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Posts de janeiro 2011

Mãe do tipo integral

31 de janeiro de 2011 2

Mãe. Jornalista. Dona de casa. Esposa. Como diz a minha colega de profissão e de blog, a Livia Meimes, "mulher não se divide, se multiplica". É difícil, dá trabalho, mas, com organização e muito pique, a gente dá conta do recado razoavelmente bem (assim, eu espero).

Mas, mesmo conseguindo me multiplicar e sendo muito feliz na profissão, tenho de confessar que queria mesmo ter sido uma "mãe integral". Se tivesse condições financeiras, tinha largado o trabalho pelo menos até o Bruno completar 3 anos. Queria ter ficado em casa, acompanhando seu desenvolvimento, e curtido, 24 horas por dia, o que de melhor pode acontecer na vida de uma mulher: ser mãe. Mas a vida não quis assim, e fui tentando ser a melhor mãe possível no tempo que fico junto com o guri.

Dia desses, uma leitora do nosso blog, a Kathleen Dias, escreveu  que "essa escolha deveria ser melhor aceita e valorizada pela sociedade. Ainda hoje, mesmo no século 21, essa escolha tem motivações muito fortes, como participar totalmente dos eventos na vida da criança. (...) Posso curtir cada segundo, estimular da maneira que acho mais adequada, preparar cada refeição e saber tudo o que se passa com ela (...). Nunca pensei em maternidade de um modo diferente".

A Kathleen está coberta de razão quando diz que ser mãe integral "não é uma questão de pensamento ultrapassado ou contemporâneo, apenas uma questão pessoal, já que cada um oferece uma criação a seus filhos, da maneira que acha mais adequada".
Cada um assume a missão da maternidade seguindo seus princípios, seus valores, suas convicções. A mulher que optou por ser mãe 24 horas perto do filho não é melhor nem pior do que aquela que voltou ao mercado de trabalho, após a licença-maternidade. Respeitemos as diferenças, abandonemos preconceitos. Julguemos menos quem não fez a mesma opção que a nossa e gastemos mais nossas energias com o que consideramos importante para a nossa e a felicidade dos nossos filhos.

Eu, particularmente, acho que a mãe que cuida dos filhos e da casa passa muito mais trabalho pela escolha que fez. Até brinco, quando chego à Redação, após uma manhã para lá de corrida, em que sou mãe e dona de casa...
– Agora, começa o turno do descanso.
As leitoras do blog que são "mães integrais" deixaram mensagens sobre os prós e contras da escolha. Veja duas delas:

"Foi muito bom estar disponível para minha filha no seu primeiro ano e meio. Mas nem tudo foram flores, não tive ajuda diária de parentes, meu marido trabalha fora o dia todo, e eu não tenho empregada, ou seja, não tinha com quem deixar a Joana para tomar um banho decente. (...) Foi bom ficar com a minha filha, não me arrependo, mas parece que a sociedade cobra que a mulher tem que ser mãe-profissional-esposa-gostosa-festeira. (...)" (Lore Zorzi)

Tenho duas filhas, de 4 e 11 anos, e fazem 10 anos que parei de trabalhar; as duas foram para escola com 3 anos, e antes disso ficavam comigo. O lado positivo é que não preciso me preocupar se comeram bem, se estão doentes, sendo maltradas. (...). O lado negativo é que me preocupo com o meu futuro, já que hoje minha vida gira em torno delas, da casa e do marido, mas sei (e quero, é claro), que elas vão se tornar independentes, e tenho muito medo de quando este dia chegar (...) e terei de decidir o que fazer. (Stela Basso)

(Coluna Em Nome do Filho, publicada nesta segunda-feira no Diário de Santa Maria por Fabiana Sparremberger)

Sobre filhos de 2 a 10 anos

30 de janeiro de 2011 0

Os médicos da Sociedade Brasileira de Pediatria estão lançando o segundo volume da série Filhos - a primeira foi Filhos - da gravidez aos 2 anos de idade (já mostramos a publicação aqui no blog).

