Os fatos a seguir não são obra de ficção.
Qualquer semelhança com a sua própria vida não é mera coincidência.
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Há dias que seriam trágicos se não fossem cômicos. Mas são cômicos e felizes. Pois não há dia infeliz ao lado dos nossos filhos. Simplesmente não há!
Por Camila Saccomori
Acordo cedo lá em casa desde que a Pietra nasceu. Seis horas, esse tipo de cedo. E mesmo assim, a manhã parece se esvair em um segundo enquanto tento conciliar curtir umas horinhas de brincadeira com a pitoca + banho, cabelo e maquiagem para eu ir trabalhar + arrumar a Pi para ir à escolinha. Desde que retornei da licença-maternidade, o lado prático anda sendo cômico...
Descer com a "pacotinha" de 70cm e 8kg nos braços + duas bolsas grandes (uma dela e uma minha) + chaves do apê e do carro na mão, tudo isso segurando a cadelinha de estimação com os pés para não escapar porta afora, é uma GINÁSTICA.
A malhação desta “hora tragicômica da saída de casa” fica ainda melhor com os elementos-surpresa:
(1) A camisa branca passada na noite anterior leva um jatinho de regurgitação da papinha matutina suficiente para gerar uma mancha enorme. E dá-lhe correr a trocar. E ao tentar encontrar outra, notar que todas as camisas estão apertadas no busto (sim, dona amamentação, eu te amo e você é muito melhor que um silicone, mas o guarda-roupa pré-gravidez não foi atualizado...)
(2) Um dos chaveiros citados acima cai no chão e aí a ginástica consiste em um enorme esforço de equilíbrio e uso dos músculos das pernas para se agachar e pegar o objeto caído, o que invariavelmente resulta em uma das bolsas caindo no chão para fazer companhia ao dito cujo.
(3) A cachorrinha escapa para o corredor do prédio. Ou ouve os cachorros vizinhos e começa a latir desesperadamente para tentar escapar. Enquanto isso, a nenê no colo se mexe sem parar para olhar a cachorrinha. Mãe quase se desequlibra.
(4) Mãe acha que esqueceu de colocar algo importante na sua própria bolsa ou na bolsa da nenê. Então se “desmonta”, larga as chaves/óculos de sol/nenê/bolsas e sai a catar o item desaparecido (bico, babeiro, bloco, carteira...) para muitas vezes encontrá-lo onde deveria estar... na própria bolsa!!!
(5) Um dos telefones toca (o da casa ou o celular) durante a operação-saída-de-casa. Jamais atendo para evitar que os itens 1, 2, 3 ou 4 se repitam.
E aí, mamães, essa comédia é comum na sua casa também?








hahahahahahaha, tu estava encondidinha hj de manhã me assistindo sair de casa. (sim, trabalhei no feriado). Acrescente colocar o Gui de 1 ano e 10 meses, meio dormindo na cadeirinha, equilibrando o guarda chuva, pois chovia as 6:30 da manhã. E detalhe, quando o telefone toca nesse horario, eu atendo, pois pode ser minha mãe pedindo que eu não esqueça de algo pro Guilherme, que geralmente já está lá, mas a unica vez que não atendi, era algo que eu não havia lembrado... na dúvida agora eu ATENDO.
beijos
Camila,
Primeiro: que bom te ver no blog. Sou tua colega do Diário de Santa Maria e fiquei bem feliz com mais essa experiência para compartilhar. Ainda mais que a minha Júlia tem a idade da Pietra e teremos muito a trocar.
Ginástica? Sim. Ela faz parte das minhas manhãs também. Já cansei de tirar o fone do gancho só para não ter de voltar pra casa. Celular, só atendo quando já cheguei no carro, larguei a mochila da Júlia, a coloquei na cadeirinha (tarefa sempre complicada já que a pequena dá os braços, quase em um pedido de socorro: quero colo!) no carro, porque tem bluetooth no meu som.
Enfim, a vida de mãe é mesmo agitada. E a ginástica continua depois que a gente chega em casa, ao fim de uma jornada de trabalho. Estou, geralmente, exausta da rotina casa-escolinha-trânsito-trabalho-escolinha-casa para almoço de 15 minutos-trabalho-casa.
Mas tudo vale a pena por essas pequenas, né!
Amei!!! Me enxerguei saindo de casa!!!
Beijos
Oi Camila,
Aqui foi assim também, eu achava impossível que um dia conseguisse chegar no trabalho no horário novamente (8h), mas, agora, 6 meses depois, já estou craque, consigo chegar até uns minutinhos antes. A regurgitação era um problema, eu colocava ela no carrinho depois de mamar e daí que trocava a minha roupa, e ela ia de babeiro para a escola, para não chegar lá já molhada.
Ah, eu levo a minha filha no carrinho até o carro, é mais fácil colocar o dito no porta malas que ficar equilibrando as bolsas, sem contar que no final do dia sempre tem mais alguma coisa para levar para o apto.
