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Posts de junho 2011

O pai do blog

30 de junho de 2011 16

Claudio Vaz

Eis o novo integrante do blog e seus dois maiores tesouros. Pedi para ele fazer um pequeno texto se apresentando a vocês. Ao Guga, as nossas boas-vindas, na certeza que ganharemos e muito com a sua participação no Meu Filho. E já na semana que vem, ele começa a compartilhar conosco suas experiências nessa grande missão que é a paternidade.

Nunca tive a ideia de participar de um blog e muito menos falar sobre "ser pai". Fiquei muito feliz em receber o convite para fazer parte da equipe do blog Meu Filho, afinal, vou comentar as experiências, angústias e felicidades da paternidade _ algo do que me orgulho muito.

Sei que o blog é mais lido por mães, mas acho que, agora, tendo uma parte masculina na equipe, os pais leitores, irão tomar coragem e escrever e interagir muito mais (vamos mostrar que pai é tão importante quanto mãe e que conhecemos e falamos de todos os assuntos que envolvem nossos filhos!).

Antes de tudo, gostaria de me apresentar para os leitores e colaboradores do blog. Me chamo Izaur Monteiro, mais conhecido como "Guga", tenho 35 anos, sou diagramador do Diário de Santa Maria.

Estou no Grupo RBS há nove anos, mas o que me traz até aqui é ser o pai da Melissa, 9 anos, e do Davi, 1 ano e 6 meses, casado e natural de Santa Maria.

Como já gostava de ler o blog e dar minhas contribuições, tenho certeza que será muito divertido conviver e vivenciar a paternidade com vocês.

Que essa nova empreitada seja muito feliz para nós e que eu possa contribuir e mostrar agora o lado paterno, de como é criar e educar um filho.

Abraços a todas(os)!

A primeira separação

30 de junho de 2011 35
A Cristiane Antonioli divide conosco um momento dolorido para quase todas as mães: o fim da licença-maternidade, a hora da primeira separação do filho...
Quem também já passou por isso e pode ajudar a Cris, por favor...
Acima, o "moço" lindo e faceiro da Cris...

Olá, Fabiana!!!
Sou mãe de um carinha mega desejado!!! Hoje é o último dia da minha licença maternidade, estou arrasada!!! Sabe aquela sensação de perda! Pois é, é o que sinto! Fico revoltada com os recadinho nos sites de bebês onde falam que o Ministério da Saúde recomenda que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade, mas a licença maternidade de 6 meses ser facultativo o ministério me diz o quê?!
Já estou fazendo a adaptação do meu baby, ou melhor a minha adaptação, e não está nada fácil para mim. Esse frio horrível também não está ajudando em nada. Pego no trabalho às 7h30min, e fico na maior dor em tirar meu anjinho da cama!!! Tenho uma sorte enorme que trabalho somente no turno da manhã, ou não, porque a sensação que tenho é aquela de estar fazendo a escolha errada.
Nesse momento, minha cabeça só pensa em todas mamães que estão na mesma situação... é muito triste!!!

Blog do Bruno

30 de junho de 2011 14

- Mãe, hoje tu escreveu alguma coisa de mim no blog?

A pergunta ouço todas as noites, quando boto o guri para dormir.

- Hoje não, filho. Hoje é a Livia.

- E amanhã, mãe, quem é?

- É a Tici, Bruno. Depois, é a mãe de novo. Cada dia, uma escreve, entendeu?


Dias depois, e o que eu ouço do piá de 6 anos?

- Sabe, mãe, hoje sou eu que escrevo no blog. Amanhã é o Renato. E depois é o Victor. Nós três temos o blog, e cada um faz um dia.

- Ah é, Bruno? Muito legal, né, filho? - (não sei como consegui conter o riso... O guri tava muito compenetrado me explicando, que eu achei melhor não rir, e segui perguntando ao pequeno "blogueiro")

- E o que é que tu vai escrever no blog, Bruno?

- Vou escrever assim: Por que a minha mãe é muito amada... - prendi a respiração e segurei a língua, esperando que o pequeno continuasse o diálogo...