Em Filhos - dos 2 aos 10 anos de idade, há orientações sobre cuidados, alimentação, segurança, educação e brincadeiras. Serve também como um guia para pais e cuidadores de crianças com necessidades especiais e traz dicas para a escolha de babás, creches e escolas, além do calendário de vacinas para cada idade e alertas das situações emergenciais que devem merecer a atenção do pais.

A publicação é da editora Manole e está à venda em livrarias e sites a partir deste mês ao custo de, em média, R$ 86.

Pais sem férias

29 de janeiro de 2011 0

As vezes dá vontade de tirar umas férias, nem que seja transformada em uma folga de poucas horas. Porém, a maternidade vem com a certeza de que nunca se tira férias de filho. Mesmo quando há uma separação física, o elo emocional está sempre de plantão.

Fazendo uma matéria sobre o que fazer com os filhos durante as férias, ouvi um sábio comentário de um psicólogo especialista em infância.

- Entre as melhores lembranças da vida está algum momento significavo que passamos com os nossos pais.

 A frase veio com explicações do tipo não encher seus filhos de atividades. Mesmo trabalhando,  os pais devem recobrar as energias e reservar um tempo para brincar, fazer algum programa especial com a prole. São momentos inesquecíveis também para os pais.

O melhor do blog...

28 de janeiro de 2011 2

Um dia, num passado não tão remoto, um pai que lê o blog quase diariamente me disse:

- Sabe o que eu acho o melhor no blog de vocês?

- São as peripécias da Antonela? - pensei alto. Ou então as tiradas divertidas do Bruno, talvez? Ah, se não for isso, deve ser o fofo do Leo, com suas descobertas?

Não.

Não e

Não.

A resposta foi a seguinte:

- São os comentários... Eu adoro ler todos, e aprendo muito com todos eles...

Nem as peripécias da Antonela. Nem do Bruno. Nem  do Leo. O que aquele pai gosta mesmo de ler é a riqueza de depoimentos das leitoras e dos leitores que dividem conosco suas experiências da ma(pa)ternidade.

Com nenhum pouco de orgulho ferido, comentei com o pai:

- Sabe que eu também acho?

Pura verdade, gente. Eu, como esse pai, aprendo muito com as experiências que compartilhamos aqui. E posso falar em nome de todas as blogueiras que temos o maior orgulho de vocês dedicarem parte do tempo de vocês escrevendo pra nós e nos ajudando a fazer um blog melhor, todos os dias.

Dá gosto de ler o empenho dos comentários, por exemplo, sobre o post das mães integrais, só para citar um bem recente. São opiniões distintas, tão diversas como são as formas de uma mãe educar um filho. Nenhuma é melhor do que a outra, elas apenas são diferentes. E todas sabemos respeitar a diversidade, porque aprendemos isso com nossos filhos. Aprendemos a julgar menos e a ser mais compreensivas com quem não pensa como nós.

Eu já fiz isso outras vezes, mas não me canso de agradecer pela confiança que vocês nos dedicam todos os dias. Ou lendo o blog ou nos acompanhando no Twitter. Sempre que você, leitora, estiver em dúvida se deixa o seu comentário ou dá a sua opinião sobre o assunto (muitas que eu encontro dizem que têm vergonha ou acham que a opinião não é tão importante), lembre-se:

Você, como pensamos eu e o pai citado neste post, são o maior patrimônio, as maiores estrelas deste blog. E não é cena!!!! É a mais pura realidade.

Um ótimo fim de semana a todas. Aproveitem seus filhotes!!!

PS: na segunda-feira, vamos publicar a coluna Em Nome do Filho, feita com a ajuda de três leitoras que nos deram seu depoimento no blog.

Só não vale sentir culpa

28 de janeiro de 2011 7

Postei recentemente sobre as mães que trabalham versus as que optaram por ficar em casa cuidando dos bebês.

Uma leitora escreveu dizendo optou por ficar em casa, cuidando dos filhos. Muitas mulheres já revelaram isso aqui. Umas porque podem, outras porque quiseram, outras porque não se sentiram seguras com creche, etc.

