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Posts do dia 23 maio 2011

As Mães do Meu Filho (2) - Dani Cioccari

23 de maio de 2011 8


Meu filho se chama Arthur, tem 5 anos, fará 6 no dia 15/10. Meu filho não foi planejado, ele veio qdo eu tinha 23 anos, eu tinha um namorado, namorava há uns 4 anos, e engravidei.

Principais dificuldades?
Olha, preciso pensar, pq as alegrias e o prazer que eu tenho são tão grandes que as dificuldades agora se tornam pequenas.

Acho que realmente difícil é o início, com o parto, até ele ter 1 ano de idade. Exige uma adaptação mãe-filho, independentemente do quanto estivemos nos preparado para isso, a adaptação nem sempre é tranquila.

São tantos palpites, tanta coisa pra fazer...

Noites em claro, febre, fraldas, alergias...

Acho que nesta fase inicial, o mais difícil pra mim foi morar na casa dos meus pais, foi a falta daquela estrutura tradicional: marido, esposa, filho, casa.

Eu ainda era dependente financeiramente dos meus pais, e isso pesou bastante. Dependia deles pra comer, pra dar comida para meu filho, tinha que pedir fraldas para o pai do meu filho, que achou engraçado eu pedir pensão, já que éramos namorados.

Mas pelo fato de não morarmos juntos, eu achei necessário, mas isso provocou nosso rompimento, quando meu filho tinha 9 meses.

Nunca mais voltamos e nem voltaremos rsrs.

Mesmo ele ligando todo dia, indo lá em casa visitar o filho, e tal, eu acho que ele tem o filho mais pra passeio mesmo.

A responsabilidade toda fica comigo.

Pensão hoje em dia, se eu não lembro que ele tem que mandar, ele não paga.

Isso é o mais difícil de tudo.

E não ter alguém do lado qdo passamos a noite em claro com o filho é meio ruim mesmo. A solidão aperta e dói, mas a gente acostuma.

Hoje, às vezes, penso que é até melhor assim.

Quanto às alegrias...

Poderia escrever um texto enorme para falar do quanto a maternidade mudou minha vida.

Eu estava meio sem perspectiva na vida até meu filho chegar.

Tinha largado a facul, estava num emprego fraquinho...

Mas daí, qdo ele tinha 10  meses, entrei num cursinho pré-vestibular, passei, entrei de novo no curso de Ciências Contábeis, e segui estudando, voltei a trabalhar nesta área...

Até que eu resolvi também estudar para concurso para atingir, então, minha tão sonhada independência financeira, ter minha casa, sustentar sozinha meu filho... essas coisas tão básicas e tão importantes.

Foi então quando fui aprovada e nomeada em 23 de dezembro de 2009, servidora pública, técnica administrativa da UFSM.

Não ganho muoto dinheiro ainda, mas, agora, eu tenho meu filho verdadeiramente meu.

Acho que foi meu filho que me deu esta força para conquistar o que quero.

Eu conheci o amor verdadeiro, com ele, não tem tristeza que dure.

O abraço do meu filho cura qualquer tristeza.

O momento que mais marcou minha vida como mãe?
Foi quando ele começou a me chamar de mãe.

Minha relação com o Meu Filho

Minha relação com o blog começou bem do início, qdo a Ticiana ainda chamava sua menina de girino rsrs

Achei legal acompanhar a maternidade de pessoas que eu conheço, quer dizer, que eu vejo (rsrs), estão perto de mim, embora não me conheça. Dá a impressão ser mais real, ainda mais q tbém moram em Santa Maria. Daí, dá este sentimento de aproximação.

Eu leio quase todo dia.

Leio muito sobre filhos, infância, crianças, pediatria, psicologia, leio Içami Tiba, participo fielmente de uma comunidade do orkut chamada Pediatria Radical, por lá aprendo muito tbém.

Gosto de saber que existem movimentos a favor da infância e da maternidade.

É bom saber como as mulheres atuais lidam com os problemas que sempre existiram.

Enfim, é isso.

Acima, uma foto nossa tirada em 2008 no Restaurante Val de Buia.

As Mães do Meu Filho (1) - Andressa Rossi Villanova

23 de maio de 2011 0

Eis a estreia da seção, que já é um sucesso de participação. A primeira a mandar sua colaboração foi a Andressa.

Olá, Fabiana, tudo bem? Todos os dias pela manhã, tenho uma rotina indispensável, olhar meu e-mail, orkut, facebook e o blog Meu Filho, isso é todos os dias mesmo, hehehe.

Me chamo Andressa Filippini Rossi Villanova, tenho 28 anos, sou casada com Diego Villanova e temos nossa linda princesa: a Letícia, com seu 1 ano e 4 meses.

