limitações do nosso encontro."

Giovana Rotta

Aprendi com o blog

28 de setembro de 2010 0

Relato da psicóloga Ivi Helena Minuzzi.

"Olá, meninas!

O blog é o máximo e fiz um descoberta fortaceledora lendo os relatos postados. Segue a minha história e gostaria que ela ajudasse outras mães medrosas como eu:

Em 2006, no meio do curso de mestrado, resolvemos engravidar do nosso primeiro filho. Tudo planejado para que ele viesse nas férias, depois das disciplinas e antes de ter que iniciar a dissertação, gravidez ótima, sem enjôos, sem sustos, muitas ecos feitas, exames... enfim, acreditava que assim teria o controle.

Agendei a cesária para 6 de novembro de 2006, 7 da manhã, vieram os dindos, priminhos, os avós, tinha cartaz " veja bem vindo Vítor" que a outra dinda que não pode vir nos enviou, enfim, tudo amado, sonhado, planejado.... O parto foi ótimo, rápido, todo mundo feliz, vi meu pequeno na corrida, tirei fotos dei beijinho e nos separamos... eu para a sala de recuparação e ele para a rotina de banhos, etc..

Já sala de recuperação vi que algo nao estava bem, afinal os outros bebês já estavam com suas mães mamando e o meu não tinha vindo, me levaram para o quarto e disseram que meu marido ia conversar comigo, lembro do Marcelo me dizendo que "nosso grandão" de 48cm e 3,450 kg estava com dificuldade de se adaptar, não respirava direito devido a uma infecção mas precisavam de exames para descobrir mais detalhes.

Como em um estabalar de dedos meu mundo parou de girar e tudo ocoresse em "slow motion", descobri ali que ser mãe é uma caixa de surpresas, pode ter planejamento, mas não temos controle. Na mesma hora pedi que me ajudassem a levantar e fui para a UTI, foram 10 dias de muito medo. A infecção era por estreptococo e causou pneumonia, foram 3 dias muito difíceis, depois começou a melhorar, tive que ir embora sem pegar meu bebê no colo, sem dar mamá... mas mesmo tendo que colocar fora tirava o leite de 3 em 3 horas.

Levamos o Vítor para casa dia 16 de novembro às 16 horas, nunca me senti tão forte e tão corajosa na vida como sendo mãe, mas o medo de perder fez com que eu, que sonhava em ter dois filhos, colocasse o Mirena e afirmasse com convicção que não teria outro filho tão cedo pois precisava me dedicar ao trabalho e ao filho.... pura desculpa, foi tempo pensando, analisando, o trabalho estava estável, vida em ordem, era a hora de ter outro, mas e a coragem?

Decidimos então, no início deste ano, tentar mais um bebê, eu sempre dizia que ia demorar pois tinha parado de menstruar com o mirena... engravidei no segundo mês, foi difícil, muito diferente da primeira, tive enjo, ânsiedade, pesadelos, irritação, chorava... aquela nao era eu... foi quando fui para a internet ler, procurei livros, recorri a colegas e amigas , afinal, como psicóloga sabia que algo não estava bem, era mais que hormonal...

Lendo, ouvindo, falando, pude me dar conta do que estava me impedidno de curtir esta gravidez... era o medo e a culpa... medo passar por tudo denovo e talvez desta vez não ter um final feliz, medo do bebê ter problemas, culpa por achar que estava rejeitando o bebê... precisei trabalhar isto, ainda tenho medo, aquele medo que todas as mães tem, mas tenho muito mais coragem e força para enfrentar tudo que não posso controlar e planejar como achei que podia.

Hoje estou feliz,o bebê chega no final de janeiro, curto cada momento com meu barrigão, meu filhao Vítor e meu marido e claro toda a família e sobrinhos que já planejam "seja bem vindo Laura ou Vinicius"

Um grande abraço para vocês todas."

