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Mãe adotiva escreve ao blog

15 de julho de 2011 14

Estou escrevendo porque gostaria de dividir, como mãe adotiva, a minha experiência com candidatos a pais adotivos.

Meu filho já tem 3 anos e quando o adotei tinha 2 meses. Quando preenchi o formulário para informar o perfil da criança que eu queria, procurei ser o mais abrangente possível. Pois numa gravidez natural, também não há como preencher requisitos. Deus manda o que acha que nós devemos receber. E me guiando por isso, que preenchi aquelas lacunas:

- Branco, preto, pardo, oriental?

- Saudável?

Como estava fazendo a candidatura sozinha, o “pai imaginário” poderia ser de qualquer raça. Então, meu filho poderia ser de que qualquer “mistura”. E assim o fiz.

Da mesma forma saudável. Rezamos para que seja, mas Deus não dá garantias. Então, também não as pedi.

Assim, 8 meses depois da minha primeira ida ao Fórum, me telefonam perguntando se eu queria conhecer um bebezinho que estava no hospital.

Mulato, soropositivo e com hepatice C.

Eu fui. Visitei-o por 2 semanas. E, então, decidi ficar com ele.

A decisão foi fácil?

Não.

Eu fiquei morrendo de medo?

Sim.

Mas, tive a certeza que Deus tinha me enviado ele. E eu não podia recusar. Então, formalizei a adoção 9 meses depois (uma gestação!). Pulei da 28º posição para a primeira (ninguém mais queria).

Nos dois meses seguintes, tratamentos, exames e muitas, mas muitas orações. Sem falar nas promessas! E Deus me atendeu. Meu guri negativou tanto o HIV quanto a hepatite C. Hoje, é um menino forte e saudável. E eu, uma mãe agradecida e realizada.

Com esse depoimento, eu queria estimular os canditados a pais adotivos a se informarem mais sobre essa possibilidade de adotar bebês soropositvos. Com perguntas básicas, é possível saber a probabildiade de eles negativarem. Pois se a mãe biológica teve tratamento, se o parto foi cesárea e se ela não amamentou, esta probabilidade é muito grande.

É garantido??

Não! Como tudo nessa vida….

Um dado que eu acho importante divulgar é sobre os testes que detectam o vírus HIV e vírus de outras doenças também. Eu conheço 2 tipos de testes:

1) contagem dos anticorpos. Ou seja, verifica se o paciente tem anticorpos da doença. No caso de bebês, pode ser que detecte os anticorpos da mãe, pois ele leva de 1 a 2 anos para produzir os próprios. Por isso, que se diz que a criança negativa. Na verdade, ela nunca teve o vírus. Apenas os anticorpos. Esse é o exame que o SUS paga e é baseado nele que se encaminaha as crianças para o tratamento adequado

2) PCR. Ele verifica o DNA da célula e pode detectar diretamente a presença do vírus (não só o anticorpo) em 1 ou 2 meses
Ou seja, fazendo esse segundo exame, não é necessário esperar e fazer tratamento até a criança negativar. E não é um exame caro, na época eu paguei R$ 250. Mas, o SUS não paga. Mas, paga todo o tratamento, que pode durar 1 ou 2 anos no caso de negativar. Ou seja, o investimento é muito maior. Fora o desgaste. É uma incoerência, mas infelizmente é assim.

Graças a Deus, eu tive uma pediatra que me alertou da existência desse segundo exame. Se os abrigos e os canditados a pais também souberem, talvez possam fazer esse exame logo e acabar com a dúvida. Muitas crianças podem ser beneficiadas com isso.

Eu não tenho nenhum conhecimento clínico sobre o assunto, só do que eu vivi mesmo. Mas, espero que ajude.
Obrigada pela atenção

Meu perfil:
– mulher, 42 anos, branca, formada, moradora de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul.

Comentários (14)

  • Renata Cossettin Marques diz: 15 de julho de 2011

    Puxa, linda história, e que bom que essa criança hoje tem um lar. Outro dia tivemos outro post sobre adoção e também de um bebê que negativou HIV. Mas o mais lindo disso, é vc estar aberta a isso. Com certeza essa criança é muito abençoada, e você, mais ainda, em poder viver o amor enlouquecedor de ser mãe. Bjos.

  • Suellen Medeiros diz: 15 de julho de 2011

    Olá Amiga!

    Assim como vc ao saber que minha “ANJA” Malú tbém poderia estar nessas condições, realmente fiquei um pouco assustada, mas encarei como um mandado de DEUS ela ter vindo para nossas vidas, só que no caso da Malú ela já estava com 2 anos e 10meses, então que se estivesse contaminada com algo, só poderiamos fazer com que ela tivesse uma qualidade melhor de vida. Bom ai se passou algumas semanas, de ida ao médico, exames e resultado, graças DEUS com toda a certeza graças a ele, a Malú não estava contaminada com Hiv, e ainda é Auto imune a Hepatite, provavelmente pela situação que ela se encontrava, bebendo esgoto e outras coisas piores.
    Tenho certeza que DEUS, juntamente com seus anjos estão sempre de olho para proteger os nossos “Anjinhos” e nos enviar.
    Parabéns a vcs por terem se encontrado…
    Que DEUS lhes conseda muitas bençãos.
    Abraço

  • Laura Diniz diz: 15 de julho de 2011

    “Mãe Adotiva” (assim chamarei, já que ela não quis se identificar).
    Sou a Laura, mãe do Pedro – 2 anos. Fiquei feliz e emocionada ao ler tua história, pois ser mãe não tem preço, filho é o melhor presente que recebemos não importa como virá ao mundo, não importa se é filho biológico ou se é filho adotivo, amor de mãe é sempre o mesmo.
    Abraços….
    Laura Diniz….

