Dia desses, ouvi o seguinte comentário de um pai de adolescente. "Não sei mais o que fazer para ele sair da frente do computador e da Internet. O jeito, acho, vai ser proibir por completo". Adolescente que é adolescente curte Internet, computador, videogame e afins. Orkut, MSN e outros tantos programas fazem a cabeça desta galera, que fica grudada no computador, dia e noite. Para desespero dos pais, eles são capazes de trocar uma praia pelo computador e até de ficar contando as horas para voltar para a frente da tela. Exagero? Infelizmente, não.
Especialistas garantem que o excesso do uso do computador pode prejudicar as construções das capacidades emocionais. É só se relacionando pessoalmente com o outro que são possíveis a aprendizagem e o exercício de situações como a tolerância à frustração, a persistência diante de desafios e a capacidade de negociação. Apesar de tudo isso, Leanise Saute, pediatra e médica de adolescentes em Santa Catarina, defende que é preciso permitir o acesso à tecnologia, controlando o tempo e a qualidade das informações que os filhos acessam.
Em seu site, a Microsoft dá dicas de segurança que podem ajudar:
Crie uma lista com regras para o uso da Internet com filhos adolescentes. Você deve incluir os tipos de sites que estão fora dos limites, o número de horas que podem passar na Internet e orientações sobre comunicação online, incluindo salas de bate-papo
Mantenha os computadores conectados em áreas comuns, não nos quartos dos adolescentes
Converse com seus filhos sobre amigos virtuais e atividades online da mesma forma que fala sobre atividades offline. Instrua-os a não falar com estranhos
Pesquise sobre ferramentas de filtragem, que devem ser usadas como complemento à supervisão paterna, não substituição
Saiba quais são as salas de bate-papo ou grupos de discussão que seus filhos estão visitando e com quem estão conversando. Incentive-os a usar salas monitoradas e insista para que permaneçam em áreas públicas
Insista para que nunca concordem em encontrar pessoalmente um amigo virtual
Ensine-os a nunca fornecer informações pessoais sem a sua permissão, preencher formulários de registro pessoais ou participar de competições online
Ensine-os a não baixar programas, música ou arquivos sem a sua permissão. Explique que se compartilharem arquivos ou copiarem texto, imagens e trabalhos da web, eles podem estar violando leis de direitos autorais
Incentive-os a lhe contar se algo ou alguém online fizer com que se sintam desconfortáveis ou ameaçados. Mantenha a calma e lembre-os de que não estão fazendo nada de errado se quiserem lhe mostrar algo
Converse com seus filhos sobre conteúdo adulto e pornografia online e oriente-os a sites positivos sobre saúde e sexualidade
Ajude a protegê-los contra spam. Instrua-os a não fornecer endereço de email, não responder a mensagens de lixo eletrônico e a usar filtros de e-mail
Fique atento aos sites que seus filhos acessam
Coluna Em Nome do Filho publicada no Diário de Santa Maria deste 28 de fevereiro. Por Fabiana Sparremberger












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