O parecer

28 de setembro de 2010 5

O Bruno fez questão que eu lesse para ele as duas páginas do parecer do segundo trimestre. E toda palavra que ele não compreendia precisava de uma explicação. Fazia cara de quem estava entendendo tudo e no fim de cada item, comentava:
- Fui bem, né, mãe?
No quesito comportamento, havia o comentário de que ele apresentava uma característica comum da faixa etária: tinha de repetir as regras várias vezes até que a tarefa fosse cumprida. Depois de ler o enunciado, fiz as observações de que, apesar de estar muito bem em tudo, ele precisava melhorar, seguir os pedidos das profes com mais rapidez, sem elas terem de repetir várias vezes a mesma coisa... A mesma coisa que a mãe e o pai já pedem em casa.   
- Isso quer dizer que eu tenho de obedecer na primeira vez? - perguntou, já emendando, sem me dar chance de responder:
- Ou fazer como aquela vez que eu escovei os dentes antes que tu pediu, né, mãe?
- É, Bruno, não dá pra pedir tantas vezes assim. A profe cansa, a mãe cansa, o pai cansa... E você também cansa de ouvir tantas vezes o mesmo pedido... É ruim pra todo mundo.
Passada a conversa do parecer, já em outro assunto, o pequeno dispara:
- Mãe, e quando a tua chefa vai te entregar o parecer, hein? Eu só quero ver onde tu vai ter que melhorar... Porque todo mundo sempre precisa melhorar, né, mãe?

Mais de dois meses no hospital

28 de setembro de 2010 2

'Tive uma gravidez tranquila até a manhã do dia 1º de janeiro de 2010. Passamos o Ano-Novo com a família e os amigos. Fomos dormir e já era madrugada. Ao acordar no dia seguinte senti fortes dores nas costas. Parecia que estava me abrindo ao meio, mas achei que era uma simples dor nas costas.

Fomos almoçar, e a dor começou a aumentar. Liguei para o médico, que me disse para ir até o hospital. Ao chegar lá, a dor era tanta que eu chegava a chorar. Depois dos exames descobri que a Valentina queria nascer e que precisávamos urgente de uma UTI Neonatal. Não acreditei.

Eu estava com 31 semanas e ainda não estava preparada. Começamos a corrida para encontrar um hospital com UTI para quando a Valentina nascesse com segurança. Encontramos uma vaga no Hospital Bruno Born, de Lajeado. Aislan arrumou minhas roupas e de Valentina. Embarcamos na ambulância e fomos a Lajeado.

Às 17h35min, a Valentina nasceu para a felicidades de todos, com 1.490 gramas e 41cm de parto normal. Com a bebê na UTI e nós morando em Triunfo começamos a pensar onde ficaríamos, quais seriam os gastos com alimentação, transporte...

No dia 2 de janeiro de 2010 fui para um quarto sedido pelo hospital para mães de fora da cidade, e o Aislan conseguiu ficar na casa de um amigo. Somente os pais podiam ficar na UTI com o bebê, então ficávamos manhã, tarde e noite. Só saia para fazer as refeições. Valentina estava entubada dentro da incubadora, ligada a vários aparelhos, se alimentando com vitaminas por sonda. Teve infecção no intestino, perdeu peso e começou tratamentos com antibióticos.

Ao final de cada sete dias era aquela angústia para levá-la pra casa de uma vez. Mas ela não tinha muita reação e um novo tratamento se iniciava por mais sete dias. Um dia, começaram a dar leite pra ela via sonda, uma vitória quando ela tomava 8 ml. Depois, quando faltou acesso para os remédios, as gurias da UTI tiveram de raspar o cabelo da Valentina. Eu perguntava todos os dias quando a gente poderia ir pra casa. Os médicos sempre diziam que ela estava melhorando, mas não podia ir pra casa.

No final do segundo mês pegamos o bebê no colo, foi aquela felicidade. Então, ao completar dois meses de internação, os médicos já começavam a dizer que a Valentina estava quase podendo ir para casa. Eu não aguentava mais os 60 dias no quarto sem poder pegar ela no colo. No dia 9 de março pela manhã, o Dr. João Paulo disse que a Valentina iria para o quarto. Liguei para casa para contar a notícia. À tarde, o Aislan foi para o hospital.