Pensei muito a respeito disso quando meu filho foi mordido na creche. Fiquei totalmente sem chão, como se a culpa fosse minha de não estar com ele, afinal a responsabilidade é minha, não é mesmo?

Mas passou e eu vi que esse é ônus que uma mãe que trabalha fora paga.

As que cuidam em tempo integral dos seus filhos com certeza não terão um filho mordido _ mas devem sentir um pouco de tédio às vezes, porque nada é perfeito.

Acredito que não importa o motivo que levou você a tomar uma decisão - difícil - como esta, mas sim COMO você lida com isso.

Por exemplo:

_ Se optou por ficar em casa, fique feliz com isso. Você é sortuda, acredito que tenha muitas vantagens, com certeza. Tirando o fato de ter que pedir dinheiro para o marido para qualquer coisa (ninguém merece)  a não ser que você seja milionária, terá o privilégio de ficar grudadinha no filhote o dia inteiro, garantindo que nada nem ninguém fará mal a ele quando ele ainda é tão pequeno e indefeso. Estará perto quando ele der o primeiro passo, quando ele adoecer será a primeira se dar conta e poderá sentir seu cheirinho 24 horas por dia. E de quebra, aguentar TODAS suas manhas, sem trégua. Até ficar exausta.

_ Se você é daquelas que trabalha muitas horas por dia e quando chega em casa seu filho faz uma gracinha e você acha que é a primeira vez _ quando na verdade ele já está o dia inteiro repetindo o showzinho e você paga mico: infelizmente é última a descobrir que agora ele para em pé quase um minuto ou já manda beijinhos ... bem, só posso dizer que você não está sozinha. Mas também quando se veem no final do dia é aquela festa, não se desgrudam nem um segundo e nem a roupa você consegue tirar de tanta saudade/ansiedade. E há de se tentar recuperar o tempo perdido brincando até altas horas...

Ou seja, minha amiga, qualquer que seja sua opção acima, haverá sempre os dois lados da moeda.


Fera noturna

27 de janeiro de 2011 1

A melhor das notícias foi descobrir que o Leonardo é um ser calmo. Seja para brincar, se comunicar e até para tomar mamadeira ele vai no ritmo dele, brincando na boa, devagar, na santa paz, curtindo cada gole como se fosse o último. Dá prazer só de olhar o meu bon vivant degustando um saboroso leite em pó.

Mas basta chegar a hora de dormir que o meu zen budista se transforma numa fera noturna.

Birra, pontapés, escalada na parede. Que nananeném que nada. Fica furioso se a gente quer dar leite morno e bico.

Quer mais é brincar, pular, ficar em pé, apresentar todo seu repertório para nós - que inlclui "tchauzinho", o "índio", o "alô" (imitando a gente falando ao telefone), batendo palminhas, discursando mil coisas e por aí vai.

Eu não fui atrás de uma explicação psicológica para isso, porque já sei a resposta.

O Leonardo não gosta de dormir porque ele ama a vida e não quer perder um minuto.


Sobre mães integrais...

27 de janeiro de 2011 6

Sempre pensei que mãe boa, é mãe feliz. A mãe pode ser feliz exercendo a maternidade e trabalhando. A mãe pode ser feliz se dedicando em tempo integral a maternidade.

A realidade é que a sociedade segue sendo preconceituosa com a mulher que decide abdicar ou dar um tempo na profissão para se dedicar a maternidade. Por que não entende esse tipo de decisão?

Não me imagino fazendo isso, mas gostaria de ficar mais tempo com a minha filha. Num mundo ideal optaria em trabalhar apenas um turno.

Sempre gostei de trabalhar e isso revigora a minha mente e alma. Além disso, sempre busquei independencia financeira. Sou da corrente de mães que aposta em qualidade em detrimento a quantidade.

Na maior parte dos lares, ficar ou não em casa, é uma opção que depende geralmente das condições financeiras de cada família.

Admiro quem abdica de um trabalho para se dedicar integralmente a maternidade. Acho que essas mães deveriam ser mais valorizadas, e quem sabe até ganhar um salário (se possível) do pai?