- Vou dizer que ela é muito amada porque lê historinhas pra mim todas as noites... porque faz comida pra mim todos os dias... me ajuda a tomar banho e a botar a minha roupa quando tá muito frio...

Pensa mais um pouco e arremata:

- É muito amada porque me ajuda com meus temas... a arrumar as coisas para a escolinha e porque me ama, me beija e me abraça todos os dias...

Que acharam do meu "blogueiro"?

O fim da amamentação...

29 de junho de 2011 5

Uma mãe mandou um mail para a gente falando sobre amamentação.

Ela se diz dependente tanto quanto a criança, que está com quase um ano de idade e as duas não se desgrudam.

Além de perguntar qual o tempo ideal para desmamar, quer dicas das mamães experientes sobre como o processo pode ser menos traumático tanto para os pequenos, quanto para as mães...

As Mães do Meu Filho, Viviane Tolves de Lima (18)

29 de junho de 2011 5

Me chamo Viviane Tolves de Lima, tenho 36 anos, casada com o Dagoberto há 17 anos e mãe de 3 lindos filhos: a Júlia, de 15 anos, o Vítor, de 12 anos, e a pequena Helena, de 1 ano e 8 meses, meus tesouros minha vida!!!!
Nossos filhos são a nossa maior alegria apesar de todas as preocupações e dificuldades de criar um filho nos dias de hj...

A Júlia foi a única filha a ser programada, que a gente se preparou para ter foi uma alegria pra toda a família, pois ela foi a primeira neta e sobrinha dos dois lados, uma menina meiga, dedicada muito estudiosa cursa hj o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Militar de Santa Maria.

O meu Vítor veio quando a Jú tinha 2 anos e 4 meses. Foi uma surpresa, pois estava tomando comprimido, e jamais imaginei que estaria grávida. Foi uma surpresa, mas ao mesmo tempo uma alegria. É um menino muito carinhoso, mas também muito genioso. É TDA-H, toma Ritalina e é a nossa maior vitória apesar de todos os seus limites, pois foi uma gravidez difícil... Oitomeses de repouso e, quando nasceu, ficou 12 dias na CTI. Estuda na Escola Providência e cursa o 5º ano do Ensino Fundamental...

Já a minha doce Helena, foi mais uma surpresa quando Deus nos deu... Depois de 12 anos, ela veio. Em princípio, não assimilei bem a ideia, entrei em pânico, pois com todos os cuidados e com toda a preocupação com os mais velhos, ela veio toda cheia de graça... Nasceu de 35 semanas depois de mais uma gestação complicada pesando 2,370 quilos, ficou também na CTI do Hospital de Caridade por 10 dias... É uma criança muito linda e muito esperta!!! Meus filhos são a nossa vida!!

Comecei a ver o blog pela primeira vez por curiosidade em ver e acompanhar a gestação da Ticiana. Achei tudo muito lindo, e nunca mais deixei de ver e acompanhar.... Olho todos os dias, e, a cada dia que passa, o blog fica mais interessante... Parabéns a todas vocês que, com empenho e dedicação, fazem o blog ser o sucesso que é!!!

bjos e mais e mais sucesso!!!
Viviane

Dormindo com os pais...

29 de junho de 2011 27

Depois de ler os comentários e o post da Livia a respeito dos hábitos noturnos dos filhos e pais, volto a afirmar que tenho problemas relacionados ao sono. Trabalho e acordo cedo, numa constante ressaca.

As noites bem dormidas, sem interrupção são raridade.

A pequena acorda quase todas as madrugadas no seu quarto e depois de um choro inconsolável acaba indo parar na nossa cama.

Se mexe e remexe até pegar no sono e segue no nosso meio (muitas vezes, atravessada) até a manhã seguinte.

Quando o sono não nos vence, a Antonela volta para a cama no quartinho dela.

Li e leio muitas opiniões sobre o assunto.

Sei que deveria ser mais enérgica, mas diante daquele serzinho indefeso e chorando acabo não resistindo.

