Meu filho se chama Arthur, tem 5 anos, fará 6 no dia 15/10. Meu filho não foi planejado, ele veio qdo eu tinha 23 anos, eu tinha um namorado, namorava há uns 4 anos, e engravidei.
Principais dificuldades?
Olha, preciso pensar, pq as alegrias e o prazer que eu tenho são tão grandes que as dificuldades agora se tornam pequenas.
Acho que realmente difícil é o início, com o parto, até ele ter 1 ano de idade. Exige uma adaptação mãe-filho, independentemente do quanto estivemos nos preparado para isso, a adaptação nem sempre é tranquila.
São tantos palpites, tanta coisa pra fazer...
Noites em claro, febre, fraldas, alergias...
Acho que nesta fase inicial, o mais difícil pra mim foi morar na casa dos meus pais, foi a falta daquela estrutura tradicional: marido, esposa, filho, casa.
Eu ainda era dependente financeiramente dos meus pais, e isso pesou bastante. Dependia deles pra comer, pra dar comida para meu filho, tinha que pedir fraldas para o pai do meu filho, que achou engraçado eu pedir pensão, já que éramos namorados.
Mas pelo fato de não morarmos juntos, eu achei necessário, mas isso provocou nosso rompimento, quando meu filho tinha 9 meses.
Nunca mais voltamos e nem voltaremos rsrs.
Mesmo ele ligando todo dia, indo lá em casa visitar o filho, e tal, eu acho que ele tem o filho mais pra passeio mesmo.
A responsabilidade toda fica comigo.
Pensão hoje em dia, se eu não lembro que ele tem que mandar, ele não paga.
Isso é o mais difícil de tudo.
E não ter alguém do lado qdo passamos a noite em claro com o filho é meio ruim mesmo. A solidão aperta e dói, mas a gente acostuma.
Hoje, às vezes, penso que é até melhor assim.
Quanto às alegrias...
Poderia escrever um texto enorme para falar do quanto a maternidade mudou minha vida.
Eu estava meio sem perspectiva na vida até meu filho chegar.
Tinha largado a facul, estava num emprego fraquinho...
Mas daí, qdo ele tinha 10 meses, entrei num cursinho pré-vestibular, passei, entrei de novo no curso de Ciências Contábeis, e segui estudando, voltei a trabalhar nesta área...
Até que eu resolvi também estudar para concurso para atingir, então, minha tão sonhada independência financeira, ter minha casa, sustentar sozinha meu filho... essas coisas tão básicas e tão importantes.
Foi então quando fui aprovada e nomeada em 23 de dezembro de 2009, servidora pública, técnica administrativa da UFSM.
Não ganho muoto dinheiro ainda, mas, agora, eu tenho meu filho verdadeiramente meu.
Acho que foi meu filho que me deu esta força para conquistar o que quero.
Eu conheci o amor verdadeiro, com ele, não tem tristeza que dure.
O abraço do meu filho cura qualquer tristeza.
O momento que mais marcou minha vida como mãe?
Foi quando ele começou a me chamar de mãe.
Minha relação com o Meu Filho
Minha relação com o blog começou bem do início, qdo a Ticiana ainda chamava sua menina de girino rsrs
Achei legal acompanhar a maternidade de pessoas que eu conheço, quer dizer, que eu vejo (rsrs), estão perto de mim, embora não me conheça. Dá a impressão ser mais real, ainda mais q tbém moram em Santa Maria. Daí, dá este sentimento de aproximação.
Eu leio quase todo dia.
Leio muito sobre filhos, infância, crianças, pediatria, psicologia, leio Içami Tiba, participo fielmente de uma comunidade do orkut chamada Pediatria Radical, por lá aprendo muito tbém.
Gosto de saber que existem movimentos a favor da infância e da maternidade.
É bom saber como as mulheres atuais lidam com os problemas que sempre existiram.
Enfim, é isso.
Acima, uma foto nossa tirada em 2008 no Restaurante Val de Buia.









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