Porém, acredito que mesmo sendo "integral", a mãe deve ter um tempo só para ela. Isso significa fazer atividades sozinhas, seja ir numa academia, passear, fazer um curso, ir papear com as amigas, caminhar, etc, etc. Penso que isso é fundamental para a sanidade da genitora, afinal todos precisam “oxigenar” o cérebro.

O que acho irritante é a crítica constante por parte de quem não é mãe integral ou as inflamadas e pedantes justificas por parte das mamães “full time”.

Vamos ser felizes e criar nossos filhos sem traumas...

À procura de 'mães integrais'

26 de janeiro de 2011 9

Vou dedicar uma coluna para as mães integrais, ou seja, aquelas que decidiram ficar em casa para cuidar dos filhos. Largaram trabalho/profissão em nome da missão da maternidade, para estar presente na vida dos filhotes e acompanhar todo o seu desenvolvimento/crescimento.

Se você é uma mãe assim, por favor, deixe aqui seu comentário sobre o melhor e o pior dessa escolha que você fez. As vantagens e desvantagens de ficar em casa se dedicando ao filho.

Lembrando que a intenção deste post é colher depoimentos de mães que (corajosamente) fizeram essa escolha nas suas vidas, relatando os prós e contras e contando a sua experiência. NÃO é um post para saber se você é contra ou a favor.

Nesse momento, estamos em busca de mães que vivenciam ou vivenciaram essa experiência.

Desde já, agradeço a atenção de sempre de vocês, que nos ajudam a fazer um blog sempre melhor.

Obrigada,

Fabi


O caçula de Marcelo Canellas

26 de janeiro de 2011 0

Já contei aqui que adoro as crônicas que o jornalista da Rede Globo Marcelo Canellas publica no Diário de Santa Maria todas as quartas-feiras. TODAS são ótimas, mas gosto ainda mais delas quando ele fala sobre seus filhos e sobre a infância. Abaixo, um episódio envolvendo o caçula do jornalista, de 5 anos.

Preto e branco

Marcelo Canellas

Outro dia vi, com meus filhos, o DVD de O Garoto, de Charles Chaplin. O filme, de 1921, é, para meu gosto, a mais genial das comédias protagonizadas pelo vagabundo Carlitos. Além de mostrar aos piás algo diferente dos blockbusters infantis de Hollywood, eu queria saber se o ritmo da narrativa do cinema mudo iria prender a atenção deles. Bingo! Os guris não piscaram até o comovente final em que o Garoto do título reencontra a mãe. O fato de uma linguagem de 90 anos provocar emoção em crianças do século 21 só comprova o caráter de permanência da arte e derruba o argumento de que cinema para criança tem de ter velocidade de videoclipe.

Mas de todas as reações que eles tiveram ao assistir ao filme, a que mais me chamou atenção foi a curiosidade gerada pelas imagens em preto e branco. Acostumados à variedade cromática dos estímulos visuais da modernidade, os guris não se preocuparam tanto com a falta de som, mas fizeram mil perguntas sobre a ausência de cor da película. Tentei ser didático e expliquei tratar-se de um momento tecnológico em que só era possível, com os meios existentes, filmar daquela maneira.

Mas creio que a percepção de encantamento e estranheza com uma estética que eles desconheciam vai além da técnica e diz muito sobre a discussão que tanto tem ocupado fotógrafos famosos. Alguns deles preferem, em plena era digital, recorrer ao P&B. É o caso, por exemplo, do premiadíssimo Sebastião Salgado, um mestre da fotografia documental. Os efeitos do contraste e da luz diferenciada da fotografia e do filme em preto de branco, dependendo do caso, acentuam ou amenizam traços de expressão. Steven Spielberg preferiu não usar cor para filmar a Lista de Schindler e, com isso, deixar menos insuportáveis as cortantes cenas de violência dos nazistas contra os judeus.

Qual a diferença entre o que é ultrapassado e o que é apenas antigo? O meu caçula de 5 anos deu a resposta quando conversávamos sobre o tempo em que ele era bebê. Para ele, na relatividade das referências pessoais, já faz muito tempo. Tanto, mas tanto tempo, que comentou com o irmão mais velho:

_ Ah, isso foi naquela época em que a gente ainda era em preto e branco...