Não tenho coragem de ser dura e evitar que ela venha .

Me questiono sobre as c0nsequencias de tal atitude no futuro da pequena.

Termino por me convencer que um dia ela perceberá que ficar no seu quartinho é melhor do que dividir a cama com os véios e se junto ao coro roncoso do pai.

Coisas para fazer com as crianças - e fugir do frio

28 de junho de 2011 5

Mãe de bebê é um ser que se contenta com pouco na sociedadade de consumo. Basta enxergar um trocador por perto ou ver um carrinho de comprar personalizado (aqueles com um mini automóvel embaixo) que ela sorri.

Eu quebro a cabeça para engordar a minha lista de locais legais para levar o meu filho. Na dúvida, listei do mais óbvio aos mais arriscados.

Claro que temos que fugir do frio. Que não tá fácil.

Parques. Ainda é o melhor lugar. Quanto mais infraestrutura, melhor. Os meus preferidos são o Parcão e a Redenção.

Supermercados. Quem não sai muito de casa até consegue desopilar com o filhote fazendo um passeio no supermercado. Esses locais recebem bem as mães de bebês por motivos óbvios. A dica é levar o dinheiro contato se não quiser falir rapidinho.

Lojas de brinquedos. Vale o mesmo para as lojas de brinquedo. Cada vez maiores e encantadores, dá para perder um tempão furungando nos brinquedos. O problema é quando a criança cresce e descobre o significado da palavra comprar.

Shoppings. Dá pra dar uma boa caminhada com segurança e muitos ainda emprestam carrinho de bebê, que é literalmente um mão na roda se você está sem o pai da criança por perto para carregar.

Restaurantes com playground. Tem vários que costumo frequentar, é uma das melhores opções que existem. Mas ainda temos muito que avançar nesse serviço.

Cafés e botecos ao ar livre. Só dá pra frequentar à tarde até o anoitecer, quando começa chegar o pessoal do escritório para o happy hour. Quando isso acontecer, fuja.

Pousadas e resorts com programação infantil. Deve ser o sonho. Quando eu for, conto pra vocês. ; p

Cinema, shows e espetáculos infantis. Quando a criança cresceu um pouquinho, é tudo de bom.


Beijos




Novo sentido à vida

28 de junho de 2011 0

Por trás de cada sorriso que recebemos aqui no blog, quase sempre vem junto uma história muito emocionante, de superação.

É lindo ver o que um filho faz na vida de um pai e de uma mãe.

E como as histórias são parecidas.

bjs


Olá.

Me chamo Carine, tenho trinta anos, sou atriz e mãe do Danilo de 1 ano e 6 meses. Sempre soube que seria mãe. E quando conheci o Ralf sabia que ele seria o pai.
Nos casamos em novembro de 2006, já morávamos juntos há um ano. Depois de casar já pensávamos em encomendar o baby. Mas não foi tão fácil. Eu tenho Síndrome dos Ovários Policísticos, portanto tive dificuldades de ovulação. Minha médica indicou um indutor ovulatório, disse que seria simples e rápido, mas eu fiquei com muito medo, frustração, enfim uma série de sentimentos que me perturbavam e me confundiam. Por que eu que sempre quis ser mãe não ovulava naturalmente?
Paramos de nos cuidar e eu resolvi adiar o tratamento pra me dedicar a um Curso de Mestrado. E o mais emocionante episódio da minha vida aconteceu. Em um exame de rotina, uma ecografia pra controlar o crescimento dos meus cistos veio a seguinte frase: "Você está com um saco gestacional de 4 a 5 semanas, o ovário esquerdo apresenta folículos que indicam uma ovulação recente"
Como assim? Saí do consultório tonta! Eu estava grávida?! E por mais engraçado que isso possa parecer não acreditei na ecografia (na qual eu não exergava nada kkk), fiz um exame de farmácia e um de sangue pra confirmar: tudo positivo! Isso aconteceu nodia 4 de maio de 2009. A partir daí conheci o blog, li muita coisa, comprei muitos livros, pesquisei, eu não podia falhar... Prepotência de mãe!
No dia 12 de dezembro de 2009, com 36 semanas, nasceu o apressadinho Danilo! Lindo, cheio de saúde, e tornando minha vida muito melhor a cada dia. Acesso o blog todos os dias, às vezes com o Danilo no colo e ele dizendo "nenê" ao ver fotos de outras crianças.
Ser mãe resignifica a vida!
Um abraço

