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Morando com os avós

21 de março de 2011 8

 Grupo RBS

A modernidade vem alterando a concepção tradicional de um lar como sendo um espaço dividido por pai, mãe e filhos. A dependência econômica e emocional tem mudado os laços e os ambientes familiares. Cada vez mais, filhos permanecem nas casas dos pais e acabam criando os seus filhos junto com os avós. Esta coluna surgiu a partir do relato de uma mãe que não sabe mais o que fazer para melhorar a convivência com os pais e o filho. No blog Meu Filho, e por meio de e-mails, os pais que vivem sob o mesmo teto com seus pais relatam as mesmas dificuldades. Criar o filho na casa dos avós tem desgastado relacionamentos e, em alguns casos, tornado a convivência quase insuportável.

A mulher de 36 anos tem um filho de 10. Mesmo trabalhando, após a separação, não teve condições de sustentar sozinha uma casa. Voltou a morar com os pais quando o filho estava com 3 anos.

– Me sinto a irmã mais velha do meu filho. Para os pais, a gente é um eterno adolescente. Há uma perda de referência. Além disso, os avós se metem muito na educação – relatou a mãe, afirmando que não quer ser ingrata com os pais.

Antes da mágoa se acumular e o relacionamento ficar insustentável, o diálogo é a melhor saída. Pais e avós têm de chegar a um consenso buscando o melhor para a criança. Segundo o pediatra e especialista em criança e adolescente José Binato, existe um verbo que deve ser usado pelos adultos da casa.

– Pais e avós têm de ceder em algum momento sempre seguindo o princípio do respeito e o objetivo principal que é o bem da criança. Em alguns momentos, alguém vai ter de engolir algum sapo.

O importante é não discutir na frente da criança. Avós devem agir como avós, e pais, como pais. Obviamente, em alguns momentos os avós funcionam como pais, mas o limite mais contundente, um castigo mais rígido, por exemplo, deve ser aplicado pelos pais.

Para manter um bom relacionamento, a regra é não deixar acumular os problemas. Resolvê-los no momento em que surgem ou, no máximo, até em dois ou três dias depois. Mesmo morando juntos, a mãe ou o pai, ou ambos, devem criar espaços emocionais específicos com as crianças para evidenciar os afetos. Faça programas sozinhos com os filhos, levê-os ao parque ou ao shopping.

– Sempre digo que os cortiços estão voltando. É filho ficando em casa, e avô indo morar com filhos. Cada vez mais, a família vai cuidar da família.

Papéis divididos:

Avós:

- Lembrem que são figuras importantes na construção da personalidade dos netos, ficam como exemplos.

- Um avô deve ser mais afetivo e menos repressor

Pais:

- São responsáveis pela parte mais complicada da educação

- Façam programas sozinhos com e para os filhos


Adultos em harmonia:

- Usem sempre o princípio do diálogo e do respeito


* Coluna em Nome do Filho, publicada toda segunda-feira no jornal Diário de Santa Maria, de responsabilidade de Ticiana Fontana e Fabiana Sparremberger. Texto de hoje é de Ticiana Fontana.

Comentários (8)

  • Gisele diz: 21 de março de 2011

    No meu caso, as coisas são um pouco diferentes……
    Morava com os pais do meu ex marido, por consequência disto, a vó paterna do meu filho, que se chama Guilherme e tem dois anos e 6 meses, era quem cuidava dele pra eu trabalhar.
    Bom, acontece que me separei e fomos morar sozinhos, eu e o meu filho, o mesmo chama muito pela vó dele, tanto que ele vai de 15 em 15 dias para passar o final de semana na casa dela, hoje não é mais ela quem cuida do meu filho, mas ele deixa de ficar com o pai para ficar com a vó.
    Não sei se é normal, e também não sei até que ponto isso seja bom para o meu filho, as vezes até leio assuntos relacionados a esse que estou descrevendo, pois me preocupo, tenho ciúmes de mãe.
    Como ele fica só nos fins de semanas alternados, eles deixam ele fazer o que quer….
    e quando ele volta pra casa no domingo, além de fazer “birra” e não querer descer do carro e entrar em casa, volta cheio de “manha” e querendo fazer tudo o que faz nos avós.
    Favor, mães que já tenham passado ou estão passando por algo parecido…..dêem sua opinião.
    Fico agradecida de ter compartilhado esse assunto com vocês.

  • Daniele Minato diz: 21 de março de 2011

    Matéria muito bem vinda!
    Moro com meus pais desde quando o meu filho tinha 3 meses.No inicio foi muito dificil a convivência, principalmente com minha mãe, ela me julgava “imatura” para cuidar do meu filho e como eu estava morando na casa dela, eu deveria deixar a criação do meu filho aos seus cuidados…foi dificil.
    Brigavamos bastante e nosso convivio foi desgastando, então quando o meu pequeno estava um pouco mais crescidinho, arrumei um trabalho e minha mãe, após muitos conselhos recebidos baixou a bola um pouco (rsrsrsrsrsrsr).
    Acredito que solução não existe, oque existe é concientização por ambas as partes e muito jogo de cintura por parte de nós mães.
    Meu guri já está quase completando 4 anos e hoje minha mãe é mais tranquila.
    Quando moramos na mesma casa é preciso muita paciência, a intenção dos avós não é ruim, mas eles precisam entender que nós somos os pais.
    Oque posso dizer…baixei a guarda.
    Parabéns pela matéria!

  • Jackson Guterres, Porto Alegre, Brasil diz: 21 de março de 2011

    Dá pra comentar na posição de avô?

    Bem legal a proposta deste blog, em belo espaço de interação e construção coletiva.