Jornalista
marcelocanellas@uol.com.br

(Crônica publicada nesta quarta-feira no Diário de Santa Maria)

Mulher não se divide. Se multiplica

26 de janeiro de 2011 5

Quem diria: ser mulher, mãe, dona de casa e esposa e funcionária não é impossível.

Fico até meio em dúvida quando ouço alguém falar que  tem sorte de poder se dedicar integralmente à criação dos filhos em casa, sem precisar de babá ou creche.

Nunca passou pela minha cabeça ter filhos sem poder contar a figura de uma creche ou de uma babá.

Século 21, gente, por favor.

E isso que não sou filha daquela geração feminista, que abdicou de ter filhos, família, colocando a "carreira" em primeiro lugar para ser independente financeiramente, ser "livre", bem-sucedida, mostrando para sociedade que as mulheres não se resumem a órgãos reprodutores.

Bem pelo contrário.

Até conheço mulheres que adiaram - ou negaram - tanto a maternidade que chegaram aos 40 e tantos e aí tiveram que correr contra o relógio.

Eu sou da teoria que a mulher não se DIVIDE em mil funções, mas, sim, se MULTIPLICA.

Dá pra dar conta de tudo, é só organizar direitinho. Dá trabalho!

Mas para isso, você tem que gastar mais energia, confiar em terceiros, perder um happy hour básico de vez em quando. Ter uma boa faxineira também ajuda.

Mas que dá, dá.

À espera da mãe

25 de janeiro de 2011 4

Meu filho não dorme antes de eu chegar... Não adianta. O pai bem que tenta, mas ele adooorraaa me dar um susto quando eu, já depois da meia-noite, entro bem quietinha em casa para não acordar ninguém.

E antes que alguém pense algo, vou me explicando. Há dias em que ficamos até tarde no jornal, para levar aos leitores, no dia seguinte, resultados de jogos do nosso Inter-SM ou da dupla Gre-Nal. Não costumo ser a plantonista da noite, só que, com as férias do colega, acabamos assumindo a missão...

Já expliquei para o pequeno que é importante que ele durma mais cedo por vários motivos, mas ele vem sempre com a mesma resposta:

- Eu não consigo dormir sem rezar para o amigo Jesus junto contigo - é o argumento de sempre.

- Mas o pai também sabe essa oração. E tu mesmo já sabe ela todinha - retruco eu.

Mas não adianta. Todas as noites, de mãos dadas, falamos com nosso amigo de todas as horas. E as partes da oração que ele mais gosta:

Amigo Jesus
Deixa o mal bem longe de mim, e o bem sempre bem pertinho
Deixa esta casa iluminada com muita paz, serenidade, sossego e amor
Nos abençoe hoje e sempre.
Amém

Adeus NAN!

25 de janeiro de 2011 9

A melhor notícia dos últimos tempos foi a chegada do leite Ninho em nossas vidas.

Dos quatro meses do Leonardo até os hoje, me senti uma espécie de sócia de Nestlè.

Acho que toda mãe passa por isso, afinal a multinacional amiga fornece os melhores alimentos para nossos filhotes.

Mas como são caras essas latinhas. A grande de NAN 2 custava em média R$ 36 e durava uns três, quatro dias no máximo. Porque tenho tenho um terneiro dos bons em casa.

Pois não é que o pediatra liberou o guri desses leites especiais com cheiro esquisito (pra não dizer outra coisa)?

Vai tomar Ninho, que custa um pouco menos, mas logo vai passar para leite "normal".

Passamos de fase.



Incentive o esporte na vida da gurizada

24 de janeiro de 2011 0

Embora o Brasil seja mundialmente conhecido pelo futebol e pelo culto ao corpo, o país é o que tem menos crianças praticando esportes nas escolas da América Latina. A constatação que serve de alerta para pais e educadores é da pesquisa Geração 5.0 - Os Novos Pilares da Infância, encomendada pelo canal Nickelodeon.