Na prática, a teoria é outra

28 de junho de 2011 22

Uma vez falei com uma mãe cujo filho dormia na cama do casal desde que nasceu. Detalhe: o guri tem sete anos, isso acontece desde que ele nasceu e ninguém pensa em mudar a situação.

Não perguntei como era a vida do casal, como ficava a intimidade deles por conta disso, porque logo vi que ela estava feliz em repartir a cama com o marido e o filho.

Já li sobre isso e sei que é péssimo para o desenvolvimento da criança, que cria uma relação de dependência que pode acarretar em problemas psicológicos e por aí vai.

Mas se vocês pensam que ela está preocupada, que quer se livrar dessa situação urgente, que não aguenta mais não dormir direito, está redondamente enganado. Para essa mãe, ela está fazendo um bem para o seu filho, dando amor, proteção. Seu argumento é que "ele é pequeno ainda, depois ele vai crescer e ter a vidinha dele mesmo".

E sabe o que ela disse quando eu repeti o que os psicólogos dizem sobre isso? (que pode causaR, entre outras coisas, distúrbios na formação da personalidade que marcarão a vida do adulto depois, ou seja, muito divã pra esse menino)?

_ Essas psicólogas que dizem isso nem mãe são. Cada um sabe o que é melhor para o seu filho.


xx

O que fazer com isso, pensei.

Nada. Tem vezes que não se tem o que fazer e não cabe a nós julgar.





Notícia de última hora...

27 de junho de 2011 4

Extra!

Extra!

Extra!

O blog Meu Filho vai ganhar um papai.

Isso mesmo!

Vamos ter aqui um pai falando sobre a paternidade, trazendo suas experiências, angústias, felicidades com seus dois pequenos...

Ele acabou de aceitar o nosso convite e, com certeza, o blog vai ficar muito mais legal e rico com um papai compartilhando suas vivências conosco...

Papais que nos leem, posso adiantar a vocês que estarão muito bem representados...

Eu, Tici e Livia estamos muito felizes com esse grande passo que o blog está dando...

E temos certeza que vocês também vão gostar...

Nos próximos dias, vamos apresentá-lo aqui...

Aguardem (coisa que eu não consegui fazer... não aguentei esperar para contar a novidade a vocês...)!!!

Grande abraço,

Fabi

Os Pais do Meu Filho (4), Mauro Dutra

27 de junho de 2011 0

Sou o Mauro, pai da Kamilly Eduarda. Sempre que posso, dou uma passadinha no blog pra ver novidades ou tirar alguma possível dúvida.

Tenho 20 anos e estou curtindo o 11º mês (contando com os outros nove da gestação de minha esposa) da mais nova e muito emocionante fase da minha vida: a paternidade.

A Duda nasceu no dia 18 de abril, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, pesando 3,150 Kg e medindo 47 cm, contando com a assistência da talentosa equipe do dr. Guilherme Ceccin, que foi quem fez o parto.

Eu estive o tempo todo ao lado da Débora, minha amada esposa. Desde o pré-parto até o momento em que choramos juntos lágrimas envoltas em sorrisos ao tocar e beijar nossa princesinha.

Muitas pessoas nos questionaram, acharam muito cedo, mas nós nunca nos preocupamos com isso. Pelo contrário, nós somos jovens, cheios de vida e saúde, e vamos ter muito tempo pra curtir nossa menininha e acompanhar o pique dela, e também prepará-la para o mundo do jeito que ele é.

Nossas preocupações serão sempre educá-la da melhor forma, cuidar da saúde dela para que ela possa crescer saudável e, o mais importante, dar pra ela todo o amor e carinho que a gente puder, para que ela sinta a importância que ela tem em nossas vidas e o quanto nós a amamos e a idolatramos.