  • Jennifer diz: 15 de julho de 2011

    Parabéns, teu depoimento é emocionante, quanta coragem, fé e vontade de ser mãe, Deus te abençoou com a saúde do teu filho, que tenhas muitas alegrias e realizações com o teu menino, grande abraço.

  • Carol diz: 16 de julho de 2011

    Ola!!!!Linda sua história… eu tenho uma filha de 05 anos biológica mas sempre tive muita vontade de adotar um, a sensação q tenho q so vou me sentir realmente feliz se adotar uma criança. Só tem um problema meu marido não aceita…ele simplismente diz q não vai criar filho dos outros. Isso é uma frustação p mim, realmente não sei o q posso fazer, pq sempre q penso em adotar uma criança meu coração parece q bate mais forte..
    Se vcs puderem preciso de uma ajuda para o q posso fazer p reverter essa situação…. Bjsssss

  • Deborah diz: 24 de novembro de 2011

    Olá. Que história linda. Vou adotar, e não faço questão que seja um bebê. Pode ser uma criança maiorzinha. Sempre senti que adotaria, ainda que tivesse filhos biológicos.
    Carol, meu marido também relutou bastante. Estamos juntos a 5 anos, e só agora ele entendeu que é o meu projeto de vida, e que estar junto é apoiar um ao outro na realização dos nossos sonhos. Não foi fácil. E morro de medo de que ele dê pra trás na hora H.
    Mas estou tão segura de mim mesma, e confiante de que Deus está em tudo, que passo os dias planejando o quarto, pesquisando escolas e brinquedos, e até preço de roupa e sapato de criança rondam meus pensamentos. Venho aqui contar as novidades, em breve!!!!

  • Renata diz: 24 de novembro de 2011

    Olá, adorei a história , muito linda mesmo, coisa de Deus.Estou entrando com processo para pedir a guarda de uma menina de quase 5 anos, não sei se vou conseguir por que ela está abrigada mas com a situação ainda indefinida.Estou apaixonada por ela e meu marido também.Apesar de sermos saudáveis nunca quizemos ter filhos biológicos.Eu morro de saudades da minha filhinha, temos grande afinidade uma com a outra, não vejo a hora de poder traze-la para casa.

  • Carla diz: 24 de janeiro de 2012

    Oi, emocionante sua história. Estamos casados há 19 anos. Não podemos ter filhos, optamos pela adoção..Não fizemos objeção no preenchimento na lista ( desculpa, mas acho essa parte terrível, parecendo a escolha de um produto) isso a 7 anos atras. Ano passado no dia 01 de julho me ligaram de uma cidade que fica a 400km da nossa, dizendo que já tinham ligado pra 12 pessoas antes de ligarem pra mim, e que 5 delas já tinham adotado e os outros não atenderam ou mudaram de endereço. Deus atraves de um anjo nos enviou uma preciosidade.Ela estaria completando um mes naquele dia. Fomos busca-la dois dias depois. Como não tinham o acompanhamento da gestação da mãe e no nascimento perceberam q a mãe tinha Toxoplasmose e poderia ter passado pra ela.levamos ela pra casa e depois de todos os exames feitos e consultas a especialistas percebemos que não tinha passado nada pra ela. “Graças ao Bom Deus”. Ela é linda, saudável, esperta, e tras só alegrias. Quero comentar que não deixamos de ser menos mães e pais porque não são de nosso sangue, muito pelo contrário, como não podemos ter filhos biológicos amamos muito mais essas criaturinhas que Deus nos manda através de outras pessoas.

  • Sinara diz: 18 de abril de 2012

    Hoje, tomamos o primeiro passo para a adoção. Entrei na internet a procura de um blog, um site, algo parecido, para ler, trocar experiências, dúvidas…acabei encontrando este blog. E acabei de lê o primeiro depoimento e os demais. Fiquei emocionada e ainda mais certa desse meu ato. Chorei ao lê o primeiro depoimento, muito emocionante. Beijos.

  • Regina diz: 9 de julho de 2012

    Entrei neste site para ler os comentários de mães de coração e achei cada historia mais linda que a outra.Sempre tive vontade de ser mãe. tive uma gravidez que perdi aos três meses. aos 31 tive que fazer muitas seções de quimioterapia e por fiquei infértil. hoje aos 43 anos estou convencendo meu marido a adotarmos um bebe.estou com medo, mas muito ansiosa para ter meu filhinho ou filhinha.até dezembro vou fazer o cadastro nacional. espero não ser barrada por ja ter tido cançer.