Comparado aos nossos vizinhos, o jovem brasileiro também é o que menos se preocupa com o meio ambiente e sustentabilidade. Além disso, menos de 39% das crianças têm contato real com a diversidade - fator que pode ser decisivo no desenvolvimento de comportamento violento, como o bullying.

- Acreditamos que a alimentação, a atividade física, a sustentabilidade, a criatividade e a diversidade transformam a criança de hoje no adulto melhor de amanhã. Os pais e a sociedade precisam acompanhar as mudanças - afirma Beatriz Mello, gerente de pesquisa do canal e responsável pelo estudo.

A pesquisa ouviu crianças e mães no Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Venezuela e Peru.

Atividade física

Devido ao fato de a criança ficar cada vez mais dentro de casa, assistindo TV ou jogando, ela tende a ganhar quilos desnecessários.

- O peso corporal está cada vez mais relacionado com o consumo e o gasto de calorias. Segundo Beatriz o que mais mudou nesses últimos anos é que se consomem mais calorias e comidas processadas. Além disso, a criança está cada vez mais dentro de casa e faz menos atividade física. Além disso, na escola, de acordo com Beatriz, a prática de esportes e atividades físicas perde força e espaço para outras brincadeiras e atividades. Em 2003, 75% das crianças andavam de bicicleta enquanto hoje esse número caiu para 41%. Quando o assunto é futebol, 50% dos pequenos aproveitam o jogo "real", enquanto 87% jogam vídeo-game.

Atenção
As crianças brasileiras são as que menos se preocupam com o meio ambiente na América Latina. Apenas 56% delas responderam que estão bastante interessadas no assunto. No estudo foi constatado que os pais ensinam valores, como não jogar lixo na rua, mas também aprendem com os filhos: uma em cada duas mães brasileiras diz que aprendeu muitas coisas sobre meio ambiente e reciclagem com o filho.

Sobre as festinhas de aniversário

24 de janeiro de 2011 6

* Confesso que não farei festa de 1 aninho para a Antonela. Calma, antes que me chamem de mãe sem graça, o primeiro aniversário não passará em branco. No próximo mês, vamos fazer uma viagem especial com a pequena e alguns parentes mais próximos. Obviamente, o bolo, os parabéns e a velinha não faltarão. Ela já aprendeu a bater palmas e está ficando craque em assoprar velinhas.

Como a pequena adora praia e é para um lugar sossegado e com muitas atrações infantis e adultas, que, no início de fevereiro, vamos celebrar o maior e melhor presente que recebemos na vida: o nascimento da Antonela.

No ano que vem, quando ela interagir um pouco mais, ganhará uma festança que incluirá os amiguinhos mais chegados dela e dos pais.

Sempre brinquei que faria uma festinha de garagem, com aquele “parabéns para você” de papelão fixado com fita crepe na parede. É assim que recordo das divertidas e saudosas celebrações na época de infância, que, geralmente, reuniam apenas os pequenos (na foto acima, 11/02/1986). Porém, hoje elas estão fora de moda.

Resta saber se as festas infantis querem agradar os pequenos ou os outros adultos? No livro Sob Pressão: Criança Nenhuma Merece Superpais, há uma reflexão bastante interessante a respeito do assunto. O autor Carl Honoré refaz o caminho das festas.

A ideia de celebrar o nascimento de uma criança é moderna. No século 19, as famílias burguesas e de classe média reuniam alguns familiares em casa para comemorar o nascimento dos filhos. Após a Segunda Guerra Mundial, o evento foi ganhando maiores proporções e orçamentos estrondosos. Em 2006, um norte-americano, dono de uma fábrica de coletes à prova de balas, ocupou manchetes por ter gasto supostamente R$ 10 milhões no aniversário da filha de 13 anos.

Megaeventos – No livro, o autor faz referência a celebrações que incluem extravagâncias de tirar o fôlego. São eventos com apresentações particulares de artistas famosos, com animais de zoológico, passeios turísticos em aquários etc. Entre as lembrancinhas exóticas, aparecem aparelho MP3, máquina digital, ingresso para partida de futebol americano...