Ficamos até o dia 13 de março no quarto, e no dia anterior ela furou as orelhas para colocar brinco. Ela já estava muito esperta, rindo bastante, mamando bastante sozinha sem a sonda. A noite do dia 12 para o dia 13 foi uma eternidade. Nem dormi só pensando na manhã que o Aislan viria nos buscar em Lajeado. Fomos para casa e todos estavam torcendo pela saúde da Valentina e pela vinda dela logo pra casa.

Hoje minha filha está com sete meses, muita saúde e disposição. Se alimenta bastante e dá muita alegria aos  pais, família e amigos.

Um agradecimento aos profissionais do Hospital Bruno Born, de Lajeado, pelo carinho e atenção que deram à Valentina nesses 73 dias de internação."

Aislan e Cristiane, pais da Valentina, que nasceu com 1.490 gramas e 41cm

Caixinha de acrílico ajuda a proteger o bebê

28 de setembro de 2010 0

Olhar aquele ser tão pequeno dentro de uma caixa transparente dá um aperto no coração dos pais. Por ter dificuldades para regular a temperatura corporal e necessitar de cuidados especiais, os prematuros, na maioria dos casos, precisam passar um tempo na incubadora para se fortalecer e ter condições de enfrentar o mundo.

Assim que nascem, os apressadinhos são recebidos em um berço aquecido, sem paredes de acrílico. Ali, ficam sob observação porque o momento é de instabilidade, e qualquer problema pode ser resolvido rapidamente pelos médicos. Quando o quadro se estabiliza e não há riscos de grandes de complicações súbitas, os recém-nascidos vão para o ambiente hermético. A estrutura tem temperatura constante, oxigênio e umidade para evitar a perda de calor.

— A incubadora mantém um ambiente térmico mais estável, não há oscilações de temperatura e eles podem descansar e ganhar mais peso — explica o pediatra neonatologista Ércio Amaro de Oliveira Filho, chefe da UTI Neonatal do Hospital Mãe de Deus.

Fora da caixinha, a criança teria dificuldade de aumentar o peso, porque gasta muita caloria para conservar o próprio calor. Por isso, enquanto habita a incubadora, o ideal é que os pais se aproximem da criança e tentem, com autorização médica, acariciar o bebê com muito cuidado e mãos higienizadas. Mães preparadas pode, inclusive, trocar as fraldas e vestir o bebê.

— Em geral, a criança pode sair da incubadora quando atinge 1,8 quilo ou 1,9 quilo. Depois, quando estiver em casa, deve receber o mesmo tratamento de um bebê não prematuro — diz o pediatra.

Hora do banho


Não é necessário uma banheira ou uma bacia especial para o banho do prematuro, seja no hospital ou em casa. O ideal é escolher o horário mais quente do dia, mas que seja adequado à rotina da família. Deixe as roupas à mão e use um aquecedor se o ambiente estiver frio.

O alívio de sair da incubadora

28 de setembro de 2010 3

Anelise Zanoni

Joana repousava como uma boneca no ninho protegido por paredes de acrílico e temperatura agradável enquanto a mãe, Cláudia Oliboni, controlava a respiração da filha. Cansada com a jornada na UTI neonatal, ela pensava, olhava para os lados e avistava de longe a sacola que um dia separou com peças de roupa para a recém-nascida.

Toda vez que desejava ganhar ânimo, abria a tal bolsa. Estavam lá vestidinhos, pijamas, meias, fraldas bem maiores que a filha e um tip-top rosa que, por diversas vezes, fora dobrado e desdobrado. A mãe imaginava a prematura dentro dele, se remexendo e fazendo gracinhas. Até que chegou o dia.

— Mãezinha, é hoje. Ela sairá da incubadora — avisou uma das enfermeiras.

A notícia entrou nos ouvidos como música. Em segundos, Cláudia imaginou a filha em casa, vestida como princesa, passeando de carrinho, rindo para a família. Parecia que o sonho estava se realizando.

— Não, não, ela ainda ficará no hospital. De agora em diante, dormirá em um berço aquecido, mas ainda no hospital — explicou a enfermeira.