  • Fabiana Silva diz: 30 de setembro de 2012

    Ola, me chamo Fabiana e quero contar um pouco da minha historia. Minha mãe e eu tinhamos uma especie de CRECHE em nossa casa, nessas idas e vindas de crianças chegou ate nos um pequenino de 28 dias trazido pelo pai biologico, no qual o 1°acerto foi presta o serviço de baba mediante o pagamento de um valor estipulado. Que só foi respeitado durante 3 meses. O pai viajou voltou quando meu nenen tinha mais ou menos 1 ano e 2 meses, ficou dias, depois viajou de novo voltou quando quando ele já tinha seus 2anos, foi embora e não mais retornou. Resumindo hoje o meu filho esta para completar 5 anos, tenho buscado desde 2009 um respaldo judicial mas esta sendo dificil ou demorado conseguir esse objetivo., Não sei se é por correr gratuitamente ou por a justiça ser demorada. Peço que por favor me oriente como proceder diante desta situação, a cada dia que passa tenha a convicção que ele meu nenen foi entregue por DEUS para que fosse amado, como é por nós. Grata pela atenção 71 87350279.

  • mae diz: 29 de outubro de 2012

    NÃO PUDE ME CONTER DE TANTA EMOÇÃO POIS ACABO DE PASSAR POR UMA SITUAÇÃO PARECIDA ADOTEI UM MENINO COM 3 DIAS DE VIDA, MÃE BIOLÓGICA USUÁRIA DE CRACK, SEM PRÉ NATAL,E HIV POSITIVO… MUITOS FORAM CONTRA NO INÍCIO! NÃO TINHA APOIO ATÉ MESMO DO MEU ESPOSO POIS ELE TINHA MEDO DE QUE NÓS SOFRESSE MUITO COM A DOENÇA DEPOIS… ENTREGUEI NA MÃO DE DEUS, MUITAS NOITES DE ANGUSTIA,DE INSÔNIA,DE ORAÇÕES… QUANDO ELE TINHA SEIS MESES MUITOS DA MINHA FAMÍLIA JÁ NEM COMENTAVAM MAIS E EU O AMAVA COMO SE TIVESSE SAÍDO DE MIM COMO SE EU O TIVESSE GERADO EM MINHA BARRIGA…. MEUS PAIS , IRMÃOS E ATÉ MESMO MEU ESPOSO QUE NO INÍCIO PARECIA RECEOSO JÁ O AMAVA DE TODO CORAÇÃO E PRA MIM NÃO PRECISAVA MAIS NADA…. SE DESSE POSITIVO OU NEGATIVO AQUELAS LONGAS IDAS E VINDAS DE EXAMES JÁ NÃO IMPORTAVA MAIS… EU ME SENTIA COMPLETA….

    HOJE ELE ESTÁ COM DOIS ANOS E TRÊS MESES E RECEBI A NOTÍCIA ENFIM : NEGATIVOU… MINHA ALEGRIA ERA TÃO MAS TÃO GRANDE QUE NÃO SEI NEM EXPLICAR… MAS LÁ NO FUNDO EU ESTAVA DECIDIDA MESMO QUE EU RECEBESSE A NOTÍCIA DE QUE ELE NÃO TIVESSE NEGATIVADO EU JAMAIS IA DEIXAR DE AMA-LO… ELE É UM PEDACINHO MEU … PRESENTE QUE DEUS ME DEU… “JEOVÁ DEUS SEJA LOUVADO” POIS FOI ELE QUEM COLOCOU SUA MÃO SOBRE MEU FILHO… PARABÉNS A VOCÊ MÃE ADOTIVA QUE PEGOU SEU FILHO TAMBÉM POIS NÃO SÃO ELES QUE GANHAM UMA MÃE COMO PRESENTE E SIM NÓS QUE GANHAMOS O NOSSO BEM MAIS PRECIOSO QUE É ELES COM AQUELES OLHINHOS REDONDINHOS A NOS CHAMAR DE ” MÃE”….
    BEIJOS DEUS ABENCÕE TUA FAMÍLIA TAMBÉM….

  • Vânia diz: 10 de dezembro de 2012

    Belo exemplo. Acho que adotar é um grande gesto de amor, na verdade não é muito diferente do que ter filhos biológicos, em ambos os casos não sabemos bem o que nos espera. Se recebermos essas crianças com os braços abertos, elas sempre serão boas pessoas. O melhor bem que uma pessoa pode receber é uma boa educação, com valores, sem preconceitos, bons princípios. Acho que isso você já está ensinando a seu filho. Por que não procura a direção de redação de uma revista famosa e divulga seu exemplo? Quem sabe mais pessoas não se animarão a adotar crianças negras ou que estejam doentes? Onde moram falam tanto que os gaúchos são racistas e aí está você para mostrar o outro lado dos sulistas.
    Aliás, eu também sou gaúcha e branca, classe média, etc.
    Parabéns!!

  • Vânia diz: 10 de dezembro de 2012

    Retificando…. onde moro e não onde moram

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