E as coisas caindo no chão com o nenê no colo, é a parte da ginástica de fortalecer as pernas, senão iríamos ficar com os braços fortes e as pernas fracas, hehehe.
Gurias!
Tudo igual!
E uma boa notícia é que a ginástica realmente funciona!! No último mês emagreci 2kgs e a nutri, ao medir minha massa corporal, me informou que eu perdi SÓ massa gorda!
Detalhe: não faço "ginástica" propriamente dita.
Moral da história: essa ginástica-maternal realmente dá resultado muscular!! hahahahaa
Sim, muito comum, até demais, me finei de rir....achei que só eu passava por estes apertos....
Prima, adorei!!!! Ainda não entrei nessa fase, mas já vi muito disso com amigas, irmã...rs, realmente não é mole a rotina das mamães, parabéns a todas que conseguem encarar tudo com muito amor e humor!!! bjus
Ginástica eu fazia quando estava saindo pra viajar, mãe polvo era eu rsrs
E o celular tocando com minha mãe perguntando se eu já tinha saido. Já nem atendia mais rsrs
Me vi saindo de casa! Bolsa, notebook, chave do carro, chave de casa, bolsa do Francisco e o Francisco com seus 12 kg, 4 lances de escada, socoooooooooooooooooooooooorro!
É bem isso mesmo...dou mamá com o celular, o telefone sem fio e a chave de casa do lado (caso toque a campainha e precise da chave), além do copo de água. Ela até já aprendeu a esperar... mas a saída de casa é sem dúvida o mais difícil... vai ver foi essa parte de agachar pra pegar as coisas que me deixou com as pernas grossas, nunca foram assim!!! Nem na época de academia... se bem q o sobe e desce de escada com bebê no colo também contribui... hehehe pelo menos a gente consegue rir da situação.
Camila!!! Me diverti lendo este texto, ainda mais que estava me revendo em cada cena... hehe... Com dois filhos então, apesar da diferença boa de idade (5 anos) cada saída de casa é uma mistura de ginástica/mudança/comédia! Muito tri!!! Adoro o blog e teus textos!
Hahahaha...ri muito!!!
É assim mesmo, mãe só muda de endereço.
Muito bom Camila!!! é exatamente assim a saída de muitas mamães que como a gente multiplicam as pernas , as mãos e o corpo inteiro para atender os pequenos que nos cansam , mas ao mesmo tempo nos tornam mulheres mais felizes!!! eu várias vezes me pego rindo de mim mesma saindo de casa com a Helena!!! amotudo!!!
Gurias...vocês esquecerem das bonecas e brinquedos em geral que os pequenos resolvem querer levar para a escolinha...que acabamos tendo que carregar e muitas vezes na metade do caminho até a garagem eles pulam para o chão...hahaha...pior é a cadeira que dentro tem um Lego, que a Laura adora e teima em carrgar onde vai, e que se abriu no meio do corredor...nossa....muitas emoções... tem também as chaves que ela quer levar mas aí no meio do caminho também resolve cair no chão...e para completar tem o dia que a mamãe não pode pegar a pequena na escolinha, aí tem que subir as escadarias da creche com ela no colo, a bolsa e a cadeira para minimizar o tempo pois geralmente já saímos de cada atrasadérrimas....
Abraços a todas Super Mães...
Camila, vemos nossas vidas na tua história, realmente. Também passei por apertos com meus dois filhos... Algumas vezes, depois de fazer comprinhas necessárias no supermercado, cheguei em casa e encontrei a placa "Elevador em Manutenção". Vontade de sentar no chão e chorar! Mas, que nada! Bora subir os 5 andares com um bebê, todas as bolsas e mais uma pequena de 3 ou 4 anos... Mas a pior aconteceu numa manhã em que, já em cima da hora (prá variar), antes de levá-los prá escola e ir pro trabalho, resolvi colocar uma roupa na máquina, já que no outro dia a faxineira estaria em casa. Deixei o Germano engatinhando pela cozinha e me distraí por alguns segundos, quando ouvi as risadinhas dele e um grito de susto da Isadora, então com 4 anos. Ele estava sentado na chão, com uma garrafa de óleo de soja recém aberta no meio das pernas. Apertava-a e se deliciava rindo com o óleo saltando! Lembra aquela vontade de sentar no chão e chorar? Como terminou a história: aproveitei a máquina e coloquei toda a roupa dele junto,mais uma boa quantidade de detergente de cozinha. De salto alto, derramei água sanitária no chão e esfreguei, com os pés, um pano. Amanhã a faxineira vem... Quem de nós não passou por essas ?
Olá, vou aproveitar o espaço para ver se tem alguma mamãe interessada em comprar um carrinho travel system galzerano por 300 reais e um chiqueirinho galzerano rosa por 100 reais, estão em ótimo estado, caso tiverem interesse, podem mandar email para giselleber@bol.com.br que envio fotos deles e meu telefone, obrigada!
[...] Como sempre, gosto de compartilhar aqui no blog porque sei que não estou sozinha nessas situações "praticômicas"! [...]