Minha história com o blog começou quando engravidei e descobri que sua colega Ticiana também estava grávida e praticamente do mesmo tempo que eu. Todos os dias quando ela aparecia no Jornal do Almoço eu falava: "olha lá minha colega de gravidez". Contava o que ela tinha sentido ou acontecido em sua gravidez, e muitos não conseguiam entender como eu sabia de tanta coisa...

Também, né, somos amigas no blog, assim me intitulo. Me surpreendo com tantas semelhanças e diferenças entre nós, mamães, e nossos tesouros, mas a certeza é uma só: eles são as nossas vidas.

Minha gravidez foi muito desejada e realizada, tive a dádiva de não ter nenhum enjoo e, infelizmente, nenhum desejo hehehe... queria tanto fazer o pai sair correndo de madrugada atrás de algo inesperado, mas não aconteceu.

O parto da Letícia foi de cesária. Admiro quem opta pelo parto normal, mas eu não tive coragem nenhuma para isso. Amamentei ela até 10 meses e meio e, simplesmente, do dia pra noite, ela não quis mais mamar o peito... E assim ela fez com o bico quando tinha 1 anos e 2 meses, jogou ele fora. Decidida é ela.

Dois momentos inesquecíveis que passei na maternidade foram tê-la nos meus braços pela primeira vez, no dia em que nasceu, e o dia em que ela falou "mamãe". Nossa, as lágrimas rolaram aos escutar essa palavra tão simples, mas tão linda na vida de uma mulher.

Mas, com isso, vem a parte engraçada. Desde esse dia, eu escuto 2315682118772121 vezes por dia mãeeeee, mãeeee, mãeee hehehehe.

Meninas, parabéns a vocês. O trabalho é mais que perfeito e magnífico, pois gosto dele pela linguagem simples e sincera que usamos para contar um fato novo. E é isso que faz o blog ser tão humano e legal.

Beijão a todas.

Andressa,

esposa do Diego e mãe da Letícia




Mãe é muito diferente de pai (a repercussão)

23 de maio de 2011 11

Leitores da coluna e do blog Meu Filho atenderam ao meu apelo e mandaram suas opiniões sobre as diferenças entre pais e mães.

(...) Uma mulher consegue fazer o papel de mãe e pai ao mesmo tempo, porém um pai, não. Claro que sempre existe aquele pai que vale muito mais que uma mãe, mais ainda é uma exceção.
(Morgana, mãe do Dudu)

Pais são mais relapsos, desatentos. Às vezes, pensam que um presente ou uma grana de vez em quando suprirão as conversas que não acontecem, os conselhos que não são dados, os "nãos" necessários, os telefonemas não feitos.
(Juliano Lanius, estudante)

Não concordo com o autor, sou pai e cuido muito bem do meu filho! Por que ele não lista no livro as mães que jogam seus filhos no lixo?
(Arlan Lopes Machado)

Toda essa pressão que a mulher precisa aguentar para não ficar com fama de
preguiçosa (apesar de trabalhar mais em casa do que fora) faz com que ela divida suas 24 horas com diversas tarefas, enquanto a maioria dos homens _ a maioria porque há bons pais educadores e responsáveis _ trabalha fora e chega em casa sem tocar a mão em nada.
(Bárbara Mazim)

Mãe é realmente diferente de pai. Meu marido é o melhor pai do mundo: cuida tanto de nossos gêmeos de 1 ano e 10 meses quanto eu e só não os amamentou porque não era possível. Mas quando só eu lembro de fazer certas coisas, ele sempre me diz: "mãe é mãe!"
(Adriana)

Separar funções, uma para pai, outra para mãe, é como continuar a sobrecarregar a mulher, é concordar com isso. O pai é totalmente capaz de fazer o mesmo que uma mãe faz.
(Daniela)

Apesar de toda a ajuda do pai, ainda me sinto um pouco sobrecarregada. Trabalho fora em tempo integral (...) e me sinto sozinha nas decisões sobre a educação, alimentação, sono…
(Paloma, mãe do Vinícius)


Uma nova mãe urgente, por favor

Escrevi na coluna passada que a mulher que trabalha fora deve exercer outro tipo de papel como mãe e administrar a casa de modo diferente. Como? Não se sentindo culpada por ficar longe de casa  e dos filhos o dia todo. A mulher que trabalha fora, defende Içami Tiba, não é prejudicada pela tripla jornada, mas, sim, pela postura de culpa que adota. Ao voltar para casa, ela corre para arrumar a bagunça, fazer o jantar, tentando atender filhos, marido, cachorro... Ela não se dá o direito de descansar e precisa mudar o rumo desta história. Necessita criar filhos independentes, que ajudem a garantir o andamento e a organização da casa quando ela está fora. Diz Içami Tiba: "A mulher não precisaria ser 100% mãe. Poderia ser só 50% se os outros 50% fossem complementados pelo pai ao assumir seu lugar na educação, já que ela trabalha fora e traz fundamental ajuda econômica para a casa". (Fabiana Sparremberger)

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira

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