Guardadas as devidas proporções, o texto me fez repensar os eventos dedicados ao público infantil. Os exageros me incomodam. Algumas festas de criança têm se transformado num megaevento. Elas estão tão elaboradas que os pais se sentem pressionados a cada ano tentar inovar e impressionar cada vez mais. A diversidade de atrações chega a confundir os pequenos.

Já pensaram em perguntar para as crianças o que elas querem na sua festa de aniversário? Será que não preferem reunir os amigos mais próximos em casa e passar a tarde brincando? Será que não trocariam lembrancinhas eletrônicas por livro de pintar, canetinhas e pirulitos? (Ticiana Fontana)

* Coluna publicada toda segunda-feira no jornal Diário de Santa Maria, textos de responsabilidade de Ticiana Fontana e Fabiana Sparremberger. Texto de hoje assinado por Ticiana Fontana

Planeje as férias antes de arrumar a mala

23 de janeiro de 2011 0

Todo ano a história se repete. Com a chegada do verão, é hora de as famílias colocarem em prática a viagem esperada há meses. Mas diante da ansiedade e do corre-corre, é comum os pais se esquecerem de detalhes importantes. Por isso, planejamento é fundamental. Leia abaixo mais dicas que podem ajudar a melhorar o período de férias com os filhos.

De avião
Para quem viaja de avião, é preciso um cuidado a mais. A agente de viagens Bárbara Ribeiro diz que é importante etiquetar a bagagem com nome, endereço e telefone para contato. No caso de malas com cores mais comuns, como preta e azul, é interessante colocar também um chaveiro ou adesivo para facilitar a identificação.

No destino final
Uma vez na cidade escolhida, os pais terão de ficar atentos para que as crianças fiquem em segurança, tenham como se divertir e se alimentem adequadamente. A nutricionista Joana Lucyk lembra que os pequenos precisam se alimentar de três em três horas, para não dar brechas a dores de cabeça, enjoos, náuseas e cansaços.

Seguir a sugestão da especialista, porém, nem sempre é fácil. Algumas crianças não gostam de parar a diversão para comer, causando estresse nos pais.

Dicas
* Outra forma de aumentar a segurança dos pequenos e ainda conseguir um tempo para descansar, é optar por hotéis e resorts que oferecem uma programação infantil, com profissionais treinados para ocupar os filhos com brincadeiras seguras.

* As crianças também merecem saber o que está sendo programado para as férias. Dizer a elas para onde a família vai e o que elas poderão fazer lá ajuda a deixá-las menos ansiosas, além de ser um bom momento para os pais passarem algumas orientações.

Vai de quê?
Dependendo do transporte escolhido, algumas medidas podem tornar a viagem mais fácil

De carro
* Faça revisão completa do veículo, calibre e verifique o estado dos pneus.

* Em viagens mais longas, pare de quatro em quatro horas para relaxar, fazer um lanche e esticar as pernas.

* À noite, pare para dormir em algum lugar. Dirigir com sono é pôr em risco a vida de todos.

*  Leve frutas, água e biscoito, para quando a fome e a sede apertarem.

* Tenha também rolos de papel higiênico para casos de emergência.

*  Não esqueça da cadeirinha adequada para carregar a criança no veículo.

De ônibus
* Leve brinquedos para a distração das crianças.
* Separe alimentos como frutas e biscoitos, além de água.
* Lembre-se do papel higiênico ou caixa de papel, porque alguns banheiros não dão esse suporte.

De avião
* Leve brinquedos, mas nada muito barulhento ou que precise de espaço para que a criança brinque.
* Em voos com menos de duas horas, tenha biscoitos ou frutas à disposição. Em voos de maior duração, leve um lanche.
* Leva remédio para dor de ouvido, caso a pressão interna do avião cause incômodo.

Não pode faltar
Itens indispensáveis para quem vai viajar com crianças pequenas
Documentos (como a certidão de nascimento da criança e a autorização judicial, em casos de pais separados), cartão de vacinação em dia, minifarmácia abastecida com remédios e curativos, fraldas descartáveis, roupas reservas, mamadeira, chupeta, papinha, agasalho, mala etiquetada, brinquedos, protetor solar (para maiores de seis meses), repelente, boné.

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