    Achei um pouco forte a expressão: “cortiço”, prefiro chamar de “república” ou simplesmente “geração canguru” – para os filhos, o tempo vai passando e eles continuam morando com os pais, porque lhes parece mais confortável… Mas como pais, precisamos continuar a incentivá-los a ter objetivos na vida e a conquistarem sua independência e seu próprio espaço – tudo bem, nem sempre é fácil. Este é um ponto chave na educação dos filhos e como resultado, levando numa boa, agrega qualidade de vida! É um baita aprendizado… são belas lições de vida para todos os membros da família!!!

    Meus dois netinhos moram comigo, é algo que altera a dinâmica familiar, mas é show de bola!!! A gente aprende muito com eles e eles interagem muito com todos! É algo bem interessante!

  • Carolina diz: 22 de março de 2011

    Adorei a proposta e o assunto veio em um momento oportuno para mim. Não moramos com os avós mas temos uma convivência em sua casa, em períodos de feriado prolongado, com as mesmas dificuldades que já foram faladas. Infelizmente tive que cortar um pouco a quantidade de idas pois meus pais interferem demais e acham-se no direito de inclusive nos criticar na frente do meu filho. Com isso tivemos uma briga feia eu e minha mãe, onde ela disse que o motivo do meu filho ter asma e ficar doente é pq eu o coloco na frente do ventilador. Ou seja, para esse “problema” não existe solução, apenas medidadas de controle para não chegar a um limite, como já ocorreu comigo,

    Beijos as meninas do blog sempre atentas as assuntos que nos arrancam os cabelos !!!!

  • Alexandra diz: 2 de maio de 2011

    Adorei a matéria e sem dúvida, não sou a única…
    Retornei a casa dos meus pais qdo meu peq. tinha 6 meses, posso dizer q “paguei meus pecados”, pois escutava mais crítica do que elogios. Palpites então nem se fala… e para uma mãe, é a pior coisa. Voltar p casa dos pais sozinha já é complicado, imagina com um filho… pior ainda né. Privacidade zero!!! Hj, meu peq está com 3 anos e 3 meses… e ainda tenho que colocar limite, não nele e sim na minha mãe.
    Temos que ter muita paciência sem dúvida.
    Abs a tds e adoro as matérias.

  • camile diz: 20 de dezembro de 2011

    olá, estou muito desesperada, preciso de alguém com conhecimento para me ajudar, sou separada há 2 anos, minha filha está morando com meus pais em uma cidade que fica a 60 km de onde estou morando. O pai dela mora na mesma cidade que ela, mas eu tenho deixado com meus pais, por cuidarem melhor que o pai, e até que eu termine a faculdade.

    Mas no meio do caminho surgiram problemas. Minha mae está com serios problemas de saúde e não tem cuidado suficiente com minha filha. Ela está com 3 anos, e se formando uma criança muito rebelde, teimosa e mal educada. eu sei que minha filha está sofrendo, pois imaigina minha mae colocando os avós paternos contra minha filha, e a familia do meu ex fazendo a mesma coisa, eles adoram ensinar coisas erradas pra ela, tudo pra dificultar o processo de aprendizagem.

    quero traze-la pra cidade onde moro, mas muita gente ta me deixando louca, dizendo que é melhor deixa-la mais um ano lá com os avós maternos. porque eu vou deixar em maos de gente estranha, e nao vou ter tempo pra ve-la, fica dificil saber o que fazer com tanta gente opinando. enqto isso minha filha fica passando por traumas. minha mae nao a alimenta direito. por favor me ajude a tomar uma decisão!!! ano que vem, terei que trabalhar, estudar e tentarei fazer um extra pra conseguir sustenta-la sozinha, sem precisar depender de ningm.
    vcs poderiam me ajudar por favor???

    att.,
    camile

  • Marcos Gatto diz: 16 de março de 2013

    Por favor, eu preciso de orientação:
    Minha filha por obras de Deus teve uma filha com o namorado da época, isto faz quase 11 anos. Minha neta sempre foi criada em casa e recebeu a mesma educação que minhas filhas receberam. Aqui ela tem tudo. Bem minha filha, a mãe se casou um pouco mais de 1 ano, não com o pai de minha neta e a filha nao que de jeito nenhum ir morar com a mãe e isto esta fazendo com que o marido esta brigando com minha filha porque acha que ela deveria forçar a filha ir morar com eles, o que eu nao entendo e que fique claro que nao me oporia, porém entendo que não deve ser a força e eu nem vou força este tipo de situação, pois me preocupa, de eu forçar e ela vir a se sentir rejeitada na casa dos avós, que são os únicos pq os paternos nao estão nem ai.
    Mas o que mais me preocupa é a obsessão de meu genro de querer que minha neta, que não é filha, que vá morar com eles e com esta atitude fica brigando com a esposa.
    Bem, teria muito mas para escrever e falar a real de minha preocupação mas iria me estender muito. Por ora peço uma orientação e caso eu possa mandar um email para falar tudo, eu agradeceria se me passasse o endereço . Obrigado

  • Jennifer Oliveira diz: 23 de abril de 2013

    Minha situação é bem complicada, pois meu filho está com minha mãe e ela não me deixa passear com ele, não tenho direito de visitas. Ela não me proibe de ir na casa, porém quero q o menino tenha contato comigo e sua irmã (minha filha de 4 anos). Procurei o Conselho tutelar para direito de visita, a briga está feia. Meu filho está com 6 anos fruto de estupro, tentei durante a gravidez por várias vezes me matar, depois do nascimento ela tomou conta de tudo, era humilhada e rebaixada, encontrei meu marido e temos uma vida boa. Tá muito complicado, acho q estou certa em requerer isso, pois o menino sente minha falta e eu dele. Minha família diz q é muito sofrimento expor minha vida e ele nessa briga judicial, porém sei q estou fazendo o melhor, pelo menos é o q acho

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