E esperamos que o "Papai do Céu" esteja sempre ao nosso lado, nos abençoando e nos dando sabedoria pra cuidar da nossa picorrucha.

A Duda completou no último sábado o seu segundo "mêsversário", como nós brincamos, e, graças a Deus e pra nossa felicidade, está crescendo firme, forte, alegre e saudável. Sem contar que não é papo de papai coruja não, mas ela é um lindo bebê. Não é por nada não, mas nós até fomos "elogiados pelo bom trabalho" (hehehe).

O único ponto preocupante disso é que estão todos pegando no meu pé, dizendo que eu vou ter muito trabalho com os possíveis pretendentes quando ela crescer. Poxa, deixem eu curtir ela primeiro, quando ela crescer eu me preocupo com isso...

Que os anjos nos ajudem a conservar esse amor incondicional que nós três criamos, que eu tenha muito tempo pra ouvir os "projetos de palavra" que saem da boquinha dela enquanto converso por telefone com a mamãe dela, que Deus continue abençoando a história de amor que eu e a Débora construímos ao longo desses 2 anos e meio, e que nós tenhamos muita energia pra correr com ela nos parques da vida.

E parabéns pelo trabalho da equipe do blog, que sempre dá uma forcinha pros papais e mamães, sejam eles experientes ou de primeira viagem, como nós.

"Adotamos um bebê com HIV"

27 de junho de 2011 19

Preparem-se para fortes emoções. O texto abaixo é de um casal que adotou um bebê recém-nascido com o vírus HIV. A pedido do blog, eles compartilham sua experiência aqui.

Os primeiros passos

Depois de sete anos tentando engravidar, entramos na fila de adoção. Levamos esse tempo pra tomar essa decisão porque precisávamos desse tempo para acomodar a informação de que não poderíamos ser pais biológicos e também porque queríamos estar numa condição financeira mais favorável (deixar de ser somente estudantes) para poder ter melhores condições de criar um filho.
Assim, em fevereiro de 2010, começamos o processo de adoção no Juizado da Infância e Juventude do Fórum de Santa Maria. O processo foi muito simples e tranquilo. Os profissionais, muito sérios e atenciosos.
Preenchemos fichas com referências nossas e outra com o perfil da criança (o que definiria em que fila nos encaixaríamos).
Depois, tivemos a visita de uma assistente social e uma entrevista com uma psicóloga. Após esses procedimentos, aguardamos o resultado de que estávamos aptos para entrar, realmente, na fila, o que aconteceu em abril do mesmo ano. Nesse dia, sentimos como se estivéssemos grávidos, mas de uma gravidez que não sabíamos quanto tempo levaria.
Em novembro nos convocaram, da parte do Fórum, para uma reunião com todos os pretendentes a pais para esclarecimentos sobre o processo de adoção. E lá fomos nós.
Não estávamos em muitos casais, menos do que imaginávamos. Ouvimos, então, esclarecimentos da juíza a respeito de como funcionava a questão das filas e do perfil das crianças entregues para adoção em Santa Maria.

A decisão de adotar uma criança com HIV

O que nos chamou a atenção foi um depoimento de uma mãe a respeito da adoção de uma menina portadora do vírus HIV.
A partir de sua fala, percebemos que, atualmente, os cuidados exigidos com uma criança portadora do vírus é menor do que de outras doenças, consideradas comuns. Entretanto, o preconceito e a falta de informação em relação a Aids formam um quadro irreal da situação dos portadores.
Hoje, com os avanços na área médica, os pacientes podem levar uma vida normal, bastando para isso o controle periódico da carga viral e o uso da medicação duas vezes ao dia.
Ficamos muito tocados e comovidos com tudo que havíamos visto e ouvido, e pensamos em mudar o perfil para o "aceita criança portadora do vírus HIV". Na época, ficamos um pouco receosos a respeito de nossas condições para lidar com a doença e com o preconceito ligado a ela, e decidimos pensar um pouco mais.

