Seletividade alimentar, rituais alimentares, anorexia, afinal que nome dar ao fato de que meu filho não come? As queixas em torno de distúrbios do apetite na infância, representadas pelas mães como "meu filho não come", tornam-se cada vez mais frequentes em consultórios de pediatras e nutricionistas. Mas como avaliar se esta criança está realmente sofrendo de alguma patologia ou se faz parte da inapetência natural que a criança, muitas vezes, pode apresentar em determinadas fases da infância, é um desafio para pais e profissionais.
Para compreender o processo de recusa alimentar, rituais alimentares e mesmo anorexia infantil, inicialmente deve-se encaminhar o paciente para avaliação médica, para que se possa excluir as causas orgânicas ou patologias específicas. Um exemplo são as crianças portadoras de autismo, que, em sua maioria, apresentam comportamentos ritualistas em torno dos alimentos. Somente após a exclusão de uma patologia orgânica é que o nutricionista pode iniciar a intervenção.
O nutricionista deve adotar uma conduta nutricional para prevenção e tratamento que nestes casos baseia-se nos princípios da preservação do apetite, ensinar aos pais a não exibir reações como desespero, uso da força, insistência e imposição dos alimentos, o que pode agravar muito a recusa alimentar.
De forma geral, a orientação aos pais deve ser sobre:
Respeitar o momento em que a criança apresenta preferências e aversões
Oferecer pequenas quantidades de alimento até para encorajar a criança a comer
Não forçar, ou usar ameaças ou punições para obrigar a criança comer, assim como não oferecer recompensas
Não utilizar 'maneiras "bonitinhas", o famoso "aviãozinho ou trenzinho"
Não irritar-se ou descontrolar-se no momento da recusa
Estabelecer o tempo de duração e os horários das refeições
Apresentar os pratos de maneira agradável
Durante a refeição, o ambiente deve ser agradável, na ausência de ruídos
Respeitar as oscilações passageiras do apetite
Participação da criança durante preparo dos alimentos e na montagem do seu prato
Para as crianças que ingerem grandes quantidades de leite, deve-se diminuir o volume é fundamental
Não disfarçar os alimentos
Qual o profissional indicado para tratar estes pacientes?
O nutricionista deve ser especializado em comportamento alimentar, saber usar técnicas de terapia cognitivo comportamental, focando sempre no relacionamento da mãe e filho.
Nutricionista Rita Cherutti, especialista em psicologia e comportamento alimentar, mestranda em saúde da criança e do adolescente pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Recado da Rita:
Gostaria de divulgar o workshop que irei ministrar em dezembro nos dias 9 e 10, sendo no dia 9/12 para pais e dia 10/12 para profissionais
O tema será SOS: meu filho não come. Confira aqui mais informações.








A alimentação do meu filho sempre me preocupou bastante, no início confesso que ficava muito irritada quando ele não comia, e logo mais vinha me pedir bolachas ou leite. Hoje eu deixo a refeição mais a vontade, e durante o almoço vamos conversando sobre o que ele fez na escola pela manhã, e tem dado certo, tem "raspado o prato", e também coloquei horários para o lanche da tarde, mesmo se ele não comeu nada no almoço. Mas o que impressiona é essa variação de gosto pelos alimentos, ontem ele não gostava de feijão, hoje ele repetiu a porção. O importante é ter muita calma nessa hora! Abraço meninas.. adoro o Blog!! Parabéns!!
Meu filho tbém tem variaçoes de preferencias. Um dia não aceita e no outro sim.
Uma coisa que eu fiz e ajudou pra ele jantar melhor, foi tirar a mamadeira da tarde. Troquei por um copo de iogurte ou suco. Agora são duas mamadeiras, vai ser dificil tirar a da noite.