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Dificuldade de ler...

11 de outubro de 2011 7
Prezada Fabiana!
Gostaria de dizer-lhe que o blog de vocês é maravilhoso! Sempre o consulto e agora gostaria de mais um auxílio, se for possível.
Meu filho fez 7 anos no mês passado e está apresentando dificuldades para ler. Ele já sabe o alfabeto, identifica as
letras sozinhas mas não consegue uni-las para formar as palavras.
Fernando GomesJá conversamos com o pediatra, já o levamos no oftalmo, já falamos com a psicóloga da escola, e eles disseram que isto tudo é normal, e temos que respeitar o tempo dele.
Mas o que nos aflige é que o Guilherme chora e diz que não quer ler! Que tem medo de ler, que os colegas riem dele. Falei com a professora, e ela mesma me falou que isto acontece, como é natural para todas as crianças, mas que o Guilherme é muito inseguro, que necessita de auxílio, e eu não sei mais o que fazer!
Em casa, nós lemos os gibis, revistas, fazemos as cruzadas com ele junto, e, algumas palavras, ele consegue ler.
Quando isso acontece, a gente vibra com ele! Mas sinto que pra ele está sendo muito difícil.
Agradeço se puderem auxiliar. Te procurei, Fabiana, por tu teres um filho da mesma idade que eu e talvez tenha passado por algo parecido, ou não…
Abraços,
Karine

Olá, Karine. O Bruno reconhece todo o alfabeto, mas ainda não junta as letrinhas (até junta, mas de palavras bem curtinhas como “mãe” e “pai”). Sei que tem coleguinhas dele que já leem, mas eu prefiro não antecipar a alfabetização. Acho que tudo a seu tempo, e não tenho nenhuma preocupação de que ele possa ficar para trás no ano que vem, quando ele entrar no 1º ano.
Mas fique tranquila que, com certeza, o tempo dele chega, e ele vai conseguir. O quanto menos ele se sentir pressionado, mais conseguirá evoluir. Conheço pessoas que aprenderam a ler depois dos 7 anos, e que hoje são muito bem-sucedidas em suas vidas pessoal e profissional.
Com certeza, outras mães, que passaram por isso ou até profissionais que costumam acompanhar o blog, poderão te ajudar melhor.
Abraço e boa sorte,
Fabi

Comentários (7)

  • Daniela diz: 11 de outubro de 2011

    Já conversamos com o pediatra, já o levamos no oftalmo, já falamos com a psicóloga da escola, e eles disseram que isto tudo é normal, e temos que respeitar o tempo dele.

    Ele chora depois destas idas ou já chorava antes delas?

    Não seria um caso de ansiedade/cobrança excessiva sob o menino?

    Foi afastado o diagnóstico de dislexia?

  • Fabiane Machado diz: 11 de outubro de 2011

    Olá Karine e Fabiana, tenho acompanhado bastante o processo de alfabetização de minha sobrinha, Bruna, que completou 7 anos no mês passado. Ela escreve, em letra bastão, melhor do que lê e ainda está na fase de identificar as sílabas, mas demora para reunir em uma palavra. Por exemplo, a palavra pata, ela leria assim: “p com a, pa, t com a, ta.” Já conversamos com a profe dela e, segundo nos informou, é um processo normal, e é preciso respeitar o tempo dela. No caso da turma da escola da Bruna, também tem coleguinhas que já avançaram na leitura e outros que ainda têm dificuldade de reconhecer as letras.
    Quanto a sentir vergonha de ler em voz alta, ela, apesar de não ser nada tímida, também sente em algumas situações. Acho que por medo de errar, “fazer feio”. Conversamos bastante com ela sobre isto, explicando que o erro também faz parte do processo de desenvolvimento pessoal e procuramos estimular a leitura, dando livros, gibis. Uma ferramenta importante foi um quadro branco, daqueles que se escreve com pincel atômico, ela treina bastante a escrita e a leitura ali e adora.
    Abraços

  • DEISE LOUGUE – mãe do Pedro diz: 11 de outubro de 2011

    Karine,
    Sei bem como é esta aflição, minha filha, hoje com 15 anos, quando entrou na escola teve muita dificuldade tb a ponto de querer parar de estudar pois os coleguinhas riam dela… Bem eu tive ajuda de uma psicopedagoga, que atravez de brincadeiras conseguiu que a thayna tivesse o famoso “clic” e saiu lendo tudo pois assim como seu filho, ela tb já identificava as letras, acho que toda ajuda é válida, o que não dá é para deixar isso virar um trauma para ele… bjinhus – DEISE LOUGUE – Mãe do Pedro (2) e da Thayna(15).

  • Karen diz: 11 de outubro de 2011

    Preocupação de muitas mães. Lembrei logo de um e-mail que recebi. Talvez seu pequeno precise apenas sentir-se seguro. Segue:

    “Cuidado: Como você elogia seu filho(a)?

    Recentemente, um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

    O grupo A foi elogiado quanto à inteligência: “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança.

    O grupo B foi elogiado quanto ao esforço: “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “ Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” … e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

    Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência. As respostas das crianças surpreenderam.

    A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

    A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado.

    Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

    No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se
    faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

    Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”.

    Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real. Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é, amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”.

    Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente. Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

    Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

    Marcos Meier – Mestre em Educação, psicólogo, professor de Matemática e especialista na Teoria da Mediação da Aprendizagem em Jerusalém, Israel. “

  • Viviane Souza diz: 12 de outubro de 2011

    Olá!
    Karine!
    Compreendedo e me sensibilizo com seu e-mail! Percebo o quanto a aprendizagem de uma criança movimenta o ambiente escolar e ocupa a vida dos pais.
    Sou psicopedagoga clínica e institucional.
    Vivo diariamente situações semelhante a relatada no blog. Inúmeros são os fatos que acomapanham o processo de apren dizagem das pessoas.O tempo de cada um, questões orgânicas, o desejo pelo aprender, a ansiedade…

    Sugiro que busque um profissional da área para que possam conversar a respeito e principalmente avaliraem o processo individualizado do Guilherme.
    Outra sugestão é usar os recursos dos brinquedos educativos para promover o incentivo pelo letramento, assim Guilherme brinca e aprende.
    Desdejo que esta etapa do processo continue evoluindo!
    Com carinho,
    Viviane Souza – Psicopedagoga

  • Jamile diz: 12 de outubro de 2011

    Mamaes, todos os pontos de vista devem sempre ser considerados…. sem duvidas todos temos ou conhecemos historias semelhantes e com final feliz. Fica a torcida pelo mais simples, mais usual, que venham os “clics”. Porem, sabe-se que muitas dificuldades que precisam e devem ser olhadas e tratadas manifestam-se assim, cedo assim e dessa forma. Vale um olhar e uma investigacao. Que tal uma avaliacao fonoaudiologica com um profissional “fera” em aprendizagem? Fica a dica! Um abracao! Jamile

  • Wanderley Moreira da Cruz diz: 11 de janeiro de 2013

    Eu tenho um filho chama Gabriel, hoje ele tem 12-anos, quando nasceu ele tinha uma fissura lábio palatais,passou por cirurgias, fez vários exames e nunca constou nada, mais porém atrasou em tudo na fala e na aprendizagem, sempre fez fono,psicologa, na escola não consegue aprender nada não capaz de ler uma frase, o alfabeto ele sabe mais se unir uma palavra já não lê, gostaria de alguém pudesse me dizer o que devo fazer,já conversei com o psicologo dele e outros médicos eles dizem que tem esperar o tempo dele, mais já passou muito tempo e não muda eu estou preocupado demais…me ajude pelo amor de Deus…

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