"A hora mais longa e intensa de nossas vidas"

Nosso pequeno chegou em casa 9 meses depois que havíamos entrado na fila de adoção, o tempo de uma gravidez, com dois meses de vida.
Foi um processo muito mais rápido do que supúnhamos. Isso, talvez, por nosso perfil ser bem aberto (com poucas restrições).
No dia 11 de janeiro, estávamos estacionando em frente ao clube Dores quando tocou o telefone. Era do fórum dizendo que havia um bebê de dois meses portador do vírus HIV. Nos deram uma hora para decidir. Foi um momento muito intenso e ímpar. Um misto de felicidade e medo.
Acho que foi a hora mais longa e intensa de nossas vidas, até hoje. Mas entendemos, naquele momento, que a vida estava trazendo nosso filho para casa, e então, ligamos para o fórum confirmando nosso interesse.
Após uma entrevista com a juíza, fomos ao abrigo encontrar nosso bebê. No "Lar" falaram que podíamos esperar uma semana para nos organizarmos e, depois, levá-lo pra casa... mas quem resistiria aquele olhar? Nosso filho não podia passar nem mais um minuto longe da gente. Afinal. nós o procurávamos já havia algum tempo.
Havíamos virado pais do dia para a noite, e não tínhamos nada pronto, A pessoa responsável por cuidar dele no abrigo nos presenteou com uma mochilinha com mamadeira, chupeta, fraldas e algumas roupinhas.

Os primeiros momentos

Chegando em casa, ficamos um pouco sem saber o que fazer, afinal era nosso primeiro filho, e não tínhamos experiência alguma com criança. Além de que, da "concepção" até o parto, haviam passado somente duas horas. Porém, graças aos amigos, nosso bebê teve um enxovalzinho básico já no primeiro dia.
Ao longo dos dias, fomos acomodando no coração aquela nova sensação. Não foi como um passe de mágica e, de repente, nos sentimos pais.
Fomos construindo e deixando ser construída nossa relação de amor, carinho e respeito. Levamos alguns meses para acomodar esse novo sentimento. Acreditamos que as dificuldades que tivemos foram as mesmas que qualquer mãe e pai de primeira viagem tem. Não sabíamos direito como lidar com ele... quando tinha fome, cólica, sono. Mas nosso bebê é tranquilo e saudável, e não tivemos noites em claro, nem corridas para o médico.

"Ganhamos nosso filho mais uma vez"

Um detalhe importante, que só viemos saber após a primeira consulta com a infectologista, é que o fato de nosso filho ter sido exposto ao vírus durante a gestação, não significava que ele estava infectado.
Hoje, a porcentagem de crianças que "negativam", ou seja, que tem o vírus eliminado de seu sangue durante os primeiros meses de vida, é acima de 90%, quando se faz o tratamento adequado.
Nosso pequeno é um desses casos, recebemos a confirmação de sua negativação quatro meses depois de ele voltar para casa. E nesse momento foi como se tivéssemos ganhado nosso filho mais uma vez.
Agradecemos, primeiramente, à vida e à força superior, que se manifestou na forma daquelas pessoas que cuidaram dele no abrigo em seus primeiros dois meses de vida, e que administraram o tratamento adequado, responsável pela negativação.
Somos imensamente gratos a eles, pois se eles não tivessem sido tão atenciosos, não teríamos recebido este segundo presente.

"Existem várias formas de nossos filhos voltarem
para casa, nem todas passam por nossa barriga"

A paternidade e a maternidade são experiências muito lindas, que estamos aproveitando ao máximo. Se fôssemos viver tudo de novo, a única coisa que mudaríamos é o perfil, que, desde o início, optaríamos por aceitar crianças com HIV. Aliás, isso é o que acontecerá, pois já fazemos planos para adotar nosso segundo filho.
Para o futuro, o que desejamos para nosso pequeno é felicidade, e que possamos cultivar nele os valores de honestidade, boa vontade e fraternidade. Devagar, vamos tomando consciência dessa missão de ser pai e mãe, reconhecendo em nossa criança a manifestação do amor.
De fato, a chegada de nosso filho foi como um sol, iluminando nossas vidas, e renovando tudo. As dificuldade e dúvidas existem, mas basta um sorriso, ou olhar para o rosto dele pela manhã, que tudo passa a ter um valor diferente.
Para aqueles que querem adotar, pensamos que o principal é não ver isso como um ato piedoso, ou como uma compensação. Existem diferentes formas de nossos filhos voltarem para casa, nem todas passam por nossa barriga.

