O Dia das Mães é uma data comemorativa onde homenageamos todas as mães que dedicam grande parte de sua vida a cuidar e educar seus filhos, e que os amam incondicionalmente. Todas as mães zelosas são especiais, mas quero reverenciar as mães de crianças ESPECIAIS. Estas não são escolhidas por serem seres divinos ou perfeitos, nem foi lhes dada uma benção ao conceberem ou se tornarem mães de um filho com deficiência, mas aprendem a transformarem-se em heroínas no dia-a-dia, enfrentando preconceitos.
Driblando a cara feia de algumas pessoas intolerantes, encontrando uma boa escola que acolha seu filho; rompendo os obstáculos que a doença impõe ao acometido e a sua família: incapacidade física ou mental, custos elevados com o tratamento, sobrecarga de tarefas; e ainda se superam convertendo sentimentos de tristeza e desesperança em coragem de lutar.
Hoje sou uma destas mães, e até alguns anos atrás jamais sonhara com um futuro assim. Nos meus 26 anos, grávida e saudável, imaginava um caminho fácil de trilhar, com alguns meses de noites mal dormidas e choramingos de fome, sono ou dor, mas que logo evoluiriam para dias alegres e noites tranqüilas, com o aprender da palavra e a ampliação de interesses, e o inevitável amadurecimento. Mas a história foi outra, me foi atribuída uma missão que aprendo a cada novo dia a executar.
Uma mãe de criança especial tem que aprender a encarar a vida de uma forma mais leve, sem exigências utópicas, saboreando cada pequeno avanço que seu filho apresenta. Deve prestar atenção em seus sentimentos mais verdadeiros e entendê-los, pois só aceitando a raiva, o medo, a inveja, é que irá conseguir vislumbrar novamente a alegria, o orgulho e o prazer.
Uma mãe de criança especial necessita exercer a dedicação exclusiva, mesmo que tenha mais filhos, estes aprendem logo a árdua tarefa de serem irmãos, e mesmo que esta mulher trabalhe, nunca mais esta irá encarar o emprego da mesma forma, pois nada estará ocupando tanto sua mente e seu coração quanto seu filho. Por isto digo: não somos melhores mães que as de filhos saudáveis, mas nos tornamos incrivelmente melhor do que já fomos.
E aí embaixo, a foto do lindo Otávio, filho de Silvia.
Blog da Silvia: http://autismo-umavidaempoucaspalavras.blogspot.com/
















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