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Posts do dia 6 junho 2011

Ainda sobre pais separados...

06 de junho de 2011 0

Obviamente há casos e casos...

Quanto a separação é consensual e o processo se sucede de forma amigável, o sofrimento é minimizado tanta para os pais quanto para as crianças.

Sempre a melhor saída é utilizar o bom senso e respeito da parte dos pais.

Bom senso de não hostilizar, falar mal ou tentar colocar um filho contra o pai e vice-versa.

Respeito em relação a guarda da criança. 

O ideal é não fixar horários e dias e ser compartilhada.

Porém, se isso não for possível, deixar o filho conviver com a outra parte.

A concepção de família tem mudado ao longo do tempo.

Se o pai não se faz presente, o papel pode ser desempenhado por um avô ou pelo companheiro da mãe.

A mesma regra vale se a guarda ficar com o pai.

Se o trauma for muito grande, procure a ajuda de um especialista.

Filhos de pais separados...

06 de junho de 2011 5

Parcela significativa de filhos chega à adolescência com os pais separados. Apesar do número de casamentos ainda ser maior que o de divórcios, nos últimos anos, as separações passaram de raridade para realidade. Faça um teste. Pergunte numa sala de aula com adolescentes quantos deles têm pais separados. O resultado pode ser surpreendente.

Os casais estão menos tolerantes? Mais verdadeiros em seus sentimentos? Mais independentes? Diferentes teses explicam esse crescimento do número de divórcios. Todo o comportamento é uma resposta à realidade da época em que ele está inserido.

Independentemente do motivo – traição, falta de amor ou divergência na forma de educar o filho –, a maioria das separações, para não dizer quase todas, envolve um processo difícil, permeado pela dor, frustração, raiva e angústia. A ruptura pode ser ainda mais traumática quando há um ou mais filhos envolvidos. A separação é um processo de luto, morre um relacionamento. Num primeiro momento, o casal enxerga apenas o que perdeu, e não consegue visualizar o que ganhou.

O que é mais prejudicial?

Viver num ambiente de crise com os pais juntos, ou num modelo com os pais separados? O que é mais prejudicial aos filhos? Os efeitos nocivos podem ser minimizados dependendo da condução da separação.

– As reações dos filhos dependem da idade e do nível de entendimento da situação por parte deles. Quando menores, a adaptação a nova realidade tende a ser mais tranquila – afirma a psicóloga e especialista em terapia de família Luciane Pozobon.

Entre as reações consideradas normais, os bebês pequenos ficam mais agitados, crianças pequenas voltam a fazer xixi na cama, e as mais crescidas passam a dar problema na escola. Da parte dos adultos, uma mãe que é protetora vira supermãe. Um pai que era apegado vira pegajoso.

Maturidade necessáriaPor mais difícil que seja a ruptura, os pais têm de se esforçar para encontrar a maturidade, a fim de não confundir ainda mais os pequenos. O bom senso deve prevalecer sobre o ressentimento. Isso significa evitar brigar ou falar mal do ex-cônjuge na frente do filho, responder a todas as perguntas sem entrar em detalhes, deixar claro que a criança ou adolescente não têm nenhuma culpa. Evitar expressões do tipo: “Papai e mamãe não se amam mais”. A interpretação pode ser : “Se ele não gosta da mamãe, um dia pode deixar de me amar também”.


A rotina da casa mudará, novas configurações familiares podem se formar. A presença do pai, mesmo morando em outra casa, dá segurança aos pequenos. O ideal seria uma guarda compartilhada, sem horários determinados de visita, dividir tarefas como buscar e levar na escola. (Ticiana Fontana)

A REAÇÃO DOS FILHOS CONFORME A IDADE

0 a 2 anos

- Bebê é como esponja, sente tudo que se passa no ambiente
- Pode ter sintomas físicos, como febre, ou emocionais, como agitação incomum
- Não pode ficar longos períodos de dias longe da mãe ou da pessoa de referência

2 a 6 anos- Criança faz pergunta, pode se sentir culpada, abandonada e regredir
- Os sentimentos são expressos nas brincadeiras
- Pais devem dividir as tarefas



7 a 10 anos

- Entendem tudo, formam conceitos
- Podem ficar tristes, podem se isolar e ter queda no desempenho escolar
- Importante preservar a rotina, o convívio social

* Coluna em Nome do Filho publicada na segunda-feira, no jornal Diário de Santa Maria. Coluna de responsabilidades das jornalistas Ticiana Fontana e Fabiana Sparremberger

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