Ultimamente tenho escutado com certa frequencia histórias de adoção.
Geralmente são casos de repercussão em que pequenos inocentes são mal tratados por pais biológicos e encaminhados para uma nova família.
Esse caso é de uma pessoa querida de convívio próximo.
Como mãe, a hoje avó, teve três filhos. O mais velho começou a produção cedo.
Antes de completar 30 anos já tinha quatro - todos com a mesma mulher.
A cada dia ficava mais difícil sustentar a prole... Mesmo assim apareceu mais uma gestação.
O casal tentou esconder da família, mas no fim da gravidez contou para a avó que mora em outra cidade. O bebê nasceu, e a avó estranhou a falta de animação do filho.
A avó acabou descobrindo que o casal iria dar o pequeno para adoção. Na mesma hora, se tocou para a cidade do filho.
Determinada, só sossegou quando conseguiu a guarda e trouxe o pequeninho de poucos dias para casa.
A vida dela e da família mudou. A calmaria de dias atrás deu lugar a uma rotina mais cansativa, sem dúvida.
O marido, meio reticente no início, hoje é um dos mais empolgados e babões com a criança que cresce linda e saudável.
- Com o pai dele não consegui, mas vou fazer desse bebê um homem de verdade.
Aos 53 anos, a avó virou mãe novamente. Ela confessa que não lembra mais de muitos detalhes na criação de um bebê e está sempre tirando dúvidas com as mamães mais novas...
Percebo a senhora mais cansada, trabalhando com mais afinco com o objetivo de bem criar o neto que virou filho.
Apesar de todas as dificuldades, se alguém quiser um sorriso farto daquele rosto marcado pela lida é só perguntar como está o Pietro...
- Um amor, Tici!
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