A ansiedade parecia rasgar o coração da mãe que, se pudesse, atravessaria a porta de madeira com a filha nos braços e jamais voltaria ao hospital. Batimentos cardíacos aumentavam, a testa suava. A partir daquele momento, a mãe sabia que Joana poderia estar sob seus cuidados. E, se ela  ainda não podia ter alta, pelo menos vestiria pela primeira vez uma roupa, o tip-top rosa,  amaciado pelas mãos da mãe.

Cláudia caminhou lentamente até a incubadora, respirou fundo, olhou nos olhos da filha. Era o início de uma vida diferente. Por mais que quisesse ter a filha nos braços, o medo arrebatava o corpo. Tinha receio de quebrar as pernas fininhas da pequena, de não saber sustentar seu pescoço ou de ficar atrapalhada na hora de trocar a primeira fralda.

— Vamos lá, minha filha, ajuda a mamãe — falou para a filha.

Com mãos trêmulas, a mãe despiu a filha. Segurou-a com firmeza e aproximou-a da bacia de inox reservada para o banho. Cláudia suava de tão nervosa. Queria ter agilidade e saber controlar o tempo para não deixar a filha com frio.

— A mãe precisa passar muita segurança. É preciso calma, agilidade e saber controlar os minutos — ensinou a enfermeira.

Primeiro, a mãe lavou o rosto da prematura. Depois, molhou a cabeça. A menina olhava para ela, mexia os braços e parecia à vontade. No fim, Joana fora secada. Cláudia estava molhada de suor, mas precisava continuar o ritual.

Vestiu a fralda, especial para bebês prematuros. Depois, colocou um pijaminha, colado no pé com esparadrapo para diminuir o tamanho, e as meias — esticadas até os joelhos porque o pé era pequeno demais.

— Ela é muito pequena, mas minha mãe disse que eu também nasci pequena — tentou se conformar.

Joana parecia linda aquele dia. Da sacola, Cláudia tirou o sonhado tip-top rosa. A mãe levantou a filha vagarosamente, vestiu-a e se emocionou. Percebeu que faltava um detalhe importante: um lacinho para acabeça.

Vestida como nos sonhos da mãe, a menina abriu os olhos e fitou a mãe. O primeiro banho e a primeira roupa eram o indício de que, a partir daquele dia, faltaria muito pouco para voltar para casa. Com a Joana nos braços.

anelise.zanoni@zerohora.com.br

Tia boba pelos sobrinhos prematuros

27 de setembro de 2010 0

Tenho uma história linda para contar. Minha irmã, na semana que completou 25 semanas de gestação, teve algumas dores, ligou para a médica e foi para o hospital fazer uma ecografia.

Ao chegar no hospital, ela estava com nove dedos de dilatação.Ela pediu para o médico para ser virada de cabeça para baixo, pois não podia ter a criança tão cedo assim. Entretanto, o médico falou que com nove dedos de dilatação não tinha como fazer algo, pois a natureza já tinha se encaminhado.

Então o Gabriel nasceu com 780 gramas e o Davi com uma parada e 690 gramas.
Quando ela foi para o hospital, meu cunhado ligou para avisar. Eu fui direto para lá, pois achei que ela iria ficar internada, mas quando cheguei no hospital e pedi informação, me falaram que ela estava em trabalho de parto. Nunca vou esquecer a imagem do meu cunhado saindo da sala de parto chorando de desespero, pois os guris eram muito pequenos. O médico falou que só o Davi sobreviveria de teimoso.

Passadas as primeiras 24 horas, ele sobreviveu. Minha irmã teve mais 99 dias de luta, alegrias e desesperos.
Quando tiramos eles do hospital, fomos de Porto Alegre até Esteio sem acreditar que estava acontecendo aquele milagre, os dois indo para casa sem nenhum problema.

Uma semana em casa tranquilos, os dois voltaram para o hospital por causa de uma reação alérgica. E lá ficaram mais duas semanas no hospital.

Mais uma vez, não era nada grave. Voltaram para casa com muita alegria. No dia 9 de outubro eles vão completar seis meses de vida. O Gabriel está com probleminha cardíaco, mas nada que afete a evolução dele, e o Davi está super bem.