"Adotar é tornar-se pai e mãe"

Se existe piedade envolvida, é a da vida, que nos envia esses anjos para iluminar nossas vidas. Também é bom pensar em não restringir demais o perfil da criança. Com um filho biológico, não escolhemos cor de olhos, cabelos, se ele é saudável ou não. Obviamente, cada pessoa tem a medida daquilo que pode lidar, mas nosso filho tem nos ensinado que, às vezes, subestimamos nossa medida.
Adoção é um ato de amor, da vida para conosco. É um ato de generosidade do divino, que se manifesta para nos ensinar o que é amor e doação. Mas acima de tudo isso, adotar é tornar-se pai e mãe.  
Pensamos que essa é a melhor motivação para entrar nesse processo: querer ter a experiência da maternidade e paternidade, que é a mais intensa, e mais linda, que alguém pode ter.

Antes de decidir adotar...

27 de junho de 2011 0

A adoção é um encontro entre pais que querem ter filhos e filhos que precisam de pais. A definição está na cartilha Conversando Sobre Adoção, publicada pelo Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Saúde e Programa de Pós-Gradução em Psicologia da UFSM, e parece perfeita para introduzir o assunto.

Por que eu quero?
Mas o que um casal ou então um homem e uma mulher que decidem adotar uma criança precisam saber antes de tomar uma decisão tão importante em suas vidas? Depois de uma conversa com a juíza Lilian Paula Franzmann, que cuida das adoções em Santa Maria, chego à conclusão de que a primeira coisa, e talvez a mais importante de todas, é descobrir a motivação da adoção: por que estamos querendo adotar?
Os motivos podem ser muitos, e todos devem ser alvo de muita reflexão. Mas a motivação principal deve ser a mesma que um casal tem quando decide encomendar a cegonha: a vontade de ter um filho.
_ É preciso que os pais que queiram adotar tenham o mesmo desejo que aqueles pais que decidem gerar um filho. A motivação tem de ser: eu quero ser mãe, eu quero ser pai. Jamais pode ser praticar a caridade, fazer o bem para uma criança, por mais louvável que seja essa intenção _ afirma a juíza.
Quando o motivo é a infertilidade de um ou ambos os pais, torna-se necessário que eles primeiro elaborem o luto de não poderem ter filhos de sangue. Só depois, é que poderão se realizar na paternidade e maternidade enquanto pais adotivos.

A importância de ser dentro da lei

Ainda hoje, acontecem muitas adoções irregulares, ou seja, sem contar com o intermédio dos juizados. A maior vantagem dos que adotam conforme a lei é a impossibilidade de a família biológica ter o filho de volta.
_ Mãe e pai biológico jamais terão acesso aos pais adotivos quando a adoção é feita conforme a lei _ garante a juíza Lilian.
As crianças que são adotadas
As crianças que são adotadas em Santa Maria chegam ao Juizado por duas vias:
A mais frequente: crianças vítimas de negligência, maus-tratos, abandono e violência de todo tipo. A família perde o poder sobre a criança, após esgotadas todas as tentativas de a criança permanecer no seio familiar.
A mais rara: pais biológicos entregam seus filhos porque não têm condições de ficar com eles.

