Diálogos de uma noite recente em que o guri comentava as peripécias do dia:
- Sabe, mãe, eu, o Renato e o Victor vamos trabalhar na profissão "de trem"... Aí, se um tirar férias, o outro vai fazer o trabalho dele, e a gente se ajuda
(Dia desses, comentei com o guri que, agora, que voltava de férias, um colega saía. E era a minha vez de assumir também as suas funções. Que um ajudava o outro, e todo mundo podia sair pra descansar com a família como a gente fez)
- Mas eu não vou ser como tu, mãe. Não vou trabalhar tanto. De manhã, de tarde, de noite... Eu vou querer sair com minha namorada todo dia, fazer um lanche...
(Pelo menos os pequenos percebem as mães que são donas de casa e também trabalham fora, enfim, que passam na correria... E entendem que nem sempre é possível parar para brincar. Sobre a namorada... ah, esse assunto está chegando cedo demais pro meu gosto)
- Eu não vou querer trabalhar tão cedo. Cansa demais. Ainda vou querer brincar bastante
(Será que era só no nosso tempo de criança que a gente queria crescer rápido? Por enquanto, não percebo essa vontade no piá... Ainda bem, né?)







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