Nunca gostei do pretinho. No máximo, ele fazia parte das minhas refeições na segunda-feira. Sou de família alemã, e o feijão não está entre os pratos mais servidos. Mas o pequeno puxou ao pai, que adora a dupla feijão/arroz. Até no domingo, diante de um suculento churrasco, vem a reivindicação:
- Não tem feijão hoje?
Por muito tempo, era o pai que fazia o feijão. Eu também fiz muitos que não chegavam nem perto a um prato saboroso. Ou o feijão ficava aguado. Ou o grão meio duro. Ou muito salgado. Era difícil acertar, mas o pequeno nunca reclamava, o pobrezinho...
Até panela de pressão, que me causava grande pavor, eu aprendi a pilotar na tentativa de acertar no prato preferido do guri. Sempre tentei, poucas vezes acertei 100%, mas nunca desisti. Até a sogra, que faz feijão quase todos os dias, me indicou certa marca.
Com a indicação na mão, resolvi seguir as instruções que estavam atrás do pacote. Pensei: se eu fizer tudo igualzinho, tem de dar certo. Não deixei passar um minuto do tempo de cozimento indicado. E não é que funcionou? O feijão saiu cremoso, o grão no ponto, o tempero, uma delícia.
Fiquei tão faceira que congelei em potes, e teve feijão todos os dias da semana. O guri me enche de elogios e pede repeteco, coisa raríssima de acontecer (já que, tradicionalmente, é "uma briga" para ele rapar o prato).
O que a gente não faz para agradar um filho? Depois de acertar no feijão, as panelas que me segurem...







Pois é, meu marido tambem é de descendência alemã (vale dos sinos), tambem foi criado assim, com dia certo para comer feijão, enfim deixa pra lá, minha Olivia adora feijão, mas de um ano pra cá não quer mais o grão, se encontra casca na lingua dá ânsia, então bato no liquidificar ou passo no coador, aproveito pra cozinhar junto legumes, chuchu, abóbora (adoro), cenoura, beterraba, pelo menos 2 tipos, assim desmancha e não tem como ela fazer seleção no prato, arroz tambem com legumes, arroz "da barbie" o predileto (segredo coloco muita beterraba) da uma corzinha q agrada.