O perfil desejado
Na hora de preencher um formulário, os pais informam o perfil da criança/adolescente desejada: faixa etária, sexo, raça/cor e se aceita ou não crianças com doença tratável, doença não tratável, deficiência física, deficiência mental ou vírus HIV.
O perfil desejado hoje, em Santa Maria, é um bebê recém-nascido e saudável, o que em grande parte explica a demora no tempo de espera para a adoção. Não se consegue pais para irmãos, e se um tiver idade mais avançada, mais difícil ainda. Dos candidatos a pais adotivos em Santa Maria, por exemplo, nenhum aceita bebê com HIV.
_ A maioria dos pais desconhece que, fazendo o tratamento adequado, a grande maioria desses bebês negativa para o HIV antes de chegar aos 2 anos _ afirma a juíza.

Os processos em Santa Maria

São 145 candidatos a pais adotivos, e 34 deles já estão com seus processos em andamento, ou seja, estão com os filhos em casa. (Fabiana Sparremberger)

Na próxima coluna
Os requisitos para adotar uma criança
Os passos do processo de adoção
O que define o tempo de espera
A necessidade de contar à criança que ela é adotada

Coluna Em Nome do Filho, publicada no Diário de Santa Maria desta segunda-feira

Confira em breve aqui no blog o depoimento de um casal que decidiu adotar uma criança com HIV

Imitando a mamãe...

26 de junho de 2011 0

A gente se reconhece nos pequenos...

As vezes me pego desarmada na tentativa de educar quando percebo um jeitinho, um hábito ou uma careta iguais as dos pais...

Geralmente me reconhecia nas birras da Antonela... Tanto que em determinadas situações, o pai da pequena me chama de Antonelão...

Porém, na última visita da pequena durante o banho (ela adora invadir o banheiro e fica mexendo em tudo ou fazendo careta no box), relembrei um saudoso tempo em que era apenas a filha...

Pobre da vovó da Antonela. A vovó Carmen não tinha privacidade nem na hora do banho.

Da infância a adolescência avançada tinha o hábito de acompanhá-la no banheiro. A vovó ia tomar banho e a mamãe ia atrás.

Sentava na tampa do vaso e ficava conversando, confessando, refletindo sobre a vida...

Hoje ironicamente, é a vovó quem invade o banheiro quando a filha, agora mãe, toma banho. Nesse cenário muitas vezes dividimos intimidades ou simplesmente colocamos a fofoca em dia.

Tudo isso foi contado porque durante o banho de ontem, me reconheci ao ver a pequena sentada na tampa do vaso.

Ela não precisou falar nada, apenas sorriu na minha direção...

Bexiga caída?

25 de junho de 2011 4

Não somos médicos, mas mães experientes podem dar um help (pelo menos psicológico), enquanto a nossa amiga Tais espera a orientação oficial.

"Ontem fui ao gineco fazer meu preventivo anual e a Dra. me informou que minha bexiga esta baixa, perguntou se eu tinha tido parto normal e disse a ela que sim e com forcépis. (Foi um parto muito diicíl, deveria ter sido cesárea mas eles não viram que meu bebe estava atravessado, fiquei horas na preparação, fazendo força para aparecer a cabeçinha, eles vinham faziam toques e nada.

Quando me enviaram para a sala de parto que foram verificar que o bebe estava atravessado, mas aí já era tarde para cesárea, então, me cortaram me judiaram bastante).

Bem a Dra. não falou mais nada e eu sem saber se era normal por causa do parto nem perguntei.

Cheguei ao escritório e fui a internet verificar o que seria bexiga baixa, falam algumas coisas sem gravidade mas também em cirurgia. Estou um pouco preocupada e como retorno para mostrar o exame só dia 26/07 não gostaria de ficar nessa dúvida.

Me preocupo se isto pode causar alguma doença?

Se ela pode voltar para o lugar ou ficará sempre assim, sem perigo de sair pela vagina ou dar problemas futuros?

Quando tomo banho e penetro um pouquinho do meu dedo sinto um formato que parece ser uma bola é a bexiga.

Se eu tenho que fazer algum exercício ou cirurgia e como seria esta cirurgia?

Se por acaso ficar gravida novamente, algum risco?

Meu filho hoje já tem dois anos e se for por causa do parto será que com este tempo já não deveria ter voltado para o lugar?"

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