Todo esse tempo minha irmã ficou dividida entre o hospital e a casa, pois ela tem um menino de três anos, que estava esperando a chegada dos manos - só não sabia que a vida dele mudaria tanto.

Hoje estão os cinco em casa com muita alegria e muita coisa para comemorar. Eles deram uma lição de vida para todos nós da família, nos ensinaram a nunca parar de lutar e sempre ter esperança, pois cada vez que eles chegavam do hospital e nós perguntávamos sobre os guris, eles sempre falavam que estavam bem e o que estava acontecendo fazia parte da evolução deles. Agradecemos a todos que nos apoiaram e rezaram por nós.

Michele, tia babona.

Criança tem anorexia?

27 de setembro de 2010 1

Uma leitora conta que a filha de 4 anos anda muito preocupada com a aparência, fala que não quer engordar e nem criar barriga. E a dúvida é a seguinte: existe mesmo anorexia em crianças? E de que forma ela se manifesta? A equipe do Comitê de Nutrologia Pediátrica da Sociedade de Pediatria do RS afirma que apesar de a anorexia ocorrer mais em meninas adolescentes e em mulheres jovens, o surgimento de casos em crianças têm aumentado. A forma de apresentação do transtorno alimentar geralmente é atípica, o que torna o diagnóstico mais difícil. 

O DISTÚRBIO
Características principais da anorexia
Perda de peso grande e intencional, à custa de severas restrições alimentares
Busca incessante pela magreza
Distorção da imagem do corpo
Amenorreia (suspensão da menstruação)

Fatores que predispõem aos transtornos alimentares
Fatores familiares, de personalidade e biológicos
Fatores socioculturais, como a supervalorização da magreza _ sinônimo de sucesso, autocontrole, competência e atratividade sexual, que leva a mudanças de comportamento alimentar na busca do padrão idealizado
Aumento da disponibilidade de comidas saborosas e calóricas

Atenção aos sinais

A criança e o adolescente têm preocupação exagerada e obsessiva com saúde e o preparo físico
Apresentam mudanças de comportamento alimentar
Ficam em jejum em grandes períodos
Recusam-se a comer determinados tipos de alimentos (carboidratos, carnes, gorduras)
Subitamente, passam a se interessar pelo valor calórico dos alimentos
Demonstram preocupação exagerada com a imagem do corpo
Começam a perder peso e apresentam comprometimento do crescimento e do desenvolvimento

Apesar de crianças apresentarem o distúrbio, a anorexia é mais frequente na adolescência, e o perfil mais comum daqueles que a desenvolvem é o de meninas entre 13 e 17 anos, inteligentes, estudiosas, com autocrítica muito desenvolvida e muitos vaidosas.
Aos pais, cuidadores e professores, os especialistas orientam que é preciso estar atentos a todas as mudanças de comportamento e ao surgimento de qualquer um dos sinais desses distúrbios alimentares. A criança ou adolescente que apresentar o problema precisa de cuidados médicos, nutricionais e psicológicos. (Fabiana Sparremberger)

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira por Fabiana Sparremberger e Ticiana Fontana

O primeiro tombo...

27 de setembro de 2010 4

Pois é como falava num post na semana passada, todo cuidado é pouco... As vezes, segundos de distração resultam em roxos, sustos e outras surpresas nada agradáveis. Na sexta à noite, a pequena estava sentada ao meu lado no sofá. Foi um ou dois segundos que desviei o olhar dela e pronto. A Antonela deu um mortal em direção ao chão. Quando a vi, ela já estava com a cara no tapete. Além do choro anormal, a pequena parecia ter ficado num "sentimento".

Imediatamente a recolhi do chão.  Na hora dá uma pena e uma raiva da gente, por não ter conseguido evitar o tombo. Diante do choro compulsivo e estridente da pequena, quase a acompanhei. Segundos depois (assim como aconteceu antes do tombo) recobrei a serenidade e fiquei dando o único consolo que conseguia: um colo fofo e muitos beijos.

O resultado fui um esfolamento no nariz e também a certeza de que muitos outros tombos virão pela frente, independente da atenção dos pais e cuidadores. Realmente, quando se trata de pequenos, todo o cuidado é pouco...

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